Protegendo o Inimigo

Crítica – Protegendo o Inimigo

Africa do Sul. Um novato do FBI é designado para tomar conta de um perigoso traidor. Quando seu esconderijo é atacado, ele precisa se virar para proteger o prisioneiro, e ao mesmo tempo impedir a sua fuga.

Cheguei a pensar que Protegendo o Inimigo (Safe House, no original) era “o novo filme do Tony Scott” – parecia seguir a linha de O Sequestro do Metrô 123 e Incontrolável. Nada disso, trata-se da estreia hollywoodiana de Daniel Espinosa, diretor sueco de ascendência chilena.

E, vendo o filme, a gente vê que o estilo de Espinosa é diferente. Muita câmera na mão, muitos closes, cenas escuras, imagem granulada. Acredito que a câmera na mão era pra dar um ar meio documental ao filme. Mas trouxe um problema: as cenas de ação ficaram confusas com a imagem trêmula. Heu, particularmente, prefiro ver melhor o que está acontecendo na tela.

Mas isso é um detalhe estilístico, não chega a ser um defeito. O grande defeito de Protegendo o Inimigo é o roteiro, previsível e cheio de clichês. Fico me perguntando se em pleno 2012 alguém ainda “compra” uma trama onde o grande segredo que o vilão esconde é tão óbvio.

O elenco funciona bem. Denzel Washington, bem como sempre, às vezes parece estar no piloto automático, seu personagem lembra o papel que ele fez em Dia de Treinamento; Ryan Reynolds está sério, deixou o ar engraçadinho de lado (o que não combinaria aqui). Ambos têm boa química. Ainda no elenco, Vera Farmiga, Brendan Gleeson, Robert Patrick e Sam Shepard.

O resultado final nem é muito ruim. Mas Protegendo o Inimigo também está longe de ser um bom filme.

Top 10: Atrizes Mirins que Cresceram

Top 10: Atrizes Mirins que Cresceram

Sabe quando aquela menininha bonitinha cresce e vira um mulherão? Este Top 10 é para falar delas!

Para entrar neste Top 10, criei três regrinhas:

1- A ex-atriz mirim tem que ter uma carreira relevante depois de adulta. Não entram casos como Anna Chlumsky (Meu Primeiro Amor), Soleil Moon Frye (Punky, A Levada da Breca) e Danica McKellar (Anos Incríveis), que eram celebridades enquanto crianças, mas viraram adultas desconhecidas.

2- Conta pontos no “ranking” se o passado da atriz também é relevante. Por exemplo, Scarlet Johanson começou com 10 anos, mas só começou a chamar a atenção aos 17, em Ghost World – Aprendendo a Viver.

3- Este blog fala mais de cinema do que tv. Se a atriz só faz tv, conta menos pontos. É o caso de muitas atrizes brasileiras, como Fernanda Rodrigues, que em 1991 fez a novela Vamp quando tinha 12 anos, e continua fazendo novelas até hoje – mas não fez quase nada no cinema. O mesmo aconteceu com está Alyssa Milano, que, com 13 anos, foi a filha de Arnold Schwarzenegger em Comando Para Matar, mas hoje é mais conhecida por ter feito a série Charmed.

Ah, mais uma coisa. Estou checando o imdb e calculando as idades das atrizes segundo o ano de nascimento e os anos de lançamento de seus filmes. Pode haver algum erro nesses cálculos, dependendo dos meses, ok?

Vamos a elas?

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10- Lindsay Lohan

Lindsay tinha 12 anos quando interpretou duas gêmeas em Operação Cupido. Hoje, adulta, ela está mais conhecida por protagonizar escândalos envolvendo drogas e prisões.

9- Brooke Shields

Aqui rola um caso que se fosse no mundo politicamente correto de hoje em dia, alguém seria preso por pedofilia. Brooke tinha só 12 anos quando interpretou uma prostituta criança em Pretty Baby, com direito a cenas de nudez.

8- Drew Barrymore

Drew tem uma extensa carreira até hoje. Mas a gente não esquece que ela tinha sete anos em um dos seus primeiros filmes, um tal de E.T. – O Extra-Terrestre.

