Férias Frustradas de Verão

Férias Frustradas de Verão

Recém formado no colégio, James Brennan (Jesse Eisenberg) pretendia viajar para a Europa. Mas, sem dinheiro, ele é obrigado a desistir da viagem e pegar um emprego de verão no parque de diversões Adventureland.

Férias Frustradas de Verão (Adventureland no original) é um bom filme. Mas, infelizmente, está sendo vendido da maneira errada por aqui – a divulgação dá a entender que trata-se de uma comédia – primeiro pelo diretor, Greg Mottola, o mesmo de SuperbadÉ Hoje; depois, pelo título em português, copiando aquela famosa franquia com cara de Sessão da Tarde. E não tem nada de comédia aqui!

Trata-se de um drama, um filme sério, sobre amadurecimento e entrada no “mundo adulto”. James tem seu primeiro contato com problemas no trabalho e, mais importante, com problemas com garotas.

O elenco está muito bem. Eisenberg convence como protagonista (apesar de seu personagem ter a cara de Michael Cera, de Juno). Ryan Reynolds, normalmente exagerado, aqui está contido como o papel pede. O elenco ainda conta com Martin Starr, Bill Hader (talvez um pouco caricato demais), Kristen Wiig e Margarita Levieva. A bola fora é Kristen Stewart, que aqui repete todos os maneirismos da sua Bella, da saga Crepúsculo. (Stewart estará em breve nos cinemas interpretando Joan Jett, no filme Runaways. Tomara que ela não estrague o filme!)

A trilha sonora do filme, que se passa em 1987, foi bastante elogiada. Só temos músicas dos anos 80. Mas nem toda a trilha fez sucesso por aqui. Talvez os fãs das festas Ploc achem algumas músicas estranhas…

Ah, sim, já falei mas vou repetir: é preciso criticar o título nacional do filme. Por mais que exista um sentido em chamar de Férias Frustradas de Verão – afinal, James teve suas férias de verão frustradas pela falta de grana – este nome remete à clássica franquia Férias Frustradas (National Lampoons Vacation), estrelada por Chevy Chase. Ou seja, cuidado ao procurar este Adventureland na locadora, porque estão rotulando-o como algo que ele não é!

p.s.: em 2009, Jesse Eisenberg fez este Adventureland e o já falado aqui Zombieland. Qual será o seu próximo “land”?

Dupla Implacável / From Paris With Love

Dupla Implacável / From Paris With Love

James Reece (Jonathan Rhys Meyers) é o assistente do embaixador americano em Paris, mas gostaria de ter uma vida com mais ação. Até que é escalado para trabalhar ao lado do agente Charlie Wax (John Travolta), que precisa desvendar uma rede de terroristas, e utiliza métodos não usuais para conseguir seus objetivos.

Já falei aqui no blog que sou fã do John Travolta, né? Então, imagine um filme desses de ação, com muitos tiros e explosões – aqueles com a cara do Jason Statham – mas com Travolta no papel principal. John Travolta careca e de cavanhaque, num papel de “agente-bad-mother-f%$#cker”. Boa ideia, não?

A escolha de Travolta para o papel de Charlie Wax é o que transforma Dupla Implacável em um filme diferente dos outros. O filme em si não tem nada demais. Mas Wax não é um simples brutamontes boçal. Inteligente, irônico e sarcástico, Wax faz o filme valer a pena.

Travolta teve um bom início de carreira nos anos 70 e viveu altos e baixos nos anos 80. Até que, em 1994, Tarantino e seu Pulp Fiction alavancaram Travolta novamente ao topo do estrelato, de onde ele não merecia ter saído. De lá pra cá, foram vários os bons filmes no currículo, como O Nome do Jogo, A Outra Face, A Senha – Swordfish, A Filha do General, Hairspray e O Sequestro do Metrô 123. (Ah, sim, para os fãs de Tarantino, Dupla Implacável traz uma sutil e divertida citação a Pulp Fiction!)

