Robin Hood

Robin Hood

Um novo filme do Robin Hood, dirigido por Ridley Scott? Promete! Bem, prometia…

O filme começa com o rei Ricardo Coração de Leão voltando das Cruzadas, falido, saqueando castelos no caminho. Robin é um arqueiro de seu exército que acaba preso pelo próprio rei, mas uma série de fatos acabam levando-o para Nottingham e depois para a liderança do exército inglês.

Bem, este novo Robin Hood tem dois problemas. O primeiro é que se trata do início da lenda de Robin Hood. Ou seja, vai decepcionar quase todos os desavisados que esperam encontrar a floresta de Sherwood e todo aquele papo de “roubar dos ricos para dar aos pobres”. Tudo bem que a mania de reboots está na moda em Hollywood, mas já que é assim, este filme deveria se chamar Robin Hood Begins.

E aí vem o segundo problema, este um pouco mais grave. Todos sabemos que a expectativa de vida na Idade Média era baixa. Um homem de 40 anos já era um senhor! E aí vemos Russell Crowe, que acabou de completar 46 anos, como um Robin Hood “em início de carreira”. Olha, até que Crowe não está mal como Robin, mas deveria ter uns 15 anos a menos! Aparentemente Ridley Scott quis repetir a parceria que deu certo em Gladiador (2000) e em quatro outros filmes, mas se esqueceu que os anos se passaram…

Como falei, Crowe está bem, mas um pouco velho. Isso refletiu em seu par. Cate Blanchett está ótima (como sempre) como Marion. Mas, com 41 anos, acho que é a primeira Marion balzaquiana da história!

O resto do elenco é interessante e foi bem escolhido. Max Von Sydow também está ótimo, e o mesmo falo de um quase irreconhecível William Hurt, cabeludo e barbudo. Oscar Isaac surpreende como o explosivo príncipe John, e Mark Strong, pela terceira vez no ano, faz um vilão consistente (ele fez o mesmo em Sherlock Holmes e Kick-Ass). Ainda no elenco, Scott Grimes, Allan A’Dayle, Kevin Durand, Mark Addy e Danny Huston.

Mas o que sobra no elenco falta no roteiro. Não só não vemos Robin Hood como gostaríamos, como ainda temos vários momentos forçados. Ora, em toda a Inglaterra, Robin foi parar justo na casa da única pessoa que conhece a sua infância? Frei Tuck sabia lutar na frente de batalha? E isso faz certas coisas perderem a credibilidade, como aquele desembarque que parece o dia D na Normandia na Segunda Guerra Mundial!

Pelo menos o filme é tecnicamente bem feito, o que era de se esperar, já que estamos falando de uma superprodução hollywoodiana dirigida por Ridley Scott. É só a gente ignorar o que conhece sobre Robin Hood e não dar bola pra detalhes de roteiro…

Duplicidade

Duplicidade

Sabe aqueles filmes onde nada é exatamente o que parece ser?

Ray Koval (Clive Owen) e Claire Stenwick (Julia Roberts) são ex agentes secretos que hoje trabalham com espionagem industrial. Envolvidos em uma grande disputa entre duas gigantes da área de cosméticos, eles resolvem tentar um golpe.

O início de Duplicidade é um pouco confuso. E, conforme o filme avança, tudo fica ainda mais confuso. Mas a boa notícia é que as pontas soltas são resolvidas no fim do filme. Méritos para o inteligente roteiro escrito por Tony Gilroy, também diretor do filme.

O elenco conta com a boa química entre o casal principal, que repete aqui a parceria de Closer – Perto Demais. Owen e Roberts estão ótimos como o casal instável e sempre desconfiado entre si. Além dos dois, ainda temos Paul Giamatti e Tom Wilkinson, como os executivos rivais.

Bom roteiro, bons atores, belas locações e uma trilha sonora interessante fazem de Duplicidade uma boa opção.

Kick-Ass

Kick-Ass

Kick-Ass é uma das melhores surpresas da temporada!

Dave Lizewski (Aaron Johnson) é um garoto meio nerd, fã de quadrinhos e com poucos amigos. Até que resolve virar um super-heroi – mesmo sem ter super poderes.

Falei que é uma surpresa, porque heu esperava uma comédia na linha do fraco besteirol Super-Herói: O Filme. Que nada, Kick-Ass é um excelente filme de ação, com boas doses de humor (negro) e a quantidade exata de drama. Ou seja: um filme simples, mas com tudo “no lugar”.

