Uma Noite Fora de Série

Uma Noite Fora de Série

Phil e Claire Foster são um casal comum de Nova Jersey. Até que uma noite resolvem mudar a rotina e ir a um badalado restaurante em Nova York. Mas são confundidos com outro casal e acabam envolvidos com bandidos, num esquema de chantagem que atinge um grande mafioso e um homem público famoso.

Diferente do que parece, Uma Noite Fora de Série (Date Night no original)não é uma comédia romântica. A química entre o casal protagonista funciona bem, mas estamos bem longe do humor típico do estilo. O humor aqui está mais para aquele tipo de comédia do cara errado no lugar errado.

A ideia lembra um pouco o divertido Depois de Horas, de Martin Scorsese, aquele onde Griffin Dunne não consegue voltar para casa e se mete numa roubada atrás da outra. Mas a trama de Uma Noite Fora de Série é mais linear – na verdade, os problemas encontrados pelo casal Foster ao longo de sua “noite de encontro” são consequências de seu primeiro ato.

O filme dirigido por Shawn Levy (diretor dos dois Uma Noite no Museu e da primeira refilmagem de A Pantera Cor-de-Rosa) é leve e divertido. Acredito que boa parte dos méritos se dão ao casal de protagonistas, a escolha de ambos foi muito boa. Steve Carell é conhecido do grande público, por comédias como O Virgem de 40 Anos e Agente 86. Tina Fey não é um nome tão famoso por aqui, mas ela faz um ótimo trabalho na sitcom 30 Rock, onde é roteirista e personagem principal.

E o filme não se resume aos dois. Co-estrelando, temos Taraji P. Henson, Jimmi Simpson e Common. E além destes, são vários os atores famosos fazendo pontas, como Ray Liotta, Mark Wahlberg, Mila Kunis, James Franco, William Fichtner, Mark Ruffalo, Kristen Wiig e Leighton Meester.

Uma Noite Fora de Série não vai mudar a vida de ninguém. Mas é uma boa opção para uma sessão de cinema descompromissada.

Spartacus – Primeira Temporada

Spartacus – Primeira Temporada

Sei que já falei de Spartacus: Blood and Sand aqui no blog. Mas gostei tanto da primeira temporada que vou falar de novo!

Na trama, o soldado trácio Spartacus é capturado, transformado em escravo, e é jogado na arena para ser morto. Mas acaba mostrando seu valor e virando o campeão dos gladiadores. E tudo é mostrado com muita violência, muito sangue, muita nudez e muito sexo.

Spartacus começou bem, mas admito que no início não era nada original. Era uma mistura de Gladiador com 300. Legal, divertida, mas nada demais. Mas a partir do meio da temporada, a trama começou a focar mais nos joguinhos políticos e interesseiros entre os personagens. É o tempo todo um fazendo alguma coisa pelas costas do outro! E isso tornou a série, que já era boa, em ótima.

Outra coisa boa da série foram os diálogos bem escritos falados por personagens bem construídos. Por exemplo, o Batiatus, muito bem interpretado por John Hannah, egocêntrico e capaz de quaquer coisa para ver a ascenção do seu nome, foi um personagem fantástico.

(Fiquei até com vontade de ver (ou rever, sinceramente não lembro se já vi) o filme Spartacus. Tá, não vai ser nenhum sacrifício ver um filme dirigido pelo Kubrick e estrelado por Kirk Douglas…)

Gosto de séries assim. Apenas 13 episódios, sem enrolação. E os útlimos capítulos rumaram para um excelente final de temporada. O último episódio se chamou “Kill Them All”. Toda a raiva acumulada pelo nosso herói Spartacus culminou numa catarse de violência e sangue que me lembrei do meu Top 10 de maiores massacres do cinema!

Recomendo!

A Montanha Enfeitiçada

A Montanha Enfeitiçada

Com um passado ligado ao crime, o grandalhão Jack Bruno (Dwayne Johnson) trabalha como taxista e tenta ficar longe de problemas. Mas acaba se envolvendo como dois passageiros, um casal de irmãos adolescentes – que não são exatamente o que parecem ser.

