Deixe Ela Entrar / Let The Right One In

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Deixe Ela Entrar / Let The Right One In / Låt den rätte komma in

Em uma cidade fria da Suécia, Oskar, um garoto de 12 anos, é maltratado pelos valentões da escola. Eli, uma estranha menina da mesma idade, se muda para o apartamento ao lado, ao mesmo tempo que uma série de crimes violentos começa a acontecer pela cidade. Oskar e Eli viram amigos, mesmo ele descobrindo que ela na verdade é um vampiro.

É um filme de “vampiro teen”, onde um humano e um vampiro se aproximam. Mas não tem absolutamente nada a ver com o recente e famoso Crepúsculo. Aqui o ritmo é lento, temos muito silêncio e poucos efeitos especiais. É quase um drama em vez de um filme de terror. O foco do filme é no lado humano, nas relações entre as pessoas, na amizade e no amor que surge entre os jovens protagonistas – aliás, os atores, desconhecidos por aqui, mandam bem!

Mesmo assim, o filme não nega que estamos falando de vampiros. Inclusive o nome do filme se refere à parte da mitologia dos vampiros que diz que um vampiro só pode entrar na casa se for convidado!

O clima gelado dos cenários com muita, muita neve combina com a solidão dos personagens, e temos um filme de vampiros como há muito tempo não aparece por aí…

Filme sueco independente, Deixe Ela Entrar passou por aqui ano passado na 32º Mostra Internacional de São Paulo. Nada aqui no Rio…

Rolam boatos que Hollywood já comprou os direitos para uma refilmagem. Provavelmente farão que nem nos recentes REC e sua refilmagem Quarentena. Heu espero que não. Recomendo ver o filme original mesmo!

The Spirit

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The Spirit

Algumas pessoas conseguem uma boa desenvoltura em diferentes artes. Outras não. O músico Rob Zombie se revelou um excelente diretor de cinema (Rejeitados pelo Diabo, Halloween); por outro lado, o badalado Caetano Veloso dirigiu um filme nos anos 80 e hoje em dia quer que todos esqueçam aquela bomba, de tão ruim que é…

Frank Miller, infelizmente, está no grupo dos que não deveriam se aventurar em outra arte…

Frank Miller é um quadrinista conceituadíssimo. Dentre suas obras, estão as famosas graphic novels 300 e Sin City (por coincidência, 2 bons exemplos de boas adaptações cinematográficas de quadrinhos), além do cultuadíssimo O Cavaleiro das Trevas . Aí, em 1990, resolveu responder ao canto da sereia hollywoodiana e escreveu o roteiro ruim de Robocop 2, e depois o roteiro pior ainda de Robocop 3.

Traumatizado com Hollywood, ele declarou que nunca mais ia trabalhar com cinema. Até que Robert Rodriguez o convenceu que era possível transformar Sin City em um filme. Rodriguez e Miller assinam juntos a direção do fantástico Sin City.

Aí Miller resolveu andar sozinho de novo em Hollywood. E fez esse The Spirit, baseado nos clássicos quadrinhos de Will Eisner. The Spirit conta a história do ex-policial e galã Denny Colt, que voltou à vida depois de morto, e agora age como um quase super-herói.

Bem, infelizmente não funciona. E sabe por que? Porque o filme não se decide entre a farsa e o filme sério. Hoje em dia estamos acostumados a ver super-heróis mais humanizados, dentro de contextos mais reais. E enquanto The Spirit tem um pouco disso,  acontecem cenas onde é tudo tão escrachado e tão exagerado que parece um desenho animado. A primeira luta entre o Spirit e o vilão Octopus (Samuel L Jackson) é tão ridícula que se caísse uma bigorna na cabeça de um deles talvez a gente achasse normal…

300 foi escrito por Frank Miller, mas filmado por Zack Snyder; Sin City foi dirigido por Miller, mas com Robert Rodriguez ao seu lado. Sozinho, Miller não conseguiu encontrar o tom certo para o seu filme. Tudo é caricato demais, às vezes parece um filme dos Trapalhões…

Apesar disso, nem tudo se perde no filme. O visual é bem legal, com vários efeitos de computador bem colocados. As cores são saturadas, exageradas como numa história em quadrinhos, muito branco e preto com detalhes vermelhos – inclusive, nos cinemas as legendas são amarelas, se fossem brancas muito ia se perder!

