Um Lobisomem na Amazônia

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Um Lobisomem na Amazônia

Finalmente consegui ver Um Lobisomem na Amazônia, depois da tentativa frustrada de terça!

A trama: um grupo de jovens da cidade grande está na Floresta Amazônica atrás de experiências com o Santo Daime. Ao mesmo tempo, um misterioso cientista faz experiências genéticas. E ainda tem um grupo de amazonas, todas com os seios de fora. E isso sem contar com o lobisomem do título!

Trata-se de um legítimo Ivan Cardoso. O diretor de pérolas como As Sete Vampiras e O Segredo da Múmia mantém o seu estilo de “terrir” como sempre. Personagens caricatos, roteiros com situações absurdas e muita mulher pelada, tá tudo lá!

Ivan Cardoso é um caso único no cinema nacional. Seus filmes são sempre com o mesmo estilo trash. Quem curte, não vai se decepcionar. Pena que não é para qualquer um…

O elenco está bem, pelo menos dentro da proposta caricata “ivancardosiana”. Evandro Mesquita lidera um elenco que conta com o espanhol Paul Naschy como o dr Moreau e o trio Danielle Winnits, Djin Sganzerla e Karina Bacchi com pouca roupa. Nuno Leal Maia (num papel que às vezes lembra o Paulo Silvino) e Tony Tornado fazem uma boa dupla de alívio cômico. E ainda rola o Sidney Magal numa sensacional participação especial fazendo um sacerdote inca cantor, numa das melhores cenas do filme.

Mas nem tudo funciona. Sei lá, parece que falta alguma coisa. Sabemos que este filme teve problemas no lançamento – ele é de 2005, e só foi lançado agora em novembro de 2009. Me parece que sofreu cortes pelos produtores. São vários os elementos no roteiro que não foram bem explorados – até o próprio lobisomem está sub-aproveitado! Me lembro de uma entrevista com o Ivan Cardoso onde ele falava que tinha um filme pronto e ainda não lançado onde a Karina Bacchi aparecia nua. Bem, Karina é a única das três que não mostra nada… Será que não vai rolar um “director’s cut” um dia?

Enfim, se você curtiu outros filmes do diretor, vai se divertir. Mas se não viu, recomendo começar por um dos dois citados no terceiro parágrafo…

Um Lobisomem na Amazônia – Primeira tentativa

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Um Lobisomem na Amazônia- Primeira tentativa

Ontem, terça à noite, chovendo, fui até Botafogo, para o único cinema na cidade onde passava “Um Lobisomem na Amazônia”.

Comprei o ingresso, entrei na sala quase vazia (tinham mais dois espectadores) e esperei começar a sessão. As luzes se apagaram, passou o trailer de “Lua Nova”, e, de repente, tudo ficou muito escuro e silencioso.

O apagão tinha começado…

Voltei para casa sem conseguir ver o novo filme do Ivan Cardoso… Vou ter que tentar outro dia!

Ray

Ray

Ray

Vocês acreditam que heu ainda não tinha visto Ray? Me lembro que uma vez comecei a ver, na tv a cabo. Mas heu precisava sair de casa, então coloquei o gravador de dvd pra gravar o resto do filme. A gravação deu pau, e acabou que esqueci de tentar ver depois…

Até que outro dia heu conversava com meu amigo Wagner Vallim e ele falou deste filme. E por uma agradável coincidência, dois dias depois vi um dvd duplo gringo com a versão estendida para vender por dez reais. Comprei sem pensar duas vezes!

O filme mostra a carreira de Ray Charles, dos 19 aos 49 anos (o diretor achou que depois disso a carreira de Ray só teve sucessos e nenhum conflito). Conhecemos de perto a personalidade de Ray, seu gênio musical, seus problemas com drogas, suas mulheres, seu trauma de infância pela morte do irmão.

