Angel-A

Angel-A

Inspirado pela recente visita de Rie Rasmussen ao Rio para o lançamento de Human Zoo, resolvi rever Angel-A, que vi no Festival do Rio de alguns anos atrás. O filme não passou nos cinemas daqui, mas o dvd já foi lançado – e o meu está autografado pela Rie!

André é um cara todo errado. Baixinho, feio, deficiente físico, deve dinheiro para todo mundo e só se mete em roubadas. Aí surge Angela, uma loira de 1,80m e corpo de modelo, que muda a sua vida.

O grande trunfo do filme é seu casal protagonista. Jamel Debbouze (que esteve em O Fabuloso Destino de Amelie Poulan) está ótimo como o looser André. E Rie (que também fez Femme Fatale), linda como sempre, arrasa em seu curtíssimo vestidinho preto. É um casal completamente improvável, e a química entre os dois está perfeita.

Angel-A foi dirigido por Luc Besson em 2005. Besson passou seis anos sem dirigir nenhum filme (desde Joana D’Arc, de 99). Não sei o que o fez ficar tanto tempo sem se sentar na cadeira de diretor, mas, como fã de filmes como Subway, Imensidão Azul, Nikita, O Profissional e O Quinto Elemento, espero que ele não pare de novo!

A fotografia do filme, toda em p&b, traz cenas belíssimas. E o astral do filme é ótimo. Besson abandonou o estilo “ação estilizada” que tem usado muito nos filmes que produz (como Taxi ou Carga Explosiva), e fez um filme de pouca ação, poucos efeitos especiais e uma reflexão sobre o bem e o mal, sobre como o ser humano pode ser melhor.

Não é para qualquer um, não é para qualquer hora. Mas, no clima certo, é um ótimo filme!

Livro de Sangue

Livro de Sangue

Apareceu nas lojas, sem nenhum alarde, um novo filme de terror, este Livro de Sangue. Até aí, nada demais. Até a gente ler que se trata de uma história de Clive Barker!

A trama mostra uma escritora e professora ligada a assuntos paranormais que investiga uma casa supostamente assombrada, com a ajuda de um aluno também com poderes paranormais.

O nome Clive Barker surgiu na literatura como “o novo Stephen King”. King sempre foi um bom nome nos livros, mas no cinema, suas adaptações quase sempre fracassam (com algumas honrosas excessões). Aí surgiu o excelente Hellraiser, escrito e dirigido por Barker. Uau! O novo escritor de terror também faz cinema! E o filme é bom! Mas, sei lá por qual motivo, Barker fez pouquíssima coisa pro cinema (como diretor, ele só fez mais dois filmes, Raça das Trevas – Nightbreed e Mestre das Ilusões).

Livro de Sangue, dirigido por John Harrison segue um padrão que existe em quase todas as histórias de Barker: sangue, sexo e dor, ligados a um universo paralelo (como foi em Hellraiser, Nightbreed e The Midnight Meat Train). A diferença aqui é que o tal universo paralelo não é um mundo fantástico e sim o limbo onde ficam as almas.

Livro de Sangue é um pouco lento, mas os fãs do estilo de Barker não vão se decepcionar. Sua estética sadomasoquista está presente, e muito sangue rola na tela. No elenco, ninguém muito famoso: Sophie Ward, Jonas Armstrong e Clive Russell.

O filme é baseado no primeiro conto de uma coleção de livros de terror escritos por Barker. Não acharei estranho se rolarem continuações.

Top 10: Melhores Cenas Depois dos Créditos

Top 10: Melhores Cenas Depois dos Créditos

Uêba! O Top 10 mais divertido da internet está de volta!

Vamos recapitular: até agora já foram seis Top 10: filmes de zumbi, estilos dos anos 80, filmes com nomes esquisitos, filmes sem sentido, personagens nerds e melhores vômitos. Visitem!

Hoje resolvi selecionar cenas depois dos créditos. Sabe quando acaba o filme e quase todos se levantam e saem da sala do cinema, mas sempre tem aquele mané que espera acabarem as letrinhas antes de ir embora? Bem, heu sou um desses caras.

Muitas vezes vale a pena esperar. Já vi cenas legais que muita gente não viu.

Aqui está listado o meu “Top 10 das melhores cenas depois dos créditos”.

Cuidado! Como estamos falando de cenas depois dos créditos, possivelmente rolarão spoilers.

Como sempre, em ordem cronológica.

