Premonição 5

Crítica – Premonição 5

Ninguém pediu, mas, olha lá, tem filme novo da franquia Premonição em cartaz!

Por causa de uma premonição, um grupo de pessoas escapa de um grande acidente em uma ponte. Mas não é fácil enganar a morte…

Não reclamo desta franquia. Acho os filmes “honestos” – quem vai ver um filme da série não está atrás de bons roteiros nem de grandes atores. O grande barato aqui são as mortes, cada uma mais criativas que a outra.

Sob este aspecto, Premonição 5 não vai decepcionar ninguém. Como acontece sempre nos filmes da série, a melhor parte é a sequência inicial, quando o grande acidente acontece. O acidente na ponte é sensacional! E não é o único bom momento, algumas das sequências de morte são muito bem construídas – gostei da parte na ginástica olímpica e também a da casa de massagem. Os efeitos especiais são muito bons.

Como falei lá em cima, o roteiro não é lá muito bem cuidado – uma personagem não enxerga nada quando deixa os óculos caírem no chão, mas logo depois está admirando o acidente, sem os óculos. Serve apenas para unir as cenas que interessam ao público alvo. Ou seja, não é bom, mas funciona.

O mesmo podemos falar sobre o elenco, um monte de jovens desconhecidos e inexpressivos. Tony Todd, o eterno Candyman, exercita sua canastrice num papel menor; e não sei por que diabos Courtney B. Vance (Caçada Ao Outubro Vermelho, Mentes Perigosas) tem um papel no filme – será que ele não tinha nenhuma oferta melhor?

Por fim, preciso falar do 3D. Na minha humilde opinião, este é o único tipo de filme que vale a pena ser visto em 3D. Hoje em dia Hollywood está com mania de converter todo e qualquer blockbuster para 3D, e o resultado fica quase sempre decepcionante. Por isso, tenho preferido sempre as versões 2D – a não ser em casos onde o 3D faz parte do espetáculo, como acontece aqui, onde diversas coisas são arremessadas em direção à tela.

Concluindo: Premonição 5 não é um bom filme. Mas é divertido pra caramba!

p.s.: Gostei do final, a ligação com o início da franquia! E também do replay de várias mortes de todos os outros 4 filmes!

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Premonição 4
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Agnosia

Crítica – Agnosia

Não é de hoje que a Espanha nos apresenta bons filmes fantásticos, principalmente por causa de diretores como Guillermo Del Toro e Álex de la Iglesia. Então, quando soube de um filme escrito por Antonio Trashorras, o mesmo roteirista de A Espinha do Diabo (dirigido por Del Toro), corri para ver.

Espanha, 1899. Joana é uma bela jovem com uma doença que atrapalha a sua percepção e a impede de reconhecer alguns sons e imagens. Quando seu pai morre, ela vira vítima de um plano para descobrir um segredo industrial.

Como heu disse, tem um monte de filmes fantásticos bons feitos na Espanha. Mas Agnosia não é um deles – principalmente porque, de fantástico, o filme não tem nada!

Mas o pior de Agnosia não é ser um drama. O problema é o roteiro, lento demais, e com algumas situações forçadas demais. Para não entregar spoilers, vou me ater à cena inicial:
1- Se o pai de Joana fabricou uma lente para vender rifles, por que ficou chocado com pessoas que estavam usando o seu rifle para matar um animal? Será que ele achava que os rifles não matariam ninguém?
2- Este evento teve algo a ver com a doença de Joana? Ou foi só uma coincidência?
Resumindo: pra que esta cena inicial? Só para nos mostrar que o cara tinha um segredo industrial? E precisava de toda a papagaiada em volta da menina?

E assim o filme segue, leeento… A parte dentro do quarto escuro é boa, mas isso acontece depois da metade do filme.

Pelo menos nem tudo é de se jogar fora. O diretor Eugenio Mira tem talento para criar belas cenas, como a cena inicial dos rifles e balões pretos, ou a cena final, na escadaria. Cinematograficamente, são cenas muito bonitas.

