Monty Python ao vivo no Hollywood Bowl

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Monty Python ao vivo no Hollywood Bowl

Monty Python era um grupo de humor da tv inglesa, nos anos 60. Mais ou menos como o Casseta e Planeta hoje em dia. Humor inglês, muitas vezes genial, porém nem sempre compreendido por aqui – temos que admitir que humor inglês não é pra todos os gostos…

(Mesmo assim, heu disse genial e repito. Uma das provas é que o termo “spam”, hoje amplamente usado com e-mails, surgiu de um quadro deles! Veja aqui: http://www.youtube.com/watch?v=anwy2MPT5RE)

E não é só isso. Qualquer compilação que fale da história do humor no cinema tem que citar Monty Python. Mais ou menos assim, Na “sessão besteirol”, depois dos Irmãos Marx, antes do trio Zucker Abraham Zucker, contemporâneos do Mel Brooks…

Além de algumas temporadas do programa de tv, eles fizeram alguns longa-metragens para o cinema, os sensacionais O Cálice Sagrado, A Vida de Brian e O Sentido da Vida. Além desses três filmes, ainda teve um show que eles fizeram no Hollywood Bowl que foi lançado nos cinemas. E é desse show que vou falar hoje.

É um show, mas um show de humor, não de música. Basicamente é uma reunião de esquetes, algumas boas, algumas bobas, quase sempre engraçadas. Entremeando as esquetes, alguns números musicais e trechos no telão complementam o programa.

São vááários momentos antológicos, como o quadro do “Silly Walk”, o do Michelangelo com o Papa, o da discussão, a “lumberjack song”, o futebol de filósofos gregos vs alemães, as olimpíadas tolas, a “chapeuzinho vermelho”, o “momento albatroz”… Algumas piadas até são meio bobas – heu nunca entendi por que os ingleses acham engraçado quando um homem se veste de mulher – mas, no geral, é de rolar de rir!

Os filmes podem até ser mais bem feitos, afinal têm uma linha narrativa – diferente daqui, que é uma coleção de piadas. Mas vou confessar pra vocês que a vez na minha vida que ri mais numa sala de cinema foi vendo esse filme, muitos anos atrás, no Estação Botafogo 3…

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300

Todo mundo que me lê aqui sabe que heu não entendo nada de quadrinhos. Meu negócio é cinema. Se vou ver um filme baseado em quadrinhos, pouco me importa se a é uma boa adaptação – quero saber se o filme em si é bom! Bem, parece que de um tempo pra cá, Hollywood descobriu como se faz adaptações de quadrinhos: foram vários bons filmes oriundos de hqs.

Este 300 é um bom exemplo: é uma adaptação da graphic novel homônima de Frank Miller, e além disso é um filmaço! E dei uma folheada na graphic novel de onde saiu, e realmente parece que as páginas estão nas telas!

O filme conta a história de um exército de 300 espartanos que encarou um exército de cem mil persas. Não existem registros históricos pra sabermos o número exato, mas sabemos que foi por aí – poucos espartanos peitando muitos persas.

E o que diferencia esse filmes de tantos outros por aí? O diretor Zack Snider (que antes fez a refilmagem de Madrugada dos Mortos e este ano lançará Watchmen) criou um visual poucas vezes visto nas telas, com seus cenários digitais e cores alteradas, muito parecido com a graphic novel. E, o mais importante: as lutas coreografadas são em câmera lenta, com pausas em alguns golpes. Vemos tudo, com uma clareza nunca antes vista em filmes de ação. Partes de corpos decepadas, sangue, muito sangue, tá tudo lá, na cara do espectador!

No elenco, ao lado de Gerard Butler, Lena Headey e Dominic West, uma atração à parte para a plateia brasileira: quem interpreta Xerxes, o rei da Pérsia, é o “nosso” Rodrigo Santoro!

Na época que este filme foi lançado, teve gente dizendo que se tratava de um filme gay, pela quantidade de “homens seminus de barriga de tanquinho”. Que nada! Considero este um “filme testosterona”, na linha de Clube da Luta. Filme pra macho.

Madrugada Muito Louca 2

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Madrugada Muito Louca 2

Ainda não foi lançado por aqui, mas resolvi baixar e ver logo de uma vez a continuação do simpático Madrugada Muito Louca.

É continuação mesmo, o filme começa exatamente onde o outro acabou: Harold e Kumar resolvem ir para Amsterdam atrás da paixão de Harold, e no avião são confundidos com terrorristas e levados para a prisão na Baía de Guantánamo.