A Montanha Enfeitiçada é Disney. Isso tem o seu lado bom e seu lado ruim. Por um lado, a qualidade técnica é indiscutível. Mas, por outro lado, a Disney é famosa por ser previsível e “água com açúcar”…

E aqui o padrão Disney está presente. Os efeitos especiais são excelentes – alguns deles são realmente impressionantes, como, por exemplo, o momento onde um dos adolescentes pára o carro na estrada. Mas, por outro lado, a trama é tão bobinha… Ok, trata-se de um filme para o público infanto-juvenil. Mas precisava ser tudo tão óbvio?

Dirigido por Andy Flickman, A Montanha Enfeitiçada é a refilmagem do filme homônimo, também da Disney, de 1975. Os nomes em português são iguais, mas em inglês o original se chama Escape to Witch Mountain, enquanto  a refilmagem é Race to Witch Mountain. Não vi o original, não posso dizer qual dos dois é melhor…

No elenco, Dwayne Johnson, que antes era chamado de “The Rock”, está eficiente como o “taxista bom de briga”. Ele está naquele momento da carrreira onder quer diversificar e deixar os filmes de ação de lado – Arnold Swarzennegger e Sylvester Stallone percorreram este caminho anos atrás. Além dele, temos Carla Gugino, Ciarán Hinds, Tom Everett Scott, e os jovens AnnaSophia Robb e Alexander Ludwig. E uma ponta de Cheech Marin como o mecânico.

Enfim, um filme correto e bem feito, que vai agradar as crianças e os adultos menos exigentes.

Simplesmente Complicado

Simplesmente Complicado

A ideia era boa: uma comédia romântica usando os veteranos Meryl Streep, Alec Baldwin e Steve Martin. Pena que o resultado ficou a desejar…

Jane, bem sucedida profissionalmente, mantém uma relação amigável com seu ex, pai de seus três filhos, de quem está separada há dez anos. Até que um dia, ela tem uma “recaída” e eles começam a se ver de novo. Detalhe: ele está casado com uma outra bem mais nova. Detalhe 2: a separação aconteceu porque ele começou a ter um caso com a atual esposa.

Vejam bem, Simplesmente Complicado não é um filme ruim. É que, não sei vocês, mas heu esperava mais.

Escrito, produzido e dirigido por Nancy Meyers (de Alguém Tem Que Ceder e O Amor Não Tira Férias), Simplesmente Complicado foi vendido como uma comédia. E tem poucos momentos engraçados. E, pra piorar, o filme é longo, são mais de duas horas!

Sobre o elenco, Meryl Streep está ótima, como sempre. Alec Baldwin, que era um galã meio canastrão nos anos 80 (época que era casado com a então gostosona Kim Basinger), atualmente está bem cotado pelo seu bom personagem na sitcom 30 Rock, e aqui também está bem. Já Steve Martin parece que está no filme errado… Seu papel é sério, deu saudade dos bons tempos, quando ele era um dos atores mais engraçados de Hollywood.

O filme é correto. Tecnicamente bem feito, tem boas atuações, e vai emocionar o público alvo nos momentos-chave. Só que poderia ser melhor, bem melhor…

B13 – 13º Distrito

B13 – 13º Distrito

Depois de ter visto, por acidente, a segunda parte antes da primeira, consegui ver desta vez o filme certo, B13 – 13º Distrito.

Num futuro próximo, Paris isolou os seus subúrbios mais violentos, cercando-os com altos muros. Dentro do 13º Distrito (um destes subúrbios cercados), o destino coloca lado a lado Damien (Cyril Raffaelli), um policial incorruptível, e Leito (David Belle), morador de lá que luta para ter uma boa vizinhança.

B13 – 13º Distrito é um excelente filme de ação. Como falei no post sobre B13-U: 13º Distrito Ultimato, a escolha dos dois atores principais foi muito boa. Cyril Raffaelli é especialista em artes marciais e David Belle é um dos criadores do parkour. Inicialmente antagonistas, depois lado a lado, os dois são carismáticos e protagonizam cenas de tirar o fôlego. E tudo isso em menos de uma hora e meia de projeção!

Detalhe: trata-se de um filme francês! Com roteiro e produção de Luc Besson, a estreia de Pierre Morel (Busca Implacável, Dupla Implacável) na direção é um daqueles casos que a França não deve nada a Hollywood. B13 – 13º Distrito é melhor que muito filme americano!

Lançado em 2004, ainda hoje é uma boa opção para os fãs do gênero.

