O Pássaro das Plumas de Cristal

O Pássaro das Plumas de Cristal

Há tempos que heu queria ver este filme, um dos maiores clássicos do terror italiano, justamente o filme de estreia do hoje consagrado Dario Argento.

De passagem pela Itália, o escritor americano Sam Dalmas (Tony Musante) presencia uma tentativa de assassinato. Logo se vê envolvido com um cruel assassino serial. Antes de voltar para os EUA, resolve ajudar a polícia a achar o assassino.

Já falei aqui no blog sobre giallo, lembram? Giallo é aquele estilo italiano de filme policial onde temos um misterioso assassino, crueis mortes e muito sangue cenográfico. Bem, lançado em 1970, O Pássaro das Plumas de Cristal (L’ Uccello dalle piume di cristallo no original) não foi o primeiro giallo, mas provavelmente é o mais famoso.

Aliás, o título é curioso. O tal pássaro com plumas de cristal realmente existe e é importante para a trama, mas sua participação no filme é tão pequena… Preciso ver agora os dois filmes seguintes de Argento, que também usam animais no título, O Gato de Nove Caudas e Quatro Moscas no Veludo Cinza!

O elenco não traz nenhum nome muito famoso. Além de Musante, temos Suzy Kendall, Enrico Maria Salerno, Eva Renzi e Umberto Raho. Claro que rola um certo “exagero” nas atuações – inclusive achei algumas cenas meio desnecessárias. Mas sei que Argento sempre usou atores desta maneira, então não há nada de estranho aqui.

Na equipe técnica, temos pelo menos dois nomes incomuns quando se fala de cinema de terror. Quem assina a trilha sonora é Ennio Morricone, indicado cinco vezes ao Oscar e ganhador de um prêmio especial da Academia, famoso por trilhas como A Missão, Era Uma Vez na América e Os Intocáveis. Dois anos antes, Morricone fizera a trilha de Era Uma Vez no Oeste, escrito por Argento. E a fotografia está a cargo de Vittorio Storaro, que depois ganhou três Oscars, por Apocalypse Now, Reds e O Último Imperador.

Enfim, hoje, 40 anos depois de seu lançamento, O Pássaro das Plumas de Cristal ainda vale a locação / dowload!

Renascido das Trevas

Renascido das Trevas

Morto no fim do ano passado, Dan O’Bannon, roteirista de Alien e Força Sinistra, só dirigiu dois longas: o genial A Volta dos Mortos Vivos, e este quase desconhecido Renascido das Trevas.

Uma mulher procura um detetive particular para tentar descobrir o paradeiro de seu marido. A princípio, o detetive desconfia que se trata de um simples caso de “pulada de cerca”, mas logo descobre que está entrando num universo muito mais sinistro.

O filme foi baseado em The Case of Charles Dexter Ward, o único romance escrito por H.P. Lovecraft, um dos maiores nomes da literatura de horror. Os textos de Lovecraft são sérios. Aqui, não cabia um tom engraçado, como O’Bannon tão bem soube fazer em A Volta dos Mortos Vivos. E ele mostra que também sabe fazer filme de terror sério. Mesmo na parte final, quando entramos no mundo subterrâneo onde vivem as estranhas criaturas, tão comuns em histórias “lovecraftianas”, o filme não cai na galhofa.

Ok, os efeitos especiais já “perderam a validade”, e não dão mais medo em ninguém. Mas não são toscos, o filme não tem cara de trash!

O elenco traz um nome famoso entre os fãs de filmes de terror dos anos 80: Chris Sarandon, de A Hora do Espanto, um dos mais divertidos filmes de vampiro da década. Além de Sarandon, John Terry, Jane Sibbet e Robert Romanus.

Vou contar um “causo” curioso que envolve este filme. Ele nunca foi lançado em dvd – nem aqui, nem lá fora. Mas existe na internet para baixar. Ok, baixei e assisti. Depois disso, revirando os meus vhs velhos e mofados – aqueles que separei “pra ver um dia” – não é que achei este filme? Tá lá, no armário…

O Segurança Fora de Controle

O Segurança Fora de Controle

Não sei se isso acontece com vocês. Mas, de vez em quando, quando acabo de ver um filme, fico meio sem saber o que vi. Qual seria o propósito, o objetivo de um filme destes?

Ronnie Banhardt (Seth Rogen) é um sujeito meio desequilibrado que trabalha como segurança num shopping center. Seu sonho é ser reconhecido como um herói, mas não consegue por causa de seu problema de distúrbio bipolar.

