Os Reis do Iê Iê Iê (A Hard Day’s Night)

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Os Reis do Iê Iê Iê (A Hard Day’s Night)

Não, não vou falar do disco. Vou falar do filme dos Beatles!

Pros mais novos: sim, eles fizeram alguns filmes. Existe inclusive uma discussão por aí, porque beatlemaníacos dizem que os primeiros videoclips da história seriam esses filmes – a outra “corrente” (com a qual heu concordo) defende Bohemian Rhapsody, do Queen, como o primeiro videoclip, afinal foi um “filminho” feito apenas pra uma música.

Mas voltemos aos filmes dos Beatles! Este A Hard Day’s Night, que aqui no Brasil ganhou o “simpático” nome de Os Reis Do Iê Iê Iê, foi o primeiro de uma série de 5 filmes – depois vieram Help!, Magical Mistery Tour, Yellow Submarine e Let it Be (nomes originais).

E de que trata o filme? Nada demais, o roteiro é apenas para juntar as músicas. Os Fab Four pegam um trem e vão até os bastidores de um programa de tv, onde vão se apresentar no fim do filme. Enquanto isso, rolam motivos pra eles tocarem várias músicas, como “A Hard Day’s Night”, “I Should Have Known Better”, “Can’t Buy Me Love”, “All My Loving” e “She Loves You”, entre outras.

O filme é em preto e branco, e os quatro interpretam eles mesmos. Junto com eles está sempre um velhinho rabugento, o avô do Paul McCartney.

Despretensioso e divertido!

Madrugada Muito Louca

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Madrugada Muito Louca

Sim, o nome em português é horrível. Digno de Sessão da Tarde. Mas o filme não é tão ruim como parece…

Harold e Kumar são dois amigos, meio nerds, que resolvem ir comer na lanchonete White Castle. A história é basicamente essa, o que acontece durante a noite, enquanto eles tentam chegar na lanchonete.

Tá, concordo, o filme é meio bobo. Mas, se você entrar no clima, é bem divertido. Assim como o outro filme do diretor citado na capa, Cara, Cadê Meu Carro? – que aliás recebe uma citação neste filme.

Uma curiosidade: o terceiro nome do elenco é Neil Patrick Harris, o Barney de How I Met Your Mother. Por esta série ele foi indicado ao Globo de Ouro este ano e ao Emmy nos dois últimos. Mas aqui ele é lembrado por Doogie Houser, MD, uma série que ele fez entre 89 e 93…

Boa opção para aqueles dias que não queremos pensar muito!

Batman – O Cavaleiro das Trevas

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Batman – O Cavaleiro das Trevas

Acho que este foi o filme mais falado do ano passado… É um filme que consegue agradar a todos: aos fãs de quadrinhos, aos fãs de filmes de ação, e aos fãs do bom cinema independente do estilo. Então, o que falar agora, já que todos falaram por aí?

Sim, a atuação do Heath Ledger é impressionante, assim como Aaron Eckhardt e Gary Oldman (como sempre) mandam bem. Sim, as sequências de ação são de tirar o fôlego – nem parece que são duas horas e meia de filme.

Gotham City está um caos: enquanto o crime organizado tenta destruir Batman, anônimos vestem fantasias e tentam combater o crime por conta própria. Ao mesmo tempo, surge um “Cavaleiro Branco”, o promotor Harvey Dent, um homem íntegro e que, diferente do Batman, mostra a cara. E aí surge o melhor vilão dos últimos tempos: o Coringa.

O Coringa de Ledger é genial. Deve até ganhar o Oscar póstumo domingo que vem. Mas independente disso, é genial. O jeito de andar, de falar, a ironia, a loucura, mostram que o único objetivo deste coringa é criar o caos. Desculpe, Jack Nicholson, um “garoto” te passou pra trás…

Outra coisa boa de se ressaltar é a quantidade de efeitos especiais que “estão lá” – usa-se pouco CGI, as explosões são verdadeiras, as perseguições de carro também. Numa época onde tudo é feito no computador, bola dentro para Christopher Nolan e seu “filme-sem-cara-de-computador”.

Não gostei da Maggie Gyllenhaal no lugar da Katie Holmes. Ela é boa atriz, mas acho que a franquia merecia uma atriz mais bonita (afinal, já tivemos até Nicole Kidman e Michelle Pfeiffer!). Mesmo assim, ela funciona, assim como todo o elenco.