O resto do elenco, que além de Meyers conta com Kasia Smutniak, Richard Durden e Amber Rose Revah, não ajuda nem atrapalha – é só o resto. O filme é de Travolta!

(Kelly Preston, a sra Travolta, aparece num cameo. É a loira de óculos escuros na torre Eiffell, que está atrás de Reece quando este liga para a namorada. O imdb falou de um cameo semelhante de Luc Besson, mas heu não achei…)

O filme foi dirigido por Pierre Morel, que dois anos atrás nos deu o bom Busca Implacável, com Liam Nesson no papel do “agente-bad-mother-f%$#cker”. Este foi seu terceiro filme, já baixei mas ainda não vi o primeiro, B13 – 13º Distrito.

Dupla Implacável foi escrito e produzido por Luc Besson. Acho curioso que Besson não dirige mais filmes de ação (seus dois últimos foram o drama fantástico Angel-A e o infantil Arthur e os Minimoys), mas continua em plena atividade no estilo como escritor e produtor, como nos três Carga Explosiva, na série Taxi e nos três filmes de Pierre Morel.

Preciso falar do nome do filme. Acredito que para os distribuidores brasileiros querem nos lembrar de Busca Implacável o filme anterior do mesmo diretor. Mas não gostei, a dupla não merece estes epíteto, afinal, Reece é um cara caretão, que é colocado ao lado de Wax, um cara fora dos padrões. A dupla funciona bem, mas é por causa de suas diferenças.

E tem o nome gringo – acho que quiseram traçar um paralelo com From Russia With Love, o nome original de Moscou Contra 007. Mas confesso que me lembrou mais o recente Paris Eu Te Amo

Os mais caretas vão reclamar que Dupla Implacável tem uma história exagerada demais, e muitos furos no roteiro. Bem, para estes, pergunto:onde mais podemos ver John Travolta descendo num poste de bombeiros, de cabeça para baixo, atirando com uma metralhadora? 😀

Dupla Implacável é um dos filmes de ação mais divertidos dos últimos tempos. Desde que não levemos tudo a sério, claro!

Humains

Humains

Recentemente, a França tem nos dado alguns bons filmes de terror, como por exemplo Haute Tension, A l’Interieur e Martyrs. Claro que heu tinha vontade de ver este Humains, né?

Atravessando os Alpes Suíços, um grupo de pessoas sofre um acidente, e seu carro acaba caindo por uma grande ribanceira. Sem ter como voltar à estrada, se perdem numa floresta, até que descobrem que não estão sozinhos…

O filme, que passou aqui no Brasil no festival SP Terror do ano passado, mas não tem previsão de lançamento, foi dirigido pela dupla Jacques-Olivier Molon e Pierre-Olivier Thevenin, que trabalharam na maquiagem de A l’Interieur. Ou seja, mais um motivo para vermos Humains. Pena que nem tudo funciona…

É difícil falar mais sem spoilers. Então, lá vai o aviso!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

Você conhece o termo “suspensão da descrença”? É quando, numa obra de ficção, a gente acredita que algo impossível pode acontecer. Por exemplo, é quando aceitamos que o Super-Homem pode voar por ter nascido em Krypton, ou então que humanos podem se juntar a elfos, anões e hobbits para proteger um anel mágico.

Aqui em Humains, temos que aceitar que ainda existem Neandertais. Hoje, em pleno sec. XXI, no meio dos Alpes, uma região com intenso tráfego de pessoas nos últimos milênios. E mesmo assim, esses Neandertais nunca foram descobertos.

Ok, Neandertais ainda existem, “comprei” a ideia. Mas aí a gente descobre que eles são ajudados há décadas por pessoas locais. Aí não, né? Como assim, Neandertais estão lá, há milênios, tendo contato com a civilização, e não evoluíram nada???

Não entendo de Neandertais, mas achei isso forçado demais…

FIM DOS SPOILERS!