7- Gabriela Duarte

Uma representante nacional que não faz apenas novelas. Gabriela fez O Cangaceiro Trapalhão quando tinha 9 anos. (A foto não é do filme – o google não tem fotos dela neste filme!)

6- Jodie Foster

Jodie tinha 14 anos quando fez a jovem prostituta de Taxi Driver, em 1976, mesmo ano que também fez Quando as Metralhadoras Cospem – e segundo o imdb, foram 34 participações em filmes e séries antes disso.

5- Anna Paquin

Com apenas 11 anos, Anna ganhou o Oscar por seu excelente trabalho em O Piano. Depois de papeis secundários em Quase Famosos e na trilogia X-Men, hoje ela gosta de tirar a roupa na série True Blood.

4- Christina Ricci

Ela foi a Vandinha Adams em 1991, com 11 anos de idade. E um ano antes esteve em Minha Mãe É Uma Sereia. De uns anos pra cá, resolveu tirar a roupa em vários filmes.

3- Kirsten Dunst

Kirsten tinha 12 anos quando foi uma das melhores coisas de Entrevista com o Vampiro – e segundo o imdb, ela já tinha participado de 6 filmes e 4 séries antes!

2- Natalie Portman

Ganhadora do Oscar de melhor atriz em 2010 por Cisne Negro e uma das maiores estrelas da nova trilogia de Star Wars, Natalie tinha 13 anos quando fez O Profissional.

1- Jennifer Connelly

Muitos anos antes do Oscar por Uma Mente Brilhante, Jennifer já mostrava seu talento. Ela tinha 14 anos quando atuou no épico Era Uma Vez na América (1984) – dois anos antes de estrelar Labirinto.

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p.s.: Alguns nomes quase entraram. Estamos em março de 2012, daqui a poucos anos duas atrizes devem figurar em listas semelhantes: Dakota Fanning completou 18 anos mês passado, e nos encanta desde que tinha 7 anos em filmes como Uma Lição de Amor e Encurralada; Emma Watson, que faz 22 anos mês que vem, era uma menina feinha e virou uma mulher bonita, mas só poderemos julgá-la melhor quando ela fizer algo diferente da Hermione de Harry Potter.

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A Perseguição

Crítica – A Perseguição

Um pequeno avião cai no Alasca. Sete homens têm que sobreviver ao frio e aos lobos que circulam a área.

Interessante filme que mistura ação com drama, colocando homens diferentes entre si expostos a situações extremas. A mistura entre os estilos é meio brusca – momentos contemplativos são alternados com cenas frenéticas com adrenalina a mil. Achei legal a experiência.

A Perseguição (The Grey, no original) foi escrito e dirigido por Joe Carnahan, aqui num trabalho menos pop que o seus últimos filmes, os divertidos e exagerados Esquadrão Classe A e A Última Catrada. A Perseguição é mais sério, ainda tem ação e violência, mas sob uma ótica diferente.

No elenco, o grande nome é Liam Neeson, num papel que lembra os seus personagens de Desconhecido e Busca Implacável – um cara que passa a impressão de ser apenas “mais um”, mas tira forças sabe-se lá de onde e parece ser quase um super heroi. O resto do elenco é pouco conhecido, só reconheci o Dermot Mulroney.

O trabalho técnico com os lobos é perfeito – nem dá pra saber quais lobos são reais e quais são cgi. E algumas belas paisagens geladas do Alasca ajudam a fotografia do filme.

Rola uma rápida cena depois dos créditos, que explica o fim, mesmo que de maneira subjetiva…

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Um Natal Muito Louco

Crítica – Um Natal Muito Louco

O primeiro Madrugada Muito Louca é bem divertido. O segundo tem alguns bons moments, mas é bem mais fraco. Heu não esperava muita coisa do terceiro. Mesmo assim, fui ver qualé.

Seis anos depois dos acontecimentos do último filme, hoje Harold e Kumar estão distantes um do outro. Uma misteriosa encomenda faz os dois se reencontrarem, e por causa de um acidente, eles precisam encontrar uma árvore de natal urgentemente.

