O Segurança Fora de Controle

O Segurança Fora de Controle

Não sei se isso acontece com vocês. Mas, de vez em quando, quando acabo de ver um filme, fico meio sem saber o que vi. Qual seria o propósito, o objetivo de um filme destes?

Ronnie Banhardt (Seth Rogen) é um sujeito meio desequilibrado que trabalha como segurança num shopping center. Seu sonho é ser reconhecido como um herói, mas não consegue por causa de seu problema de distúrbio bipolar.

O Segurança Fora de Controle (Observe and Report no original) chegou aqui classificado como comédia. Mas confesso que não consegui rir em nenhum momento…

Mas o fato de ser uma comédia sem graça não é o que faz O Segurança Fora de Controle ser um filme ruim. Hollywood tem feito algumas comédias meio sem graça ultimamente, acho que é a nova “onda” por lá, no momento. O problema é que não dá pra se identificar com um cara como Ronnie, completamente sem carisma e que se mete em coisas erradas.

Não dá nem pra dizer se Rogen está bem ou não no papel, afinal, ele interpreta um cara desprezível. Mas dá pena de Ray Liotta, que já teve papéis melhores à mão… Ainda no elenco, Anna Faris, Michael Peña e Collette Wolfe.

O Segurança Fora de Controle é o segundo filme escrito e dirigido por Jody Hill. Acho que ele quer ser um novo Judd Apatow – que, por sua vez, nem é tão engraçado assim. Mas ainda falta talento ao jovem Jody… E quanto a Rogen, bem, esse tem uma carreira mais sólida. Aguardamos ansiosos pelo seu Besouro Verde!

O Segredo dos seus Olhos

O Segredo dos seus Olhos

E, pela segunda vez, a Argentina ganha o Oscar de melhor fime em língua estrangeira, enquanto o Brasil ainda não tem nenhum. Bem, bairrismos à parte, não é que O Segredo dos seus Olhos é bom?

Benjamín Espósito (Ricardo Darín), já aposentado, resolve escrever um romance, contando um caso marcante da época que trabalhava no Tribunal Penal de Buenos Aires, na década de 70. Assim, a trama volta 25 anos no tempo, até 1974, época que Espósito ficou obcecado com o cruel estupro seguido de assassinato de uma jovem.

O Segredo dos seus Olhos se parece com uma história policial – e traz todos os elementos característicos a este tipo de filme. Mas, na verdade, lá no fundo, trata-se de uma história de amor não resolvido. Sim, pode ver com a patroa, ela vai gostar.

O filme foi dirigido por Juan José Campanella, que tem alternado uma carreira de sucesso no cinema argentino (seu filme de 2001, O Filho da Noiva, também foi indicado ao Oscar de filme estrangeiro) com trabalhos em Hollywood, dirigindo de episódios de séries como House, Law & Order e 30 Rock.  Aqui, Campanella repetiu o casal de atores de O Mesmo Amor, A Mesma Chuva, de 1999, Ricardo Darín (seu “ator assinatura”) e Soledad Villamil. Ainda no elenco, Guillermo Francella, Pablo Rago e Javier Godino.

Preciso falar de uma cena, a melhor cena do filme, que acontece num estádio de futebol. Na verdade, começa fora, num travelling aéreo, sobrevoa o campo (durante o jogo!), encontra os personagens no meio da arquibancada lotada e começa uma perseguição. Tudo isso em um único plano sequencia que dura exatos cinco minutos! Só esta cena já vale o ingresso!

Bom filme. Talvez um pouco longo (pouco mais de duas horas), mas mesmo assim, vale a pena.

Ilha do Medo

Ilha do Medo

Uêba! Filme novo do Scorsese nos cinemas cariocas!

1954. Dois agentes federais são mandados à Ilha Shutter, onde funciona um hospital psiquiátrico, para investigar o desaparecimento de uma paciente. Uma grande tempestade os impede de sair da ilha, e eles acabam descobrindo que existe algo de estranho com a ilha.