(p.s.: O início do segundo filme é o fim deste. Bem que reparei que algo estava mal explicado…)

B13-U: 13º Distrito Ultimato

B13-U: 13º Distrito Ultimato

Empolgado com Dupla Implacável, resolvi baixar o primeiro filme do diretor Pierre Morel, 13º Distrito. Mas acho que fiz uma pesquisa mal feita nos torrents – baixei a segunda parte, B13-U: 13º Distrito Ultimato. E o pior é que só reparei nos créditos finais…

A trama é simples: o policial Damien e o marginal gente boa Leito se reencontram para tentar trazer a paz ao 13º Distrito, que está dividido por cinco gangues de diferentes etnias.

Mesmo tendo visto a segunda parte sem ter visto a primeira, deu pra sacar que B13-U: 13º Distrito Ultimato é muito bom. O roteiro e a produção continuam nas mãos de Luc Besson, como na primeira parte. Mas a direção aqui não é de Morel, é de Patrick Alessandrin.

Boa parte da graça do filme está na dupla de atores principais. Cyril Raffaelli (Damien) é especialista em artes marciais; David Belle (Leito) é um dos criadores do parkour. Ou seja, temos boa qualidade na ação, tanto nas cenas de pancadaria quanto nas criativas cenas de parkour.

Claro, às vezes as situações parecem forçadas, como era de se esperar – por exemplo, um homem sozinho, desarmado, dentro de uma delegacia, não conseguiria bater em tantos policiais. Mesmo assim, achei tudo na dose exata. Várias cenas são de perder o fôlego, dávontade de voltar o filme para ver de novo. E o ritmo do filme é todo assim, frenético. Muito bom para aqueles quesabem apreciar um bom filme de ação.

Agora, já baixei o filme certo. Em breve falarei dele aqui!

Como Treinar O Seu Dragão

Como Treinar O Seu Dragão

Soluço é um jovem e magrelo viking, filho do chefe da sua tribo, que fica numa ilha que é constantemente atacada por várias espécies de dragões. Para agradar o pai e ser bem visto na tribo, Soluço tem que aprender a matar dragões. Mas, quando consegue capturar um (escondido de todos), se afeiçoa a ele e acaba descobrindo como domá-lo. O problema agora é como confrontar a tribo, que continua com a tradição de caça…

Como Treinar O Seu Dragão é o novo desenho da Dreamworks, um dos maiores estúdios de animação hoje em dia. Os mesmos que fizeram Kung Fu Panda, os dois Madagascar e todos os Shrek. Ou seja, sinônimo de qualidade.

A qualidade do desenho salta aos olhos – principalmente se visto em 3D, claro. A imagem nem parece desenhada, os personagens parecem ser bonecos com volume. E os dragões? São várias as espécies, cada uma com suas características específicas. Mais: alguns dos vôos (ainda tem acento aqui?) dos dragões são alucinantes!

Chris Sanders e Dean Deblois, os diretores e roteiristas, são os mesmos que fizeram Lilo & Stitch. E seu dragão principal, o Banguela, não sei se intencionalmente ou não, é a cara do extra-terrestre Stitch…

Fiquei com pena de ter visto dublado. No original, o franzino Soluço é dublado por Jay Baruchel, um dos protagonistas de Fanboys. E seu pai é Gerard Butler, o Leônidas de 300. E quase dá praver a cara de Jonah Hill e Christopher Mintz-Plasse como dois dos amigos de Soluço. Só achei estranho a America Ferrera, a Ugly Betty, fazer a mocinha loira de olhos azuis. Mas nada que atrapalhe o resultado final.

A trama é clichê, bobinha e previsível. Mas funciona bem – temos que nos lembrar que se trata de um desenho direcionado ao público infantil. Ou seja, é só relaxar e curtir.

Piadas nas horas certas, emoção nas horas certas. Uma boa opção para a garotada, em cartaz nos cinemas!

Seriados – atualização

Seriados – atualização

Feriadão… Em vez de filmes, fiz uma maratona de seriados. Coloquei em dia várias séries!

Não sei o que aconteceu esta semana, tivemos vários episódios bons de vários seriados diferentes. Algo aconteceu em Hollywood, rolou um surto coletivo de boas ideias, os roteiristas estavam bem inspirados.

(Não fico triste quando leio sobre o cancelamento de uma série que gosto. Na verdade, rola um alívio, “finalmente terei tempo para outras séries e filmes!”. E, quanto mais curta a série, menor a chance de enrolação.)