Um Natal Muito Louco (A Very Harold & Kumar 3D Christmas, no original) é um filme “honesto”, não engana ninguém. O título original do filme já entrega o que veremos: piadas do mesmo estilo dos outros dois filmes, só que desta vez usando efeitos em 3D e tendo o Natal como pano de fundo.

O estilo de humor usado aqui não agrada a todos. Heu mesmo achei bobas boa parte das piadas. Mas admito que algumas são realmente engraçadas. Adorei os momentos politicamente incorretos do bebê experimentando drogas!

O elenco repete a dupla principal, John Cho e Kal Penn, e a participação de Neil Patrick Harris, como acontece nos outros dois filmes. Aliás, como acontece nos outros, a pequena participação de Harris é uma das melhores coisas do filme. Além dos três, o elenco ainda conta com Elias Koteas, Danny Trejo, Thomas Lennon e Paula Garces.

Ah, ainda preciso falar do 3D. Aqui o efeito é usado com o espírito “parque de diversões”, que nem acontece nos divertidos filmes de terror Piranha e Dia dos Namorados Macabro – qualquer coisa é desculpa para se atirar um monte de coisas na direção do espectador. Bem mais interessante do que um filme convertido em 3D apenas pra aumentar o preço do ingresso!

Quem curtiu os outros, pode ir sem medo. Só não sei se vai passar no cinema, acho que por enquanto só por download.

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John Carter – Entre Dois Mundos

Crítica – John Carter – Entre Dois Mundos

O trailer de John Carter – Entre Dois Mundos parecia uma mistura de Avatar com Star Wars Ep II – O Ataque dos Clones  – aquela arena é igual a Geonosis! Mas aí vi que o diretor é Andrew Stanton, o mesmo de Wall-E e Procurando Nemo. Tá, merece ver qualé.

Adaptação do livro A Princesa de Marte de Edgar Rice Burroughs. Um veterano da Guerra Civil americana acaba parando em Marte, no meio de uma outra guerra civil, que pode destruir o planeta.

Para um filme que parecia uma cópia, John Carter – Entre Dois Mundos se saiu melhor que o esperado. Tecnicamente perfeito, o filme traz um roteiro sólido e apresenta uma nova saga de fantasia / ficção científica. Um prato cheio para os apreciadores do estilo.

A história de John Carter não é nem um pouco nova – foi escrita em 1912 por Edgar Rice Burroughs, famoso por ser o criador do Tarzan. Já houve algumas tentativas para transpor os livros para o cinema, mas foram todas infrutíferas. John Carter tem o recorde de produção que ficou mais tempo entre a primeira pré-produção e o filme pronto – existia um plano de se fazer em desenho animado em 1931, seria o primeiro longa metragem em animação (antes de Branca de Neve).

Claro, vai ter gente falando que a trama é batida. Verdade, a história do forasteiro rebelde que vira heroi não é novidade. E, convenhamos, o livro é de 100 anos atrás! Mas pelo menos o roteiro do diretor Stanton é bem escrito, o filme nem parece ter pouco mais de duas horas.

Stanton não mandou bem apenas no roteiro. Assim como seu colega Brad Bird, que depois da animação Os Incríveis dirigiu o longa Missão Impossível 4, Stanton também fez um bom trabalho na direção. Tá, metade do elenco é em cgi, mas mesmo assim, o resto do filme são atores de verdade.

Os dois principais nomes do elenco não são muito conhecidos, e, por coincidência, ambos estavam em X-Men Origens: Wolverine – Taylor Kitsch foi o Gambit; Lynn Collins foi a Kayla Silverfox. O resto do elenco tem alguns nomes mais famoso: Mark Strong, Ciarán Hinds, Dominic West e James Purefoy; e as vozes de Willem Dafoe, Samantha Morton e Thomas Haden Church.

Os efeitos especiais são fantásticos. Os Tharks são absurdamente bem feitos, é difícil acreditar que algo tão “real” seja computador. Isso, somado a belíssimas paisagens marcianas baseadas em imagens de Frank Frazetta (que tinha feito ilustrações para os livros na década de 70), dão a John Carter – Entre Dois Mundos um visual caprichadíssimo.

Foram escritos vários livros. Existe um bom material para possíveis continuações – o fim do filme abre espaço para continuarmos a ver a saga de John Carter em Marte.