Mas, como era de se esperar… É bem mais fraco que o primeiro, infelizmente…

Talvez o problema seja a troca de diretor. O diretor Danny Leiner foi substituído pela dupla de roteiristas do primeiro filme, John Hurvitz e Hayden Schlossberg, que aqui acumulam as funções de roteiristas e diretores.

Curioso terem mantido os mesmos roteiristas, porque nesta segunda parte há uma quantidade bem maior de piadas escatológicas e de apelo sexual. Sei lá, heu particularmente prefiro quando não precisam apelar pra baixaria…

Pelo menos temos várias situações politicamente incorretas, o que, na minha humilde opinião, é algo muito bom ao se fazer uma comédia. São várias piadas racistas, e várias vezes sacaneiam os americanos!

Pode ser uma boa diversão pros menos exigentes…

p.s.: Existe uma cena depois dos créditos, curta mas que provavelmente será importante para uma eventual terceira parte!

Apertem os Cintos – O Piloto Sumiu (Airplane)

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Apertem os Cintos – O Piloto Sumiu

Recentemente vi umas novas comédias besteirol, e achei tão sem graça… Vi Deu A Louca Em Hollywood (Epic Movie), e não consegui rir nenhuma vez; vi Os Espartalhões (Meet the Spartans) e só achei graça em um ou outro lance (o bebê de barba cerrada e barriga de tanquinho foi uma boa sacada, assim como a Carmen Electra com a fatia de pizza); e por fim Super Heróis – A Liga da Injustiça (Disaster Movie) – que, como o nome original sugere, é um desastre.

Aí pensei: “será que heu mudei e fiquei mais sério, ou será que os filmes estão mais sem graça hoje em dia?”

Pra responder esta questão que me atormentava, fiz um “sacrifício” e revi o clássico Apertem os Cintos – O Piloto Sumiu.

Ufa! Os filmes é que mudaram! Apertem os Cintos – O Piloto Sumiu continua muito, muito engraçado!

Alguém aí não conhece este filme? A tripulação de um avião come um peixe estragado e passa mal. Um passageiro, ex-piloto de guerra, com traumas, tem que assumir e pousar o avião.

O que falar sobre esse filme? Só uma coisa: reveja sempre que possível. São tantas cenas antológicas, tantas situações de rolar de rir, que nem vale a pena ficar listando aqui.

E, se por um acaso, você não viu, corra para a sua locadora! Este é um clássico obrigatório!

(Consegui comprar recentemente o dvd importado de Top Secret. Acho que vou ver semana que vem…)

Heavy Metal do Horror (Trick or Treat)

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Heavy Metal do Horror (Trick or Treat)

Anos 80. O adolescente Eddie Weinbauer (Marc Price) é sacaneado na escola por gostar de heavy metal. Quando seu ídolo Sammi Curr (Tony Fields) morre num incêndio, ele ganha de um dj um acetato de um disco não lançado. E quando toca o disco ao contrário, coisas malignas acontecem…

Este filme foi lançado em 86 como filme de terror. Mas hoje em dia não consegue dar medo em ninguém… No máximo, algumas risadas! (Aliás, passava no SBT com o título O Rock do Dia das Bruxas.)

Hoje em dia, olhando friamente, com a distância que estamos dos anos 80, o filme é fraquinho. Situações e personagens clichê se espalham pelo roteiro. Principalmente na parte final, depois que Sammi Curr volta e começa a assombrar Eddie – através de ondas elétricas e de rádio.

Mas até que é interessante ver um filme tão datado assim. Será que a garotada, ao ver o filme, vai entender o que é um acetato? Ou como funciona uma fita cassete? Ou qualé a de tocar um disco ao contrário? Bem, a garotada pelo menos vai achar graça nos penteados e roupas…

Mas aí você deve estar se perguntando: “por que diabos vou perder meu tempo vendo um filme desses só porque é datado?” Bem, o filme tem seus momentos que valem a pena… Inclusive a trilha sonora, do grupo de “hair metal” Fastway.

Mas a melhor coisa do filme é um certo reverendo careta que aparece na tv falando mal de rock. Esse reverendo é interpretado por um tal de Ozzy Osbourne… A ironia é sensacional! E ainda tem o Gene Simmons como o dj!

Outra coisa beeem interessante é uma cena no carro, quando a namorada do valentão da escola vai ouvir a “fita cassete demoníaca”. Temos um “estupro demoníaco”!

