Controle Absoluto

Controle Absoluto

Jerry (Shia LaBeouf) é um sujeito normal, que, apesar de não gostar muito do sistema, leva uma vida tranquila trabalhando numa loja de xerox (chamada “Copy Cabana”, gostei!). Rachel (Michelle Monaghan) também tem uma vida comum de mãe solteira, cuidando de seu filho. Até que ambos começam a receber telefonemas de uma mulher desconhecida, que usa toda a tecnologia em volta para controlar todos os seus atos, transformando-os em perigosos fugitivos.

Dirigido por D. J. Caruso – que um ano antes fez Paranóia com o mesmo LaBeouf – Controle Absoluto (Eagle Eye no original) é daqueles filmes com ação de tirar o fôlego. O filme é uma correria só!

O elenco é muito bom. Não só LaBeouf e Monaghan estão bem em seus papéis, como o filme ainda conta com coadjuvantes como Rosario Dawson, Billy Bob Thornton e Michael Chiklis.

O filme tem um problema: a ideia é absurda demais! Mesmo depois de sabermos quem está por trás de tudo, fica difícil de acreditar que tudo aquilo pode ser controlado daquele jeito. E também fica difícil de acreditar num plano tão mirabolante, afinal, se eles têm “controle absoluto” sobre tudo, não seria mais fácil fingir um acidente?

Se a gente aceitar os absurdos propostos aqui, é um excelente filme de ação.

The Crazies – A Epidemia

The Crazies – A Epidemia

Por coincidência, este The Crazies – A Epidemia já estava no meu hd quando soube do SP Terror. Vamos a ele!

Uma pequena cidade americana é tomada por uma intoxicação que transforma os habitantes em violentos psicopatas. O xerife local e sua esposa, médica, tentam lutar pela sobrevivência.

Dirigido por Breck Eisner, The Crazies – A Epidemia é a refilmagem de O Exército do Extermínio, feito por um tal de George A. Romero em 1973. Infelizmente não vi o original, não posso comparar. Mas posso dizer que esta nova versão é muito boa!

A estrutura lembra um filme de zumbis (será coincidência?). A população aos poucos vai ficando infectada, e aqueles que restam precisam lutar pela sobrevivência. Só que não são zumbis, os infectados continuam com domínio de suas funções motoras e morrem como qualquer ser humano. Mais ou menos como em Extermínio.

Outro elemento interessante é o uso do exército. Em determinado momento do filme, aparece o exército com sua habitual truculência para tentar controlar a epidemia. Os sobreviventes têm outro inimigo além dos infectados!

O casal de protagonistas é convincente. Timothy Olyphant é o xerife e Radha Mitchell é a médica. Isso dá credibilidade à história, afinal, o cara que pega em armas não é um cidadão qualquer, assim como a mulher que entende de vírus. Além disso, os atores estão bem em seus papéis.

Gostei do fim do filme, que abre espaço para uma continuação sem forçar a barra. Se vier, que mantenha o bom nível!

Os Caça-Fantasmas

Os Caça-Fantasmas

Mais um clássico dos anos 80 revisto aqui no blog!

Despejados do departamento de parapsicologia da universidade onde trabalhavam, três cientistas resolvem inovar e criar um novo negócio: uma firma de caçadores de fantasmas. Coincidentemente, uma antiga entidade está prestes a invadir Nova York.

Os Caça-Fantasmas foi um grande sucesso nos anos 80. Uma rara mistura entre comédia e terror, que é assustador onde pede para ser, mas nunca deixa de ser engraçado – e isso tudo sem nunca cair no trash.

Os Caça-Fantasmas foi dirigido por Ivan Reitman, que foi um grande nome nos 80 e nos 90, com títulos como as três comédias de Arnold Schwarzenegger (Irmãos Gêmeos, Um Tira no Jardim de Infância e Júnior) no currículo. Hoje ele anda devagar, parece que deixou a profissão para o filho, Jason Reitman, de Juno e Amor Sem Escalas.