No elenco, só reconheci dois nomes: Eduardo Noriega, de Abra Los Ojos e A Espinha do Diabo; e Bárbara Goenaga, de Los Cronocrimenes (todos os três filmes são bons exemplos de filmes fantásticos espanhois…).

Enfim, Agnosia não é de todo ruim. Mas tem filme espanhol melhor por aí.

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O Homem do Futuro

Crítica – O Homem do Futuro

Legal! Uma comédia / ficção científica nacional! E bem feita!

Zero (Wagner Moura) é um brilhante cientista, traumatizado por ter sido humilhado por sua namorada 20 anos antes. Prestes a descobrir uma nova forma de energia, Zero acidentalmente volta ao passado e agora tem a chance de consertar o rumo da sua vida.

O novo filme de Claudio Torres é ainda melhor que o anterior, A Mulher Invisível, que já era legal. O roteiro acerta nas idas e vindas no tempo, o timing de comédia é muito bom e não apela para o pastelão baixaria (como de vez em quando em comédias nacionais), e os efeitos especiais são simples e bem feitos. E o elenco está ótimo. Taí, este é um bom caminho para a comédia nacional.

Wagner Moura é sensacional. Ele consegue construir três personagens diferentes – um jovem deslumbrado, um adulto amargurado e um adulto bem resolvido – e convence com os três. O cara merece a boa fase: além de ter mandado bem em VIPs, o seu Tropa de Elite 2 é o representante nacional no Oscar 2011. E ele ainda estará em breve ao lado de Matt Damon, Jodie Foster e William Fichtner em Elysium, novo filme de Neill Blomkamp (Distrito 9).

E o filme não é só de Moura. Alinne Moraes, Fernando Ceylão, Maria Luísa Mendonça e Gabriel Braga Nunes também estão muito bem com diferentes personagens nas diferentes realidades temporais. Outro dos acertos de O Homem do Futuro é na parte de maquiagens e caracterizações.

Agora vamos a um papo nerd. Quem não curtir discussões sobre teorias de viagens no tempo, pule pro parágrafo seguinte.

As teorias mais usadas nos filmes de viagem no tempo são: ou a linha temporal é alterável, como em De Volta Para o Futuro – se você mudar o seu passado, o seu presente pode não acontecer; ou a linha temporal é única, como em O Exterminador do Futuro – o cara vai voltar ao passado, e aquilo tudo vai acontecer da mesma forma. Bem, a princípio Homem do Futuro segue a primeira teoria – Zero volta e cria uma realidade paralela (como acontece em De Volta Para o Futuro 2). Mas aí rola um problema: o evento que marcou toda a sua vida só tem sentido depois das idas e vindas no tempo – Helena só agiria daquele jeito por causa das viagens. Então, é usada a segunda teoria! Bem, em defesa do filme, a gente pode dizer que são teorias usadas no cinema, porque na verdade viagens no tempo não existem…

Bem, O Homem do Futuro não é um filme feito apenas para nerds. A plateia “convencional” vai curtir uma boa comédia romântica com um pé na ficção científica. Que venham outras produções nacionais com a mesma qualidade!

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Se você gostou de O Homem do Futuro, Blog do Heu recomenda o Top 10 de Filmes de Viagem no Tempo.

Jackboots on Whitehall

Crítica – Jackboots on Whitehall

Um filme de Segunda Guerra Mundial protagonizado apenas por bonecos, mostrando uma realidade paralela onde Hitler invadiu a Inglaterra, e ainda por cima com vozes de vários atores legais? Ei, isso pode ser legal!

A trama é mais ou menos isso aí. Nazistas invadem Londres, e Churchill foge para a Escócia, com a ajuda do fazendeiro Chris (Ewan McGregor), que não pode ser soldado porque tem mãos grandes demais.