Kick-Ass é baseado nos quadrinhos homônimos. Nunca li, não tenho ideia se o filme é fiel aos quadrinhos. Mas o roteiro, escrito por Mathew Vaughn (também diretor) e Jane Goldman, é muito bem escrito, e brinca o tempo todo com clichês de super-herois conhecidos.

O quase desconhecido Aaron Johnson está perfeito no papel principal, o adolescente nerd que quer virar super-heroi, mas mesmo assim nunca consegue deixar de ser nerd. Mas o elenco traz outros dois nomes dignos de nota. Um é a pequena Chloe Moretz, de apenas 13 anos (mas atriz desde os sete), que manda muito bem como a Hit-Girl. Ela é convincente tanto nos momentos dramáticos quanto nos momentos de pancadaria! E o outro nome é Christopher Mintz-Plasse, que estava ótimo mas um pouco exagerado como o McLovin de Superbad, e que aqui encontrou o tom exato (mais sobre seu papel não posso falar sem spoilers!).

Ainda tem espaço para um nome “de ponta”, Nicolas Cage, num papel menor porém importantíssimo. Mark Strong, vilão do novo Sherlock Holmes, aqui também faz um eficiente antagonista. Lyndsy Fonseca é apenas um rostinho bonitinho que funciona – mas o que achei mais curioso é lembrar que há cinco anos ela está em quase todos os episódios de How I Met Your Mother, como a filha do protagonista / narrador. E, last but not least, papéis pequenos para dois rostos femininos conhecidos nos anos 80: Elisabeth McGovern e Yancy Butler.

E a parte técnica? O filme parece ser uma produção menor, mas traz efeitos especiais excelentes. As cenas de ação são de tirar o fôlego – algumas delas dão vontade de voltar para ver de novo, como a cena onde Big Daddy ataca o galpão de Frank D’Amico. E ainda aparecem alguns artifícios na edição do filme para parecer que estamos lendo quadrinhos – isso sem contar todo um trecho em quadrinhos mesmo, contando o passado de Big Daddy.

Vejam só que coisa curiosa é o mercado cinematográfico. Homem de Ferro 2 estreou aqui no Brasil uma semana antes da estreia americana. Já este Kick-Ass tem estreia nacional prevista para 11 de junho, mas já existe para download o release R5 dele…

Enfim, ainda é maio, mas arrisco dizer que estamos diante de um dos melhores filmes do ano!

A Colheita do Mal

A Colheita do Mal

Katherine Winter (Hillary Swank) é uma famosa pesquisadora especializada em desmascarar supostos milagres. Ela é contratada para investigar um estranho fenômeno que está ocorrendo numa cidadezinha no interior da Louisiana, onde as águas de um rio estão vermelhas como sangue. A cidade acha que esta pode ser a primeira de dez pragas repetindo as pragas bíblicas que castigaram o Antigo Egito.

Dirigido em 2006 por Stephen Hopkins, A Colheita do Mal (The Reaping no original) tem uma boa premissa: uma reedição das pragas bíblicas nos dias de hoje, acompanhadas por uma pessoa que balança entre a fé e a ciência. Pena que ficou só na boa ideia – o filme em si não é lá grandes coisas…

O filme não é de todo ruim. O problema é que às vezes parece que perderam a mão. Um bom exemplo são os efeitos especiais. Uma das cenas, a da praga dos gafanhotos, é impressionantemente bem feita. Mas, por outro lado, os efeitos na cena final são exagerados e desnecessários.

Uma coisa curiosa em A Colheita do Mal é a escolha de sua protagonista, Hilary Swank, dona de dois Oscars de melhor atriz (por Meninos não Choram e Menina de Ouro). Este projeto veio pouco depois da segunda premiação, e não me parece um estilo de filme coerente com um ator tão laureado (se bem que Swank esteve no elenco de O Núcleo – Missão ao Centro da Terra entre os dois prêmios…). Além de Swank, o elenco conta com AnnaSophia Robb, Stephen Rea, David Morrissey e Idris Elba. E, para os fãs de filmes de terror dos anos 80, o xerife é interpretado por William Ragsdale, o ator principal de A Hora do Espanto.

O roteiro poderia ter usado as locações na Louisiana como um trunfo, como fizeram em filmes como Coração Satânico e A Chave Mestra. Mas, não, nem isso foi aproveitado. Esta história poderia ter sido contada em qualquer lugar…

No fim, temos um filme médio, com efeitos especiais atrapalhando uma grande atriz, num roteiro um pouco confuso, mas que traz algumas reviravoltas interessantes.

O Livro de Eli

O Livro de Eli

Num mundo devastado pela guerra, o solitário Eli (Denzel Washington) atravessa o país carregando um livro. Ao chegar num vilarejo dominado pelo malvado Carnegie (Gary Oldman), este primeiro oferece abrigo, depois tenta roubar o livro. Mas Eli parece ser protegido por forças inexplicáveis, e foge. Carnegie então manda sua gangue atrás dele.