O elenco é muito bom. Bill Murray, Dan Aykroyd e Harold Ramis (os dois últimos também escreveram o roteiro), afiadíssimos, fazem o trio inicial de caça-fantasmas; Rick Moranis repete o papel de “looser” que o tornou famoso nos anos 80; e Sigourney Weaver e Annie Pots têm os papéis principais femininos. A bola fora, na minha humilde opinião, é Ernie Hudson como o quarto caça-fantasma. Sei lá, achei forçado, parece que sentiram necessidadede um ator negro no elenco. Me parece que Hudson está deslocado…

Os efeitos especiais traziam o melhor da tecnologia da época. Hoje, quase 25 anos depois, alguns ainda funcionam, outros “perderam a validade”. Mas nada que atrapalhe o filme, que ainda flui normalmente.

Também é preciso falar da trilha sonora. O tema GhostBusters, de Ray Parker Jr, foi um grande sucesso na época. “Who you gonna call? Ghostbusters!”

Cinco anos depois, o diretor e quase todo o elenco voltaram para uma continuação. E ainda rolou um desenho animado depois. E agora rolam boatos de uma terceira parte para 2012!

E agora fica a dúvida: Os Caça-Fantasmas “sobreviveu” ao tempo? Afinal, o filme é de 1984!

Claro que ainda funciona! Vi com minha filha de 9 anos. Tem algumas cenas com conotação sexual, mesmo assim, pode ser uma boa diversão para toda a família!

The Runaways

The Runaways

The Runaways foi uma banda americana dos anos 70 que, apesar de não ter feito muito sucesso, foi importante por ser uma banda só de meninas num cenário ainda muito machista.

Escrito e dirigido pela estreante em longas Floria Sigismondi, o filme conta a história de como a banda começou. O foco maior fica na guitarrista Joan Jett (Kristen Stewart) e na vocalista Cherie Currie (Dakota Fanning).

A primeira metade de The Runaways é interessante, apesar de não ser nada de inovador – já vimos esta coisa de bastidores de bandas de rock em outros filmes melhores, como Quase Famosos. Vemos como as meninas, com a ajuda de seu empresário, viraram um fenômeno.

Mas o resultado final fica devendo. Pelo filme, parece que a banda acabou logo depois de assinar o contrato para o primeiro disco. Mas, na verdade, a banda durou 4 anos e lançou 3 discos… O filme funciona quando fala da gênese da banda, mas falha quando a banda amadurece. De repente, do nada, o filme acaba. Será que originalmente era pra ser mais longo?

O filme tem outra falha, ao focar apenas em Joan Jett e Cherie Currie. Cadê a Lita Ford? Acredito que Lita Ford hoje seja mais famosa que a Cherie Currie! Lita Ford teve uma discreta carreira solo nos anos 80, tendo inclusive o Ozzy Osbourne como parceiro. Mas, no filme, Ford (interpretada por Scout Taylor-Compton, do novo Halloween) é uma simples coadjuvante.

E Lita Ford não foi a única deixada de lado. A baterista Sandy West também tem pouco espaço, apesar de ser uma das duas Runaways originais (a outra é Joan Jett). E a baixista Robin, que se bobear não tem nenhuma fala no filme, é um personagem-compilação: várias baixistas que passaram pela banda foram sintetizadas em um único personagem.

O imdb explica o que aconteceu. Segundo o site, os produtores do filme conseguiram os direitos para falar sobre Jett, Currie, Sandy e o empresário Kim Fowley. Enquanto o filme foi baseado na autobiografia de Currie e produzido por Jett, Lita Ford e a baixista Jackie Fox nem foram procuradas. Houve uma tentativa de processo, e a história toda acabou com Fox sendo cortada do roteiro e Ford acompanhando apenas a sua personagem direto com a atriz Scout Taylor-Compton.

O elenco principal traz dois dos mais badalados nomes de jovens atrizes de hoje: Kristen Stewart e Dakota Fanning. O que é curioso é que ambas são famosas por motivos opostos: Fanning é uma excelente atriz que começou cedo e já tem um currículo extenso; Stewart, por outro lado, coleciona críticas ruins pelas suas péssimas atuações. E não é a primeira vez que elas estão juntas, Fanning entrou pro elenco da saga Crepúsculo a partir do segundo filme, Lua Nova.