Se você conseguir não se incomodar com isso, o filme nem é ruim. Temos alguma tensão e interessantes reviravoltas no roteiro. Não rola muito gore, mas os efeitos e a maquiagem são bons. O filme demora um pouco pra engrenar, mas a parte final tem um ritmo muito bom.

Enfim, não é “um novo clássico do terror francês”, mas vai distrair os menos exigentes.

http://depositfiles.com/pt/files/q0onaazg

Preciosa – Uma História de Esperança

Preciosa – Uma História de Esperança

Tudo na vida de Clareece Precious Jones está errado. Pobre, analfabeta e gorda, muito gorda, ela está grávida do segundo filho, ambos frutos de estupros cometidos pelo próprio pai. Detalhe: Precious tem apenas 16 anos! E isso não é tudo, ainda tem coisa pior a ser revelada…

É complicado falar sobre um filme como Preciosa – Uma História de Esperança. Afinal, o filme dirigido por Lee Daniels é muito bom no que se propõe: causar desconforto ao espectador. Acho inclusive que usar a câmera na mão, como se fosse algo documental, ajudou nesse sentido. Trata-se de um filme muito pesado. Em vários momentos, a gente torce para acontecer algo de muito ruim com aquela mãe!

A atriz Mo’Nique, que interpreta a mãe, é um show à parte. Muito merecidamente, ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante este ano, para guardar ao lado do Globo de Ouro, do Bafta (o Oscar inglês), do prêmio do sindicato de atores e do Critics Choice. Tudo isso por interpretar um dos personagens mais repugnantes da história do cinema.

A estreante Gabourey Sidibe também está muito bem como a protagonista Precious. Pena que ela já tinha 24 anos na época das filmagens. Isso é um dos pontos fracos do filme, afinal, ela parece velha demais para uma adolescente.

O bom elenco, que ainda conta com uma ótima atuação de Paula Patton como a professora, traz também dois grandes nomes da música. Lenny Kravitz faz o enfermeiro, enquanto uma Mariah Carey, despida do visual habitual, faz a assistente social.

O filme ainda traz uma coisa interessante: achei muito boa a solução criada para as fugas internas de Precious – nos momentos mais difíceis, ela se imagina glamourosa como uma pop star.

Teve uma coisa que não gostei: o nome original. “Preciosa, baseado no livro Push, de Saphire“. Precisava disso tudo no nome do filme? Imagine se a moda pega. Aquele filme do qual falei outro dia seria “Renascido das Trevas, baseado no romance O Caso de Charles Dexter Ward, de H.P. Lovecraft“…

Preciosa – Uma História de Esperança não é para qualquer hora. Mas é uma boa opção para aqueles dias que você acha que sua vida é ruim.

O Pássaro das Plumas de Cristal

O Pássaro das Plumas de Cristal

Há tempos que heu queria ver este filme, um dos maiores clássicos do terror italiano, justamente o filme de estreia do hoje consagrado Dario Argento.

De passagem pela Itália, o escritor americano Sam Dalmas (Tony Musante) presencia uma tentativa de assassinato. Logo se vê envolvido com um cruel assassino serial. Antes de voltar para os EUA, resolve ajudar a polícia a achar o assassino.

Já falei aqui no blog sobre giallo, lembram? Giallo é aquele estilo italiano de filme policial onde temos um misterioso assassino, crueis mortes e muito sangue cenográfico. Bem, lançado em 1970, O Pássaro das Plumas de Cristal (L’ Uccello dalle piume di cristallo no original) não foi o primeiro giallo, mas provavelmente é o mais famoso.

Aliás, o título é curioso. O tal pássaro com plumas de cristal realmente existe e é importante para a trama, mas sua participação no filme é tão pequena… Preciso ver agora os dois filmes seguintes de Argento, que também usam animais no título, O Gato de Nove Caudas e Quatro Moscas no Veludo Cinza!