Outra coisa digna de nota é o elenco feminino. Eva Mendes, Scarlett Johansson, Sarah Paulson, Paz Vega, Jaime King e Stana Katic, cada uma mais bonita que a outra. Nisso Miller acertou!

O fim do filme indica que teremos continuações. Tomara que da próxima vez consigam um diretor com talento pra cinema!

Bee Movie

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Bee Movie

Uma abelha recém formada tem que escolher qual trabalho fará na colméia. Mas antes da escolha ela resolve conhecer o mundo fora da colméia, e descobre coisas que poderão mudar a relação entre as abelhas e os humanos.

Mais um desenho da DreamWorks! Oba! Sinal de qualidade!

Ou não…

Bee Movie não é ruim. É divertido, é bem feito… Mas o problema deste filme são os rótulos que ele carrega. Afinal, trata-se de uma produção DreamWorks e um roteiro de Jerry Seinfeld. Por essas “marcas”, a gente espera mais!

De uns anos pra cá, existe uma “guerra” entre a Pixar e a DreamWorks pra ver quem nos traz o melhor desenho animado. Aliás, é uma guerra muito boa pro espectador! 🙂

Aí a gente espera cada vez uma qualidade melhor. E a animação de Bee Movie é apenas correta. Não enche os olhos como Wall-E, por exemplo…

E ainda tem o outro problema. Desde o fim da sitcom Seinfeld, o humorista Jerry Seinfeld deixou um monte de fãs órfãos por aí. E então aparece com um novo roteiro, e ainda como protagonista da história!

Mas o roteiro não se decide entre as piadas pra adultos e piadas pra crianças… Não tem o brilho de um Kung Fu Panda, por exemplo…

Bem, apesar disso, como disse lá em cima, o filme não é ruim. É leve, divertido, vi ao lado da minha filha de 7 anos, que riu comigo em vários momentos. É só a gente não subir muito as expectativas!

Dia dos Namorados Macabro 3D

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Dia dos Namorados Macabro 3D

Ano passado vi um filme de terror em 3D, o decepcionante Scar 3D. Mas agora estreou um novo filme de terror que realmente vale a pena ver em 3D!

Dia dos Namorados Macabro é a refilmagem de mais um entre tantos filmes de “assassinatos em série em datas comemorativas” lançados nos anos 80, na onda de Sexta Feira 13 e Halloween.

E essa refilmagem? Será que vale a pena? Afinal, o original já não era lá grandes coisas, né?

Bem, aviso logo: pra quem vai ver no cinema, em 3D, é uma ótima diversão! Agora, se visto nas salas sem 3D ou em dvd, não garanto…

A história: um ano depois de um acidente numa mina, o único sobrevivente sai pela cidade matando pessoas com uma picareta. Dez anos depois, na mesma data, assassinatos voltam a acontecer.

Sim, é clichê. Mas cumpre com o prometido: sustos, sangue e muita coisa voando na direção da tela! Pra quem gosta do estilo, é diversão garantida! Afinal, como diz um slogan por aí, “cinema é a maior diversão”! E aqui, o “efeito parque de diversões” está ligado!

Uma coisa legal nesse filme é que o ator principal é o Jensen Ackles, um dos irmãos protagonistas da série Supernatural. Digo isso porque o outro irmão, Jared Padalecki, estrelou a refilmagem de Sexta Feira 13 que estreou mês passado… Já sabemos o que astros de séries fantásticas televisivas fazem nas férias: refilmagens de filmes de terror dos anos 80! 🙂

Outro destaque é a presença de Tom Atkins, veterano ator, presente em alguns dos títulos de terror oitentistas, como Halloween 3 e A Noite dos Arrepios! Ainda no elenco, os “quase conhecidos” Kerr Smith e Jaime King.

Outra coisa importante: cenas de nudez gratuita estavam constantemente associadas a filmes B de terror nos anos 80. Então aqui a nudez gratuita tem espaço! E, talvez pra compensar o fato de ser uma única cena, a atriz Betsy Rue compensa com generosidade…

Coloque seus óculos 3D e abaixe-se pra desviar do que vem da tela!

