Os Sete Suspeitos

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Os Sete Suspeitos

Recentemente foi anunciada em Hollywood a idéia de se fazer um filme baseado no jogo Banco Imobiliário. Estranho, não, se fazer um filme tendo como base um jogo de tabuleiro? Bem, Os Sete Suspeitos é exatamente isso: um filme baseado no jogo Detetive.

Alguém aí não conhece o jogo? Era um jogo de tabuleiro muito popular nos anos 80, não sei se continua sendo… Era o seguinte: o tabuleiro tinha cômodos de uma casa, e você tinha que procurar pistas pra descobrir quem matou, onde e usando qual arma.

O filme vai nessa onda. Seis pessoas que não se conhecem são convidadas para um jantar numa mansão. Aos poucos, vão descobrindo que todos têm motivos para matar uma determinada pessoa – convenientemente chamada de “mr. Body” (sr. Corpo). Acontece o assassinato, e eles têm que descobrir qual deles é o assassino.

Os elementos do jogo estão lá. As armas são as mesmas: um revólver, uma faca, um cano, um candelabro, uma corda e uma chave inglesa. Quem fez a legenda foi inteligente, recuperando os nomes dos personagens do jogo, em vez de traduzir ou deixar em inglês. Enquanto no áudio ouvimos Colonel Mustard, Reverend Green, Professor Plum, Miss Scarlett, Mrs. Peacock e Mrs. White, nas legendas estão os velhos e conhecidos nomes Coronel Mostarda, Senhor Marinho, Professor Black, Srta. Rosa, Dona Violeta, Dona Branca! Até a legenda da vítima é como o jogo, sr. Pessoa em vez de sr. Corpo…

Mas esqueci de avisar um detalhe importantíssimo! O filme é uma comédia! Comédia de humor negro, claro, mas mesma assim uma boa comédia, com várias situações muito engraçadas e um elenco com alguns atores de comédia famosos nos anos 80, como Tim Curry, Christopher Lloyd e Madeleine Khan! A cena do telegrama cantado, por exemplo, é hilária!

Só não gosto de uma coisa no filme: por que o título “sete” suspeitos? São oito os suspeitos… Além dos 6 personagens do jogo, temos um mordomo e uma governanta… Bem que o título poderia ser “Detetive”, né?

Mas isso não atrapalha em nada. Dica: veja até o fim: são 3 finais diferentes, com 3 opções de assassinos!

Revolver

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Revolver

Quando Quentin Tarantino lançou Cães de Aluguel e Pulp Fiction, um novo estilo foi criado em Hollywood. Personagens marginais e esquisitos, trilha sonora cool, edição ágil, violência estilizada… Então apareceram vários seguidores deste estilo. Um dos melhores que estão por aí é o Guy Ritchie.

Guy Ritchie surgiu no fim dos anos 90, com o ótimo Jogos Trapaças e Dois Canos Fumegantes, e logo depois fez Snatch, que seguia a mesma linha de tramas rocambolescas e personagens bizarros. Aí houve um grande erro em sua carreira profissional: se casou com a Madonna e fez Swept Away, que foi execrado por crítica, público e fãs. Aí ano passado apareceu RocknRolla, e pensei “legal, Guy Ritchie está de volta!”

Mas teve esse filme, Revolver, no meio do caminho… Revolver é de 2005, mas foi mal lançado por aqui (se é que foi lançado), e acho que só chamou atenção agora… Tanto que os camelôs de Copacabana estão vendendo o piratão junto com os lançamentos!

Jason Statham interpreta Jake, um ex-presidiário que quer se vingar de Macha, um grande gangster, interpretado por Ray Liotta.

Mas sabe qual é o problema aqui? A história é confusa demais! Quando o filme acaba, não sabemos exatamente quem é quem, e qual é o papel de cada personagem!