Enfim, vamos aos comentários sobre as séries que estão rolando. Lembrando que acompanho a programação lá de fora, não espero passar na tv a cabo brasileira.

Supernatural – S05E16

Supernatural é uma série pouco badalada, de um canal pouco badalado, não tem o hype de um Lost, por exemplo. Mesmo assim, foi uma das melhores coisas da tv no ano passado.
Depois de um recesso de quatro semanas, Supernatural voltou semana passada com um bom episódio brincando com o conceito de zumbis.
E agora, voltamos à história principal, com os irmãos Winchester no paraíso, reencontrando o seu passado.
Um dos melhores episódios de toda a série!

Fringe – S02E15

Fringe é uma boa série, mas às vezes é confusa demais com tantos mistérios. Depois de umas “férias” de sete semanas, Fringe voltou com um episódio sensacional, mostrando um universo paralelo em 1985 e explicando algumas questões há muito tempo abertas.
Quer mais? Mudaram a música de abertura e o tipo das letras usadas em todos os episódios, tudo isso para ficar com cara de anos 80.
Quer mais ainda? Em 1985, no cinema do universo paralelo está passando De Volta Para o Futuro, estrelado por Eric Stoltz, numa genial piada interna (Stoltz estava cotado para o papel que foi para Michael J Fox).

Flashforward – S01E14

Foi mais uma série que “entrou de férias”. Depois de um ótimo início, Flashforward se perdeu. Os episódios começaram a se arrastar e a trama nunca se resolvia. Parou ainda em dezembro, no décimo episódio.
Já tivemos 4 episódios desde a volta. A série deu uma melhorada. Mas, sei lá, acho que eles “viajaram” demais quando bolaram as visões do futuro. Algumas são tão improváveis que está difícil de chegarmos a uma solução lógica… Tipo: já estamos em abril. O japa era pra ter morrido em 15 de março. Não morreu, e tudo ficou por isso mesmo. Pode isso???
Mas, como falei, a série melhorou. Torçamos pela curva ascendente!

Caprica – S01E09

Caprica é um spin-off de BSG. Se por um lado é interessante vermos o comandante Adama ainda criança e o início dos cylons, por outro lado, o ritmo aqui é bem mais lento – e fraco – do que na série original.
Acredito que por este motivo, deixei Caprica de lado, só tinha visto até o episódio cinco. Mas como o site legendas.tv sinalizou este nono episódio como o fim da temporada, resolvi fazer uma pequena maratona e vi os quatro que falavam.
O ritmo continua lento, nem se compara com BSG. Mas as soluções encontradas para o fim da temporada foram interessantes. Que venha a segunda temporada, de preferência num ritmo melhor!

Spartacus: Blood And Sand – S01E11

Não é de hoje que elogio Spartacus. A série é curta – apenas treze episódios – e até agora não teve enrolação. E como só faltam apenas dois episódios para acabar, acredito que não vão fazer besteira.
Spartacus é um pouco diferente do que vemos normalmente na tv. Temos muita violência, muito sangue. E rola muita nudez, inclusive nu frontal feminino e masculino.
O episódio da semana passada terminou muito bem, com a morte dramática de um dos personagens principais, vítima de um joguinho político de vingança. E agora, depois de algumas descobertas no episódio desta semana, tudo indica que os últimos episódios serão muito violentos, acho que não vão deixar pedra sobre pedra – ainda mais pelo nome do último episódio, “Kill Them All”.

V- S01E05

Esta é outra série que “deu um tempo”. Depois de um bom começo, a refilmagem do seriado dos anos 80 onde répteis alienígenas chegavam disfarçados de bons moços se perdeu em apenas quatro episódios.
Agora V está de volta, depois de quase quatro meses. A trama está interessante, mas em algumas cenas o cgi é tão tosco que parecia vídeo game.
Será que vão acertar de vez o rumo?

