Top 10: Stop Motion


Top 10: Stop Motion

Stop Motion é aquele estilo de animação onde modelos são fotografados quadro a quadro. Quando heu era criança, a gente chamava de “animação de massinha”.

Hoje em dia, o stop motion é pouco usado, porque é muito mais fácil fazer tudo no computador. Mas se a gente pesquisar, até pouco tempo atrás muitos filmes usavam stop motion corriqueiramente nos seus efeitos especiais – de Guerra nas Estrelas (o jogo semelhante a xadrez dentro da Millennium Falcon) a Jurassic Park (parte dos dinossauros era stop motion usando modelos em tamanho natural!).

Provavelmente o maior nome na história do stop motion é Ray Harryhausen, citado algumas vezes no Top 10. A imagem que abre o post é uma homenagem que o filme Monstros S.A. fez a ele – o restaurante onde Mike Wazowski leva Celia se chama Harryhausen! Detalhe: Monstros S.A. não tem nada de stop motion…

Para a lista abaixo, peguei dois tipos diferentes de filme. Alguns são longas de animação feitos inteiramente com stop motion. Outros são filmes com atores onde efeitos em stop motion são destaques. Espero ter escolhido os melhores exemplos de ambos os casos!

Vamos aos filmes?

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10. Rudolph – A Rena do Nariz Vermelho (1964)

Abro o Top 10 com este Rudolph – A Rena do Nariz Vermelho, uma forte lembrança dos meus tempos de Sessão da Tarde!

9. Wallace & Gromit – A Batalha dos Vegetais (2005)

Heu particularmente prefiro A Fuga das Galinhas, do mesmo Nick Park. Mas temos que reconhecer que Wallace & Gromit foi até hoje o único longa de stop motion a ganhar Oscar de melhor animação…

8.  Fúria de Titãs (1981)

Ray Harryhausen trabalhou nos efeitos stop motion de alguns grandes filmes de aventura, como este Fúria de Titãs, com Cálibos, Pégaso, Medusa e a corujinha Bubo.


7. King Kong (1933)

Clássico do terror e também da animação, faz uma boa dobradinha com o também clássico O Mundo Perdido, de 1925, inovadores na época ao misturarem atores com stop motion.

6. As Novas Viagens de Simbad (1973)

Décadas atrás existia uma série de filmes do Simbad onde atores contracenavam com criaturas em stop motion, animadas por Ray Harryhausen (Simbad e a Princesa, Simbad e o Olho do Tigre…). As Novas Viagens de Simbad foi o último desses.

5. A Festa do Monstro Maluco (1967)

Dr Frankenstein resolve se aposentar, e promove uma festa para escolher seu sucessor. Entre os convidados, estão Dracula, o Lobisomem, a Criatura e Dr Jekyll & Mr Hyde.

4. Jasão e os Argonautas (1963)

É o filme mitológico mais famoso e importante do Ray Harryhausen, com a Hydra e a famosa cena do exército de esqueletos, citada por Sam Raimi em Evil Dead 3 – Army of Darkness.

3. O Estranho Mundo de Jack (1993)

Jack Skellington, o rei da Cidade do Halloween, descobre o Natal, e resolve sequestrar o Papai Noel e tomar o lugar dele. Genial filme de Henry Selick, com roteiro de Tim Burton.

2. Noiva Cadáver (2005)

Fábula macabra onde um homem é disputado por duas noivas – sendo que uma delas está morta. Tim Burton produziu, escreveu e co-dirigiu (ao lado de Mike Johnson).

1. Coraline e o Mundo Secreto (2009)

E o primeiro lugar fica com a adaptação do livro de Neil Gaiman, também dirigida por Henry Selick. Fofo e assustador ao mesmo tempo, e com uma animação de encher os olhos.

http://blogdoheu.wordpress.com/2009/02/25/coraline-e-o-mundo-secreto/

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Hanna

Crítica – Hanna

Hanna, uma adolescente de 16 criada pelo pai em ambientes inóspitos para ser uma perfeita máquina assassina, vai até a Europa para vingar a morte da mãe.

O que diferencia Hanna das dezenas de filmes de ação por aí é o elenco. A jovem Saoirse Ronan (Um Olhar do Paraíso), faz um ótimo trabalho como a super asassina teen. A menina consegue passar ao mesmo tempo suavidade, inocência e instinto assassino. A oscarizada Cate Blanchet também manda bem como vilã, mas isso não é novidade, ela fez parecido em Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal. O mesmo podemos dizer sobre Eric Bana, que tem alguns filmes assim no currículo (Hulk, Troia).