Como achei tudo muito estranho, foi procurar no imdb informações sobre o filme, e descobri que metade do público achou o filme ruim porque é confuso demais; a outra metade adorou justamente porque o filme não conclui nada…

Bem, heu fico com a metade que não gostou. Se vou ver um filme de gangsters no submundo do jogo e do crime, não quero encontrar um filme cabeça…

Mesmo assim, não é um programa ruim. É só se deixar levar pelo filme, sem se preocupar com explicações… Afinal, algumas cenas são bem legais, como a parte em desenho animado no meio do filme (mais alguém pensou em Kill Bill?), ou o tiroteio no restaurante…

Coraline e o Mundo Secreto

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Coraline e o Mundo Secreto

Uma menina se muda com os pais para uma velha casa. E descobre uma porta, que a leva para um mundo paralelo, onde tudo é melhor: seus pais, seus vizinhos, até a comida. Até que ela descobre o que está por trás desse mundo “perfeito”…

Uma coisa curiosa sobre esse Coraline é que a história serve tanto para um filme infantil quanto para um filme de terror! Daqui a pouco volto a esse assunto…

Longa metragem de animação em stop motion, Coraline é a adaptação de um livro do Neil Gaiman, dirigida por Henry Selick, o mesmo de O Estranho Mundo de Jack. A animação enche os olhos, é legal a gente ver um stop motion bem feito hoje em dia, quando os desenhos computadorizados tomaram conta dos lançamentos cinematográficos. Ainda mais em 3D, opção existente em algumas salas da cidade!

O “conto de fadas torto” funciona muito bem, todos os personagens são bem escritos e animados, e além disso as músicas também são boas. Pena que vi dublado, a Coraline original é dublada pela Dakota Fanning…

A história tem um “que” de Alice no País das Maravilhas: uma menina descobre um mundo do outro lado do “espelho”. Tem até um gato!

E aí volto àquele assunto que mencionei lá em cima. É um filme infantil? Sim. Mas não recomendo crianças muito pequenas – quando Coraline descobre a realidade sobre o “mundo secreto”, os mais novos podem se assustar. As pessoas do outro lado não têm olhos, têm botões costurados, como grandes bonecas… Realmente poderia ser um filme de terror!

(Que bom que minha filha já tem quase 8 anos, e curtiu o filme na boa!)

Recomendo, mesmo que você não tenha criança pra levar ao cinema! E procure as salas 3D!

(E depois pode fazer uma sessão dupla com O Estranho Mundo de Jack e Noiva Cadáver pra fechar a noite…)

Quem Quer Ser um Milionário?

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Quem Quer Ser um Milionário?

O grande ganhador do Oscar 2009! Foram oito num total de dez indicações: filme, diretor, roteiro adaptado, edição, fotografia, som, canção e trilha sonora!

Pára tudo! Oscar de melhor diretor? Mas esse não é o novo filme do Danny Boyle, o cara que fez Cova Rasa, Trainspotting e Extermínio???

Sim, é ele mesmo! Agora, com um filme mais “sério”, é o mais novo dono da estatueta de melhor diretor. E o melhor de tudo: o filme continua com “cara de Danny Boyle”!

A história é boa: Jamal é um jovem  que está a uma pergunta de ganhar o grande prêmio de 20 milhões de rúpias na versão indiana do programa de tv “Quem quer ser um milionário”. Ele é preso porque desconfiam de fraude. E, durante o interrogatório, ele conta a sua história e como sabe as respostas.

Logo de cara a gente pensa “já vi algo parecido com isso…” Afinal, o filme começa com uma perseguição a garotos numa favela de uma grande cidade de um “país em desenvolvimento”. Opa, alguém pensou em Cidade de Deus? Danny Boyle disse que não tem nada a ver. Mas, poxa, sr. Boyle, tem até uma galinha no meio da perseguição!

As semelhanças com o filme brasileiro são várias, inclusive ao mostrar dois personagens amigos quando crianças e um deles aliado a bandidos quando adulto (só faltou a fala “Dadinho é o c%$#alho, meu nome é Zé Pequeno!”). A edição também é ágil como no filme brasileiro – coincidência ou não, Cidade de Deus concorreu ao Oscar de melhor edição, prêmio que Milionário ganhou.

Mas, não, não é uma cópia de Cidade de Deus. São filmes bem diferentes, apesar das semelhanças.

Mas acredito que isso deve ter enchido os olhos dos gringos. Se antes o cinema mostrou a favela brasileira para o mundo, agora é a vez de conhecermos a favela indiana.

Apesar de ser uma produção inglesa e com diretor inglês, Quem quer ser um Milionário é essencialmente um filme indiano. Com um elenco todo indiano, Boyle mostra a miséria, a sujeira e a violência da Índia como não estamos acostumados a ver por Bollywood.