Curiosidade: este foi o primeiro filme dirigido pelo ator Charles Martin Smith, mais conhecido como o “contador que vira agente” em “Os Intocáveis”.

Repo! The Genetic Opera

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Repo! The Genetic Opera

Tem filmes que já “nascem” cults. Um musical de terror com a diva da Broadway Sarah Brightman atuando ao lado da celebridade patricinha Paris Hilton não tem como não ser cult…

Estamos num “futuro não tão distante”. Houve uma epidemia de falências de órgãos. Uma grande coropração, a Geneco, oferece financiamento para o transplante de órgãos. Ao mesmo tempo, a Geneco lidera uma moda de transplantes não essenciais. E, quando o transplantado atrasa o pagamento, manda um “Repo Man” para “recuperar” órgãos!

A idéia é interessante. O diretor Darren Lynn Bousman é o mesmo de Jogos Mortais 2, 3 e 4, ou seja, é “do ramo”. Ele viu a peça “musical de terror”, fez um trailer de 10 minutos e conseguiu vender a idéia para os produtores.

Mas o filme tem um problema básico: se a parte “terror” está bem representada, a parte “musical” não é muito boa. Um musical precisa ter músicas boas. Sempre que pensamos em musicais ligados ao rock, como Jesus Cristo Superstar ou Tommy, lembramos de várias músicas memoráveis, várias cenas musicais marcantes. Aqui, algumas músicas até são legais, mas nada que empolgue a ponto de, ao fim do filme, procurarmos o cd com a trilha sonora…

Existe outro problema: esta é uma versão de 98 minutos. Segundo o imdb, o diretor pretende lançar em dvd uma outra versão, com 150 minutos. E essa redução não ficou muito boa: alguns temas são lançados e mal explorados, como a nova droga Zydrate.

Mesmo assim, o filme vale ser visto. Afinal, quando temos a oportunidade de ver por aí um musical de terror? Ok, temos Sweeney Todd. Mas a diferença é que Sweeney Todd é essencialmente um musical que conta uma história de terror; Repo! é essencialmente um filme de terror, e que também é um musical. Outros filmes que também se aproximam da idéia são Rocky Horror Picture Show e A Pequena Loja dos Horrores, que puxam pra comédia, ou O Fantasma da Ópera, que na verdade é um drama…

Tem uma coisa que me deixou intrigado no filme: qual é a da Sarah Brightman? Ela é uma diva da Broadway, é atualmente um dos maiores nomes  ligados ao teatro musical. E não fez praticamente nada em Hollywood. Por que ela escolheu logo este filme para a sua “estréia” hollywoodiana? Sei lá, não me parece combinar muito com o estilo dos fãs dela… Normalmente, a galera que curte musicais não é chegada num gore… Que está presente aqui, em cenas com ela própria…

E tem outra coisa que pesquisei mas não obtive resposta: será que este Repo Man” tem algo a ver com o Repo Man, filme de 84, dirigido pelo Alex Cox e estrelado pelo Emilio Estevez? Afinal, qual o verdadeiro significado da expressão “Repo Man”?

http://www.imdb.com/title/tt0087995/

De qualquer maneira, como disse lá em cima, vale ser visto! E como não vi previsão de lançamento por aqui, então, corra para o torrent mais próximo!

Os Reis do Iê Iê Iê (A Hard Day’s Night)

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Os Reis do Iê Iê Iê (A Hard Day’s Night)

Não, não vou falar do disco. Vou falar do filme dos Beatles!

Pros mais novos: sim, eles fizeram alguns filmes. Existe inclusive uma discussão por aí, porque beatlemaníacos dizem que os primeiros videoclips da história seriam esses filmes – a outra “corrente” (com a qual heu concordo) defende Bohemian Rhapsody, do Queen, como o primeiro videoclip, afinal foi um “filminho” feito apenas pra uma música.

Mas voltemos aos filmes dos Beatles! Este A Hard Day’s Night, que aqui no Brasil ganhou o “simpático” nome de Os Reis Do Iê Iê Iê, foi o primeiro de uma série de 5 filmes – depois vieram Help!, Magical Mistery Tour, Yellow Submarine e Let it Be (nomes originais).

E de que trata o filme? Nada demais, o roteiro é apenas para juntar as músicas. Os Fab Four pegam um trem e vão até os bastidores de um programa de tv, onde vão se apresentar no fim do filme. Enquanto isso, rolam motivos pra eles tocarem várias músicas, como “A Hard Day’s Night”, “I Should Have Known Better”, “Can’t Buy Me Love”, “All My Loving” e “She Loves You”, entre outras.