Ilha do Medo chama a atenção por ser um “filme de gente grande”. Enquanto Hollywood está cada vez mais infestada de novas pequenas produções, sempre econômicas, é legal ver um filmão à moda antiga, com bons atores, trama bem elaborada, fotografia bem cuidada e trilha sonora impactante. De quebra, os efeitos especiais são discretos e perfeitos.

Este já é o quarto filme de Scorsese com Leonardo DiCaprio no elenco principal (os outros foram Gangues de Nova York, O Aviador e Os Infiltrados). Parece muito, mas na verdade, Scorsese já fez parcerias assim antes, como ao lado de Robert de Niro (acho que foram oito filmes até agora: Caminhos Perigosos, Taxi Driver, New York New York, Touro Indomável, O Rei da Comédia, Os Bons Companheiros, Cabo do Medo e Cassino). DiCaprio ainda não é um De Niro, mas já se destaca como um dos melhores atores de sua geração.  Ao seu lado, Ilha do Medo conta com um elenco de primeira, com nomes como Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Max Von Sydow, Michelle Williams, Emily Mortimer, Patricia Clarkson, Jackie Earle Haley, Elias Koteas, entre outros. Todos estão ótimos! (Aliás, os dois últimos que citei, Haley e Koteas, estão assustadores!)

Adaptação do livro Paciente 67, de Dennis Lehane (o mesmo que escreveu o premiado Sobre Meninos e Lobos), o roteiro de Ilha do Medo nos leva a uma interessante viagem, onde não sabemos exatamente o que é mentira e o que é verdade. Acredito que parte do público pode não gostar, já que nem sempre o que está na nossa frente é a verdade… E uma prova de que estamos diante de um filme diferente do “mais do mesmo” é o cuidado com a fotografia em cada cena. Imagens belíssimas compõem o resultado, em pouco mais de duas horas de projeção.

Um detalhe curioso sobre a música do filme: a trilha sonora não é original, composta para o filme, são temas clássicos. O tema principal é a assustadora Sinfonia número 3 de Penderecki. Independente do filme, dá medo de ouvir.

Não sei se Ilha do Medo entrará para a história como um dos grandes filmes de Scorsese, afinal, o cara já fez muita coisa boa. Mas podemos afirmar que estamos diante de um dos melhores filmes deste 2010 que começou há pouco!

Scrubs – Nona Temporada

Scrubs – Nona Temporada

Comecei a ver o seriado Scrubs meio na “inércia”. Heu via vários outras séries no canal Sony no início dos anos 2000 (heu ainda via tv a cabo, só comecei a baixar filmes e séries lá pra 2007). Então, quando aparecia uma nova sitcom na grade, normalmente, heu começava a acompanhar…

Em Scrubs, acompanhamos o dia a dia de JD, John Dorian (Zach Braff), um recém formado em medicina, e seus primeiros passos no hospital, ao lado dos amigos Chris Turk (Donald Faison) e Elliott Reid (Sarah Chalke). No hospital, rola espaço para alguns personagens ótimos, como o dr. Perry Cox (John C McGuinley), o zelador implicante (Neil Flynn) e o loser Ted (Sam Lloyd).

Scrubs é uma sitcom diferente. Pra começar, não temos a famigerada “claque” – aqueles risos forçados em cada piada. E o formato é interessante: boa parte das ações se passa dentro da cabeça e da imaginação de JD. E as piadas não apelam para o pastelão, aliás, por estarem dentro de um hospital, nem sempre era engraçado.

Achei que a oitava temporada, que terminou ano passado, seria a última. No fim da temporada, JD se despede, e o último episódio (duplo) se chama “My Finale”. Ok, foram oito anos, a série foi boa, chega, agora vamos dar espaço para novas séries com novas ideias. Certo?

Errado. No fim de 2009, vi anúncios da “nova temporada de Scrubs. Como assim?

É, não acabou. Eles saíram do hospital, e foram para uma escola de medicina. Acredito que a manobra foi para “passar o bastão” para o novo elenco.

Achei a ideia muito ruim. Não era melhor terem feito um spin-off, como fizeram com os CSI? Ou Joey (que veio de Friends), ou Caprica (que veio de BSG)?