O Segurança Fora de Controle (Observe and Report no original) chegou aqui classificado como comédia. Mas confesso que não consegui rir em nenhum momento…

Mas o fato de ser uma comédia sem graça não é o que faz O Segurança Fora de Controle ser um filme ruim. Hollywood tem feito algumas comédias meio sem graça ultimamente, acho que é a nova “onda” por lá, no momento. O problema é que não dá pra se identificar com um cara como Ronnie, completamente sem carisma e que se mete em coisas erradas.

Não dá nem pra dizer se Rogen está bem ou não no papel, afinal, ele interpreta um cara desprezível. Mas dá pena de Ray Liotta, que já teve papéis melhores à mão… Ainda no elenco, Anna Faris, Michael Peña e Collette Wolfe.

O Segurança Fora de Controle é o segundo filme escrito e dirigido por Jody Hill. Acho que ele quer ser um novo Judd Apatow – que, por sua vez, nem é tão engraçado assim. Mas ainda falta talento ao jovem Jody… E quanto a Rogen, bem, esse tem uma carreira mais sólida. Aguardamos ansiosos pelo seu Besouro Verde!

O Segredo dos seus Olhos

O Segredo dos seus Olhos

E, pela segunda vez, a Argentina ganha o Oscar de melhor fime em língua estrangeira, enquanto o Brasil ainda não tem nenhum. Bem, bairrismos à parte, não é que O Segredo dos seus Olhos é bom?

Benjamín Espósito (Ricardo Darín), já aposentado, resolve escrever um romance, contando um caso marcante da época que trabalhava no Tribunal Penal de Buenos Aires, na década de 70. Assim, a trama volta 25 anos no tempo, até 1974, época que Espósito ficou obcecado com o cruel estupro seguido de assassinato de uma jovem.

O Segredo dos seus Olhos se parece com uma história policial – e traz todos os elementos característicos a este tipo de filme. Mas, na verdade, lá no fundo, trata-se de uma história de amor não resolvido. Sim, pode ver com a patroa, ela vai gostar.

O filme foi dirigido por Juan José Campanella, que tem alternado uma carreira de sucesso no cinema argentino (seu filme de 2001, O Filho da Noiva, também foi indicado ao Oscar de filme estrangeiro) com trabalhos em Hollywood, dirigindo de episódios de séries como House, Law & Order e 30 Rock.  Aqui, Campanella repetiu o casal de atores de O Mesmo Amor, A Mesma Chuva, de 1999, Ricardo Darín (seu “ator assinatura”) e Soledad Villamil. Ainda no elenco, Guillermo Francella, Pablo Rago e Javier Godino.

Preciso falar de uma cena, a melhor cena do filme, que acontece num estádio de futebol. Na verdade, começa fora, num travelling aéreo, sobrevoa o campo (durante o jogo!), encontra os personagens no meio da arquibancada lotada e começa uma perseguição. Tudo isso em um único plano sequencia que dura exatos cinco minutos! Só esta cena já vale o ingresso!

Bom filme. Talvez um pouco longo (pouco mais de duas horas), mas mesmo assim, vale a pena.

Ilha do Medo

Ilha do Medo

Uêba! Filme novo do Scorsese nos cinemas cariocas!

1954. Dois agentes federais são mandados à Ilha Shutter, onde funciona um hospital psiquiátrico, para investigar o desaparecimento de uma paciente. Uma grande tempestade os impede de sair da ilha, e eles acabam descobrindo que existe algo de estranho com a ilha.

Ilha do Medo chama a atenção por ser um “filme de gente grande”. Enquanto Hollywood está cada vez mais infestada de novas pequenas produções, sempre econômicas, é legal ver um filmão à moda antiga, com bons atores, trama bem elaborada, fotografia bem cuidada e trilha sonora impactante. De quebra, os efeitos especiais são discretos e perfeitos.

Este já é o quarto filme de Scorsese com Leonardo DiCaprio no elenco principal (os outros foram Gangues de Nova York, O Aviador e Os Infiltrados). Parece muito, mas na verdade, Scorsese já fez parcerias assim antes, como ao lado de Robert de Niro (acho que foram oito filmes até agora: Caminhos Perigosos, Taxi Driver, New York New York, Touro Indomável, O Rei da Comédia, Os Bons Companheiros, Cabo do Medo e Cassino). DiCaprio ainda não é um De Niro, mas já se destaca como um dos melhores atores de sua geração.  Ao seu lado, Ilha do Medo conta com um elenco de primeira, com nomes como Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Max Von Sydow, Michelle Williams, Emily Mortimer, Patricia Clarkson, Jackie Earle Haley, Elias Koteas, entre outros. Todos estão ótimos! (Aliás, os dois últimos que citei, Haley e Koteas, estão assustadores!)