O Livro de Eli (The Book Of Eli no original) é um dos novos filmes pós apocalípticos em cartaz. Deve estar na moda, já que estreou há pouco A Estrada, e não faz muito tempo tivemos Eu Sou A Lenda.

O clima do filme dirigido pelos irmãos Albert e Allen Hughes (Do Inferno) é bem interessante, o mesmo pode-se dizer da bela fotografia com poucas cores. Mas, sabe qual é o problema aqui? É difícil de “engolir” o roteiro.

Eli é quase um super herói. Ele sozinho bate em vários. Mais: aparentemente ele desvia de balas. Mas até aí tudo bem – apesar de Denzel Washington já estar com 56 anos. O pior de tudo acontece com um detalhe que só é revelado no finzinho do filme. Continuarei no parágrafo abaixo, mas, devido aos spoilers, para ler, será necessário selecionar o texto.

SPOILERS!

(No fim do filme a gente descobre que Eli era cego!!! Caramba, já seria difícil um cara fazer tudo aquilo!!! Um cego que bate sozinho em dezenas de inimigos (matando todos eles) e ainda atira em outros inimigos que estão a dezenas de metros de distância???)

Bem, se a gente relevar este “pequeno” detalhe, o filme é até divertido. Alguns lances são realmente muito bons.

Destacarei uma sequência que achei genial: toda a sequência onde Eli e Solara (Mila Kunis) encontram o casal de velhinhos. Os personagens são muito bons, a música escolhida foi completamente inesperada (e por isso mesmo, genial), e, no fim, no meio do tiroteio, rola um longo plano-sequência, daqueles sem cortes, com a câmera pesseando, entrando e saindo da casa. Sensacional!

No elenco, Washington e Oldman, como sempre, estão ótimos. Kunis não atrapalha. Além deles, Jennifer Beals, Ray Stevenson, Michael Gambon, Tom Waits e uma ponta de Malcolm McDowell.

Enfim, se você é daqueles que consegue se desligar de “detalhes” como o que está no parágrafo so spoiler, pode se divertir. Senão, pule para outro. Em breve verei A Estrada, vamos ver se é melhor ou pior…

Homem de Ferro 2

Homem de Ferro 2

Tony Stark está de volta!

Nesta continuação do bom Homem de Ferro, de 2008, nosso herói Tony Stark está passando por dois problemas. Por um lado, o governo quer confiscar sua armadura; por outro, a engenhoca que salvou sua vida no primeiro filme o está envenenando e levando-o à morte. E, claro, trata-se de um filme de super herói, então existe um super vilão louco engendrando uma super vingança…

Não sou muito ligado em super heróis, nem em quadrinhos. Mas admito que o Homem de Ferro é legal. Pra começar, Tony Stark não tem super poderes, ele é um cara rico e que trabalha na indústria bélica, por isso cria uma super armadura. E Stark é egocêntrico e fanfarrão, um bad boy, gosta de festas, de mulheres, de bebida, de junk food – mais ou menos como um cara com a grana do Eike Batista e a personalidade do Renato Gaúcho. Ele é marrento, arrogante e gosta de tirar onda, a cena que ele desfia um senador em plena Casa Branca é sensacional. Outra coisa: todo mundo sabe que ele é o Homem de Ferro – acho uma grande bobagem esse papo de identidade secreta (ninguém nunca reparou que o Clark Kent sem óculos é igual ao Super Homem?).

E Robert Downey Jr é um Tony Stark perfeito, afinal, ele mesmo tem um passado de bad boy, com problemas com drogas e bebida. E Downey Jr passa por um excelente momento na carreira – não só ele é o Homem de Ferro como também o Sherlock Holmes. Não é qualquer um que consegue ser a figura principal de duas franquias simultaneamente…

O resto do elenco também foi muito bem escolhido. Gwyneth Paltrow e John Favreau (também diretor) repetem seus papéis do primeiro filme (e aqui me parece que seus personagens estão mais tempo presentes na tela). Don Cheadle herdou o papel do coronel James Rhodes, que foi de Terence Howard (e que não sei por que não está aqui). O às vezes exagerado Sam Rockwell está no tom exato com o seu incompetente fabricante de armas Justin Hammer. Samuel L. Jackson desta vez tem um papel de verdade para o seu Nick Fury (personagem que unirá vários heróis diferentes em um único filme no futuro), já que no outro filme ele só aparece na cena depois dos créditos. Mickey Rourke era um canastrão galã nos anos 80, hoje é um canastrão horroroso – é um vilão perfeito! E, last but not least, Scarlett Johansson está ruiva e usa roupas colantes enquanto bate em uns dez ao mesmo tempo – preciso dizer mais?