Mas sabe que a Kristen Stewart não atrapalha aqui? Ela continua fraquinha como atriz, e aqui ainda está feia com o corte de cabelo imitando Joan Jett. Mas como o personagem mais exigido é o de Dakota, o resultado final não é ruim como em outros filmes. E Dakota arrebenta! O filme pode não ser lá grandes coisas, mas a atuação da ainda adolescente Dakota é digna de prêmios!

Aliás, ainda falando das duas protagonistas, preciso admitir que foi corajoso da parte de ambas fazer este filme. Drogas e lesbianismo fazem parte de seus papéis. Dakota, com 16 anos e Kristen, com 20, tinham carreiras mais comportadas até então (principalmente Kristen).

Ainda acho importante citar um nome no elenco. Michael Shannon está ótimo como o exagerado e caricato empresário Kim Fowley. Ele foi o responsável por reunir as garotas e ensiná-las a atitude punk que norteou a curta carreira da banda.

Aproveitarei este espaço para um comentário direcionado ao público brasileiro. A banda Runaways quase não tocou por aqui, talvez seja mais conhecida por ser a banda de onde saíram Joan Jett e Lita Ford – que, por sua vez, nem são nomes tão conhecidos (o público mais novo reconhecerá a música I Love Rock and Roll, sucesso solo de Jett – mas é porque Britney Spears regravou…). Fico me perguntando se lá fora as Runaways foram um nome relevante no cenário musical…

O filme já passou lá fora, mas achei que não tem cara de cinema brasileiro. Mesmo assim, segundo o imdb, chega aqui em 30 de setembro. Será que é para o Festival do Rio? Se pintar nas telas daqui, é pelo “star power” de seu elenco.

Última recomendação, para os fãs da série Crepúsculo: não vejam este filme, a não ser que queiram ver as estrelas dos seus filmes em papéis beeem diferentes!

O Golpista do Ano

O Golpista do Ano

Baseado em fatos reais, O Golpista do Ano conta a história de Steven Russell (Jim Carrey), que largou a esposa e a filha para levar uma extravagante vida gay. Só que, para pagar as contas, vivia de golpes. Até ser preso e encontrar na cadeia Phillip Morris (Ewan McGregor), o amor de sua vida.

Quando li que o filme falava se chamava “Eu te amo Phillip Morris” (I Love You Phillip Morris) e falava de um golpista, achei que tinha algo a ver com a indústria de cigarros. Nada…

Baseado no livro homônimo escrito por Steve McVicker, o filme, escrito e dirigido pela dupla Glenn Ficarra e John Requa, falha ao não se definir entre a comédia e o drama. Acaba o filme e a gente fica se questionando qual foi o objetivo do filme.

E aí vem o lance do personagem ser gay. O filme não faz propaganda gay, diferente do que heu achei que faria. Mas o fato de colocar um ator como Jim Carrey interpretando um gay fez muitos espectadores levantarem uma bandeira que o filme não levantou. Fui ao fórum do imdb, e as pessoas não julgam se o filme é bom ou não, apenas falam do homossexualismo presente. Será que se o personagem fosse hétero as pessoas veriam o filme de maneira diferente?

Sobre os dois atores principais, o filme traz o esperado. Por um lado, Jim Carrey repete o mesmo papel de sempre. Ok, aqui ele está menos careteiro que o usual, mas continua uma variação em cima do que ele sempre faz. Já Ewan McGregor, por outro lado, dá um show. Como sempre também…

A presença do “nosso” Rodrigo Santoro está sendo supervalorizada pela divulgação nacional. O cara está lá, seu papel é importante, mas é bem pequeno. Colocá-lo no poster brasileiro do filme foi um certo exagero!

(O elenco ainda conta com uma inspirada Leslie Mann.)

Por aqueles motivos mercadológicos inexplicáveis, este O Golpista do Ano demorou para ser lançado, e acredito que só apareceu nas telas brasileiras para capitalizar em cima do nome do Rodrigo Santoro.