Falei que poderia ser legal, né? Mas não é. Jackboots on Whitehall tem um grave problema: é uma comédia com poucas piadas. Acho que só consegui rir no momento “Mel Gibson”, o resto do filme é bobo e sem graça. Chega a ter momentos sérios e solenes, como a cena onde eles cantam “Jerusalem”.

Tem mais: a animação é amadora demais. Os bonecos parecem barbies e kens comuns, só alguns têm a aparência de personagens históricos, como Churchill. E a movimentação deles é muito tosca. A gente espera algo do nível de um Thunderbirds ou Team America, mas Jackboots on Whitehall é bem inferior.

Pena, porque o elenco é invejável: Ewan McGregor, Rosamund Pike, Richard E. Grant, Timothy Spall, Tom Wilkinson, Alan Cumming, Dominic West, Richard Griffiths e Richard O’Brien, dentre outros.

Os irmãos escoceses Edward e Rory McHenry vão ter que se esforçar mais no seu próximo filme, porque esta estreia ficou devendo…

Kill Bill Vol 1

Crítica – Kill Bill Vol 1

Continuando a filmografia de Quentin Tarantino… Pulei Jackie Brown e fui direto para Kill Bill.

Trata-se da saga de vingança da Noiva (Uma Thurman). Deixada para morrer numa sangrenta chacina no dia do seu próprio casamento, ela ficou quatro anos em coma. Quando acordou, fez uma lista das pessoas que precisa matar. E é hora de verificar cada item da lista.

Vi Kill Bill no cinema, na época do lançamento, e, desde então, ainda não tinha visto de novo. Hoje posso dizer que gostei ainda mais do que quando vi da primeira vez!

Kill Bill não é um filme pra qualquer um – é um filme pra fãs de Tarantino. O filme é cheio de exageros estilíscos – além de várias lutas com muito sangue jorrando, rolam cenas em preto e branco, coreografia em contra luz, planos-sequência com a câmera passeando pelo cenário sem cortes à la Brian de Palma – tem espaço até uma sequência em desenho animado! Tarantino aqui confirma a sua vocação de liquidificador de cultura pop e faz inúmeras citações. Faroeste italiano, filme de artes marciais, anime, trash, blaxploitation, seriados antigos, tudo isso fica consonante com as suas características habituais: diálogos afiados, edição fora da ordem cronológica e trilha sonora “cool”.

Parágrafo novo para falar da trilha sonora. Eclética, a trilha vai de Bernard Herrman até punk rock japonês, passando pela trilha sonora do seriado Besouro Verde (O Vôo do Besouro) e por músicas que lembram os temas de faroeste de Ennio Morricone. Mais uma vez, Tarantino fez uma trilha antológica, apenas usando material composto por outras pessoas.

Ah, sim, o elenco é outra coisa importante em Kill Bill. Diz a lenda que Tarantino começou a escrever o personagem da noiva junto com Uma Thurman, durante as filmagens de Pulp Fiction, quase dez anos antes. Uma está sensacional! Michael Madsen, Daryl Hannah e David Carradine têm participações pequenas, eles aparecem mais no segundo volume. Vivica A. Fox faz um papel menor, a grande coadjuvante aqui é Lucy Liu. O filme também conta com o lendário ator japonês Sonny Chiba, famoso nos anos 70 por vários filmes de artes marciais, além dos menos conhecidos Julie Dreyfuss e Chiaki Kuriama.

Por fim, vou terminar com algo que também falarei no texto de Kill Bill vol. 2. De vez em quando dividem um filme em duas partes, por razões de mercado – afinal, se eles podem ganhar dinheiro duas vezes com o mesmo filme, por que não? Um bom exemplo recente disso é o sétimo Harry Potter, que foi dividido desnecessariamente – a primeira parte é arrastada demais. Achei que Kill Bill sofreria do mesmo problema, mas, ao ver a segunda parte, vi que aqui a divisão faz sentido.