A Ilha – Uma Prisão Sem Grades / Boot Camp

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A Ilha – Uma Prisão Sem Grades / Boot Camp

Jovens rebeldes são enviados para um acampamento em um remoto campo nas Ilhas Fiji. Para os pais desses jovens, o acampamento é uma instituição de luxo em um lugar calmo e perto da natureza. Mas na verdade trata-se de uma prisão com disciplina militar e castigos físicos e morais, com o objetivo de se fazer uma lavangem cerebral e então devolver o “ex-rebelde” à sociedade.

Esta é a história de Boot Camp, filme estrelado por Mila Kunis, a patricinha chata de That 70’s Show.

Apesar da presibilidade da história – não existem muitas possibilidades para um roteiro com esse tema em Hollywood, né? – o filme não é chato. As situações no “campo escola” vão acontecendo, a tensão funciona sempre. Peter Stormare interpreta um eficiente “visionário idealizador” do projeto, realmente acreditamos que ele crê no que diz.

Uma outra coisa digna de nota são as belíssimas paisagens na praia. Pode ser uma “prisão sem grades”, mas é uma prisão muito bonita!

Ficamos nos perguntando se lugares como esse realmente ainda existem – o filme se diz “baseado em fatos reais”. Não vai mudar a vida de ninguém, mas pode valer o aluguel / download.

Esse obscuro objeto do desejo

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Esse obscuro objeto do desejo

Na segunda metade dos anos 80, heu frequentei o Cineclube Estação Botafogo direto. Sim, o nome na época era “cineclube”, não era um circuito de salas como é hoje. A programação era bem parecida com a de um cineclube – vi na tela grande reprises de muitos filmes que já tinham passado em outras épocas.

Esse Obscuro Objeto do Desejo, último filme do surrealista Luis Buñuel, era o meu “filme cabeça” favorito na época. Vi umas quatro ou cinco vezes, tudo no escurinho do cinema!

Fernando Rey interpreta Mathieu, um senhor, rico, já com uma certa idade, e completamente obcecado por uma jovem de 18 anos, Conchita. Interpretada por Carole Bouquet. E tambem por Angela Molina.

Como assim? São duas atrizes diferentes? Ah, devem então interpretar diferentes fases da vida de Conchita, certo? Nada! As duas se alternam nas cenas. Uma cena é a Carole Bouquet, a cena seguinte ja mudou pra Angela Molina, depois volta pra Carole, pra depois Angela de novo…

Inicialmente pensei que cada atriz interpretaria uma diferente faceta da mesma personagem – característica essencial para o jogo de gato e rato que acontece entre os dois protagonistas. Mas aí percebi que lá pro meio do filme isso não tem mais nenhuma lógica…

Sim, amigos, este é Luis Buñuel. Ele mesmo, que em 1929 dirigiu o revolucionário curta Um Cão Andaluz, junto de um tal de Salvador Dali…

Tive a sorte de conseguir ver no cinema alguns filmes do Buñuel. Inclusive o próprio Um Cão Andaluz – existe uma cena famosa de um olho sendo cortado que é impressionante até hoje! E pelo pouco que conheço de Buñuel, este filme é fiel ao seu estilo narrativo.

O filme começa com Mathieu entrando num trem e jogando um balde d’água na cabeça de Conchita quando esta tenta entrar no mesmo trem. Mathieu então começa a contar sua história para os colegas de cabine. Através de flashbacks, conhecemos toda a história da manipuladora Conchita enlouquecendo Mathieu.

Uma coisa curiosa quando se vê o filme hoje, 30 anos depois (o filme é de 77), é notar como a sociedade era machista. A mãe de Conchita, viúva, passa o dia inteiro na igreja, e não quer voltar a trabalhar. E, pior, não quer que sua filha trabalhe! Sociedade esquisita, né? Aí vem o Mathieu, rico, dá dinheiro pra sustentar mãe e filha… Olha, hoje em dia isso ia soar esquisito…

Outra coisa digna de nota é Carole Bouquet, em sua estréia no cinema (ela já tinha trabalhado pra tv). Alguns anos depois ficou mais conhecida pelo grande público ao fazer uma bond girl, em 007 Somente para os seus Olhos. Mas aqui, lindíssima, com apenas 20 anos, é um dos pontos altos do filme.