O elenco não traz nenhum nome muito famoso. Além de Musante, temos Suzy Kendall, Enrico Maria Salerno, Eva Renzi e Umberto Raho. Claro que rola um certo “exagero” nas atuações – inclusive achei algumas cenas meio desnecessárias. Mas sei que Argento sempre usou atores desta maneira, então não há nada de estranho aqui.

Na equipe técnica, temos pelo menos dois nomes incomuns quando se fala de cinema de terror. Quem assina a trilha sonora é Ennio Morricone, indicado cinco vezes ao Oscar e ganhador de um prêmio especial da Academia, famoso por trilhas como A Missão, Era Uma Vez na América e Os Intocáveis. Dois anos antes, Morricone fizera a trilha de Era Uma Vez no Oeste, escrito por Argento. E a fotografia está a cargo de Vittorio Storaro, que depois ganhou três Oscars, por Apocalypse Now, Reds e O Último Imperador.

Enfim, hoje, 40 anos depois de seu lançamento, O Pássaro das Plumas de Cristal ainda vale a locação / dowload!

Renascido das Trevas

Renascido das Trevas

Morto no fim do ano passado, Dan O’Bannon, roteirista de Alien e Força Sinistra, só dirigiu dois longas: o genial A Volta dos Mortos Vivos, e este quase desconhecido Renascido das Trevas.

Uma mulher procura um detetive particular para tentar descobrir o paradeiro de seu marido. A princípio, o detetive desconfia que se trata de um simples caso de “pulada de cerca”, mas logo descobre que está entrando num universo muito mais sinistro.

O filme foi baseado em The Case of Charles Dexter Ward, o único romance escrito por H.P. Lovecraft, um dos maiores nomes da literatura de horror. Os textos de Lovecraft são sérios. Aqui, não cabia um tom engraçado, como O’Bannon tão bem soube fazer em A Volta dos Mortos Vivos. E ele mostra que também sabe fazer filme de terror sério. Mesmo na parte final, quando entramos no mundo subterrâneo onde vivem as estranhas criaturas, tão comuns em histórias “lovecraftianas”, o filme não cai na galhofa.

Ok, os efeitos especiais já “perderam a validade”, e não dão mais medo em ninguém. Mas não são toscos, o filme não tem cara de trash!

O elenco traz um nome famoso entre os fãs de filmes de terror dos anos 80: Chris Sarandon, de A Hora do Espanto, um dos mais divertidos filmes de vampiro da década. Além de Sarandon, John Terry, Jane Sibbet e Robert Romanus.

Vou contar um “causo” curioso que envolve este filme. Ele nunca foi lançado em dvd – nem aqui, nem lá fora. Mas existe na internet para baixar. Ok, baixei e assisti. Depois disso, revirando os meus vhs velhos e mofados – aqueles que separei “pra ver um dia” – não é que achei este filme? Tá lá, no armário…

O Segurança Fora de Controle

O Segurança Fora de Controle

Não sei se isso acontece com vocês. Mas, de vez em quando, quando acabo de ver um filme, fico meio sem saber o que vi. Qual seria o propósito, o objetivo de um filme destes?

Ronnie Banhardt (Seth Rogen) é um sujeito meio desequilibrado que trabalha como segurança num shopping center. Seu sonho é ser reconhecido como um herói, mas não consegue por causa de seu problema de distúrbio bipolar.

O Segurança Fora de Controle (Observe and Report no original) chegou aqui classificado como comédia. Mas confesso que não consegui rir em nenhum momento…

Mas o fato de ser uma comédia sem graça não é o que faz O Segurança Fora de Controle ser um filme ruim. Hollywood tem feito algumas comédias meio sem graça ultimamente, acho que é a nova “onda” por lá, no momento. O problema é que não dá pra se identificar com um cara como Ronnie, completamente sem carisma e que se mete em coisas erradas.