Em breve, Kill Bill Vol. 2!

p.s.: O poster fala “o 4º filme de Tarantino” – mas entre Pulp Fiction e Jackie Brown, ele dirigiu um dos segmentos do filme Grande Hotel

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Pulp Fiction
Bastardos Inglórios
Cães de Aluguel
Um Drink no Inferno

Top 10: Melhores Filmes Slasher

Top 10: Melhores Filmes Slasher

Segundo a wikipedia, um filme “slasher” é aquele que “envolve um assassino psicopata perseguindo e matando uma série de vítimas de maneira violenta, frequentemente usando instrumentos cortantes, como uma faca ou machado”. Rola uma variação aqui, outra ali, mas é basicamente isso.

Talvez este seja o estilo mais previsível dentre todos os estilos cinematográficos. Mas isso não torna o filme pouco interessante. Filmes slasher muitas vezes não são bons, mas são divertidos de qualquer maneira. Ora, quem não curte ver mortes bem filmadas? 😛

Vou listar aqui aqueles que acho que são os melhores slasher. Assim como aconteceu com o Top 10 de melhores trilogias, os cinco primeiros são meio obrigatórios, a única coisa que pode mudar é a ordem. Os outros cinco variam de acordo com quem faz a lista.

No Top 10 de melhores vilões, deixei propositalmente de fora os filmes slasher. Quem sentiu falta do Jason, do Freddy, do Michael e sua turminha do barulho, aqui tem um top 10 só pra eles.

Importante: quase todos os filmes citados aqui têm continuações e/ou refilmagens. Vou considerar apenas o primeiro de cada, ok?

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10- Brinquedo Assassino (1988)

Admito que não acho muita graça nos filmes do boneco Chucky. Mas preciso reconhecer a originalidade de colocarem um brinquedo como o assassino psicopata da vez.
Teve quatro continuações, e existem rumores de um remake para este ano.

9- Premonição (2000)

Cada filme da franquia abre com uma sensacional e grandiosa cena de acidente. Pena que o resto dos filmes é meio sem graça. Não sei se pode ser considerado um slasher, já que não existe um vilão específico.
Já foram três continuações, e tem um quinto filme prestes a estrear no Brasil.

8- Prelúdio Para Matar (1975)

Um músico testemunha um assassinato, e se une a uma repórter pra tentar encontrar o criminoso. Mas eles acabam descobrindo que o assassino é que está atrás deles. Clássico de Dario Argento, um dos mestres do horror italiano.
Não teve nenhuma continuação, nem nenhuma refilmagem!

7- Rejeitados Pelo Diabo (2005)

Aqui não tem um único assassino, é uma família de assassinos, então não sei se pode ser considerado um slasher. Mas o filme escrito e dirigido por Rob Zombie tem todo o clima necessário para o estilo.
Também não teve nenhuma continuação.

6- Jogos Mortais(2004)

O primeiro filme do vilão Jigsaw foi um dos melhores filmes de terror da década passada. Mas uma enxurrada de continuações emfraqueceu a franquia – quase um filme novo por ano. Pelo menos as mortes continuam criativas.
Por enquanto, são sete filmes (em oito anos) – deve ter mais nos próximos anos…

5- Pânico (1996)

Com direção de Wes Craven e roteiro de Kevin Williamson, o filme do assassino Ghostface deu uma revitalizada no gênero slasher nos anos 90, brincando com vários clichês usados no estilo.
Foram duas continuações nos anos seguintes, e um bom quarto filme este ano.

4- O Massacre da Serra Elétrica (1974)

Aqui também tem uma família de desequilibrados, mas o filme tem o seu grande vilão, o Leatherface. O curioso com o título nacional é que o assassino usa uma motosserra, e não uma serra elétrica.
Foram três continuações, uma refilmagem e um prequel.