Algumas cenas são bem cruas (assim como em Cidade de Deus), chocantes mesmo. Mas nada é gratuito, tudo flui bem ao acompanharmos a difícil infância dos irmãos Jamal e Salim e sua amiga Latika. Os três personagens, inclusive, são interpretados por três atores diferentes cada, para acompanharmos diferentes épocas da infância, adolescência e juventude.

Filmaço. Deve entrar em cartaz em breve, além do mais pela quantidade de Oscars no currículo.

E não percam, no fim do filme, durante os créditos, o elenco protagonizando uma daquelas coreografias bizarras e legais dos clips indianos que vemos pelo youtube!

Monty Python ao vivo no Hollywood Bowl

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Monty Python ao vivo no Hollywood Bowl

Monty Python era um grupo de humor da tv inglesa, nos anos 60. Mais ou menos como o Casseta e Planeta hoje em dia. Humor inglês, muitas vezes genial, porém nem sempre compreendido por aqui – temos que admitir que humor inglês não é pra todos os gostos…

(Mesmo assim, heu disse genial e repito. Uma das provas é que o termo “spam”, hoje amplamente usado com e-mails, surgiu de um quadro deles! Veja aqui: http://www.youtube.com/watch?v=anwy2MPT5RE)

E não é só isso. Qualquer compilação que fale da história do humor no cinema tem que citar Monty Python. Mais ou menos assim, Na “sessão besteirol”, depois dos Irmãos Marx, antes do trio Zucker Abraham Zucker, contemporâneos do Mel Brooks…

Além de algumas temporadas do programa de tv, eles fizeram alguns longa-metragens para o cinema, os sensacionais O Cálice Sagrado, A Vida de Brian e O Sentido da Vida. Além desses três filmes, ainda teve um show que eles fizeram no Hollywood Bowl que foi lançado nos cinemas. E é desse show que vou falar hoje.

É um show, mas um show de humor, não de música. Basicamente é uma reunião de esquetes, algumas boas, algumas bobas, quase sempre engraçadas. Entremeando as esquetes, alguns números musicais e trechos no telão complementam o programa.

São vááários momentos antológicos, como o quadro do “Silly Walk”, o do Michelangelo com o Papa, o da discussão, a “lumberjack song”, o futebol de filósofos gregos vs alemães, as olimpíadas tolas, a “chapeuzinho vermelho”, o “momento albatroz”… Algumas piadas até são meio bobas – heu nunca entendi por que os ingleses acham engraçado quando um homem se veste de mulher – mas, no geral, é de rolar de rir!

Os filmes podem até ser mais bem feitos, afinal têm uma linha narrativa – diferente daqui, que é uma coleção de piadas. Mas vou confessar pra vocês que a vez na minha vida que ri mais numa sala de cinema foi vendo esse filme, muitos anos atrás, no Estação Botafogo 3…

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300

Todo mundo que me lê aqui sabe que heu não entendo nada de quadrinhos. Meu negócio é cinema. Se vou ver um filme baseado em quadrinhos, pouco me importa se a é uma boa adaptação – quero saber se o filme em si é bom! Bem, parece que de um tempo pra cá, Hollywood descobriu como se faz adaptações de quadrinhos: foram vários bons filmes oriundos de hqs.

Este 300 é um bom exemplo: é uma adaptação da graphic novel homônima de Frank Miller, e além disso é um filmaço! E dei uma folheada na graphic novel de onde saiu, e realmente parece que as páginas estão nas telas!

O filme conta a história de um exército de 300 espartanos que encarou um exército de cem mil persas. Não existem registros históricos pra sabermos o número exato, mas sabemos que foi por aí – poucos espartanos peitando muitos persas.

E o que diferencia esse filmes de tantos outros por aí? O diretor Zack Snider (que antes fez a refilmagem de Madrugada dos Mortos e este ano lançará Watchmen) criou um visual poucas vezes visto nas telas, com seus cenários digitais e cores alteradas, muito parecido com a graphic novel. E, o mais importante: as lutas coreografadas são em câmera lenta, com pausas em alguns golpes. Vemos tudo, com uma clareza nunca antes vista em filmes de ação. Partes de corpos decepadas, sangue, muito sangue, tá tudo lá, na cara do espectador!