Por fim, preciso falar de uma confusão que está rolando em quase todos os sites por aí, que se referem a este filme como uma produção da Pixar. Andrew Stanton trabalhava na Pixar antes, mas John Carter – Entre Dois Mundos é uma produção Disney! Não existem créditos da Pixar, nem no filme, nem no imdb. Não sei de onde tanta gente tirou que este seria “o primeiro filme da Pixar com atores”…

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Fase 7

Crítica – Fase 7

Uma comédia apocalíptica feito na Argentina!

Um prédio de apartamentos é isolado em quarentena depois que uma epidemia de um vírus mortal se espalha. Os moradores têm que se virar sozinhos agora.

Claro, a primeira coisa que a gente lembra é REC : moradores de um prédio de apartamentos colocados em quarentena por suspeita de um vírus – e ainda é falado em espanhol! Mas não, Fase 7 não é nada parecido com REC.

Em primeiro lugar, Fase 7 é uma comédia. O clima às vezes lembra Todo Mundo Quase Morto, mas o humor aqui é bem mais contido. Mais: a ameaça é um vírus fatal, invisível, não temos um inimigo presente como um zumbi.

Escrito e dirigido por Nicolás Goldbart, Fase 7 tem como trunfo justamente ser uma produção despretensiosa. O protagonista Coco age como a maioria de nós agiríamos em uma situação parecida. A trilha sonora, que parece uma homenagem a John Carpenter, ajuda na construção de um “filme B simpático”.

Não gostei do fim, acho que Fase 7 poderia ter acabado alguns minutos antes (logo depois da parte onde Coco sai do prédio). Não chega a estragar o filme, mas acho que seria melhor se o fim fosse outro.

Um último comentário, para aqueles que falam português: fica estranho o casal protagonista se chamar “Pipi” e “Coco”, não? 🙂

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Juan de Los Muertos
Todo Mundo Quase Morto

Oscar 2012 – Comentários Nerds

(Escrevi este texto para o site TBBT. Como o assunto é cinema, resolvi publicar aqui também!)

Oscar 2012 – Comentários Nerds

Duas semanas atrás rolou a entrega do Oscar, o prêmio maior do cinema mundial. Pra ver a lista de ganhadores, é só dar uma googleada básica. Para fazer algo diferente do óbvio, vou fazer comentários nerds sobre alguns dos prêmios.

Melhor Filme

O Artista é um bom filme, o Oscar ficou em boas mãos. Se fosse para A Invenção de Hugo Cabret ou Meia Noite em Paris também seria justo. Pelo menos não foi pra Árvore da Vida, uma das picaretagens mais pretensiosas dos últimos tempos.

Melhor Diretor

Qualé, Academia? Michel Hazanavicius fez um belo trabalho com o seu O Artista, mas ele precisa comer muito arroz com feijão para barrar Martin Scorsese em qualquer disputa!

Melhor Ator

Jean Dujardin fez um bom trabalho em O Artista. O problema aqui é que alguns dos seus concorrentes têm currículos que falam mais alto. Gary Oldman foi Dracula, Beethoven, Sid Vicious, Sirius Black e Comissário Gordon; Brad Pitt esteve em 12 Macacos, Snatch, Clube da Luta, Seven, Bastardos Inglórios e Queime Depois de Ler. E nenhum dos dois tem Oscar…

Melhor Atriz

Muita gente reclamou que Meryl Streep estava todo ano na lista de indicadas ao Oscar – ela já foi indicada 17 vezes. Mas, convenhamos, há trinta anos ela não ganhava. E, convenhamos, foi merecido. Mas, se fosse a Rooney Mara por Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres, não seria injustiça.

Melhor Longa Metragem de Animação

Aqui ficou fácil. Por causa de uma regra estranha da Academia, As Aventuras de Tintim, a melhor animação de 2011, não entrou no páreo – parece que animação por captura de movimento não entra na disputa. E, como 2011 foi a primeira vez que a Pixar nos decepcionou (Carros 2 é fraquinho), a disputa ficou fácil para Rango. Porque, afinal, ninguém viu Um Gato em Paris nem Chico & Rita; e Kung Fu Panda 2 e Gato de Botas podem ser divertidos, mas não podem ser “melhor animação do ano”.