Mas, se o elenco manda bem, o roteiro gagueja várias vezes. Rolam vários furos, mas antes de falar sobre isso, avisos de spoilers leves.

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

Será que é tão fácil assim fugir de uma super prisão subterrânea da CIA? Por que contratar um cara gordinho e de fora da agência para um serviço complicado? Por que os bandidos demoram a sacar suas armas de fogo? E, pra piorar, a trama me pareceu bastante incoerênte: por que guardar a menina por 16 anos para depois entregá-lá direto para a inimiga? Este era o melhor plano que Erik conseguiu bolar? Por fim: a menina foi preparada para falar várias línguas e caçar animais, mas não sabe o que é energia elétrica? E como ela sabe usar o computador da lan house???

Talvez o problema seja o diretor Joe Wright. Se a gente der uma olhada no seu currículo, vai ver que seus outros filmes são dramas – Orgulho & Preconceito, Desejo & Reparação, O Solista… Sr. Wright, filmes de ação também precisam de roteiros coerentes!

Se você conseguir passar ileso por estes “detalhes”, Hanna é um bom filme…

FIM DOS SPOILERS!

Os Chemical Brothers não fazem uma trilha memorável como o Daft Punk fez em Tron O Legado, mas sua música techno funciona bem nas cenas de correria. Tá, às vezes forçam a barra – não precisava ter luzes piscando na fuga da prisão no Marrocos, por exemplo, aquilo foi só pra cena ter cara de rave. Mas não vou tirar o mérito, a trilha é boa.

O filme traz belas paisagens como cenário, e algumas cenas são bem cuidadas e valem o ingresso, mesmo com todas as incoerências do roteiro. Prestem atenção na cena que Erik é atacado no metrô de Berlim: é filmada em um único plano sequência – desde a externa até a briga em si. Muito legal!

Não sei se Hanna já tem previsão de passar aqui no Brasil – acho que já vi cartazes nos cinemas. Se você curte um bom filme de ação e não se importa com inconsistências no roteiro, este filme é para você.

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Desconhecido

Crítica – Desconhecido

Um homem sofre um acidente de carro ao chegar de viagem em Berlim e fica quatro dias em coma. Quando acorda, descobre que outro homem tomou o seu lugar, e ninguém, nem mesmo sua esposa, acredita que ele é quem diz ser.

O diretor Jaume Collet-Serra, o mesmo do bom A Órfã, sai do gênero terror e faz uma eletrizante ação com seu novo filme Desconhecido (Unknown no original).

Tenho coisas boas e ruins para falar sobre o roteiro. Algumas situações parecem forçadas demais – por exemplo, por que uma imigrante ilegal ia se arriscar tanto? Por outro lado, a reviravolta na parte final é coerente e bem construída, e o ritmo do filme é muito eficiente nas sequências de ação.

Depois do sucesso de Busca Implacável, parece que descobriram que Liam Neeson é bom para filmes de ação, apesar de já estar com 58 anos (fez aniversário semana passada!). Excelente ator, ele aqui está ótimo como o homem que não sabe quem é. Além dele, o bom elenco conta com Diane Kruger (Bastardos Inglórios), January Jones (X-Men Primeira Classe), Aidan Quinn, Bruno Ganz e Frank Langella.

Desconhecido não é um filme perfeito, mas vai agradar os fãs de filmes de ação.

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Howard, o Super Herói

Crítica – Howard, O Super Herói

Lembro que gostei muito deste filme quando vi no cinema, lááá no distante ano de 1986. Mas sempre o vi em listas de piores filmes. Confesso que isso gerava um certo receio de rever. Será que heu ia me decepcionar?

Olha, tenho que admitir: Howard, o Super Herói é bem fraquinho!

Acho que a pior coisa do filme é o roteiro. A trama em si é absurda – olha, heu até “compro a ideia” de um pato como Howard, mas esse papo de “Dark Overlord” invadindo o planeta ficou bizarro demais. Pra piorar, vemos várias cenas patéticas, como toda a sequência do restaurante, por exemplo. Alguns trechos do filme são dignos de uma compilação de piores momentos dos Trapalhões.

Mas nem tudo é de se jogar fora. Os efeitos especiais envelheceram, mas não fazem feio ao lado de outros filmes da mesma época. E a roupa de pato é bem feita, mesmo analisando hoje em dia.