Tem outras duas séries que vejo durante a semana:

Lost – S06E10

Indubitavelmente, Lost é uma excelente série. Mas tenho que admitir que tenho pé atrás com essa série desde a primeira temporada. Por que? Pela mania que os roteiristas têm de deixarem pontas soltas. Um mistério aparece, e ficamos vários episódios (às vezes mais de uma temporada) sem saber o que realmente aconteceu.
Pra piorar, os produtores de Lost já declararam que alguns destes mistérios permanecerão sem explicação…
Agora, nesta última temporada, alguns mistérios estão sendo solucionados. Mas acho que, chegando perto do fim, o ritmo poderia acelerar um pouco, não acham?
Bem, só faltam oito episódios para acabar. Vamos ver como será o fim. Se o fim for bom, Lost será um marco na história da tv. Se for ruim, virará piada…
(O torrent de Lost é liberado na internet na madrugada de terça pra quarta. Nas quartas, passo a minha hora de almoço no trabalho vendo o novo episódio…)

24 – S08E14

Uma das minhas séries preferidas de todos os tempos. Sou muito fã do Jack Bauer!
Mas admito que o formato “cansou”. A sétima temporada de 24 já não foi tão boa, e esta oitava alterna altos e baixos.
Tivemos uma grande revelação no fim de um dos últimos episódios, tomara que a série rume para um fim digno, já que rolam boatos na internet sobre o cancelamento da série.
(O torrent de 24 é liberado na internet na madrugada de segunda pra terça. Terça à noite é dia de ver o novo episódio ao lado da Garotinha Ruiva!)

Também estou acompanhando três sitcoms, The Big Bang Theory, How I Met Your Mother e 30 Rock. Mas esta semana nenhuma das três merece destaque…

Possuída

Possuída

As irmãs Ginger (Katharine Isabelle) e Brigitte Fitzgerald (Emily Perkins), obcecadas pela morte, são as “esquisitas” da escola. Até que Ginger é atacada por um misterioso animal, e começa a sofrer uma série de transformações.

Apesar o título brasileiro sugerir algo diferente, Possuída (Ginger Snaps, no original) é um filme de lobisomem. E até que é bom! Diferente de vampiros ou zumbis, não temos muitas opções por aí de bons filmes de lobisomem. (Fiquei com vontade de montar um top 10 quando vi O Lobisomem, mas são tão poucos os filmes…)

Dirigido em 2000 por John Fawcett, Possuída teve duas continuações lançadas em 2004. Quer dizer, na verdade era uma continuação e uma “prequel” – o filme que conta a história do que aconteceu antes.

No elenco, que ainda conta com Kris Lemche, apenas um nome famoso: Mimi Rogers, que faz a mamãe Fitzgerald. Mas o filme é das irmãs. Tanto Katharine Isabelle quanto Emily Perkins estão bem em seus papeis, e estão presentes nos outros filmes da série. E ainda rola uma curiosidade: ambas fizeram parte da série Supernatural – mas em episódios diferentes.

Os efeitos especiais são poucos e eficientes. Não espere uma transformação do nível de Um Lobisomem Americano em Londres, mas pelo menos não é um cgi mal feito como acontece na saga Crepúsculo.

Possuída é uma pequena produção canadense. Modesto e honesto, não é um filme perfeito, mas é melhor que muitos filmes de lobisomem por aí, como foi “Amaldiçoados” de Wes Craven…

A Proposta

A Proposta

Mais uma comédia romântica!

Uma poderosa e cruel executiva de uma editora de livros se vê ameaçada de deportação, pois é canadense e não tem o green card. Por isso, ela resolve forçar o seu assitente a se casar com ela.

Hummm… Já vimos esta história antes, né? Um casamento forjado para conseguir um green card, mas no fim eles acabam gostando um do outro – essa não era a trama de Green Card – Passaporte Para o Amor, com Gerard Depardieu e Andie McDowell?

Mas comédia romântica é isso aí. A ideia pode ser repetida, desde que funcione. E A Proposta é eficiente em sua proposta (trocadilho horrível, hein?). Uma comédia romântica das boas, daquelas onde, perto do fim, tudo vai dando errado para o casal, mas quando acaba, tudo está bem!

O casal protagonista está bem, mas tem uma coisa que não gostei. Sandra Bullock, com seus quarenta e poucos anos, está coerente no papel de alta executiva. Já Ryan Reynolds, com trinta e poucos, achei um pouco velho para ser o assistente capacho – principalmente se a gente pensar no seu passado e na sua família…

Mas isso não vai atrapalhar a diversão dos fãs de comédias românticas.  Dirigido por Anne Fletcher, A Proposta ainda conta com Mary Steenbrgen, Craig T. Nelson e Malin Akerman no elenco. Mas o único nome que chama a atenção é Oscar Nuñez, do seriado The Office, que interpreta o polivalente e engraçado Ramone.

Filminho leve, pra ver ao lado da patroa, se distrair e depois esquecer…