Melhor Figurino

O único comentário que posso fazer aqui é que tinha um filme do Roland Emmerich (Anônimo) concorrendo a um prêmio que não é ligado a efeitos especiais…

Melhor Maquiagem

Ok, a Meryl Streep ficou igual à Margareth Tatcher, por isso A Dama de Ferro ganhou. Mas o Voldemort de Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 não tem nariz! Será que não merecia uma atenção maior?

Melhor Trilha Sonora

Tadinho do John Williams, ele estava indicado duas vezes (As Aventuras de Tintim e Cavalo de Guerra), mas perdeu… Ele só tem 5 estatuetas, apesar de ter sido indicado QUARENTA E SETE vezes… ¬¬
O prêmio ficou em boas mãos, a trilha de O Artista é uma das melhores coisas do filme.

Melhor Canção

Aqui vou contra a maré ufanista que torcia por um Oscar brasileiro. Apesar de gostar do Sergio Mendes, a concorrência era desleal. A música dos Muppets (“Man or Muppet”) tinha participação do Sheldon!

Melhores Efeitos Especiais

Ninguém pode falar mal dos efeitos especiais de A Invenção de Hugo Cabret. Mas o macaco Cesar de Planeta dos Macacos não ganhar foi estranho. Parece que a Academia olhou mais o filme do que o efeito em si.
E se Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 ganhasse nem ia ser tão injusto, afinal, existe um histórico de 8 filmes com bons serviços prestados aos efeitos especiais. Gigantes de Aço é bem feito, mas só isso; Transformers: O Lado Oculto da Lua tem que ficar feliz por ter sido indicado.

Melhor Ator Coadjuvante
(by Edu Starling)

Muita gente boa concorrendo, mas convenhamos que o pomposo Capitão Von Trapp interpretando o “surpreendente” pai (sem spoilers :D) do personagem Oliver (interpretado por Ewan McGregor) era prato feito pra Academia. No final das contas, foi uma belíssima homenagem a esse fantástico ator, que teve vários bons momentos nas telas mas pra mim fica na memória o general Chang (um klingon viciado em Shakespeare) em “Star Trek VI – The Undiscovered Country.

Melhor Direção de Arte

A Invenção de Hugo Cabret ganhou. E Harry Potter e as Relíquias da Morte completou oito filmes sem levar nenhum único Oscar, em nenhuma categoria…

Mientras Duermes

Crítica – Mientras Duermes

Uêba! Filme novo do Jaume Balagueró, um dos diretores dos dois primeiros REC!

César (Luis Tosar) é o porteiro de um pequeno prédio de apartamentos. Simpático e prestativo, ele guarda segredos sinistros.

REC foi um dos melhores filmes de terror da década passado. Terrorzão, com direito a violência gráfica e uma boa dose de gore. Já Mientras Duermes segue outro caminho. Trata-se de um bom suspense à moda antiga, sem nada de gore – a não ser talvez para quem tem fobia de baratas. E mesmo assim, tenso como poucas vezes no cinema contemporâneo.

Mientras Duermes consegue criar um excelente clima de tensão, graças ao bem amarrado roteiro de Alberto Marini e à direção inspirada de Balagueró – que, mais uma vez, constroi quase todo o filme dentro de um velho prédio de apartamentos, como fez nos dois REC.

O filme tem um grande trunfo: César, um personagem desagradável e genial, interpretado de maneira magistral por Luis Tosar. O personagem é tão bem construído que, em determinada cena, ele tenta fugir de um apartamento sem ninguém ver. E a gente torce por ele, mesmo sabendo que ele é um ser repugnante.

E assim o filme segue, acompanhando o porteiro César e suas atitudes altamente questionáveis….

O fim do filme não explica muita coisa, na verdade o motivo de César ser daquele jeito não fica claro. Mas isso não torna o filme ruim. Mientras Duermes é um bom filme de suspense. Pena que a gente não sabe se vai ser lançado por aqui…

Em breve teremos as continuações de REC. Paco Plaza está desenvolvendo o terceiro filme, que será um “prequel”; enquanto Balagueró fará sozinho o quarto filme, que teoricamente vai dar um fim à série. E, no seu “tempo livre”, Balagueró mostra que está em forma!