Adaptação do livro Paciente 67, de Dennis Lehane (o mesmo que escreveu o premiado Sobre Meninos e Lobos), o roteiro de Ilha do Medo nos leva a uma interessante viagem, onde não sabemos exatamente o que é mentira e o que é verdade. Acredito que parte do público pode não gostar, já que nem sempre o que está na nossa frente é a verdade… E uma prova de que estamos diante de um filme diferente do “mais do mesmo” é o cuidado com a fotografia em cada cena. Imagens belíssimas compõem o resultado, em pouco mais de duas horas de projeção.

Um detalhe curioso sobre a música do filme: a trilha sonora não é original, composta para o filme, são temas clássicos. O tema principal é a assustadora Sinfonia número 3 de Penderecki. Independente do filme, dá medo de ouvir.

Não sei se Ilha do Medo entrará para a história como um dos grandes filmes de Scorsese, afinal, o cara já fez muita coisa boa. Mas podemos afirmar que estamos diante de um dos melhores filmes deste 2010 que começou há pouco!

Scrubs – Nona Temporada

Scrubs – Nona Temporada

Comecei a ver o seriado Scrubs meio na “inércia”. Heu via vários outras séries no canal Sony no início dos anos 2000 (heu ainda via tv a cabo, só comecei a baixar filmes e séries lá pra 2007). Então, quando aparecia uma nova sitcom na grade, normalmente, heu começava a acompanhar…

Em Scrubs, acompanhamos o dia a dia de JD, John Dorian (Zach Braff), um recém formado em medicina, e seus primeiros passos no hospital, ao lado dos amigos Chris Turk (Donald Faison) e Elliott Reid (Sarah Chalke). No hospital, rola espaço para alguns personagens ótimos, como o dr. Perry Cox (John C McGuinley), o zelador implicante (Neil Flynn) e o loser Ted (Sam Lloyd).

Scrubs é uma sitcom diferente. Pra começar, não temos a famigerada “claque” – aqueles risos forçados em cada piada. E o formato é interessante: boa parte das ações se passa dentro da cabeça e da imaginação de JD. E as piadas não apelam para o pastelão, aliás, por estarem dentro de um hospital, nem sempre era engraçado.

Achei que a oitava temporada, que terminou ano passado, seria a última. No fim da temporada, JD se despede, e o último episódio (duplo) se chama “My Finale”. Ok, foram oito anos, a série foi boa, chega, agora vamos dar espaço para novas séries com novas ideias. Certo?

Errado. No fim de 2009, vi anúncios da “nova temporada de Scrubs. Como assim?

É, não acabou. Eles saíram do hospital, e foram para uma escola de medicina. Acredito que a manobra foi para “passar o bastão” para o novo elenco.

Achei a ideia muito ruim. Não era melhor terem feito um spin-off, como fizeram com os CSI? Ou Joey (que veio de Friends), ou Caprica (que veio de BSG)?

Na minha humilde opinião, a nova temporada de Scrubs é ruim pelos seguintes motivos:

– Toda a concepção da série é para se usar o JD como protagonista. Se Zach Braff quer largar a tv porque começou uma carreira como ator e diretor no cinema, pena, a série sem ele não tem sentido.

– A mudança para a escola acabou com alguns personagens. E alguns dos melhores coadjuvantes foram embora, como Ted e o zelador. A presença de ambos era quase certeza de boas piadas!

Last, but not least: nem todo bom médico é um bom professor! Achei esquisito de repente ver os caras numa sala de aula…

Enfim, comecei a ver a nona temporada, mas parei depois do sexto episódio. E confesso que não tenho vontade de retomar…

Seventh Moon

Seventh Moon

Um casal de americanos (ele, descendente de chineses) passa a lua de mel na China. Ao visitar um lugar ermo, o motorista que os acompanha some e estranhos eventos começam a acontecer, devido ao misterioso sétimos mês lunar.

Seventh Moon é interessante, o clima de tensão é bom, mas tem uma coisa realmente incômoda: a câmera na mão, tremendo o tempo todo, ao longo de todo o filme. Aí a gente lê os créditos e vê que o diretor é Eduardo Sanchez, o mesmo de Bruxa de Blair. Ora, num filme do estilo “reality cinema” com câmera subjetiva como Bruxa de Blair (filmado pelos próprios atores), isso funciona. Mas aqui a gente se pergunta: a câmera trêmula é algo realmente necessário? Na minha humilde opinião, não, isso atrapalha o desenvolvimento do filme.