Enfim, um forte candidato a ser lembrado sempre como “um dos melhores filmes de super-heróis”, como é o caso do Superman de 1978…

Chumbo Grosso

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Chumbo Grosso

Antes de falar de Chumbo Grosso, precisamos falar de Todo Mundo Quase Morto (The Shaun of the Dead), que, apesar do infeliz título em português, é uma ótima comédia inglesa de 2004, que satirizava filmes de zumbi – inclusive no nome (Madrugada dos Mortos – Dawn of the Dead). Se você gosta de boas comédias e não viu esta, corra pra locadora ou pro torrent!

A mesma equipe que fez Todo Mundo Quase Morto – diretor, roteiristas e atores principais – resolveu fazer um policial, esse Chumbo Grosso.

Bem, desta vez o humor é bem menos escrachado. Nicholas Angel (Simon Pegg, também roteirista) é um policial “caxias” de Londres. Tão caxias que trabalha mais do que todos os seus colegas, e por causa disso é transferido para Sanford, uma pequena e pacata cidade do interior. É deste confronto que o filme trata.

O humor é mais contido, pode até passar por um filme policial em vez de comédia. Inclusive, tem uma trama com um assassino misterioso, boas cenas de mortes e também boas cenas de ação.

Foi mal lançado aqui no Brasil, mas se procurar, dá pra achar…

Meu Tio Matou um Cara

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Meu Tio Matou um Cara

Outro dia falei aqui de A Concepção, filme que exemplifica toda a picaretagem do cinema nacional. Hoje falarei do extremo oposto. Simples, leve e despretensioso, Meu Tio Matou um Cara mostra que sim, “filme nacional” não é sinônimo de “filme ruim”. Uma boa história bem contada pode ser o suficiente!

A história é simples: Duca (Darlan Cunha, de Cidade de Deus), ao descobrir que seu tio Eder (Lázaro Ramos) matou um cara, começa a investigar por conta própria com a ajuda de seus amigos Isa (Sophia Reis, filha de Nando Reis) e Kid (Renan Gioelli).

A idéia de se contar a história do ponto de vista do garoto é boa, e e também acompanhamos o triângulo amoroso dos 3: Duca gosta de Isa, que gosta de Kid, que por sua vez não gosta de ninguém em particular.

O diretor Jorge Furtado já mostrava talento desde o fim dos anos 80, época que fazia curtas. É dele um dos mais geniais curtas da história do cinema brasileiro, Ilha das Flores. Não viu? Procure no youtube, são uns 5 minutos, vale a pena!

E aqui esse talento é usado numa história ágil e enxuta – o filme dura menos de 90 min. Furtado também assina o roteiro, junto com Guel Arraes. Completam o elenco Deborah Secco, Dira Paes e Aílton Graça.

Seria bom para a saúde do combalido cinema nacional se tivéssemos mais filmes como esse…

The Zombie Diaries

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The Zombie Diaries

A Bélgica nos deu Aconteceu Perto de sua Casa, Hollywood copiou a idéia com A Bruxa de Blair, e o “reality cinema” foi inventado. Câmera na mão, ação acontecendo enquanto está sendo filmado, o espectador é colocado como parte da trama.

Alguns ano se passaram, e parece que reencontraram a idéia do reality cinema. Cloverfield foi lançado no circuitão, o espanhol REC apareceu pela internet, foi lançado tardiamente (e Hollywood já refilmou, com o título Quarantine), e depois apareceu o novo filme do mestre George Romero, The Diary of the Dead (seu quinto filme de zumbis). Tudo com a mesma idéia de câmera na mão. Mas nem todos bons, infelizmente…

Esse aqui parte de uma idéia interessante: videos caseiros feitos depois de uma epidemia de zumbis. Mas, sabe qual é o problema? É uma idéia semelhante ao The Diarie of the Dead, do Romero. E, com todo respeito aos criadores de The Zombie Diaries, não dá pra comparar…

The Zombie Diaries nos mostra três vídeos, feitos por pessoas diferentes, depois de um anúncio de um vírus – que depois se descobre que traz os mortos à vida. O primeiro é uma equipe de tv que vai fazer um documentário, ainda no início da epidemia; o segundo mostra três pessoas tentando conseguir comida; o terceiro mostra uma fazenda com sobreviventes.