O diretor Taylor Hackford fez um excelente trabalho ao levar a genialidade de Ray Charles para as telas. Conseguimos entender claramente como a percepção musical de Ray era mais aguda devido à sua cegueira. E acompanhamos o início de sua carreira e todos os problemas que surgiram com o seu crescente envolvimento com as drogas, enquanto vemos flashbacks de alguns momentos marcantes de sua infância.

Mas o grande nome do filme é o do ator Jamie Foxx, que usava uma prótese nos olhos que o deixava cego de verdade por até 14 horas por dia, e ainda usava o resto do dia para praticar piano – o que aparece na tela foi tocado pelo próprio ator. Foxx incorporou o músico de maneira tão impressionante que isso inclusive lhe rendeu um Oscar de melhor ator.

O filme é um pouco longo, principalmente a versão estendida que heu vi, com quase três horas (a versão dos cinemas tem pouco mais de duas horas e meia). Mesmo assim, não é chato em momento nenhum. O filme é envolvente, e a boa música ajuda a fluir fácil.

Infelizmente, Ray Charles faleceu alguns meses antes da estreia. Pelo menos deu tempo para ele “ver” uma cópia antes de ficar pronto. (Sim, sei que soa estranho um cego ver um filme. Mas tenho um amigo cego que me garante que vê vários filmes!)

Enfim, um filmão, principalmente para aqueles que curtem piano, assim como este que vos escreve!

Supernatural S05E08 – Changing Channels

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Supernatural S05E08

Comecei a acompanhar Supernatural meio que por acaso. Heu ainda acompanhava as séries pela tv a cabo (hoje faço download de tudo), e anunciaram que iam reprisar toda a segunda temporada. Comecei a ver os episódios e gostei logo de cara da série, que explorava terror mas sempre usando bom humor e histórias inteligentes. Na época, os episódios eram soltos, não eram tipo novela como hoje.

Aos poucos, a série começou a contar uma história mais consistente. Se antes os irmãos trabalhavam em seus assustadores casos isolados entre si, a trama começou a contar cada vez mais com a presença de demônios. E depois apareceram anjos na história. E agora o Apocalipse está começando.

Nesta quinta temporada, da qual já falei aqui, Lúcifer está à procura de um corpo humano. E Miguel, o anjo (que ainda não apareceu), também já deu sinais de que vai aparecer. E tudo indica que Lúcifer e Miguel querem os irmãos Winchester como “recipientes” – na quarta temporada, Sam Winchester se envolveu com demônios, enquanto Dean Winchester, com anjos.

Finalmente chegamos ao oitavo episódio desta temporada. Depois de um sétimo episódio fraco (não foi ruim, mas se fosse tirado da temporada, não ia fazer falta), o novo episódio traz de volta o Trickster, que foi responsável por um dos melhores episódios até então. Na terceira temporada, Sam cai numa espécie de armadilha, onde a cada dia acorda no mesmo dia e vê o seu irmão morrer de uma maneira diferente. Sim, como aquele filme “Feitiço do Tempo”, onde Bill Murray sempre acordava no mesmo dia e repetia as mesmas rotinas, neste episódio Sam segue todos os dias vivendo um dia igual, onde a única coisa diferente é a maneira como Dean morre (aliás, as mortes são sensacionais!).

Claro que a volta do Trickster não seria apenas “mais um episódio”. Se antes as referências eram um filme, agora o Trickster joga os irmãos dentro de seriados de tv. Vemos os irmãos numa sitcom, num drama médico estilo Grey’s Anatomy, num game show japonês bizarro, num policial igual a C.S.I. (com direito aos óculos escuros do David Caruso), e até numa nova versão de A Supermáquina.

Uma das coisas que mais gosto em Supernatural é que o seriado sabe muito bem usar as referências ao universo pop, sempre de uma maneira bem-humorada – apesar de passar longe da comédia. E, neste episódio em particular, as referências são geniais!

E o melhor de tudo: apesar das piadas referenciais com o universo das séries de tv, o episódio não deixou a trama desta temporada de lado. A grande história por trás, sobre o possível (e provável) conflito entre os irmãos está lá, bem encaixado no roteiro do episódio.