No elenco, ao lado de Gerard Butler, Lena Headey e Dominic West, uma atração à parte para a plateia brasileira: quem interpreta Xerxes, o rei da Pérsia, é o “nosso” Rodrigo Santoro!

Na época que este filme foi lançado, teve gente dizendo que se tratava de um filme gay, pela quantidade de “homens seminus de barriga de tanquinho”. Que nada! Considero este um “filme testosterona”, na linha de Clube da Luta. Filme pra macho.

Madrugada Muito Louca 2

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Madrugada Muito Louca 2

Ainda não foi lançado por aqui, mas resolvi baixar e ver logo de uma vez a continuação do simpático Madrugada Muito Louca.

É continuação mesmo, o filme começa exatamente onde o outro acabou: Harold e Kumar resolvem ir para Amsterdam atrás da paixão de Harold, e no avião são confundidos com terrorristas e levados para a prisão na Baía de Guantánamo.

Mas, como era de se esperar… É bem mais fraco que o primeiro, infelizmente…

Talvez o problema seja a troca de diretor. O diretor Danny Leiner foi substituído pela dupla de roteiristas do primeiro filme, John Hurvitz e Hayden Schlossberg, que aqui acumulam as funções de roteiristas e diretores.

Curioso terem mantido os mesmos roteiristas, porque nesta segunda parte há uma quantidade bem maior de piadas escatológicas e de apelo sexual. Sei lá, heu particularmente prefiro quando não precisam apelar pra baixaria…

Pelo menos temos várias situações politicamente incorretas, o que, na minha humilde opinião, é algo muito bom ao se fazer uma comédia. São várias piadas racistas, e várias vezes sacaneiam os americanos!

Pode ser uma boa diversão pros menos exigentes…

p.s.: Existe uma cena depois dos créditos, curta mas que provavelmente será importante para uma eventual terceira parte!

Apertem os Cintos – O Piloto Sumiu (Airplane)

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Apertem os Cintos – O Piloto Sumiu

Recentemente vi umas novas comédias besteirol, e achei tão sem graça… Vi Deu A Louca Em Hollywood (Epic Movie), e não consegui rir nenhuma vez; vi Os Espartalhões (Meet the Spartans) e só achei graça em um ou outro lance (o bebê de barba cerrada e barriga de tanquinho foi uma boa sacada, assim como a Carmen Electra com a fatia de pizza); e por fim Super Heróis – A Liga da Injustiça (Disaster Movie) – que, como o nome original sugere, é um desastre.

Aí pensei: “será que heu mudei e fiquei mais sério, ou será que os filmes estão mais sem graça hoje em dia?”

Pra responder esta questão que me atormentava, fiz um “sacrifício” e revi o clássico Apertem os Cintos – O Piloto Sumiu.

Ufa! Os filmes é que mudaram! Apertem os Cintos – O Piloto Sumiu continua muito, muito engraçado!

Alguém aí não conhece este filme? A tripulação de um avião come um peixe estragado e passa mal. Um passageiro, ex-piloto de guerra, com traumas, tem que assumir e pousar o avião.

O que falar sobre esse filme? Só uma coisa: reveja sempre que possível. São tantas cenas antológicas, tantas situações de rolar de rir, que nem vale a pena ficar listando aqui.

E, se por um acaso, você não viu, corra para a sua locadora! Este é um clássico obrigatório!

(Consegui comprar recentemente o dvd importado de Top Secret. Acho que vou ver semana que vem…)

Heavy Metal do Horror (Trick or Treat)

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Heavy Metal do Horror (Trick or Treat)

Anos 80. O adolescente Eddie Weinbauer (Marc Price) é sacaneado na escola por gostar de heavy metal. Quando seu ídolo Sammi Curr (Tony Fields) morre num incêndio, ele ganha de um dj um acetato de um disco não lançado. E quando toca o disco ao contrário, coisas malignas acontecem…

Este filme foi lançado em 86 como filme de terror. Mas hoje em dia não consegue dar medo em ninguém… No máximo, algumas risadas! (Aliás, passava no SBT com o título O Rock do Dia das Bruxas.)

Hoje em dia, olhando friamente, com a distância que estamos dos anos 80, o filme é fraquinho. Situações e personagens clichê se espalham pelo roteiro. Principalmente na parte final, depois que Sammi Curr volta e começa a assombrar Eddie – através de ondas elétricas e de rádio.

