Top 10: Melhores Anjos do Cinema

Top 10: Melhores Anjos do Cinema

Depois do Top 10 de Deuses, por que não um Top 10 de Melhores Anjos do cinema?

A lista é de melhores anjos, e não de melhores “filmes com anjos”. Um anjo legal em um filme meia bomba vale mais do que um anjo maomeno em um filmaço!

Como só cabem dez na lista, alguns anjos ficaram de fora. Menção honrosa para A Felicidade Não se Compra (o filme é bom, mas não gostei do anjo Clarence), Um Anjo em Minha Vida e Barbarella.

Vamos aos anjos?

p.s.: A imagem inicial é um dos meus anjos favoritos, Castiel, da série Supernatural. Mas, como não é cinema, não entra na lista!

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10- Michael e GabrielLegião (2009)

O filme não é grandes coisas. Mas os anjos Michael, de Paul Bettany, e Gabriel, de Kevin Durand se salvam.

9- AlOs Anjos Entram em Campo (1994)

Filme família da Disney, nada demais. Mas o chefe dos anjos é ninguém menos que Christopher Lloyd, o eterno Doc Brown!

8- RaphaelaTão Longe Tão Perto (1993)

Mais um filme fraco. Mas Nastassja Kinski merece espaço em qualquer lista.

7- AngelaAngel-A (2005)

Belíssima, Rie Rasmussen faz uma anja loira, com de 1,80m e corpo de modelo. E faz um par perfeito com o baixinho e feioso Jamel Debbouze.

6- O’Reilly e JacksonPor uma Vida Menos Ordinária (1997)

O’Reilly (Holly Hunter) e Jackson (Delroy Lindo) são os anjos de Danny Boyle, que precisam fazer Ewan McGregor e Cameron Diaz se apaixonarem.

5- DamielAsas do Desejo (1987)

Em um dos melhores filmes de Wim Wenders, um anjo quer virar humano porque se apaixonou por uma mortal.

4- Loki, Bartleby e MetatronDogma (1999)

Matt Damon e Ben Affleck são anjos caídos, e ainda tem Alan Rickman como um serafim. E a melhor solução ever para a questão “sexo dos anjos”.

3- GabrielConstantine (2005)

A atriz Tilda Swinton interpreta um andrógino anjo Gabriel (anjos não têm sexo, certo?).

2- GabrielAnjos Rebeldes (1995)

Christopher Walken faz um assustador arcanjo Gabriel que lidera uma guerra entre anjos.

1- MichaelMichael (1996)

Em alta pelo sucesso de Pulp Fiction, John Travolta faz um anjo irresistível, que conquista mulheres e gosta de álcool, cigarro, açúcar e… de brigar com touros.

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Em breve, Top 10 de melhores Jesus!

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Errata – Off Topic – TBBT

Errata – Off Topic – Livro Review – 101 Sci-Fi Movies you must see before you die

Prezados leitores,

Por algum acidente do wordpress, um texto meu sobre um livro, escrito para o site The BalacBaco Theory, foi publicado aqui.

Para quem ficou curioso sobre o texto ou sobre o site, aqui está o link:

http://tbbt.com.br/review-livro-101-sci-fi-movies-you-must-see-before-you-die/

Peço desculpas pela confusão. Em breve volto aos filmes!

Valheu!

Catch.44

Catch.44

No post sobre Nude Nuns With Big Guns, comentei sobre a influência de Tarantino e Rodriguez no cinema contemporâneo, e sobre alguns péssimos efeitos colaterais causados. Este Catch.44 sofre do mesmo mal…

Um chefão do tráfico manda uma gangue de três mulheres para um restaurante isolado, para interceptar um carregamento de drogas. Mas nem tudo sai como planejado.

Tudo aqui emula o estilo de Quentin Tarantino. A edição fora da ordem cronológica, trilha sonora “muderna”, personagens violentos porém cool e tentativa de diálogos “espertinhos”. Rolam até algumas falhas à la Grindhouse! Isso seria legal, se o filme fosse bom. Pena que não é.