Supernatural não tem o hype de um Lost ou um FlashForward. Mas, vou te falar que esta temporada promete, a ponto de achar difícil as séries badaladas serem melhores!

Atividade Paranormal / Paranormal Activity

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Atividade Paranormal / Paranormal Activity

Outro dia li na internet sobre um tal “filme mais assustador da história”. Não gosto muito deste tipo de hype, mas mesmo assim resolvi conferir. Trata-se de mais um filme no estilo que costumo chamar de “reality cinema”: cara de amador, câmera na mão, filmado pelos próprios atores, como se aquilo tivesse acontecido de verdade.

Conhecemos o casal Micah e Katie. Katie convive com uma entidade que a assombra desde a infância. Micah então compra uma câmera de vídeo para tentar filmar o que está acontecendo. Paranormal Activity é o resultado desta filmagem.

Mas, sabe qual é o pior problema aqui? Esse papo de “encontraram uma gravação caseira contando uma história que aconteceu de verdade” não convence mais ninguém. Sem procurar pela internet, me lembro de pelo menos outros seis filmes com a mesma premissa: Aconteceu Perto de Sua Casa (92), A Bruxa de Blair (99), Zombie Diaries (06), [REC] (07), Diário dos Mortos (07) e Cloverfield (08), isso porque não estou falando de Quarentena, refilmagem de [REC]. Alguém ainda consegue “comprar” a ideia?

Confesso que o hype também atrapalha um pouco. O filme tem seus momentos assustadores, mas o próprio estilo de “cinema verdade” impede o uso de muitos artifícios como efeitos visuais ou sonoros. Ou seja, quem for ao cinema procurando o tal “filme mais assustador da história pode se decepcionar.

Mesmo assim, o filme ainda tem os seus bons momentos, como a cena do tabuleiro Ouija, por exemplo.

Resumindo: um filme interessante, mas nada muito essencial.

A Órfã

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A Órfã

Nada como um bom filme de terror, não acham? Daqueles que não subestimam a inteligência da platéia, usam bons atores e têm uma trama bem montada. A Órfã é assim.

Um casal que acabou de perder um bebê ainda na barriga resolve adotar Esther, uma adorável e inteligente órfã de 9 anos. O que eles não sabem é que Esther não é uma menina comum.

Isabelle Fuhrman, que interpreta a pequena Esther, é o grande nome do filme. A menina é sensacional! Esther é uma das crianças mais sinistras da história do cinema! E o resto do elenco também está bem, com o casal Vera Farmiga (Os Infiltrados) e Peter Sasgaard (A Chave Mestra) e as crianças Aryana Engineer e Jimmy Bennett.

O diretor Jaume Collet-Serra, que antes fez o fraco Casa de Cera, desta vez acertou a mão. O filme consegue segurar duas horas de tensão, e sem precisar apelar pro gore. E, ainda por cima, tudo na trama é crível.

Filmão. E assustador!

Bohemian Rhapsody – Queen

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Bohemian Rhapsody – Queen

Outro dia falei aqui do video de Thriller, do Michael Jackson, considerado o melhor videoclipe da história por muitos (inclusive por mim).

Sim, aquele é o melhor. Mas quem começou isso? Qual foi o primeiro videoclip da história?

Tem gente que considera que os filmes dos Beatles (como “Os Reis do Iê-Iê-Iê”) foram o início. Afinal, era filmes feitos para as músicas do disco. Mas se tratavam de longa-metragens. Pelo menos até onde sei, a primeira vez que foi feito um filminho para uma única música foi com Bohemian Rhapsody, do Queen.

Acredito que todos no planeta conheçam esta música (pelo menos todos com idade para ler um blog). A música é sensacional, uma das melhores já compostas e gravadas até hoje por uma banda de rock. Tem vários climas diferentes, o arranjo é muitíssimo bem elaborado, e a parte vocal é quase inigualável até hoje – e isso foi gravado no início dos anos 70, há mais de 35 anos!