Não dá nem pra dizer se Rogen está bem ou não no papel, afinal, ele interpreta um cara desprezível. Mas dá pena de Ray Liotta, que já teve papéis melhores à mão… Ainda no elenco, Anna Faris, Michael Peña e Collette Wolfe.

O Segurança Fora de Controle é o segundo filme escrito e dirigido por Jody Hill. Acho que ele quer ser um novo Judd Apatow – que, por sua vez, nem é tão engraçado assim. Mas ainda falta talento ao jovem Jody… E quanto a Rogen, bem, esse tem uma carreira mais sólida. Aguardamos ansiosos pelo seu Besouro Verde!

O Segredo dos seus Olhos

O Segredo dos seus Olhos

E, pela segunda vez, a Argentina ganha o Oscar de melhor fime em língua estrangeira, enquanto o Brasil ainda não tem nenhum. Bem, bairrismos à parte, não é que O Segredo dos seus Olhos é bom?

Benjamín Espósito (Ricardo Darín), já aposentado, resolve escrever um romance, contando um caso marcante da época que trabalhava no Tribunal Penal de Buenos Aires, na década de 70. Assim, a trama volta 25 anos no tempo, até 1974, época que Espósito ficou obcecado com o cruel estupro seguido de assassinato de uma jovem.

O Segredo dos seus Olhos se parece com uma história policial – e traz todos os elementos característicos a este tipo de filme. Mas, na verdade, lá no fundo, trata-se de uma história de amor não resolvido. Sim, pode ver com a patroa, ela vai gostar.

O filme foi dirigido por Juan José Campanella, que tem alternado uma carreira de sucesso no cinema argentino (seu filme de 2001, O Filho da Noiva, também foi indicado ao Oscar de filme estrangeiro) com trabalhos em Hollywood, dirigindo de episódios de séries como House, Law & Order e 30 Rock.  Aqui, Campanella repetiu o casal de atores de O Mesmo Amor, A Mesma Chuva, de 1999, Ricardo Darín (seu “ator assinatura”) e Soledad Villamil. Ainda no elenco, Guillermo Francella, Pablo Rago e Javier Godino.

Preciso falar de uma cena, a melhor cena do filme, que acontece num estádio de futebol. Na verdade, começa fora, num travelling aéreo, sobrevoa o campo (durante o jogo!), encontra os personagens no meio da arquibancada lotada e começa uma perseguição. Tudo isso em um único plano sequencia que dura exatos cinco minutos! Só esta cena já vale o ingresso!

Bom filme. Talvez um pouco longo (pouco mais de duas horas), mas mesmo assim, vale a pena.

Ilha do Medo

Ilha do Medo

Uêba! Filme novo do Scorsese nos cinemas cariocas!

1954. Dois agentes federais são mandados à Ilha Shutter, onde funciona um hospital psiquiátrico, para investigar o desaparecimento de uma paciente. Uma grande tempestade os impede de sair da ilha, e eles acabam descobrindo que existe algo de estranho com a ilha.

Ilha do Medo chama a atenção por ser um “filme de gente grande”. Enquanto Hollywood está cada vez mais infestada de novas pequenas produções, sempre econômicas, é legal ver um filmão à moda antiga, com bons atores, trama bem elaborada, fotografia bem cuidada e trilha sonora impactante. De quebra, os efeitos especiais são discretos e perfeitos.

Este já é o quarto filme de Scorsese com Leonardo DiCaprio no elenco principal (os outros foram Gangues de Nova York, O Aviador e Os Infiltrados). Parece muito, mas na verdade, Scorsese já fez parcerias assim antes, como ao lado de Robert de Niro (acho que foram oito filmes até agora: Caminhos Perigosos, Taxi Driver, New York New York, Touro Indomável, O Rei da Comédia, Os Bons Companheiros, Cabo do Medo e Cassino). DiCaprio ainda não é um De Niro, mas já se destaca como um dos melhores atores de sua geração.  Ao seu lado, Ilha do Medo conta com um elenco de primeira, com nomes como Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Max Von Sydow, Michelle Williams, Emily Mortimer, Patricia Clarkson, Jackie Earle Haley, Elias Koteas, entre outros. Todos estão ótimos! (Aliás, os dois últimos que citei, Haley e Koteas, estão assustadores!)