Filmaço. Não é pra qualquer um, não é pra qualquer hora. Mesmo assim, repito: filmaço!

Crepúsculo

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Crepúsculo

Existem climas diferentes pra se assistir filmes diferentes. Não adianta você ver um filme trash achando que vai encontrar um novo clássico do cinema, por exemplo. Ou seja, deve-se ver Crepúsculo como o que ele é: um filme teen de vampiros.

Dito isso, o filme até que não é tão ruim como foi vendido por aqui. Sim, foi mal vendido sim. Afinal, um filme de vampiros que ganha uma edição especial da revista “Capricho” não é pra ser levado a sério, né?

O filme é baseado numa bem sucedida série de livros – acho que querem o trono do Harry Potter, já que a autora deste disse que não ia mais escrever sobre o bruxinho. Ou seja: este é um filme para nos apresentar a personagens que com certeza veremos em breve e mais filmes…

Assim a história clichê se desenvolve: uma menina se muda para uma cidade pequena, e na escola conhece um cara meio diferente, que anda no meio de pessoas meio diferentes. Há uma atração mútua, e ela descobre que ele é um “vampiro do bem”.

O início do filme é bem chatinho. Acho que é porque todos os personagens e situações têm que ser explicados, aconteceu o mesmo com o primeiro filme do Harry Potter. Depois da metade, o filme melhora, apesar de continuar água com açúcar. Afinal, não podemos esquecer de que se trata de um filme teen…

(O curioso é que quando heu ouço “filme de vampiro teen”, me lembro de Os Garotos Perdidos – The Lost Boys, filme da época que heu era novo! E, na boa, Crepúsculo perde feio numa comparação com o vampirão do Kiefer Sutherland pré Jack Bauer do Lost Boys…)

Pra piorar, o filme não respeita alguns conceitos clássicos. Como assim “vampiros fogem do sol porque suas peles brilham e assim eles seriam descobertos”??? Nada disso! O sol queima a pele dos vampiros, isso é algo tão certo quanto vampiros bebem sangue!

E pra piorar ainda mais, o roteiro esquece de alguns detalhes importantes. Vampiros não envelhecem, certo? Bem, o nosso personagem principal tem 17 anos, e por isso está no segundo grau de uma escola, de uma cidadezinha onde eles têm uma base fixa. Mas, e o que acontecerá nos próximos anos? Com essas pessoas que não envelhecem e precisarão voltar pra escola???

Bem, apesar de tudo, os menos exigentes podem curtir. Mas, sobre vampiros novos, prefiro o seriado True Blood, com a Anna Paquin…

Resident Evil: Degeneration

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Resident Evil: Degeneration

Meio na encolha, apareceu nas locadoras um novo Resident Evil. Mas não é uma continuação da série legal de “filmes de zumbi”, desta vez é uma animação, e sem a Mila Jovovich, estrela dos três filmes.

A história fala de um incidente envolvendo um grande laboratório que pesquisa o vírus T, que transformou as pessoas em zumbis nos outros filmes. Um pouco confusa, mas dá pra acompanhar.

Pesquisando pelo imdb, descobri que esse é um filme para fãs do game. Pelo que li, acredito que esse filme tenha sido bastante fiel ao game. Talvez por isso heu tenha achado tão inferior aos outros três filmes, que são bons filmes de zumbi, bem na linha criada pelo George Romero. Como cinema, a série com atores de verdade é muito melhor! E ficou chato um filme desses agora, já que o terceiro filme tem um final aberto prum quarto…

Mesmo assim, o filme não decepciona. Algumas das cenas de ação são de tirar o fôlego de tão bem feitas. E a animação em computador às vezes parece filme!

Boa diversão para os despretensiosos. E, pelo que li no imdb, melhor ainda pra quem gosta do videogame.

Femme Fatale

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Femme Fatale

Tem muita gente burocrática trabalhando no cinema. Mas, pra nossa sorte cinéfila, tem uma meia dúzia que realmente faz arte. Brian de Palma é um desses caras.