E o vídeo?

Revi este vídeo esta semana. Bem, o vídeo é tosco, claro. Mas criativo. Nas partes com aquele vocal mais “cheio”, a imagem é repetida na tela como se fossem vários “fantasmas” cantando junto.

Vemos alternadamente trechos dos quatro cantando, formando um losango como aquele da imagem, e trechos do quarteto tocando. Simples assim.

E fez-se história!

Lunar / Moon

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Lunar / Moon

Sabe quando um filme já nasce cult? É o caso deste Lunar / Moon.

No futuro, a energia usada no planeta é extraída através de escavações no lado escuro da lua. Uma companhia de mineração tem um único funcionário tomando conta de uma base, por um longo e solitário período de 3 anos.

Trata-se de uma ficção científica, mas diferente do habitual, é um filme mais cerebral, na onda de 2001, de Stanley Kubrick. Aliás, Lunar / Moon está sendo comparado direto com 2001, inclusive porque ambos têm um computador de voz humana como um dos personagens principais.

É complicado falar da trama de Lunar / Moon sem entregar spoilers. Apenas posso dizer que o roteiro é redondinho e a história funciona muito bem.

Um dos trunfos de Lunar / Moon é o ator Sam Rockwell na pele do solitário Sam Bell. Rockwell está fantástico, se esse filme não fosse tão alternativo, acredito que ele seria indicado a alguns prêmios como melhor ator. E, claro, não podemos nos esquecer do auxílio luxuoso de Kevin Spacey como a voz de GERTY, o computador que cuida da base. Aliás, um detalhe genial sobre o computador é que a única expressão que ele tem além da voz de Spacey é uma telinha onde ele mostra “smileys” – 😀

Lunar / Moon me lembrou o recente filme japonês O Clone Volta Para Casa, que passou no último Festival do Rio. Ambos são “ficção científica cabeça”, e têm mais coisa em comum na trama. Mas preferi o americano…

Este é o primeiro longa de Duncan Jones, filho de um tal de David Bowie. O garoto promete!

A Volta do Todo Poderoso

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A Volta do Todo Poderoso

Vocês se lembram de Todo Poderoso, aquele filme onde o Jim Carrey ganhava poderes de Deus, vivido por Morgan Freeman? Bem, nem todos se lembram que Steve Carell era coadjuvante naquele filme. E Carell volta ao mesmo papel, ao lado do mesmo Morgan Freeman, neste A Volta do Todo Poderoso.

Evan (Steve Carell) recebe de Deus (Freeman) a tarefa de construir uma arca, como a de Noé. A partir daí, animais, sempre em dupla, passam a seguí-lo e bagunçar a sua vida.

Dirigido pelo mesmo Tom Shadyac do primeiro filme, A Volta do Todo Poderoso não é lá grandes coisas, principalemente por se tratar de uma continuação sem o ator principal do filme original. Mesmo assim não chega a ser um filme ruim, algumas cenas são até engraçadas – heu gostei da dancinha que Evan faz! No elenco, além dos já citados, ainda temos  Lauren Graham e John Goodman.

Ainda fazem filmes com cara de sessão da tarde…

Alma Perdida

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Alma Perdida

Admito, sou um cara teimoso. Todas as críticas relativas a este filme eram negativas. Todo mundo falou mal! Mas sou teimoso e gosto do estilo. Por isso, lá fui heu assistir mais um filme ruim.

Uma jovem começa a ter visões e pesadelos, e descobre que está sendo assombrada por um dibbuk, uma entidade maligna do ocultismo judaico.

A história é fraca e confusa. E achei todos os sustos forçados.

Uma das poucas coisas boas de Alma Perdida é sua protagonista, Odette Yustman, que além de ser bonitinha, funciona para o que o papel pede. Só é uma pena que ela não tira a roupa, apenas fica de roupa de baixo…

E sim, Gary Oldman está no elenco, mas num papel menor, e não consegue salvar o filme.

Enfim, desnecessário.