– Apertem os Cintos, O Piloto Sumiu (1980)

Lembram do passageiro do táxi do início do filme? Ele ainda está esperando o motorista voltar…

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/02/19/apertem-os-cintos-o-piloto-sumiu/

– O Enigma da Pirâmide (1985)

Rola uma breve cena que pouco tem a ver com o filme, mas tem tudo a ver com a mitologia sherlockiana: a origem de um tal professor Moriarty.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/08/21/o-enigma-da-piramide/

– Curtindo a Vida Adoidado (1986)

Acabam os créditos e Ferris Bueller aparece olhando para a tela, dando uma bronca no espectador: “O que vocês ainda estão fazendo aí? Vão para casa!”

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/08/10/curtindo-a-vida-adoidado/

– Dois Velhos Rabugentos (1993)

A melhor parte do filme é quando acaba, e rolam várias piadas e erros de gravação. A ideia funcionou tão bem que fizeram o mesmo na continuação.

– Austin Powers 2 – O Agente Bond Cama (1999)

Acabam os créditos e descobrimos que ninguém resgatou Mustafa, o personagem de Will Ferrell que, inclusive, pede ajuda aos espectadores que ainda estão no cinema.

– Rock Star (2001)

Mark Wahlberg interpreta o vocalista de uma banda de hard rock. Durante os créditos o vemos no palco no momento que soltam um hip hop gravado por ele mesmo, na época que ele era o rapper Marky Mark.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/02/03/rock-star/

– Monstros S.A. (2001)

Alguns desenhos da Pixar têm cenas depois dos créditos com “erros de gravação”. Não tenho certeza, mas acho que isso começou com “Vida de Inseto”. Mas os erros de “Monstros S.A.” são mais divertidos!

– Shrek 2 (2004)

Só quem ficou mais um pouco no cinema viu o dragão fêmea voltar e conheceu os filhos do Burro.

– X-Men 3 (2006)

Prof. Xavier realmente morreu? E Magneto realmente perdeu os poderes? Quem viu até o fim sabe as respostas.

– Homem de Ferro (2008)

Que tal contratar um ator famoso para aparecer só numa cena depois dos créditos? Isso acontece em “Homem de Ferro”, quando Samuel L. Jackson aparece numa cena que soa como propaganda de uma nova franquia que aparecerá nos próximos anos.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/02/12/homem-de-ferro/

Em breve: Top 10 dos maiores massacres do cinema!

500 Dias Com Ela

500 Dias Com Ela

Mais uma comédia romântica nos cinemas…

Como o cartaz explica: Tom (Joseph Gordon-Levitt, de Killshot) conhece Summer (Zooey Deschanel, de Fim dos Tempos), ele se apaixona, ela não. E o filme mostra, num interessante modo não-linear, como foram os 500 dias entre os dois.

A estrutura do filme dirigido pelo estreante Marc Webb é interessante, os dias vão e vêm, e antes de cada cena temos um contador mostrando quantos dias já se passaram. Aliado a isso, temos alguns lances geniais, como o momento musical (com direito a coreografia no parque e um passarinho em desenho animado), ou quando a tela é dividida, mostrando a diferença entre a expectativa e a realidade.

A crítica está falando deste filme como uma comédia romântica diferente. Ora, não achei diferente, aliás, é bem “normal” – chega até a ser chatinho em alguns momentos. Comédias românticas seguem quase sempre a mesma linha, com pouquíssimas variações. A única diferença aqui é que Summer, desde o início, deixa sempre claro que não quer saber de nada! Ou seja, fica difícil torcer por um final água-com-açúcar para o casal romântico.

O nome da personagem principal, Summer, faz um bom trocadilho com o intraduzível título do filme (500 days of  Summer/ 500 dias de verão). E traz um outro bom trocadilho para o fim para o filme.

Dolan’s Cadillac

Dolan’s Cadillac

Filme de terror baseado em Stephen King, estrelado pelo Christian Slater? Ok, vale a pena ver qualé.

A vida do casal Robinson (Wes Bentley, de Beleza Americana) e Elizabeth (Emanuelle Vaugier) vira do avesso quando acidentalmente ela presencia uma das transações do mafioso Jimmy Dolan (Slater), que trabalha com tráfico de mulheres.

Achei o filme uma grande decepção. Por que? Pelo nome “Stephen King” nos créditos.

A primeira coisa que pensamos é num filme de terror, como a maioria das histórias de King. E com um carro no título, nos lembramos do clássico Christine, o Carro Assassino!

Nada, o carro é apenas o meio de transporte. E o filme não é de terror, e sim uma história de vingança.

Aí vem outra decepção pelo mesmo motivo: um dos melhores filmes de vingança da história é Um Sonho de Liberdade, também baseado em Stephen King. A vingança que rola aqui em Dolan’s Cadillac é até interessante, mas, comparado com aquele filme, fica a léguas de distância!