Mas até que é interessante ver um filme tão datado assim. Será que a garotada, ao ver o filme, vai entender o que é um acetato? Ou como funciona uma fita cassete? Ou qualé a de tocar um disco ao contrário? Bem, a garotada pelo menos vai achar graça nos penteados e roupas…

Mas aí você deve estar se perguntando: “por que diabos vou perder meu tempo vendo um filme desses só porque é datado?” Bem, o filme tem seus momentos que valem a pena… Inclusive a trilha sonora, do grupo de “hair metal” Fastway.

Mas a melhor coisa do filme é um certo reverendo careta que aparece na tv falando mal de rock. Esse reverendo é interpretado por um tal de Ozzy Osbourne… A ironia é sensacional! E ainda tem o Gene Simmons como o dj!

Outra coisa beeem interessante é uma cena no carro, quando a namorada do valentão da escola vai ouvir a “fita cassete demoníaca”. Temos um “estupro demoníaco”!

Curiosidade: este foi o primeiro filme dirigido pelo ator Charles Martin Smith, mais conhecido como o “contador que vira agente” em “Os Intocáveis”.

Repo! The Genetic Opera

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Repo! The Genetic Opera

Tem filmes que já “nascem” cults. Um musical de terror com a diva da Broadway Sarah Brightman atuando ao lado da celebridade patricinha Paris Hilton não tem como não ser cult…

Estamos num “futuro não tão distante”. Houve uma epidemia de falências de órgãos. Uma grande coropração, a Geneco, oferece financiamento para o transplante de órgãos. Ao mesmo tempo, a Geneco lidera uma moda de transplantes não essenciais. E, quando o transplantado atrasa o pagamento, manda um “Repo Man” para “recuperar” órgãos!

A idéia é interessante. O diretor Darren Lynn Bousman é o mesmo de Jogos Mortais 2, 3 e 4, ou seja, é “do ramo”. Ele viu a peça “musical de terror”, fez um trailer de 10 minutos e conseguiu vender a idéia para os produtores.

Mas o filme tem um problema básico: se a parte “terror” está bem representada, a parte “musical” não é muito boa. Um musical precisa ter músicas boas. Sempre que pensamos em musicais ligados ao rock, como Jesus Cristo Superstar ou Tommy, lembramos de várias músicas memoráveis, várias cenas musicais marcantes. Aqui, algumas músicas até são legais, mas nada que empolgue a ponto de, ao fim do filme, procurarmos o cd com a trilha sonora…

Existe outro problema: esta é uma versão de 98 minutos. Segundo o imdb, o diretor pretende lançar em dvd uma outra versão, com 150 minutos. E essa redução não ficou muito boa: alguns temas são lançados e mal explorados, como a nova droga Zydrate.

Mesmo assim, o filme vale ser visto. Afinal, quando temos a oportunidade de ver por aí um musical de terror? Ok, temos Sweeney Todd. Mas a diferença é que Sweeney Todd é essencialmente um musical que conta uma história de terror; Repo! é essencialmente um filme de terror, e que também é um musical. Outros filmes que também se aproximam da idéia são Rocky Horror Picture Show e A Pequena Loja dos Horrores, que puxam pra comédia, ou O Fantasma da Ópera, que na verdade é um drama…

Tem uma coisa que me deixou intrigado no filme: qual é a da Sarah Brightman? Ela é uma diva da Broadway, é atualmente um dos maiores nomes  ligados ao teatro musical. E não fez praticamente nada em Hollywood. Por que ela escolheu logo este filme para a sua “estréia” hollywoodiana? Sei lá, não me parece combinar muito com o estilo dos fãs dela… Normalmente, a galera que curte musicais não é chegada num gore… Que está presente aqui, em cenas com ela própria…

E tem outra coisa que pesquisei mas não obtive resposta: será que este Repo Man” tem algo a ver com o Repo Man, filme de 84, dirigido pelo Alex Cox e estrelado pelo Emilio Estevez? Afinal, qual o verdadeiro significado da expressão “Repo Man”?

http://www.imdb.com/title/tt0087995/

De qualquer maneira, como disse lá em cima, vale ser visto! E como não vi previsão de lançamento por aqui, então, corra para o torrent mais próximo!