Na minha humilde opinião, a nova temporada de Scrubs é ruim pelos seguintes motivos:

– Toda a concepção da série é para se usar o JD como protagonista. Se Zach Braff quer largar a tv porque começou uma carreira como ator e diretor no cinema, pena, a série sem ele não tem sentido.

– A mudança para a escola acabou com alguns personagens. E alguns dos melhores coadjuvantes foram embora, como Ted e o zelador. A presença de ambos era quase certeza de boas piadas!

Last, but not least: nem todo bom médico é um bom professor! Achei esquisito de repente ver os caras numa sala de aula…

Enfim, comecei a ver a nona temporada, mas parei depois do sexto episódio. E confesso que não tenho vontade de retomar…

Seventh Moon

Seventh Moon

Um casal de americanos (ele, descendente de chineses) passa a lua de mel na China. Ao visitar um lugar ermo, o motorista que os acompanha some e estranhos eventos começam a acontecer, devido ao misterioso sétimos mês lunar.

Seventh Moon é interessante, o clima de tensão é bom, mas tem uma coisa realmente incômoda: a câmera na mão, tremendo o tempo todo, ao longo de todo o filme. Aí a gente lê os créditos e vê que o diretor é Eduardo Sanchez, o mesmo de Bruxa de Blair. Ora, num filme do estilo “reality cinema” com câmera subjetiva como Bruxa de Blair (filmado pelos próprios atores), isso funciona. Mas aqui a gente se pergunta: a câmera trêmula é algo realmente necessário? Na minha humilde opinião, não, isso atrapalha o desenvolvimento do filme.

Além disso, achei que o filme se perde na parte final. Aquele trecho dentro da caverna com água foi completamente desnecessário…

No elenco, apenas um nome conhecido, Amy Smart, de Adrenalina, Espelhos do Medo e Efeito Borboleta. O resto do elenco não chama a atenção.

Mesmo assim, a trama é simples e direta, e as criaturas causam alguns sustos legais, o que pode agradar aos fãs de filmes de terror. Seventh Moon pode ser uma boa opção para aqueles de expectativa baixa passarem uma hora e meia.

Abismo do Medo 2 – The Descent Part 2

Abismo do Medo 2 – The Descent Part 2

Dirigido por Neil Marshall (Cães de Caça, Juízo Final), o primeiro Abismo do Medo foi um dos melhores filmes de terror de 2005. Claro que ia ter uma continuação, né?

Esta segunda parte começa logo depois que acaba o primeiro filme. Sarah, a única sobrevivente, é resgatada e levada ao hospital, ainda em choque. Mas o xerife quer levá-la de volta às cavernas para tentar achar alguma outra sobrevivente. E, uma vez lá embaixo, tudo começa de novo…

Acredito que todos que vão ver este filme também assistiram o primeiro, certo? Então, ninguém vai ficar decepcionado. Esta segunda parte traz o mesmo clima claustrofóbico do primeiro filme. Temos também alguns bons sustos e algum gore. Novidades? Nenhuma, claro! Simplesmente uma continuação, sem nada de novo.

A direção coube ao esteante Jon Harris, que antes era editor, e trabalhou em diversos filmes, como o primeiro Abismo do Medo e Snatch. E o elenco repete dois nomes do primeiro filme, Shauna Macdonald e Natalie Jackson Mendoza. De resto, ninguém conhecido.

De um modo geral, achei o filme claro demais. Caramba, eles estão nas profundezas das cavernas, sem nenhuma fonte de luz! Mas acho que isso também acontece no primeiro filme. E outra coisa que achei estranha é que acredito que aquelas criaturas cegas deveriam ter uma audição melhor, não?

Mas, na verdade, o que mais me incomodou não foi isso. Porém, antes de falar, preciso de um aviso de spoiler do primeiro filme!

SPOILER!

SPOILER!

SPOILER!