Além disso, achei que o filme se perde na parte final. Aquele trecho dentro da caverna com água foi completamente desnecessário…

No elenco, apenas um nome conhecido, Amy Smart, de Adrenalina, Espelhos do Medo e Efeito Borboleta. O resto do elenco não chama a atenção.

Mesmo assim, a trama é simples e direta, e as criaturas causam alguns sustos legais, o que pode agradar aos fãs de filmes de terror. Seventh Moon pode ser uma boa opção para aqueles de expectativa baixa passarem uma hora e meia.

Abismo do Medo 2 – The Descent Part 2

Abismo do Medo 2 – The Descent Part 2

Dirigido por Neil Marshall (Cães de Caça, Juízo Final), o primeiro Abismo do Medo foi um dos melhores filmes de terror de 2005. Claro que ia ter uma continuação, né?

Esta segunda parte começa logo depois que acaba o primeiro filme. Sarah, a única sobrevivente, é resgatada e levada ao hospital, ainda em choque. Mas o xerife quer levá-la de volta às cavernas para tentar achar alguma outra sobrevivente. E, uma vez lá embaixo, tudo começa de novo…

Acredito que todos que vão ver este filme também assistiram o primeiro, certo? Então, ninguém vai ficar decepcionado. Esta segunda parte traz o mesmo clima claustrofóbico do primeiro filme. Temos também alguns bons sustos e algum gore. Novidades? Nenhuma, claro! Simplesmente uma continuação, sem nada de novo.

A direção coube ao esteante Jon Harris, que antes era editor, e trabalhou em diversos filmes, como o primeiro Abismo do Medo e Snatch. E o elenco repete dois nomes do primeiro filme, Shauna Macdonald e Natalie Jackson Mendoza. De resto, ninguém conhecido.

De um modo geral, achei o filme claro demais. Caramba, eles estão nas profundezas das cavernas, sem nenhuma fonte de luz! Mas acho que isso também acontece no primeiro filme. E outra coisa que achei estranha é que acredito que aquelas criaturas cegas deveriam ter uma audição melhor, não?

Mas, na verdade, o que mais me incomodou não foi isso. Porém, antes de falar, preciso de um aviso de spoiler do primeiro filme!

SPOILER!

SPOILER!

SPOILER!

Vocês se lembram do fim do primeiro filme? Sarah consegue fugir da caverna, entra num carro e vai embora. Até que, de repente, acorda! Ela nunca tinha saído da caverna! E assim acaba o filme.

Como assim, o segundo filme começa com ela já fora da caverna??? Como é que ela saiu???

FIM DO SPOILER!

Enfim, um filme interessante para os fãs do primeiro Abismo do Medo, mas nada essencial.

E que venha a parte 3!

Top 10: Musicais Para Quem Não Curte Musicais

Top 10: Musicais Para Quem Não Curte Musicais

Musical é um estilo complicado. A maioria dos espectadores não “engole” quando, do nada, o ator começa a cantar e dançar, e de quebra, as pessoas em volta o acompanham na coreografia.

Mas alguns musicais realmente valem a pena. Recomendo-os até para aqueles que não suportam os musicais no cardápio diário.

Aliás, é preciso ressaltar que aqui só falarei de musicais de verdade. Alguns filmes ligados à música, como Os Irmãos Cara de Pau ou This Is Spinal Tap, são muito bons. Mas não são musicais! Nos filmes daqui do Top 10, canções e diálogos se misturam, como no conceito clássico de musicais.

Vamos a eles?

Sempre lembrando: àqueles que gostam de Top 10, aqui já rolou filmes de zumbi, filmes com nomes esquisitos, filmes sem sentido, personagens nerds, estilos dos anos 80, melhores vômitos, melhores cenas depois dos créditos, melhores finais surpreendentes, melhores cenas de massacre, filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil, estilos de filmes ruins e casais que não convencem. Visitem!

Em ordem cronológica…

Tommy (1975)

Aqui não se trata apenas de um musical. O disco Tommy, do The Who, é um discaço, independente do filme. De quebra, a direção é do Ken Russell, especialista em filmes “viajantes”. A versão de Pinball Wizard pelo Elton John é tão boa quanto a original do Who.

Jesus Cristo Superstar (1973)

É o primeiro musical de Andrew Lloyd Weber, o mesmo cara que escreveu Evita, Cats e O Fantasma da Ópera, dentre vários outros. A diferença é que este aqui é muito mais rock’n’roll do que qualquer um! E as músicas, numa onda meio hippie-sujo-setentista, são sensacionais.

The Rocky Horror Picture Show (1975)

Uma versão musical trash da história de Frankenstein, com direito a Tim Curry como um cientista travesti. Virou exemplo de filme cult, quando passou a lotar sessões em cinemas alternativos por anos seguidos, repetindo sempre o mesmo público – que “cultuava” o filme.