O Golpista do Ano não é ruim. Mas poderia ser bem melhor…

Esquadrão Classe A

Esquadrão Classe A

“Se você tem um problema, se ninguém pode ajudá-lo, e se você puder achá-los, talvez você possa contratar o Esquadrão Classe A”. Alguém se lembra disso?

Estreou ontem o longa baseado no divertido seriado dos anos 80. A ideia é arriscada, temos alguns exemplos que não deram certo, como Os Gatões. Mas desta vez, acertaram a mão!

O Esquadrão Classe A é um grupo de ex-militares meio fora do padrão, mas que conseguem realizar missões consideradas impossíveis. Pela sua natureza meio marginal, acabam vivendo no limite da lei. Aqui conhecemos o início do grupo.

O filme dirigido por Joe Carnahan é muito divertido e conseguiu captar o espírito da série, que trazia cenas de ação exageradas e mentirosas com muito bom humor. Todos os elementos da série estão presentes: os planos mirabolantes de Hannibal, os galanteios de Cara-de-Pau, as maluquices de Murdock e o temperamento instável de BA.

O elenco foi muito bem escolhido. Liam Neeson e Bradley Cooper estão bem como o coronel John “Hannibal” Smith e o tenente Templeton “Cara-de-Pau” Peck, e Sharlto Copley rouba a cena com o seu alucinado capitão H.M. Murdock. Ficou para Quinton Jackson tentar o impossível: substituir Mr. T e o seu sargento Bosco “BA” Barracus (claro que sentimos falta do Mr. T, mas, fazer o que?). Completam o elenco Jessica Biel, Patrick Wilson, Brian Bloom e Henry Czerny.

O filme não é comédia, mas tem momentos hilários. Sharlto Copley é a melhor coisa do filme, está inspiradíssimo como o louco Murdock. Curioso que li uma entrevista dele na época do lançamento de Distrito 9, dizendo que não pretendia seguir a carreira de ator. Que bom que ele mudou de ideia! Ele é o alívio cômico perfeito!

Alias, já que lá em cima falei em mentira, este filme parece querer redefinir o que conhecemos como mentira no cinema. Esquadrão Classe A traz várias sequências exageradamente mentirosas! Várias vezes ao longo do filme, você pensa “ah, mas isso é impossível!”. Sim, e esta é a graça!

Algumas das sequências são sensacionais. A fuga aérea do tanque é mentirosa, divertida e de tirar o fôlego. O mesmo podemos dizer da sequência inicial, da parte onde eles roubam as placas, do momento pendurado no edifício na Alemanha… Tudo isso para culminar na cena onde containers parecem peças de dominó!

Enfim, um excelente filme para os fãs do seriado e para quem curte um bem humorado filme de ação. E tudo indica que teremos continuações. Tomara que mantenham o nível!

Ah, sim, fiquem no cinema até o fim dos créditos! Temos uma curta cena com participação especial de Dirk Benedict e Dwight Schultz, o Cara de Pau e o Murdock originais!

The Oxford Murders / Los Crimenes de Oxford

The Oxford Murders / Los Crimenes de Oxford

Na Universidade de Oxford, um professor inglês (John Hurt) e um aluno americano (Elijah Wood) ajudam a polícia a tentar solucionar uma série de crimes aparentemente ligados a símbolos matemáticos.

O filme é daquele tipo “mistérios misteriosos”, onde a gente fica tentando adivinhar quem será o próximo a morrer, como e por que, e logo vem uma virada de roteiro que nos joga em outra direção. Neste ponto, o filme flui bem, apesar da trama ser um pouco confusa. O problema é que certas coisas na história parecem meio forçadas demais, e aí o que antes funcionava perde a credibilidade.

Sou fã do diretor espanhol Álex de la Iglesia. Gosto de quase todos os seus filmes: Ação Mutante, O Dia da Besta, Perdita Durango, A Comunidade, Crime Ferpeito… Todos trazem um delicioso ar de filme B, um irresistível humor meio trash. Bem, quase todos. Este The Oxford Murders não tem cara de Álex de la Iglesia… Não falo isso só porque o filme se passa na Inglaterra e os atores principais são hollywoodianos. Perdita Durango é em inglês e se passa na América! The Oxford Murders simplesmente parece ser feito por outra pessoa. Não é um filme ruim, apenas não tem a cara do diretor.