Para piorar, o filme é um pouco longo, porque quase nada acontece. Li na internet que é baseado num conto do livro Nightmares and Dreamscapes. Bem, houve um seriado Nightmares and Dreamscapes, com histórias de quarenta minutos. Talvez fosse o caso aqui, em vez de um longa-metragem.

Só recomendado para os pouco exigentes!

Offspring

Offspring

Outro dia um amigo meu me disse que heu vejo muitos filmes esquisitos. É verdade, confesso que gosto de filmes esquisitos. Este Offspring é um desses.

Uma pacata família é atacada por um grupo de canibais selvagens que vive em cavernas ao longo da costa, na Nova Inglaterra, perto da fronteira entre EUA e Canadá.

Dirigido pelo desconhecido Andrew van den Houten, o filme é baseado no livro homônimo de Jack Ketchum. Confesso que nunca tinha ouvido falar de Ketchum. Pesquisei na internet, e descobri existem outros três filmes recentes adaptados dos trabalhos de Ketchum: The Lost, The Girl Next Door e Red. Pelo que li, estes filmes são ainda mais perturbadores que Offspring!

A produção do filme é meio vagaba, e não tem nenhum ator conhecido. E os figurinos dos canibais estão tão caricatos que parecem piada. Me lembrou minha época de locadora, quando existiam os “filmes de apoio”, produções modestas (e baratas) que eram lançadas em pacotes junto com os “filmes de ponta”.

Muita violência, muito sangue, muito gore. Aqueles que curtem não vão se decepcionar.

Admito que o filme é corajoso ao colocar crianças no meio das cenas de gore. Mas heu, particularmente, não curto muito isso…

Sex Drive – Rumo ao Sexo

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Sex Drive – Rumo ao Sexo

Já que falei outro dia de Eurotrip, vou continuar no mesmo estilo com este Sex Drive – Rumo ao Sexo.

Um jovem, ainda virgem, conhece uma menina pela internet, e por isso rouba o carro do irmão mais velho para viajar até ela.

Sim, trata-se de mais um filme de road trip adolescente, com direito a todos os clichês possíveis. E, como falei antes, deve ser visto como tal. Se o espectador for procurando um filme sério, vai se decpecionar! Agora, se a ideia for deixar o cérebro de lado, o filme é até divertido…

Aliás, falando em deixar o cérebro de lado, a versão que heu vi foi a “unrated extended edition”, talvez um pouco longa demais (pouco mais de duas horas), mas em compensação com várias cenas extras incluídas – boa parte completamente dispensável (mas como, antes do filme começar, o diretor aparece dizendo que esta versão tem estas cenas desnecessárias, e recomenda que se veja a outra versão, então não podemos reclamar). Você conhece a expressão “nudez gratuita”? Pois bem, nesta edição unrated, a nudez gratuita é literal: foram incluídas algumas cenas com mulheres nuas, numa montagem tosca de chroma-key. Tipo assim, tá rolando a cena, e você vê uma mulher pelada passando na frente da tela! (Para as meninas: sim, também rolam alguns homens pelados…)

O elenco é encabeçado pelos desconhecidos Josh Zuckerman, Amanda Crew e Clark Duke. Mas tem dois nomes interessantes entre os coadjuvantes: James Marsden (trilogia X-Men, Hairspray, Encantada) está ótimo como o irmão mais velho valentão; e Seth Green (o filho do Dr Evil nos filmes Austin Powers) como um amish. Isso, claro, sem contar com a bonitinha Katrina Bowden, a Cerie de 30 Rock.

Enfim, mais uma opção para aqueles dias que não queremos pensar.

V

V

Nos anos 80, passou aqui no Brasil uma minissérie de ficção científica chamada V – A Batalha Final, que contava uma invasão de alienígenas que a princípio se mostravam bonzinhos, para depois se revelarem vilões. Bem, este V é a refilmagem daquela minissérie.

Não tenho condições de comparar as duas versões, porque sinceramente não me lembro dos detalhes da original. Mas posso dizer que esta nova versão funciona bem. A trama é envolvente e os efeitos especiais são muito bons. No elenco, Elisabeth Mitchell (de Lost), Joel Gretsch, Morris Chestnut, Scott Wolf e a carioca Morena Baccarin como Anna, a líder dos alienígenas.

Tem uma coisa no áudio original me incomoda um pouco: os extra-terrestres são chamados de “v” (de “visitors”). Mas, ora, atualmente, no mundo das séries de tv, “v” é a poderosa droga feita de sangue de vampiros em True Blood…

A série começou bem, já tivemos dois bons episódios. Espero que mantenham o pique!

p.s.: Aqui tenho uma crítica semelhante à feita no post de 2012. A rede ABC fez uma campanha publicitária mostrando naves alienígenas em várias cidades do mundo, inclusive o Rio. Acho muito legal incluirem o Rio nas campanhas gringas. Mas, vem cá, custava ter escrito com a gramática formal, “Vá com Deus”, em vez do coloquial “Vai com Deus”?