3- Sexta Feira 13 (1980)

Talvez o mais famoso de todos os vilões de slasher, Jason Vorhees teve tantos filmes que ninguém mais o leva a sério há tempos. Mas precisamos reconhecer a importância da série para o estilo.
Foram 12 filmes, incluindo o crossover com Freddy Krueger (Freddy vs Jason) e o prequel de 2009. Também teve uma série de tv com esse nome no fim dos anos 80, mas não tinha nada a ver com o Jason.

2- Halloween (1978)

Clássico escrito e dirigido pelo gênio John Carpenter. Nos anos 80, Michael Myers era menos conhecido que Jason Vorhees – mas Michael veio antes! A trama é o de sempre, copiada à exaustão na década seguinte.
Teve sete continuações, depois uma boa refilmagem e uma continuação da refilmagem, ambas dirigidas por Rob Zombie.

1- A Hora do Pesadelo (1984)

No início dos anos 80, o cinema estava cheio de assassinos psicopatas, cada um muito parecido com o outro. Freddy Krueger surgiu como um sopro de criatividade – diferente dos outros, ele só atacava dentro dos sonhos.
Foram sete filmes; o primeiro e o terceiro são os melhores. Rolou um crossover com Sexta Feira 13 em 2003 e uma refilmagem desnecessária em 20010.

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filmes de zumbi
filmes com nomes esquisitos

filmes sem sentido
personagens nerds
estilos dos anos 80
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melhores cenas depois dos créditos
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melhores cenas de massacre
filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil
estilos de filmes ruins
casais que não convencem
musicais para quem não curte musicais
melhores frases de filmes
melhores momentos de Lost
maiores mistérios de Lost
piores sequencias
melhores filmes de rock
melhores filmes de sonhos
melhores filmes com baratas
filmes com elencos legais
melhores ruivas
melhores filmes baseados em HP Lovecraft
filmes que vi em festivais e mais ninguém ouviu falar
Atores Parecidos
Atrizes Parecidas
filmes de lobisomem
melhores trilogias
filmes de natal
melhores filmes de 2010
coisas que detesto nos dvds
melhores filmes da década de 00
filmes de vampiro

melhores diabos
cenas de sexo esquisitas

ficção cientifica ou não ficção científica

filmes de vingança

marcos nos efeitos especiais
filmes estrangeiros que fazem referência ao Brasil

personagens que morreram e voltaram

filmes de macho
filmes de máfia
visual deslumbrante
favoritos do heu
filmes de humor negro
mulheres duronas
filmes com viagem no tempo
melhores lutas longas
melhores adaptações de quadrinhos de herois
piores adaptações de quadrinhos de herois
melhores filmes trash
filmes com teclados
stop motion
carros legais
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armas legais
alienígenas legais
monstros legais
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filmes doentios
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filmes de comida

Off Topic – Heu & Ultraje a Rigor

Off Topic – Heu & Ultraje a Rigor

Amigos leitores, sei que este é um blog de cinema, mas vou pedir licença para um breve texto de outro assunto. Ontem teve um show do Ultraje a Rigor aqui no Rio, na Fundição Progresso. E tive a honra de fazer uma canja tocando teclado em três músicas!

Sou fã do Ultraje desde a minha adolescência. Lembro quando comprei o compacto Eu me Amo / Rebelde Sem Causa; lembro da expectativa para o lançamento do primeiro Lp em 1985.

Sempre fui fã de rock nacional anos 80, já tive até uma banda no estilo (Perdidos na Selva). E sempre achei Ultraje uma das melhores da época. Os anos se passaram, e digo que o Ultraje foi a banda que “envelheceu melhor”. Algumas bandas boas seguiram, mas mudaram de estilo; outras acabaram e voltaram em edições caça-níqueis. O Ultraje nunca acabou, e sempre continuou com o “bom e velho rock’n’roll”.

(Ok, depois do terceiro disco, houve pouca coisa boa de material inédito. Mas o que veio tinha qualidade!)