Elijah Wood e John Hurt estão bem em seus papéis, o aluno e o professor que desconfiam um do outro. Nos papéis femininos, temos Julie Cox e Leonor Watling (o único nome espanhol no elenco principal). O francês Dominique Pinon faz um pequeno e importante papel.

A trama usa muitas referências matemáticas e é um pouco difícil de acompanhar, mas pelo menos a solução do filme tem uma certa lógica, apesar de também soar meio forçação de barra – ainda não “enguli” o terceiro assassinato, e achei muita viagem o quarto.

Não vi nada sobre este filme aqui no Brasil, apesar dele ser de 2008. Nem título em português! Por enaquanto, só via download…

Prova Final

Prova Final

Alunos de uma escola reparam que alguns de seus professores estão com comportamentos estranhos. Até que descobrem uma possível invasão alienígena, que está rapidamente tomando conta de toda a escola. Seis alunos, diferentes entre si (o atleta, a patricinha, o bad boy, a esquisitona, o nerd e a novata), tentam combater a invasão.

Prova Final é uma mistura de Invasores de Corpos com O Enigma de Outro Mundo, ambientado num clima Clube dos Cinco – a referência a Invasores de Corpos é tão grande que este é citado algumas vezes no roteiro!

Se não traz muitas novidades, pelo menos o roteiro é bem escrito e o filme é leve e divertido. Ok, algumas coisas são meio forçadas – como eles sabiam que ao matar o monstro original os outros voltariam ao normal? Mesmo assim, o filme é muito bom, uma das melhores misturas de terror com ficção científica da década passada!

Lançado em 1998, Prova Final trazia uma inédita e interessante parceria entre o diretor Robert Rodriguez e o roteirista Kevin Williamson. Williamson na época estava badalado por ser um dos responsáveis pelo sucesso dos filmes da série Pânico (Scream), dirigida por Wes Craven. Já Rodriguez era ainda quase um novato, apesar de já ter o genial Um Drink no Inferno na bagagem.

E, realmente, olhando hoje em dia, o filme tem muito mais a cara de Williamson do que de Rodriguez. Prova Final está muito mais para Pânico e Eu Sei o Que Vocês Fizeram Verão Passado do que para Sin City e Planeta Terror

Falando em olhar hoje em dia, é legal vermos o elenco. Vários nomes se valorizaram, como Elijah Wood (que pouco depois interpretou Frodo Bolseiro, personagem principal da saga O Senhor dos Anéis), e Josh Hartnett, hoje com uma extensa lista de sucessos no currículo (Dália Negra, 30 Dias de Noite, Divisão de Homicídios, Falcão Negro em Perigo, etc.) . A brasileira Jordana Brewster (Velozes e Furiosos, Texas Chainsaw Massacre) era uma quase estreante, e Clea DuVall (Garota Interrompida, Identidade) já tinha um currículo grandinho mas nenhum filme de expressão. Laura Harris tem feito muita coisa para a tv ultimamente (24 Horas, Defying Gravity, Dead Like Me); e Shawn Hatosy é o único dos seis principais jovens que sumiu…

E isso porque ainda não falei do elenco “adulto”: Robert Patrick, Piper Laurie, Bebe Neuwirth, Daniel Von Bargen, Christopher McDonald, Jon Stewart… E ainda sobra espaço para Famke Janssen de professora e Salma Hayek de enfermeira!

Enfim, pode até não dar sustos, mas a diversão é garantida!

Verão Assassino

Verão Assassino

Mais uma vez, a internet me ajudou a rever um filme que quase ninguém se lembrava que existia!

Em 1976, Elle, uma linda jovem de 19 anos, se muda para uma pequena cidade e, com seu jeito provocante, chama a atenção de todos. Pin-Pon (Alain Souchon), um bombeiro local, se apaixona por ela e eles acabam juntos. Mal sabe ele que ela tem outros planos para depois do casamento…

ViVerão Assassino (L’Été Meurtrier no original, ou One Deadly Summer em inglês) no Estação Botafogo, na segunda metade dos anos 80 (o filme é de 1983). Na época, não existia internet nem dvd, e os títulos em vhs eram poucos. Então, o Estação exibia muitas reprises. Foi assim que vi vários filmes da Isabelle Adjani, como este, Possessão e Nosferatu.