O diretor e roteirista Aaron Harvey se preocupou em imitar o visual do Tarantino, mas se esqueceu do conteúdo. Seu filme é vazio! Os personagens são rasos, só existe um fiapo de trama e os diálogos são pobres – aquela cena quando Bruce Willis contrata Malin Akerman tem um dos piores diálogos que vi nos últimos tempos. E qual foi o sentido daquela piada velha contada no carro?

Pior é que o elenco engana. Além dos já citados Willis e Akerman, o filme ainda conta com Forest Whitaker (sua atuação é uma das poucas coisas boas aqui), Deborah Ann Woll (a Jessica de True Blood) e Brad Dourif (numa ponta onde mal aparece). Um elenco que merecia um filme melhorzinho.

Catch.44 não é de todo ruim, algumas coisas se salvam, Forest Whitaker manda bem, a trilha sonora tarantinesca é legal… Mas é pouco. Sr. Harvey, da próxima vez, deixe a tarefa para pessoas mais competentes, ok?

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The Doors

Crítica – The Doors

Nos anos 90 tive uma banda cover de The Doors, chamada The Windows (bom nome, não?). Rolou uma proposta pra talvez uma reunião agora em 2012. Me empolguei e peguei o filme pra rever.

Cinebiografia da banda californiana The Doors, um dos maiores nomes da música americana do fim dos anos 60 e início dos anos 70. O filme é focado no vocalista Jim Morrison, um dos ícones da época, que faleceu em 1971 com apenas 27 anos.

Dirigido por Oliver Stone e lançado em 1991, The Doors tem uma característica que é ao mesmo tempo boa e ruim: o filme é “a maior viagem”. Isso é ruim porque às vezes o filme se torna enfadonho; por outro lado, isso é bom, porque Jim Morrison era assim mesmo.

The Doors traz vários acontecimentos ligados à história e à mística da banda. Muita gente questiona se o que aparece na tela é real ou não. mas não dei muita bola para isso. O que me pareceu mais importante foi ver como um grande talento da música foi desperdiçado por causa das drogas, tão comuns na época.

O talento do diretor Oliver Stone é inquestionável. O seu problema é que muitas vezes seus filmes são chatos – Pauline Kael, uma famosa crítica norte-americana, uma vez declarou que estava feliz ao se aposentar porque não precisaria mais ver filmes de Stone. Heu particularmente acho que ele faz muitos filmes políticos – só sobre a guerra do Vietnam foram três! Este The Doors é um dos poucos filmes que nada têm a ver com política. Coincidência ou não, é o meu Oliver Stone favorito.

Val Kilmer como Jim Morrison vale um texto à parte. Talvez esta seja uma das caracterizações mais perfeitas da história do cinema. Kilmer não ficou parecido, ele ficou IGUAL a Morrison. Uma das cenas mostra a sessão de fotos de onde saiu a famosa foto de Morrison sem camisa com os braços abertos, foto usada à exaustão em posters até hoje. E na cena é Kilmer, igualzinho a Morrison. E tem mais: é Kilmer quem canta as músicas no filme. Não só a aparência física estava igual, a voz também estava. Diz a lenda que, na época, levaram gravações com a voz de Kilmer para Ray Manzarek, tecladista do Doors, e este não teria reconhecido, num teste cego, quem era o cantor e quem era o ator.

Val Kilmer é o grande nome do filme, mas não é o único conhecido. O elenco é estelar: Meg Ryan, Kyle MacLachlan, Kathleen Quinlan, Kevin Dillon, Frank Whaley, Michael Madsen, Michael Wincott, Kelly Hu e Mimi Rogers, além de algumas pontas, como Crispin Glover de Andy Warhol, e o próprio John Densmore (baterista da banda) como o técnico do estúdio, quando Morrison já está gordo e barbudo.

A trilha sonora é basicamente composta de músicas do The Doors. Pra quem curte o som da banda, é um prato cheio. Pra quem não curte, pode cansar… Pelo menos as músicas estão muito bem regravadas.

Filme obrigatório para qualquer fã de rock’n’roll!