2012

2012

Mais um filme catástrofe de Roland Emmerich, o mesmo diretor de Independence Day e O Dia Depois de Amanhã. Conheço gente que detesta o estilo exagerado do diretor alemão, mas confesso que heu gosto!

A trama é desculpa pra mostrar destruição, claro. A estrutura, inclusive, é bem parecida com já citado O Dia Depois de Amanhã: cientistas descobrem que “o bicho vai pegar”, e acompanhamos alguns sobreviventes no meio do caos. Desta vez, explosões solares causam um bombardeio de neutrinos (seja lá o que forem neutrinos) que agem como microondas na crosta terrestre. Resultado: literalmente, o fim do mundo acontecerá em breve.

Podemos analisar o filme sob dois aspectos. No lado dos personagens, o filme é meloso e afundado em clichês. Clichês tão óbvios que chegam a incomodar. O pai divorciado com problemas para reconquistar os filhos, o cientista com remorsos pela quantidade de gente que está morrendo, o superior sem escrúpulos, o milionário individualista… Podemos adivinhar quase todo o roteiro!

Agora, se a gente pensar no filme como um retrato da destruição do planeta, aí o filme é sensacional. Algumas cenas são de tirar o fôlego, e os efeitos especiais estão excelentes! Poucas vezes vimos tanta destruição tão bem feita. Terremotos, vulcões, maremotos, tsunamis… A lista é grande, e está tudo bem retratado.

Aliás, tem uma cena engraçada para o público brasileiro, especialmente se for daqui do Rio. No meio das destruições, alguém fala que toda a América do Sul foi devastada por terremotos. Aí falam sobre uma gravação feita pela “Globo News”, que é aquela onde o Cristo Redentor aparece caindo, que aparece no trailer! Legal!

(Mesmo assim, ainda achei mais impressionantes as cenas de catástrofe do filme Presságio. Aqui em 2012, as cenas são excelentes, mas é uma evolução do que já vem sendo feito há anos; lá, em Presságio, o ponto de vista mudou, a câmera está dentro da catástrofe. Se você gosta deste estilo e ainda não viu, corra, já está nas locadoras!)

O sempre eficiente John Cusack lidera o elenco, que ainda conta com Chiwetel Ejiofor, Amanda Peet, Thandie Newton, Oliver Platt, Danny Glover e um inspirado (e exagerado) Woody Harrelson. Ninguém se destaca, afinal, são todos coadjuvantes. O principal aqui são os efeitos de destruição.

Enfim, para aqueles que querem uma história bem construída, vejam outro filme. Mas se você quiser ver destruição, vá ao cinema! Sim, cinema, tela grande, este filme não merece download!

p.s.: A bola fora ficou com este poster mostrando o Rio sendo destruído. Admito que o poster ficou bem legal, assim como admito que achei uma honra terem escolhido o Rio de Janeiro na divulgação de um filme blockbuster como este. Mas…

– As ondas vêm de dentro da Baía da Guanabara. Errado! Deveriam vir do outro lado! O maremoto começou na região serrana? Ou em Paquetá???

– O Cristo tá uns 300 metros acima do Pão de Açucar. Se a onda bater no Cristo, não existe mais Pão de Açucar!

– O Cristo fica de frente pro Pão de Açucar. O que diabos fez a montanha inteira ficar de lado? E ainda com um monte de gente em cima???

Eurotrip – Passaporte Para a Confusão

eurotrip

Eurotrip – Passaporte Para a Confusão

Outro dia li uma discussão no orkut sobre filmes, e um pessoal defendia ardorosamente este Eurotrip. Fiquei curioso e fui ver.

Eurotrip conta a história de um jovem que, depois de levar um fora da namorada, resolve ir para a Europa junto com amigos de escola, atrás de sexo, drogas e farra. Ou seja, nada de novo.

Sim, é tudo clichê. Mas, como costumo sempre dizer, quem vai assistir um filme desses não procura um novo Cidadão Kane, né? O filme, dentro do que se espera, é até divertido e tem seus bons momentos.

Num elenco encabeçado por rostos desconhecidos, temos alguns nomes legais em papéis menores, como Matt Damon, Lucy Lawless, Vinnie Jones e Kristin Kreuk (de Smallville).

Pelo menos teve uma coisa que gostei aqui: o filme mostra clichês negativos e exagerados de personagens que nem sempre são retratados negativamente. Os ingleses fãs de futebol estão hilários!

Enfim, para se ver com o cérebro de lado.