Visto hoje, em 2010, Verão Assassino me pareceu um pouco longo demais. Acostumado que estou com narrativas hollywoodianas, achei que o ritmo do filme poderia ser diferente, para o filme tomar um rumo mais com cara de suspense. Mesmo assim, o resultado é muito interessante. Aliás, vale ressaltar que não me lembro de outro filme com vários personagens se alternando na narração em off, como acontece aqui.

No elenco, só um nome chama a atenção: Isabelle Adjani, novinha, e linda, linda, linda. E desinibida, também, ela tira a roupa diversas vezes! (Ok, vendo com os olhos de hoje em dia, Adjani continua linda, mas… que corte de cabelo feio, hein?)

Adjani alcançou algo que poucas mulheres em Hollywood conseguiram: não só é muito bonita como também é uma excelente atriz. E aqui ela arrebenta. Sua personagem é complexa, multi-facetada, e Adjani a interpreta com maestria.

Verão Assassino nunca foi lançado em dvd por aqui. Como disse no primeiro parágrafo, que bom que hoje existe o download de filmes!

Robin Hood

Robin Hood

Um novo filme do Robin Hood, dirigido por Ridley Scott? Promete! Bem, prometia…

O filme começa com o rei Ricardo Coração de Leão voltando das Cruzadas, falido, saqueando castelos no caminho. Robin é um arqueiro de seu exército que acaba preso pelo próprio rei, mas uma série de fatos acabam levando-o para Nottingham e depois para a liderança do exército inglês.

Bem, este novo Robin Hood tem dois problemas. O primeiro é que se trata do início da lenda de Robin Hood. Ou seja, vai decepcionar quase todos os desavisados que esperam encontrar a floresta de Sherwood e todo aquele papo de “roubar dos ricos para dar aos pobres”. Tudo bem que a mania de reboots está na moda em Hollywood, mas já que é assim, este filme deveria se chamar Robin Hood Begins.

E aí vem o segundo problema, este um pouco mais grave. Todos sabemos que a expectativa de vida na Idade Média era baixa. Um homem de 40 anos já era um senhor! E aí vemos Russell Crowe, que acabou de completar 46 anos, como um Robin Hood “em início de carreira”. Olha, até que Crowe não está mal como Robin, mas deveria ter uns 15 anos a menos! Aparentemente Ridley Scott quis repetir a parceria que deu certo em Gladiador (2000) e em quatro outros filmes, mas se esqueceu que os anos se passaram…

Como falei, Crowe está bem, mas um pouco velho. Isso refletiu em seu par. Cate Blanchett está ótima (como sempre) como Marion. Mas, com 41 anos, acho que é a primeira Marion balzaquiana da história!

O resto do elenco é interessante e foi bem escolhido. Max Von Sydow também está ótimo, e o mesmo falo de um quase irreconhecível William Hurt, cabeludo e barbudo. Oscar Isaac surpreende como o explosivo príncipe John, e Mark Strong, pela terceira vez no ano, faz um vilão consistente (ele fez o mesmo em Sherlock Holmes e Kick-Ass). Ainda no elenco, Scott Grimes, Allan A’Dayle, Kevin Durand, Mark Addy e Danny Huston.

Mas o que sobra no elenco falta no roteiro. Não só não vemos Robin Hood como gostaríamos, como ainda temos vários momentos forçados. Ora, em toda a Inglaterra, Robin foi parar justo na casa da única pessoa que conhece a sua infância? Frei Tuck sabia lutar na frente de batalha? E isso faz certas coisas perderem a credibilidade, como aquele desembarque que parece o dia D na Normandia na Segunda Guerra Mundial!

Pelo menos o filme é tecnicamente bem feito, o que era de se esperar, já que estamos falando de uma superprodução hollywoodiana dirigida por Ridley Scott. É só a gente ignorar o que conhece sobre Robin Hood e não dar bola pra detalhes de roteiro…