O filme é em preto e branco, e os quatro interpretam eles mesmos. Junto com eles está sempre um velhinho rabugento, o avô do Paul McCartney.

Despretensioso e divertido!

Madrugada Muito Louca

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Madrugada Muito Louca

Sim, o nome em português é horrível. Digno de Sessão da Tarde. Mas o filme não é tão ruim como parece…

Harold e Kumar são dois amigos, meio nerds, que resolvem ir comer na lanchonete White Castle. A história é basicamente essa, o que acontece durante a noite, enquanto eles tentam chegar na lanchonete.

Tá, concordo, o filme é meio bobo. Mas, se você entrar no clima, é bem divertido. Assim como o outro filme do diretor citado na capa, Cara, Cadê Meu Carro? – que aliás recebe uma citação neste filme.

Uma curiosidade: o terceiro nome do elenco é Neil Patrick Harris, o Barney de How I Met Your Mother. Por esta série ele foi indicado ao Globo de Ouro este ano e ao Emmy nos dois últimos. Mas aqui ele é lembrado por Doogie Houser, MD, uma série que ele fez entre 89 e 93…

Boa opção para aqueles dias que não queremos pensar muito!

Batman – O Cavaleiro das Trevas

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Batman – O Cavaleiro das Trevas

Acho que este foi o filme mais falado do ano passado… É um filme que consegue agradar a todos: aos fãs de quadrinhos, aos fãs de filmes de ação, e aos fãs do bom cinema independente do estilo. Então, o que falar agora, já que todos falaram por aí?

Sim, a atuação do Heath Ledger é impressionante, assim como Aaron Eckhardt e Gary Oldman (como sempre) mandam bem. Sim, as sequências de ação são de tirar o fôlego – nem parece que são duas horas e meia de filme.

Gotham City está um caos: enquanto o crime organizado tenta destruir Batman, anônimos vestem fantasias e tentam combater o crime por conta própria. Ao mesmo tempo, surge um “Cavaleiro Branco”, o promotor Harvey Dent, um homem íntegro e que, diferente do Batman, mostra a cara. E aí surge o melhor vilão dos últimos tempos: o Coringa.

O Coringa de Ledger é genial. Deve até ganhar o Oscar póstumo domingo que vem. Mas independente disso, é genial. O jeito de andar, de falar, a ironia, a loucura, mostram que o único objetivo deste coringa é criar o caos. Desculpe, Jack Nicholson, um “garoto” te passou pra trás…

Outra coisa boa de se ressaltar é a quantidade de efeitos especiais que “estão lá” – usa-se pouco CGI, as explosões são verdadeiras, as perseguições de carro também. Numa época onde tudo é feito no computador, bola dentro para Christopher Nolan e seu “filme-sem-cara-de-computador”.

Não gostei da Maggie Gyllenhaal no lugar da Katie Holmes. Ela é boa atriz, mas acho que a franquia merecia uma atriz mais bonita (afinal, já tivemos até Nicole Kidman e Michelle Pfeiffer!). Mesmo assim, ela funciona, assim como todo o elenco.

Enfim, um forte candidato a ser lembrado sempre como “um dos melhores filmes de super-heróis”, como é o caso do Superman de 1978…

Chumbo Grosso

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Chumbo Grosso

Antes de falar de Chumbo Grosso, precisamos falar de Todo Mundo Quase Morto (The Shaun of the Dead), que, apesar do infeliz título em português, é uma ótima comédia inglesa de 2004, que satirizava filmes de zumbi – inclusive no nome (Madrugada dos Mortos – Dawn of the Dead). Se você gosta de boas comédias e não viu esta, corra pra locadora ou pro torrent!

A mesma equipe que fez Todo Mundo Quase Morto – diretor, roteiristas e atores principais – resolveu fazer um policial, esse Chumbo Grosso.

Bem, desta vez o humor é bem menos escrachado. Nicholas Angel (Simon Pegg, também roteirista) é um policial “caxias” de Londres. Tão caxias que trabalha mais do que todos os seus colegas, e por causa disso é transferido para Sanford, uma pequena e pacata cidade do interior. É deste confronto que o filme trata.

O humor é mais contido, pode até passar por um filme policial em vez de comédia. Inclusive, tem uma trama com um assassino misterioso, boas cenas de mortes e também boas cenas de ação.

Foi mal lançado aqui no Brasil, mas se procurar, dá pra achar…