Não me lembro como conheci a lista de discussão de fãs do Ultraje, também não lembro exatamente quando entrei pra lista. Mas sei que na época da gravação do Acústico MTV (2005), heu já conhecia o Roger e já era “da galera do fã-clube” – fui pra São Paulo pra assistir a gravação, e estava no meio do fã-clube “Os Invisíveis”. Apareço algumas vezes na plateia do dvd… Que, aliás, considero o melhor acústico feito aqui no Brasil.

O último show deles aqui no Rio tinha sido há muito tempo atrás, no Circo Voador. Agosto de 2006 – 5 anos! E posso dizer que foi um dos melhores shows da minha vida (e olha que já vi muito show!).

Agora, para este show de 2011, rolava uma grande expectativa da minha parte, porque mr. Roger tinha dito que heu poderia tocar com eles. Isso seria a realização de um grande sonho – estar no palco tocando junto com uma das minhas bandas favoritas! E, de quebra, para uma plateia estimada em 4 mil pessoas!

A noite foi inesquecível! Mais uma vez, obrigado, Roger! Obrigado, Marcus Kleine, Bacalhau, Mingau e Ricardinho! Valheu pela ajuda na logística, Dantas! Obrigado pela paciência, Trovão! E obrigado a todos os Invisíveis, presentes ontem ou não!

😀

Aqui está o video de um dos momentos mais legais da minha vida como tecladista de rock:

http://www.youtube.com/watch?v=VTXG3e0lNo0

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Agora chega, vamos voltar a cinema. Ainda hoje, publicarei mais um Top 10!

Detenção

Crítica – Detenção

Um grupo de homens comuns se oferece como voluntários em uma experiência científica, onde, confinados em uma prisão abandonada, serão divididos em dois grupos, um de prisioneiros e outro de guardas.

Paul Scheuring, roteirista da série Prison Break, dirige aqui uma refilmagem do filme alemão A Experiência (Das Experiment, de 2001), que, por sua vez, foi inspirado em uma experiência real ocorrida em 1971 na prisão Stanford.

Detenção é uma produção simples. Às vezes parece até uma peça teatral filmada – poucos cenários, poucos efeitos especiais, quase tudo baseado em diálogos e ações entre os atores. O que realmente vale a pena aqui é a interpretação dos dois atores principais, Adrien Brody e Forest Whitaker, ambos ganhadores de Oscar (por O Pianista e O Último Rei da Escócia, respectivamente). Suas interpretações principalmente Whitaker – trazem a profundidade necessária para tornar o filme interessante do início ao fim.

Isso porque o roteiro, escrito pelo diretor Scheuring, acerta no crescente da tensão, mas falha em certos aspectos de desenvolvimento da trama e de alguns personagens, o que torna o filme uma boa ideia mal desenvolvida – fica aquela velha sensação de “poderia ter sido melhor”…

Enfim, pelo menos Brody e Whitaker salvam o filme.

Attack The Block

Crítica – Attack The Block

Mais um filme sobre alienígenas na Terra focado num elenco infantil. Mas não tem nada a ver com Super 8!

A trama é simples: uma gangue de marginais adolescentes do sul de Londres defende o seu bairro de uma invasão alienígena.

A primeira vez que ouvi falar de Attack The Block foi na época que vi Paul. Li em algum lugar um texto que falava desta nova produção inglesa. Pensei que era uma comédia, afinal o elenco contava com Nick Frost e tinha produção executiva de Edward Wright (ator e diretor de Todo Mundo Quase Morto e Chumbo Grosso). Que nada! Attack The Block é um filme sério, uma boa mistura de ficção científica com terror.

Ok, sério, mas, de baixo orçamento. Tem um delicioso ar vagabundo, às vezes lembra John Carpenter nos áureos tempos – terror e fc com clima de filme B. Ainda é cedo pra comparar o diretor e roteirista Joe Cornish ao genial cineasta autor de O Enigma de Outro Mundo, Fuga de Nova York e Eles Vivem, mas podemos dizer que ele está num bom caminho em seu primeiro longa para os cinemas.