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Top 10: Melhores Deuses do Cinema

Top 10: Melhores Deuses do Cinema

Há algum tempo atrás, rolou um Top 10 de melhores diabos aqui no blog. Mas ainda não tinha feito de melhores deuses… Vamos a ele?

A grande dúvida que tive ao elaborar a lista era qual o conceito de deus a ser usado. Vale só o Deus judaico-cristão, aquele com o “D” maiúsculo? Ou também contam deuses de outras mitologias? Optei pela segunda alternativa. Um post “ecumênico” – aqui vale qualquer deus!

Seguindo esta linha de raciocínio, espero ter conseguido atingir os melhores seres supremos já mostrados no cinema…

Vamos à lista!

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10- Jaye Davidson – Stargate

Tecnicamente, era um alienígena e não um deus. Mesmo assim Jaye Davidson mandou bem com o seu deus sol egípcio Ra.

9- Graham Chapman – O Cálice Sagrado

Na tela aparece uma das tradicionais animações de Terry Gilliam. Mas a voz é do Graham Chapman.

8- Ralph Richardson – Bandidos do Tempo

Ralph Richardson faz um elegante Ser Supremo de terno e gravata no ótimo Bandidos do Tempo.

7- Antônio Fagundes – Deus É Brasileiro

Tem lugar pra brasileiro na lista? Se Deus for brasileiro, ele deve ter a cara do Antônio Fagundes!

6- Ralph Fiennes – Fúria de Titãs (2010)

O Hades de Ralph Fiennes é uma das melhores coisas desta nova versão de Fúria de Titãs.

5- Anthony Hopkins – Thor

Anthony Hopkins faz com elegância e grandiosidade o seu Odin, o deus nórdico no recente Thor.

4- Lawrence Olivier – Fúria de Titãs

Um dos maiores ícones da mitologia grega no cinema. Os Zeus de Liam Neeson e Luke Evans não chegam nem perto.

http://blogdoheu.wordpress.com/2010/05/23/furia-de-titas-1981/

3- Alanis Morissette – Dogma

Um Deus completamente imprevisível, num filme que brinca com vários dogmas católicos.

2- George Burns – Alguém Lá Em Cima Gosta de Mim

Deus é um velhinho orelhudo, simpático e com grandes óculos. Pelo menos uma geração inteira teve esta figura na cabeça.

1- Morgan Freeman – Todo Poderoso

O Deus feito por Morgan Freeman foi tão bom que ele era coadjuvante, mas voltou para a continuação sem o protagonista!

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Em breve, Top 10 de Melhores Anjos do Cinema!

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Gigantes de Aço

Crítica – Gigantes de Aço

Uma produção de Steven Spielberg com robôs lutando boxe – não tem muito como dar errado, né?

Num futuro próximo, lutas de boxe são praticadas por robôs. Charlie Kenton, um ex-boxeador falido, vive procurando robôs velhos para tentar voltar às lutas. Agora ele descobriu que sua ex faleceu, e ele tem que cuidar de Max, o filho de 11 anos com quem nunca teve contato.

Na verdade, Gigantes de Aço peca por ser certinho demais. Tudo aqui é extremamente previsível. Não tem muita graça assistir uma luta quando a gente adivinha o fim… Pelo menos o filme é muito bem feito. O diretor Shawn Levy (Uma Noite no Museu, Uma Noite Fora de Série) seguiu diretinho a “receita de bolo” e entregou um filme onde tudo funciona corretamente.

Também preciso falar da parte técnica. Diferente da série Transformers, onde pouco conseguimos ver das confusas brigas entre robôs, aqui é tudo claro e cuidadosamente bem feito. As lutas são muito boas.

O elenco está bem. Hugh Jackman é um grande ator, seu Charlie Kenton não tem “cara de Wolverine”. O menino Dakota Goyo às vezes irrita um pouco, mas foi uma escolha bem melhor do que um Jaden Smith ou um Jake Lloyd. Evangeline Lilly tem um papel menor, achei uma boa opção não focar o filme no relacionamento dela com Jackman, e sim deste com seu filho. Ainda no elenco, Hope Davis, Kevin Durand, Anthony Mackie e Olga Fonda.