Vocês se lembram do fim do primeiro filme? Sarah consegue fugir da caverna, entra num carro e vai embora. Até que, de repente, acorda! Ela nunca tinha saído da caverna! E assim acaba o filme.

Como assim, o segundo filme começa com ela já fora da caverna??? Como é que ela saiu???

FIM DO SPOILER!

Enfim, um filme interessante para os fãs do primeiro Abismo do Medo, mas nada essencial.

E que venha a parte 3!

Marte Ataca!

Marte Ataca!

Marte Ataca! (Mars Attacks! no original) é uma das mais divertidas homenagens já feitas aos filmes vagabundos de ficção científica, os clássicos filmes “B”.

A trama é simplérrima: centenas de discos voadores vêm para a Terra trazendo marcianos, pequenos homens verdes de cabeça grande. Seu objetivo? Matar humanos, ora!

O legal do filme é que em momento nenhum nada é levado a sério, a começar pelo visual dos discos voadores e dos próprios marcianos. E, pra melhorar, ainda sobra espaço para várias piadas politicamente incorretas – heu adoro o momento que o hippie solta a pomba exclamando “eles vieram em paz!”

Lendo isso, a gente pode pensar que o filme é vagabundo, né? Que nada. Os efeitos especiais são excelentes, apesar da aparência tosca. E o elenco…

É uma das maiores constelações da história de Hollywood! Jack Nicholson, Glenn Close, Annette Bening, Danny De Vito, Pierce Brosnan, Natalie Portman, Martin Short, Rod Steiger, Lucas Haas, Michael J. Fox, Sarah Jessica Parker, Tom Jones, Jim Brown, Pam Grier, Lisa Marie, Barnet Schroeder, e ainda traz um Jack Black novinho e de cabelo raspado! (Christina Applegate também está creditada, “acho” que é a namorada de Black…)

Marte Ataca! foi lançado pouco depois de Independence Day, o filme catástrofe de invasão alienígena de Roland Emmerich. Um parece o oposto do outro – se em um tudo é levado a sério, no outro tudo é escrachado. Aliás, uma boa comparação seria: enquanto Independence Day é um filme “B” com cara de grande produção, Marte Ataca! é uma grande produção com cara de filme “B”…

Marte Ataca! foi dirigido por Tim Burton, que até hoje sempre se destacou pelo esmero com que cuida da parte visual de seus filmes – Alice, seu mais novo filme, que estreia aqui em abril (mês que vem!), promete manter a tradição, como em filmes como Beetle Juice, Edward Mãos de Tesoura, A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, A Fantástica Fábrica de Chocolates, Noiva Cadáver e Sweeney Todd, entre outros.

Marte Ataca! foi lançado nos cinemas em 1996. Já foi lançado em dvd por aqui, mas é um daqueles títulos mal lançados e quase impossível de se encontrar. Pena…

Vírus

Vírus

Um perigosíssimo vírus mata quase toda a população. Dois casais viajam juntos num carro, atrás de algum lugar seguro.

O argumento do filme escrito e dirigido pelos irmãos Àlex e David Pastor prometia, é realmente uma boa ideia. Mas, pena, o filme não é lá grandes coisas. Principalmente quando a divulgação nos faz pensar que se trata de um filme de terror, e o filme é um drama!

Às vezes o filme lembra o ótimo Extermínio, de Danny Boyle, onde poucos sobreviventes também procuram um lugar seguro. A diferença é que o filme de Boyle é terror com um vilão a ser batido (os infectados que parecem zumbis). Aqui é um filme sério, e, sem antagonistas, ficamos só com o drama dos personagens. Talvez por isso, o filme caia num grande marasmo e fique cansativo, apesar de ter menos de uma hora e meia.

Brian, o protagonista, é interpretado por Chris Pine, o capitão Kirk do novo Star Trek. Acho que ele gostou do papel, Brian traz alguns trejeitos iguais ao do capitão da Enterprise. Além de Pine, o elenco traz Piper Perabo, Lou Taylor Pucci e Emily VanCamp.

Vírus ficou devendo. No mesmo estilo, prefira a série inglesa Survivors, da BBC, que tem um desfecho fraco, mas pelo menos tem situações e personagens melhor desenvolvidos.