Seu currículo é impressionante: Os Intocáveis, Dublê de Corpo, Scarface, Carrie, A Estranha, O Pagamento Final, Um Tiro na Noite, Vestida Para Matar… e ainda tem mais um monte de coisas boas! Não é à toa que tem gente por aí que o compara a Alfred Hitchcock…

Bem, em 2002, depois de um dos poucos filmes fracos de seu currículo – Missão Marte, De Palma nos deu essa pequena obra prima: Femme Fatale.

A trama é rocambolesca, como todo bom filme “depalmiano”. Rebecca Romijn-Stamos interpreta uma ladra de jóias que ganha uma chance de deixar o passado para trás, até ser fotografada pelo papparazzo Antonio Banderas. (Aliás, a modelo que está com a jóia no início do filme é a Rie Rasmussen!)

Mas, calma! Nada é tão simples!

Cada detalhe do roteiro tem uma explicação. Ao fim do filme, com uma espetacular virada de rumo, descobrimos que nem tudo é o que parece… Dá vontade de rever o filme – o que heu fiz! E assim pude constatar várias coisas que a princípio passam desapercebidas…

E não é só o roteiro que é bem feito. De Palma mostra que  fazer cinema pode ser uma tarefa próxima a de um artesão. Muita câmera lenta, ângulos não usuais, telas divididas, flashbacks… Algumas cenas são belíssimas!

Outro ponto forte do filme é a atriz Rebecca Romijn-Stamos. Dona de uma beleza estonteante, ela realmente entrou no clima sexy exigido pelo filme – mulheres fatais, diamantes, sexo e assassinato fazem parte da trama. Inclusive, em um dos extras, ela explica a cena do mergulho, onde, totalmente nua, teve que mergulhar diversas vezes, até conseguirem o resultado da câmera lenta mostrado nas telas.

Filmaço. Pra se ver e rever. E dizer “é verdade, eu não tinha reparado!”

Manos – The Hands of Fate

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Manos – The Hands of Fate

Outro dia heu estava vendo a série How I Met Your Mother (boa opção pra quem gosta de sitcoms!) e rolou uma discussão sonre qual seria o pior filme da história, se Plan 9 From Outter Space, clássico do Ed Wood; ou esse Manos – The Hands of Fate – que até então heu nunca tinha ouvido falar.

Como assim, um filme é candidato a pior filme da história e heu não o vi? Fui correndo baixá-lo!

Foi até difícil encontrá-lo. Antes de baixar a versão original, veio uma versão de um tal de Mistery Science Theatre 3000, que tem uns caras falando coisas sobre o filme durante a exibição. Não quero isso! Quero o filme! Original!

Bem, não sei se quem está lendo isso sabe o que realmente significa um filme ruim. Não falo de comédias bestas e sem graça, falo de filmes REALMENTE ruins. A história é ridícula, a atuação é patética, a edição é toda errada, e por aí vai.

Pesquisando pela internet, descobri que esse filme é resultado de uma aposta feita por Harold Warren, um vendedor de feritilizante de El Paso, em 1966. Warren escreveu, produziu, dirigiu e até protagonizou o filme! E, com sua experiência vendendo adubo, bem, não podemos dizer que ele nos decepcionou…

Um casal com uma criança se perde numa estrada, e resolve passar a noite num lugar esquisito, onde um cara ainda mais esquisito toma conta, e onde acontece uma espécie de culto também esquisito.

A história não faz nenhum sentido! Por que aquelas pessoas ficariam naquele lugar? Mas se heu for procurar todas as falhas de roteiro, esse post será interminável…

Tecnicamente também é tudo muito mal feito. A câmera só filmava 30 segundos, e sem som – o som foi todo dublado em estúdio por apenas três pessoas. E parece que eles não sabiam o que era corte de imagens, cada plano demora uma eternidade para entrar o próximo. Resumindo, um completo desastre.

Sabe quando um filme é tão ruim que transcende e fica bom? Um filme muito ruim muitas vezes é muito divertido…

Bem, Manos transcende duas vezes. Ele é tão ruim que fica bom, mas é TÃO RUIM que volta a ser ruim…

Na internet heu vi uma boa definição: Manos é que nem um acidente de trem ou um desastre natural: heu posso até explicar do que se trata, mas você só vai entender a intensidade do horror causado se você viver isso!

É, amigos, eis um verdadeiro concorrente pra Plan 9