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A Sétima Vítima

Los Crimenes de Oxford
Rec 2
O Orfanato

Poder sem Limites

Crítica – Poder sem Limites

É, mais um filme com “filmagens encontradas”…

Três amigos adolescentes entram em contato com um misterioso artefato e ganham poderes telecinéticos. Quase super herois, eles agora têm que lidar com os próprios problemas.

Poder sem Limites (Chronicle, no original) é o mais novo exemplar da “família found footage” – filmes onde a câmera subjetiva é usada para tentar criar um realismo maior. Mas, na minha humilde opinião, esta característica atrapalha este filme. Vou explicar: desta vez, não é uma “câmera encontrada”. Todo o filme é feito usando a câmera subjetiva, mas são várias as fontes. Além da câmera do protagonista, tem a câmera de uma coadjuvante, cenas pela webcam, através de câmeras de segurança e até de celulares. Por um lado, isso deu uma agilidade maior à montagem. Mas por outro lado, alguns ângulos ficaram forçados demais – como por exemplo em parte da luta final, onde o personagem precisa manter celulares flutuando em volta dele. Ora, não era mais fácil se usassem um estilo tradicional de filmagem? Achei que essa proposta enfraqueceu o filme.

Pena, porque a premissa era interessante: uma espécie de filme de super heroi mas sem o papo de identidades secretas e de salvar os mais fracos. Os adolescentes, quando ganham os super poderes, continuam agindo como adolescentes normais.

A direção é de Josh Trank, que co-escreveu o roteiro com Max Landis. Ambos são novatos, mas um deles é filho de John Landis – ele mesmo, diretor de Um Lobisomem Americano em LondresIrmãos Cara de Pau. O filme não tem estrelas, mas tem pedigree…

Como quase todo filme de “found footage”, o elenco é de desconhecidos (acho que o único filme no estilo com gente famosa é Atividade Paranormal 2, estrelado por Sprague Grayden). O trio principal Dane DeHaan, Alex Russell e Michael B. Jordan tem uma boa atuação, apesar de trabalhar com personagens perto de clichês.

Os efeitos são muito bons, aquilo tudo realmente parece de verdade – sensação amplificada pelo lance da câmera na mão. A parte final do filme é eletrizante, como poucas vezes visto em filmes do estilo. O povo que fez Cloverfield deve ter ficado com inveja…

Tem uma parte do roteiro que não gostei muito. Nada grave, nada que estrague o filme. Spoilers leves abaixo:

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

Se eles planejaram não contar pra ninguém, por que fazer o show de mágica? Aquilo me pareceu meio fora de propósito…

FIM DOS SPOILERS!

Poder sem Limites pode não ser um dos melhores filmes do ano, mas está bem longe dos piores!

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REC
A Mulher de Preto
X-Men Primeira Classe

7 Nights of Darkness

Crítica – 7 Nights of Darkness

Outro dia falei de Grave Encounters aqui, lembram? Um suposto programa de tv em um antigo asilo abandonado – e assombrado. Pois bem, 7 Nights of Darkness é quase a mesma coisa.

A sinopse aqui é quase igual. Acho que a única diferença é que é um reality show no lugar do programa estilo Caçadores de Mitos. Grupo de pessoas se fecha dentro de um asilo abandonado e algo dá errado. E, como acontece no outro filme, alguém pegou as filmagens feitas dentro da casa e as editou.

Mais uma vez, temos o uso da câmera subjetiva, são os próprios atores que filmam tudo. E, mais uma vez, isso não traz nada de novo. Esse lance de “encontraram gravações reais perdidas” já não engana ninguém há tempos. Para um filme que usa este recurso ser atraente, precisa trazer algo de novidade – o que não acontece aqui.

Em defesa do filme, podemos dizer que os efeitos especiais são simples e eficientes, e às vezes o filme tem um clima interessante. Também rola um susto aqui, outro ali. Mas é pouco. Se Grave Encounters era apenas interessante, 7 Nights of Darkness nem isso.

p.s.: A cena depois dos créditos é legal!

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[REC]
O Caçador de Trolls
Grave Encounters