O filme foi dirigido por John Favreau, um ator. Justin Theroux, outro ator, escreveu o roteiro, um roteiro redondinho. As boas cenas de ação são costuradas por uma trama com humor e drama na dose certa. Aliás, diferente da maioria dos filmes de ação por aí, o humor não está presente através de um personagem engraçadinho. O alívio cômico é o próprio Tony Stark com sua fina ironia.

Se tem uma crítica que posso fazer, heu diria que a cena onde os robôs atacam a população deveria ter sido mais violenta. Se algo daquele porte acontecesse, acho que ia morrer uma boa quantidade de gente… Mas, como se trata de adaptação de quadrinhos, não vemos sangue.

Não li nada na internet sobre os excelentes efeitos especiais deste filme. Não sei o quanto tem de cgi. Mas posso dizer que os efeitos são muito bem feitos, realmente parece que as armaduras e as explosões são reais. Cgi bom é quando não parece cgi!

Enfim, uma boa opçãopara quem gosta de filmes de ação. Não vai mudar a vida de ninguém, mas vai oferecer duas horas de diversão garantida! E, claro, nos cinemas, afinal, este é um raro caso de filme que estreia no Brasil antes de estrear nos EUA (lá, só a partir de 7 de maio!).

p.s.: Ah, sim, rola a tradicional cena depois dos créditos, feita especialmente para os fãs da Marvel!

Todos Dizem Eu Te Amo

Todos Dizem Eu Te Amo

Sim, Woody Allen já fez um musical! E, apesar de ser um musical, continuou a ser um típico “filme do Woody Allen”.

Em Todos Dizem Eu Te Amo (Everyone Says I Love You no original), acompanhamos uma grande família da alta classe de Nova York. A história não importa muito, o que é legal é aqui são os vários ótimos personagens interpretados por grandes atores, em situações bem “woodyallenianas”, com direito a todas as neuroses presentes em todos os seus filmes.

Como disse antes, é um musical. Como numa grande homenagem, Allen quis fazer um musical à moda antiga, daqueles onde o ator, no meio de um diálogo, pára de falar e começa a cantar e dançar, e as pessoas em volta o acompanham numa coreografia. Mas o detalhe legal aqui é que os atores não foram escolhidos pelos seus dotes líricos! Ou seja, nem todos cantam bem…

(Aliás, rola uma história interessante sobre isso: Allen só dizia para os atores que se tratava de um musical depois deles assinarem o contrato!)

Independente de cantar bem ou não, as cenas musicais são ótimas. Algumas das coreografias são muito legais, como a do hospital, a da funerária ou a da loja de jóias (com direito a Edward Norton sapateando!). E, last but not least, o número musical com Goldie Hawn flutuando é belíssimo!

O elenco é ótimo: Alan Alda, Goldie Hawn, Woody Allen, Julia Roberts, Edward Norton, Drew Barrymore, Natasha Lyonne, Natalie Portman, Lukas Haas, Tim Roth… Tem até um Billy Crudup novinho fazendo um papel pequeno. Se posso apontar um defeito, heu diria que Woody Allen está velho demais para o seu papel. Não me entendam errado, ele está bem interpretando ele mesmo (como sempre, aliás) – só que, na época do filme, ele estava com 61 anos, o que tornou estranho ele ter filhas adolescentes e se envolver romanticamente com uma Julia Roberts então com 29 anos. Não seria melhor se ele tivesse uns 15 anos a menos?

O nome Todos Dizem Eu Te Amo foi tirado de um diálogo do filme Os Gênios da Pelota, dos Irmãos Marx, que também são homenageados com duas músicas tiradas de outros filmes (Os Quatro Batutas e Os Galhofeiros) e ainda um dos números musicais. Pena que Groucho Marx não está mais vivo para poder ver a homenagem…

Uma Noite Fora de Série

Uma Noite Fora de Série

Phil e Claire Foster são um casal comum de Nova Jersey. Até que uma noite resolvem mudar a rotina e ir a um badalado restaurante em Nova York. Mas são confundidos com outro casal e acabam envolvidos com bandidos, num esquema de chantagem que atinge um grande mafioso e um homem público famoso.

Diferente do que parece, Uma Noite Fora de Série (Date Night no original)não é uma comédia romântica. A química entre o casal protagonista funciona bem, mas estamos bem longe do humor típico do estilo. O humor aqui está mais para aquele tipo de comédia do cara errado no lugar errado.