Mas aí vem o roteiro requentado. Parece uma “mistura Stallone”: um filme da série Rocky com muito de Falcão – O Campeão dos Campeões (por causa da morte da ex, o protagonista ganha a guarda de um filho com o qual não tem muito contato, e volta a uma competição da qual estava afastado). Até a interessante estratégia “mohamed-aliana” usada na luta final é reciclada, o mesmo acontece em Rocky III, com Apollo gritando igual ao menino Max.

Bem, como falei lá em cima, pelo menos o filme é bem feito, e dificilmente vai decepcionar o seu público alvo. Mas, se a história fosse menos previsível, ninguém ia reclamar…

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Sentidos do Amor

Crítica – Sentidos do Amor

Um filme pode ser ao mesmo tempo um romance e um drama apocalíptico?  Sentidos do Amor (Perfect Sense, no original) prova que sim.

Uma epidemiologista e um cozinheiro se conhecem e começam um relacionamento enquanto uma diferente epidemia começa a tomar conta do planeta: aos poucos, inexplicavelmente, todas as pessoas começam a perder os sentidos.

Sentidos do Amor é um filme atípico. Como falei no primeiro parágrafo, trata-se de uma romântica história de amor. Mas o cenário vivido pelos protagonistas não é nada animador.

A trama não se baseia em nada científico, isso pode enfraquecer a premissa. Mas o diretor David Mackenzie alcança seu objetivo de fazer o espectador pensar, se este se deixar levar pela história – quando o filme acabou, fiquei imaginando o que aconteceria com a nossa sociedade se tal epidemia realmente acontecesse. “Gordura e farinha” – seria um futuro nada agradável…

O elenco está bem. Ewan McGregor e Eva Green (será que rolou alguma confusão no set por causa dos nomes parecidos?) convencem com seus personagens problemáticos e apaixonados. E Eva continua generosa para os seus fãs masculinos, aparecendo nua algumas vezes.

Sentidos do Amor não é perfeito. Não gostei da narração em off, nem das tomadas mostrando os problemas no resto do mundo. E a câmera presa na bicicleta foi uma experiência desnecessária. Mas nada que afete o resultado final, um belo filme, e que mexe com a cabeça da gente.

Por fim, preciso falar mal do título em português – “Sentidos do Amor”??? Assim o espectador desavisado vai acabar achando que se trata de mais uma comédia romântica. Nada a ver…

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Jurassic Park – Parque dos Dinossauros

Crítica – Jurassic Park – Parque dos Dinossauros

Férias, aproveitei pra rever um recente clássico com a criançada.

O Jurassic Park era um parque temático, habitado por dinossauros reais, clonados a partir do DNA extraído de insetos preservados em âmbar pré-histórico. Mas coisas dão errado durante uma visita de especialistas, convidados a conhecerem o parque antes da inauguração.

É complicado falar de um filme como Jurassic Park hoje em dia, quase vinte anos depois de seu lançamento, em 1993. Na época, os efeitos especiais impressionaram o mundo: pela primeira vez, tínhamos dinossauros “reais” nas telas, interagindo com atores humanos. Rolou uma perfeita mistura entre efeitos digitais (cgi), animatronics (robôs) e stop motion (a famosa “animação de massinha”), criando dinossauros de uma credibilidade nunca vista anteriormente. Digo mais: revendo o filme hoje, 18 anos depois, os efeitos não perderam a validade!

Mas Jurassic Park não é só baseado nos efeitos. O filme em si é bom. Se hoje o talento de Steven Spielberg é questionado por conta de alguns filmes de qualidade duvidosa nos últimos dez anos (tipo Guerra dos Mundos), no início dos anos 90 ele ainda tinha moral. E caprichou: tudo aqui funciona redondinho. O roteiro de Michael Crichton, baseado no seu próprio livro, tem um bom equilíbrio entre o drama, a fantasia e o terror – as cenas com os velociraptors e com o tiranossauro rex são sensacionais.