Adaptação do livro Paciente 67, de Dennis Lehane (o mesmo que escreveu o premiado Sobre Meninos e Lobos), o roteiro de Ilha do Medo nos leva a uma interessante viagem, onde não sabemos exatamente o que é mentira e o que é verdade. Acredito que parte do público pode não gostar, já que nem sempre o que está na nossa frente é a verdade… E uma prova de que estamos diante de um filme diferente do “mais do mesmo” é o cuidado com a fotografia em cada cena. Imagens belíssimas compõem o resultado, em pouco mais de duas horas de projeção.

Um detalhe curioso sobre a música do filme: a trilha sonora não é original, composta para o filme, são temas clássicos. O tema principal é a assustadora Sinfonia número 3 de Penderecki. Independente do filme, dá medo de ouvir.

Não sei se Ilha do Medo entrará para a história como um dos grandes filmes de Scorsese, afinal, o cara já fez muita coisa boa. Mas podemos afirmar que estamos diante de um dos melhores filmes deste 2010 que começou há pouco!

Scrubs – Nona Temporada

Scrubs – Nona Temporada

Comecei a ver o seriado Scrubs meio na “inércia”. Heu via vários outras séries no canal Sony no início dos anos 2000 (heu ainda via tv a cabo, só comecei a baixar filmes e séries lá pra 2007). Então, quando aparecia uma nova sitcom na grade, normalmente, heu começava a acompanhar…

Em Scrubs, acompanhamos o dia a dia de JD, John Dorian (Zach Braff), um recém formado em medicina, e seus primeiros passos no hospital, ao lado dos amigos Chris Turk (Donald Faison) e Elliott Reid (Sarah Chalke). No hospital, rola espaço para alguns personagens ótimos, como o dr. Perry Cox (John C McGuinley), o zelador implicante (Neil Flynn) e o loser Ted (Sam Lloyd).

Scrubs é uma sitcom diferente. Pra começar, não temos a famigerada “claque” – aqueles risos forçados em cada piada. E o formato é interessante: boa parte das ações se passa dentro da cabeça e da imaginação de JD. E as piadas não apelam para o pastelão, aliás, por estarem dentro de um hospital, nem sempre era engraçado.

Achei que a oitava temporada, que terminou ano passado, seria a última. No fim da temporada, JD se despede, e o último episódio (duplo) se chama “My Finale”. Ok, foram oito anos, a série foi boa, chega, agora vamos dar espaço para novas séries com novas ideias. Certo?

Errado. No fim de 2009, vi anúncios da “nova temporada de Scrubs. Como assim?

É, não acabou. Eles saíram do hospital, e foram para uma escola de medicina. Acredito que a manobra foi para “passar o bastão” para o novo elenco.

Achei a ideia muito ruim. Não era melhor terem feito um spin-off, como fizeram com os CSI? Ou Joey (que veio de Friends), ou Caprica (que veio de BSG)?

Na minha humilde opinião, a nova temporada de Scrubs é ruim pelos seguintes motivos:

– Toda a concepção da série é para se usar o JD como protagonista. Se Zach Braff quer largar a tv porque começou uma carreira como ator e diretor no cinema, pena, a série sem ele não tem sentido.

– A mudança para a escola acabou com alguns personagens. E alguns dos melhores coadjuvantes foram embora, como Ted e o zelador. A presença de ambos era quase certeza de boas piadas!

Last, but not least: nem todo bom médico é um bom professor! Achei esquisito de repente ver os caras numa sala de aula…

Enfim, comecei a ver a nona temporada, mas parei depois do sexto episódio. E confesso que não tenho vontade de retomar…