Li por aí críticas negativas com relação às criaturas. Mas não me incomodaram. Pelo contrário, gostei do lance dos dentes / olhos fosforescentes. Achei uma boa opção de criaturas para filme com orçamento apertado. O mesmo digo sobre os efeitos especiais, simples e eficientes.

No elenco, o único nome conhecido é Nick Frost, em um papel pequeno. O protagonista John Boyega manda bem em seu filme de estreia, com um papel difícil, já que ele é um personagem detestável no início do filme. A “mocinha” Jodie Whittaker também está bem, assim como a molecada de um modo geral.

Conheço gente que viu Attack The Block e não gostou. Mas não compartilho desta opinião. Pra mim, foi uma das melhores surpresas do ano!

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Super 8
Paul
REC

Conan, O Bárbaro (2011)

Crítica – Conan, O Bárbaro (2011)

Mais um reboot de franquia dos anos 80…

Baseado nos quadrinhos de “espada e feitiçaria” de Robert E. Howard, Conan, O Bárbaro mostra o guerreiro cimério Conan em suas aventuras pelo continente de Hyboria, em busca de vingança pela morte de seu pai.

Antes de falar do filme, preciso avisar que nunca li os quadrinhos, e não me lembro bem dos dois filmes dos anos 80. Então não tenho como comparar este novo Conan, O Bárbaro com outras produções do personagem. Mesmo assim, posso dizer que o filme tem alguns bons momentos. Mas tem mais momentos ruins do que bons, infelizmente. O saldo final é negativo.

A primeira coisa que vem a cabeça quando lemos “Conan” é o nome de Arnold Schwarzenegger, que interpretou o cimério nos dois filmes dos anos 80. Bem, podemos dizer que um dos (poucos) acertos do novo filme foi a escolha de Jason Momoa como protagonista. A comparação com Schwarza é inevitável, mas Momoa (que fez um papel parecido na série Game of Thrones) não faz feio. Seu Conan consegue equilibrar carisma e brutalidade na dose certa.

Já não podemos dizer o mesmo do roteiro, que parece um amontoado de cenas de ação desordenadas. E o pior é que algumas dessas cenas de ação são muito mal filmadas pelo diretor Marcus Nispel (Sexta Feira 13), como aquela onde Conan luta contra os tentáculos de um polvo gigante (aquilo era um polvo?) – a cena é confusa, ninguém entende o que está acontecendo, e a câmera só mostra o vilão malvadão dando gargalhadas maquiavélicas. Tosco demais!

Mas o roteiro ainda tem coisa pior. Determinado momento, Conan mostra que realmente é um bárbaro, ao mostrar sua “delicadeza” com o sexo oposto (em uma das melhores cenas do filme, quando Conan sequestra Tamara para usá-la de isca). Mas logo depois, ele solta um “eu vivo, eu amo” – pára* tudo! Bárbaros cimérios amam???

O elenco não faz feio. Além de Jason Momoa, o elenco conta com Ron Perlman (Hellboy), Stephen Lang (Avatar), Rose McGowan (Planeta Terror), Rachel Nichols (G.I. Joe) e o garoto Leo Howard (A Pedra Mágica) como o Conan criança.

Nem tudo no filme é de se jogar fora. Algumas cenas até são legais – gostei da cena dos ovos com o Conan moleque. E rola uma boa quantidade de sangue, pra quem gosta…

Conan, O Bárbaro estreia nos cinemas na sexta feira agora. A versão que passou pra imprensa foi em 2D, e pelo que li por aí, é a que vale mais a pena. Mas talvez o que realmente valha a pena seja esperar pelo dvd.

* (Sei que “para”, do verbo “parar”, não tem mais acento. Mas acho que fica tão sem graça…)

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