(1993 foi um ano excelente para Spielberg. Não só o seu Jurassic Park bateu recordes de bilheteria e revolucionou os efeitos especiais, como ele ainda ganhou Oscars pelo seu outro filme lançado no mesmo ano, A Lista De Schindler.)

Preciso comentar que achei que o roteiro podia ser um pouco mais enxuto. Várias tramas paralelas são abertas, parece que já fizeram o filme pensando na(s) continuação(ões). Por exemplo, achei que o dilofossauro podia ter sido melhor explorado, assim como o triceratops, que só aparece uma vez. Ou ainda poderiam desenvolver mais a trama da espionagem industrial. Nada que torne o filme ruim, felizmente.

O elenco está ok – este é o tipo de filme onde os atores estão em segundo plano, são menos importantes. Mesmo assim, o prestígio da produção conseguiu um excelente elenco: Sam Neill, Laura Dern, Jeff Goldblum, Richard Attenborough, Samuel L. Jackson e Wayne Knight.

Ainda preciso falar da trilha sonora. Sou muito fã do John Williams, mas reconheço que há tempos que ele não faz uma trilha com um tema marcante. Vejam bem, ele continua na ativa, fazendo boas trilhas – Harry Potter, por exemplo. Mas a gente não sai mais do cinema cantarolando os temas, como fez com Tubarão, Superman, Contatos Imediatos do Terceiro Grau, Guerra nas Estrelas, E.T., Caçadores da Arca Perdida… Em Jurassic Park são dois temas marcantes e “assobiáveis”. Pena que hoje em dia ninguém mais faça trilhas assim…

Até agora, já rolaram duas continuações, infelizmente sem manter a qualidade. Rolam boatos sobre um quarto filme a ser lançado em breve. Aguardemos…

Drive

Crítica – Drive

Na época do Festival do Rio, ouvi bons comentários sobre este Drive. Não consegui ver na ocasião, pelos horários escassos, mas achei que ia entrar no circuito. Ainda não entrou, mas, como já saiu o brrip, aproveitei pra conferir.

Um motorista que trabalha às vezes como dublê em filmes, às vezes como piloto de fugas para criminosos, descobre que caiu em uma armadilha quando seu último trabalho dá errado.

A princípio não tinha entendido qual o propósito de Drive. É parado demais pra ser um filme de ação, mas violento demais para um filme cabeça. Aí vi que é de Nicolas Winding Refn, o mesmo diretor de Valhala Rising, e “caiu a ficha”. É a mesma coisa: um cara misterioso, caladão e solitário, cenas looongas com a câmera parada onde nada acontece, e muita violência gráfica. Igualzinho ao seu filme anterior.

E chato. Assim como o seu filme anterior.

A gente fica esperando a história do motorista monossilábico engrenar, mas parece que o diretor só gosta de planos longos e contemplativos, onde vemos os atores parados. Muito pouca coisa acontece no filme.

Com um roteiro onde quase nada acontece, os personagens são rasos. Afinal, como eles vão se desenvolver se não há história? Assim, o bom elenco é desperdiçado: Ryan Gosling, Carey Mulligan, Ron Perlman, Albert Brooks, Christina Hendricks e Brian Cranston não têm muito o que fazer.

E tem a violência. Olha, já vi filme vagabundo de terror com desculpas menos esfarrapadas pra mostrar violência gratuita. O gore aqui é desmedido – chega a aparecer um crânio sendo esmagado – e, na minha humilde opinião, completamente fora do contexto. E olha que gosto de filmes com violência gráfica!

Pra não dizer que o filme é um lixo total, gostei da trilha sonora, que emula sons synth pop dos anos 80. Também gostei de algumas perseguições de carro – a sequência inicial é muito boa, assim como a que sucede o assalto à loja de penhores. A fotografia também é bem cuidada.

Mas é pouco. Muito pouco para um filme que está com nota 8,1 no imdb e que a respeitada crítica Ana Maria Baiana considerou o melhor de 2011. Acho que essas pessoas viram um filme diferente do que heu vi. Ou então elas curtem um filme onde nada acontece…

Top 10: Melhores Filmes de 2011

Top 10: Melhores Filmes de 2011

Assim como fiz no fim de 2010, vou montar a lista dos melhores filmes do ano, segundo o Blog do Heu!