Um Plano Brilhante

Um Plano Brilhante

Nos anos 60, Laura Quinn (Demi Moore) é a única mulher dentre os executivos de uma grande empresa de diamantes em Londres. Sua grande frustração é não conseguir uma ascenção profissional pelo simples fato de ser mulher. Por isso, se junta ao faxineiro sr. Hobbs (Michael Caine), que tem um plano mirabolante para roubarem diamantes.

Dirigido por Michael Radford, Um Plano Brilhante não é ruim, e tampouco é bom. É um filme simples, mas eficiente. Vai distrair aqueles com baixa expectativa. E depois de um ou dois meses, todos vão esquecer o filme…

Digno de destaque, acho que só a atuação de Michael Caine, como o faxineiro que idealiza o plano. Caine realmente convence nas nuances de seu personagem. Além de Caine, claro, tanto Demi Moore (ainda bonita com seus 45 anos); quanto Lambert Wilson (o Merovingian de Matrix) estão bem em seus papéis.

A trama que seria sobre um simples assalto traz uma reviravolta na execução deste. Se a gente parar para pensar, era impossível para um faxineiro manco e com aquela idade executar sozinho aquilo tudo. Mas é só a gente relaxar, deixar o cérebro de lado e curtir. Afinal, ninguém vai lembrar do filme mês que vem mesmo…

Percy Jackson e o Ladrão de Raios

Percy Jackson e o Ladrão de Raios

Percy Jackson acha que é um garoto normal. Até que, de repente, descobre que não só ele é filho do deus grego Poseidon, como ele está sendo acusado de ter roubado o raio de Zeus!

O que é interessante nesta nova aventura infanto juvenil, em cartaz nos cinemas cariocas, é o uso da mitologia grega. Temos os deuses do Olimpo, como Zeus, Poseidon, Hades e Atena, além de várias figuras fantásticas como o Minotauro, a Medusa e a Fúria.

Claro que o visual do filme deu uma modernizada nesta mitologia. O sátiro é negro, o centauro se disfarça no mundo real com uma cadeira de rodas, a entrada do Olimpo é um elevador no Empire State, e por aí vai. Gostei do Hades, deus do inferno, com cara de roqueiro cinquentão, algo entre o Tonni Iommi e o Richie Blackmore!

A história é bobinha, afinal, o público alvo é a garotada. Algumas coisas parecem simples demais – será que seria tão fácil assim roubar o raio de Zeus? Mesmo assim, adultos podem curtir o filme, se estiverem no clima certo.

O elenco principal traz três jovens ainda desconhecidos, Logan Lerman, Alexandra Daddario e Brandon T Jackson. Mas temos vários nomes famosos entre os coadjuvantes, como Pierce Brosnam, Uma Thurman, Sean Bean, Rosario Dawson, Catherine Keener, Melina Kanakaredes, Joe Pantoliano e Kevin McKidd.

Como era de se esperar num blockbuster deste estilo, os efeitos especiais são de primeira linha. Nada demais para os dias de hoje, quando o cgi chegou ao nível onde se encontra. Apenas ficou fácil mostrar sátiros, centauros e medusas convincentes.

(Na cena da medusa, fiquei me lembrando do clássico Fúria de Titãs, com a animação em stop motion de Ray Harryhausen – a “animação de massinha”. Aquilo era muito legal, mas não convencia ninguém!)

O diretor é Chris Columbus, o mesmo dos primeiros Harry Potter. E, se a gente olhar bem, a estrutura é bem parecida: “jovem descobre que tem poderes especiais e por isso é levado para um lugar isolado, onde outros jovens semelhantes aprendem a usar suas habilidades”. Ah, sim, ainda tem o fato que tanto Harry quanto Percy andam acompanhados de um amigo e uma amiga. Sim, parece um “Harry Potter e o raio de Zeus”…

Percy Jackson tem tudo para virar uma nova franquia cinematográfica. Tomara que mantenham o bom nível deste primeiro filme!