Temos dois problemas. Um deles é que os zumbis são leeentos, e quase não aparecem, e quando aparecem, são poucos. Ou seja, não assustam ninguém! E o segundo problema é que o ritmo do filme é tão leeento quanto o dos zumbis! Ficamos presos em intermináveis e desinteressantes diálogos…

Existe uma reviravolta na trama, no fim do filme. Ou seja, não durma antes do fim! Mas, mesmo assim, essa reviravolta é confusa… Bem que poderiam ter concluído melhor…

Bem, fica a dica aqui: na dúvida, fique com o do Romero…

O Bosque Maldito (Il bosco fuori)

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O Bosque Maldito (Il bosco fuori)

Um jovem casal é atacado numa estrada pouco movimentada por uma gangue. Uma família os salva, mas mal eles sabem que essa família é ainda pior que a gangue…

Com a produção do veterano Sergio Stivaletti (que trabalhou com Dario Argento, Lamberto Bava e outros), o jovem diretor Gabriele Albanesi nos traz um filme cheio de gore e humor negro, repleto de elementos que agradarão aos fãs dos filmes trash, como famílias de freaks sádicos e desmembramentos por serras elétricas. Isso, claro, aliado a muito, muito sangue cenográfico.

Despretensioso, pode render uma boa diversão!

Estrada para o Inferno (Zibahkhana)

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Estrada para o Inferno (Zibahkhana)

Um filme paquistanês sobre zumbis mutantes e que ainda inclui no roteiro uma família de assassinos sádicos? Não podia ser ruim!!!

Esse filme é vendido como “o primeiro filme gore paquistanês”!

A história é básica: um grupo de jovens mata aula pra ir para um concerto de uma banda de rock, mas se perdem no caminho. E a partir daí todos os clichês possíveis entram no roteiro! Temos zumbis, uma doença contagiosa, personagens sinistros, até um assassino de burca!

Infelizmente, o filme se perde ao colocar idéias demais. Seria melhor se focasse nos zumbis OU na família de sádicos. Um elemento acaba diminuindo o outro…

Mesmo assim, é diversão garantida!

Morram, Zumbis FDP!

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Morram, Zumbis FDP!

Um filme que o nome original é “Die, you zombie bastards!” já é motivo suficiente para uma ida ao cinema. Além do mais se no poster está escrito “The World’s First EVER Serial Killer Superhero Rock’n’Roll Road Movie Romance”. Promete, não?

Mas, é uma pena, foi um dos filmes trash mais fracos que já vi…

Ok, algumas cenas são sensacionais. A cena do piquenique onde um crânio humano é devorado de maneira romântica ao lado de uma família cheia de criancinhas é maravilhosa, assim como um momento aqui e outro ali. Mas, no geral, é um filme bobo, e longo…

Depois li no imdb que o filme foi resultado de uma aposta entre o diretor e o montador – um não gosta do outro. É, deu pra notar.

Esse aí ficou devendo…

The Rage

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The Rage

Não, não é uma refilmagem de A Fúria, clássico do Brian De Palma de 78. É um filme trash. E dos bons!

Um cientista russo louco faz experiências com cobaias humanas, injetando-nas um vírus de raiva, numa cabana isolada numa floresta. Até que a experiência foge do seu controle… Depois de um acidente no laboratório, surgem abutres mutantes (!), que começam a espalhar o vírus. Que, claro, atacam um grupo de jovens numa van (acho que já vi isso em algum lugar…).

O diretor Robert Kurztman trabalhou nos efeitos especiais e maquiagem em diversos filmes, como Era uma vez no México, Vanilla Sky, Pulp Fiction, O Albergue, Evil Dead (2 e 3), Rejeitados pelo Diabo, etc. Como diretor este é apenas o seu quarto filme, mas ele não é nenhum novato. Por isso, sabe bem mostrar o que interessa!

Andrew Divoff, o “russo caolho” de Lost, está perfeito como o cientista caricato (tem até flashback mostrando a infância dele!). O elenco também conta com uma participação pequena de Reggie Bannister, da série terror-bizarro Fantasma, de Don Coscarelli; além da bela Erin Brown, também conhecida por Misty Mundae estrela de inúmeras produções de terror B e softcores.

Muito gore, muito sangue, muitas vísceras. Filmão pra quem gosta do estilo!