Hair (1979)

Dirigido por Milos Forman, Hair é a melhor representação cinematográfica do movimento hippie e seu “flower power”. Suas duas principais canções, Aquarius e Let The Sunshine, são famosas até hoje.

Pink Floyd – The Wall (1982)

A situação é parecida com Tommy. Dirigido por Alan Parker (que também fez outros filmes ligados a música, como Evita, The Commitments e Fama), o filme é muito bom, mas o disco do Pink Floyd também é bom sozinho, independente do filme.

A Pequena Loja dos Horrores (1986)

É um musical. Mas também é uma comédia de terror. Afinal, foi baseado num filme de terror meio trash, diridigo por Roger Corman. De quebra, a planta carnívora cantora (sem efeitos por cgi!) por si só já vale o ingresso / locação / download.

Os Produtores (2005)

É a versão cinematográfica do musical da Broadway. Que, por sua vez, foi baseado na comédia Primavera Para Hitler, filme dirigido por Mel Brooks. Os atores principais são os mesmos da Broadway, Mathew Brodderick e Nathan Lane, eo filme ainda traz Uma Thurman.

Across The Universe (2007)

O roteiro é baseado em músicas dos Beatles. Quando as músicas não estão cantadas, elas estão faladas ou citadas por outros elementos – como os nomes dos personagens Jude, Lucy, Sadie, Prudence ou Jo Jo, todos personagens presentes em músicas.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/02/11/across-the-universe/

Hairspray (2007)

Ok, este é um “musical com cara de musical”. Mas três fatores fazem de Hairspray um bom programa: é baseado num filme do trash John Waters; as músicas são muito boas; e, por fim, John Travolta está sensacional como a mãe (isso mesmo, mãe!) da protagonista.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/02/09/hairspray/

Sweney Todd (2007)

É um típico musical da Broadway, escrito por Stephen Sondheim. Mas é uma história de terror! É a história de um barbeiro assassino, e da loja de tortas de carne que usa os cadáveres em suas tortas. Quer mais? É mais uma parceria entre Tim Burton e Johnny Depp.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/02/11/sweeney-todd/

.

.

Em breve, Top 10 de frases legais!

Marte Ataca!

Marte Ataca!

Marte Ataca! (Mars Attacks! no original) é uma das mais divertidas homenagens já feitas aos filmes vagabundos de ficção científica, os clássicos filmes “B”.

A trama é simplérrima: centenas de discos voadores vêm para a Terra trazendo marcianos, pequenos homens verdes de cabeça grande. Seu objetivo? Matar humanos, ora!

O legal do filme é que em momento nenhum nada é levado a sério, a começar pelo visual dos discos voadores e dos próprios marcianos. E, pra melhorar, ainda sobra espaço para várias piadas politicamente incorretas – heu adoro o momento que o hippie solta a pomba exclamando “eles vieram em paz!”

Lendo isso, a gente pode pensar que o filme é vagabundo, né? Que nada. Os efeitos especiais são excelentes, apesar da aparência tosca. E o elenco…

É uma das maiores constelações da história de Hollywood! Jack Nicholson, Glenn Close, Annette Bening, Danny De Vito, Pierce Brosnan, Natalie Portman, Martin Short, Rod Steiger, Lucas Haas, Michael J. Fox, Sarah Jessica Parker, Tom Jones, Jim Brown, Pam Grier, Lisa Marie, Barnet Schroeder, e ainda traz um Jack Black novinho e de cabelo raspado! (Christina Applegate também está creditada, “acho” que é a namorada de Black…)

Marte Ataca! foi lançado pouco depois de Independence Day, o filme catástrofe de invasão alienígena de Roland Emmerich. Um parece o oposto do outro – se em um tudo é levado a sério, no outro tudo é escrachado. Aliás, uma boa comparação seria: enquanto Independence Day é um filme “B” com cara de grande produção, Marte Ataca! é uma grande produção com cara de filme “B”…

Marte Ataca! foi dirigido por Tim Burton, que até hoje sempre se destacou pelo esmero com que cuida da parte visual de seus filmes – Alice, seu mais novo filme, que estreia aqui em abril (mês que vem!), promete manter a tradição, como em filmes como Beetle Juice, Edward Mãos de Tesoura, A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, A Fantástica Fábrica de Chocolates, Noiva Cadáver e Sweeney Todd, entre outros.

Marte Ataca! foi lançado nos cinemas em 1996. Já foi lançado em dvd por aqui, mas é um daqueles títulos mal lançados e quase impossível de se encontrar. Pena…