Mais uma vez, me baseei apenas nos filmes comentados aqui no Blog. Infelizmente não vi todos os filmes lançados em 2011, espero ter visto pelo menos os melhores…

Sem mais delongas, vamos aos melhores do ano!

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10- Sobrenatural

O novo filme da dupla responsável pelo primeiro Jogos Mortais foge do conceito de “torture porn” e não só não tem sangue como ainda traz bons sustos à moda antiga.

http://blogdoheu.wordpress.com/2011/04/28/sobrenatural/

9- X-Men: Primeira Classe

O ano teve alguns bons filmes para os fãs de super-herois. Na minha humilde opinião, o melhor deles foi este novo X-Men, com um bom diretor e um ótimo elenco.

http://blogdoheu.wordpress.com/2011/06/09/x-men-primeira-classe/

8- Os Muppets

Jason Segel conseguiu trazer de volta a magia dos Muppets. Um perfeito equilíbrio entre o lúdico e o irônico – como o antigo seriado de tv Muppet Show. De quebra, ainda rola um monte de piadas de meta-linguagem.

http://blogdoheu.wordpress.com/2011/12/05/os-muppets/

7- Cisne Negro

O filme passou no início do ano, muitas listas o esqueceram por causa disso – mas heu não esqueci! Trabalho magistral de Natalie Portman, no melhor filme de Darren Aronofsky, na minha humilde opinião.

blogdoheu.wordpress.com/2011/01/10/cisne-negro/

6- Contra O Tempo

Duncan Jones já prometia com seu primeiro filme, Lunar. Agora, em seu segundo filme, ele teve algo raro em Hollywood: uma ideia original. O roteiro bem amarrado fala de viagens no tempo e universos paralelos.

http://blogdoheu.wordpress.com/2011/06/24/contra-o-tempo/

5- Super 8

A parceria entre Steven Spielberg e JJ Abrams conseguiu resgatar o espírito dos filmes de aventura com pitadas de ficção científica que rolavam nos anos 80 – e ainda incluiu inúmeras referências a estes filmes.

http://blogdoheu.wordpress.com/2011/08/11/super-8/

4- Meia Noite em Paris

Woody Allen fez um dos melhores filmes sobre viagem no tempo dos últimos anos – e isso sem deixar de ser um filme com “cara de Woody Allen”.

http://blogdoheu.wordpress.com/2011/06/29/meia-noite-em-paris/

3- Sucker Punch – Mundo Surreal

Várias meninas bonitinhas e com muitos decotes, empunhando espadas de samurai e armas de grosso calibre, em cenários viajantes e maneiríssimos, num roteiro que parece montado como fases de videogame, e ainda Zack Snyder na direção. Precisa de mais?

http://blogdoheu.wordpress.com/2011/04/01/sucker-punch-mundo-surreal/

2- Patrulha Estelar – Space Battleship Yamato

Uma ficção científica séria, tecnicamente perfeita, produzida no Japão. Heu nunca fui fã do desenho animado, mas virei fã desta adaptação. Não sei se será lançado no Brasil…

http://blogdoheu.wordpress.com/2011/07/09/patrulha-estelar/

1- Paul

Dois ingleses vão para a Comic Con e encontram um alienígena que fugiu da Área 51. Os ingleses Simon Pegg e Nick Frost se juntam aos americanos Greg Mottola e Seth Rogen num filme feito para nerds, com incontáveis referências a filmes de ficção científica.

http://blogdoheu.wordpress.com/2011/06/16/paul/

Menção honrosa – Batida Policial

Um filme policial com adrenalina ao máximo, com muitos tiroteios e pancadarias de alto nível. Esta produção da Indonésia entraria fácil no Top 10. Mas só passou no Festival do Rio, e não existe nem pra download – ou seja, quase ninguém viu. Se for lançado ano que vem, só preciso de nove filmes pro Top 10 2012…

http://blogdoheu.wordpress.com/2011/10/19/batida-policial/

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