A ideia lembra um pouco o divertido Depois de Horas, de Martin Scorsese, aquele onde Griffin Dunne não consegue voltar para casa e se mete numa roubada atrás da outra. Mas a trama de Uma Noite Fora de Série é mais linear – na verdade, os problemas encontrados pelo casal Foster ao longo de sua “noite de encontro” são consequências de seu primeiro ato.

O filme dirigido por Shawn Levy (diretor dos dois Uma Noite no Museu e da primeira refilmagem de A Pantera Cor-de-Rosa) é leve e divertido. Acredito que boa parte dos méritos se dão ao casal de protagonistas, a escolha de ambos foi muito boa. Steve Carell é conhecido do grande público, por comédias como O Virgem de 40 Anos e Agente 86. Tina Fey não é um nome tão famoso por aqui, mas ela faz um ótimo trabalho na sitcom 30 Rock, onde é roteirista e personagem principal.

E o filme não se resume aos dois. Co-estrelando, temos Taraji P. Henson, Jimmi Simpson e Common. E além destes, são vários os atores famosos fazendo pontas, como Ray Liotta, Mark Wahlberg, Mila Kunis, James Franco, William Fichtner, Mark Ruffalo, Kristen Wiig e Leighton Meester.

Uma Noite Fora de Série não vai mudar a vida de ninguém. Mas é uma boa opção para uma sessão de cinema descompromissada.

Simplesmente Complicado

Simplesmente Complicado

A ideia era boa: uma comédia romântica usando os veteranos Meryl Streep, Alec Baldwin e Steve Martin. Pena que o resultado ficou a desejar…

Jane, bem sucedida profissionalmente, mantém uma relação amigável com seu ex, pai de seus três filhos, de quem está separada há dez anos. Até que um dia, ela tem uma “recaída” e eles começam a se ver de novo. Detalhe: ele está casado com uma outra bem mais nova. Detalhe 2: a separação aconteceu porque ele começou a ter um caso com a atual esposa.

Vejam bem, Simplesmente Complicado não é um filme ruim. É que, não sei vocês, mas heu esperava mais.

Escrito, produzido e dirigido por Nancy Meyers (de Alguém Tem Que Ceder e O Amor Não Tira Férias), Simplesmente Complicado foi vendido como uma comédia. E tem poucos momentos engraçados. E, pra piorar, o filme é longo, são mais de duas horas!

Sobre o elenco, Meryl Streep está ótima, como sempre. Alec Baldwin, que era um galã meio canastrão nos anos 80 (época que era casado com a então gostosona Kim Basinger), atualmente está bem cotado pelo seu bom personagem na sitcom 30 Rock, e aqui também está bem. Já Steve Martin parece que está no filme errado… Seu papel é sério, deu saudade dos bons tempos, quando ele era um dos atores mais engraçados de Hollywood.

O filme é correto. Tecnicamente bem feito, tem boas atuações, e vai emocionar o público alvo nos momentos-chave. Só que poderia ser melhor, bem melhor…

A Proposta

A Proposta

Mais uma comédia romântica!

Uma poderosa e cruel executiva de uma editora de livros se vê ameaçada de deportação, pois é canadense e não tem o green card. Por isso, ela resolve forçar o seu assitente a se casar com ela.

Hummm… Já vimos esta história antes, né? Um casamento forjado para conseguir um green card, mas no fim eles acabam gostando um do outro – essa não era a trama de Green Card – Passaporte Para o Amor, com Gerard Depardieu e Andie McDowell?

Mas comédia romântica é isso aí. A ideia pode ser repetida, desde que funcione. E A Proposta é eficiente em sua proposta (trocadilho horrível, hein?). Uma comédia romântica das boas, daquelas onde, perto do fim, tudo vai dando errado para o casal, mas quando acaba, tudo está bem!

O casal protagonista está bem, mas tem uma coisa que não gostei. Sandra Bullock, com seus quarenta e poucos anos, está coerente no papel de alta executiva. Já Ryan Reynolds, com trinta e poucos, achei um pouco velho para ser o assistente capacho – principalmente se a gente pensar no seu passado e na sua família…

Mas isso não vai atrapalhar a diversão dos fãs de comédias românticas.  Dirigido por Anne Fletcher, A Proposta ainda conta com Mary Steenbrgen, Craig T. Nelson e Malin Akerman no elenco. Mas o único nome que chama a atenção é Oscar Nuñez, do seriado The Office, que interpreta o polivalente e engraçado Ramone.

Filminho leve, pra ver ao lado da patroa, se distrair e depois esquecer…