Sobre o elenco, tenho comentários opostos. Por um lado Jeffrey Jones (Curtindo a Vida Adoidado) é uma das melhores coisas do filme, seu personagem, quando “possuído”, parece um cartoon vivo. Por outro lado, Tim Robbins está completamente desperdiçado como um bobalhão sem graça. Lea Thompson, em alta pelo sucesso de De Volta Para o Futuro, não faz feio no papel principal – ela até canta de verdade!

Nem todos sabem, mas Howard, o Super Herói é uma adaptação de quadrinhos da Marvel, em alta hoje em dia por causa de várias boas adaptações – só este ano já tivemos Thor e X-Men Primeira Classe. Mas, ok, o filme é da época que era raro ter um bom filme vindo de quadrinhos…

Pra quem acha que Howard, o Super Herói não serviu pra nada na história do cinema, li uma história curiosa no imdb. O produtor George Lucas estava cheio de dívidas, e apostou alto no filme. Com o fracasso comercial e o prejuízo na conta bancária, Lucas estava na pior. Seu amigo Steve Jobs fez então uma boa proposta pelo seu estúdio de animação por computador – que, anos mais tarde, virou a Pixar. Ou seja, o fracasso de Howard foi indiretamente responsável por filmes como Monstros S.A. e Wall-E.

Continuo fã de Howard, o Super Herói. Mas concordo que ele merece estar nas listas de piores.

Aterrorizada

Crítica – Aterrorizada

Para tudo! Tem filme novo do John Carpenter na praça!

Depois de colocar fogo em uma casa, Kristen (Amber Heard) é internada em uma instituição para doentes mentais, só com meninas da sua idade. Mas um fantasma insiste em assombrá-la.

Explico a empolgação do primeiro parágrafo: desde 2001 John Carpenter não dirigia um longa metragem. E, apesar de seu último filme ter sido meia bomba (Fantasmas de Marte), um cara com o currículo dele merece respeito. Afinal, estamos falando do diretor de Halloween, Christine – o Carro Assassino, Eles Vivem, O Enigma de Outro Mundo, Fuga de Nova York… Não são poucos os filmes bons na carreira!

Mas… Infelizmente, Carpenter ficou devendo. Aterrorizada nem é ruim, mas fica longe de seus melhores filmes…

Como falei, o filme não é ruim. Amber Heard (Fúria Sobre Rodas) faz um bom trabalho liderando o elenco, dividindo a tela com Mamie Gummer, Danielle Panabaker, Laura-Leigh, Lyndsy Fonseca e Jared Harris. O roteiro é “certinho”, alterna bons momentos de tensão com alguns sustos no meio. Os personagens são bem construídos, e a reviravolta no fim é bem sacada, apesar de não ser original.

O problema está aí, em não ser original. A gente já viu esse tipo de filme outras vezes. Como a trama é batida, o filme perde o interesse.

Do jeito que ficou, Aterrorizada está mais próximo de produções baratas pra tv a cabo do que dos clássicos “carpenterianos”. Pena…

Vida longa a John Carpenter! E que volte à velha forma!

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X-Men: Primeira Classe

Crítica – X-Men: Primeira Classe

Já que a onda atual é reboot, vamos ao reboot da franquia X-Men!

Nos anos 60, antes de Charles Xavier e Erik Lensherr usarem os nomes Professor X e Magneto, eles eram amigos, e trabalhavam lado a lado para reunir mutantes e treiná-los para defender o mundo de uma terrível ameaça. Diferenças entre o modo de cada um pensar os tornará os arqui-inimigos que todos conhecemos.

X-Men 3 – O Confronto Final (2006) e X-Men Origins: Wolverine (2009) não foram tão ruins quanto Batman Eternamente (95) e Batman & Robin (97), mas este X-Men: Primeira Classe pode ser tranquilamente comparado com o Batman Begins de 2005. Foi um excelente recomeço da franquia, um blockbuster daqueles que vai agradar tanto os fãs da franquia quanto os “leigos” apreciadores de bons filmes.

Bryan Singer, diretor dos dois primeiros X-Men, foi roteirista e produtor aqui. A direção ficou nas mãos de Matthew Vaughn (também roteirista, ao lado de mais 4 pessoas), o mesmo de Kick-Ass, um dos melhores filmes de 2010. Quando um cara faz um filme bom, costumo guardar o nome dele; se ele faz dois bons seguidos, já entra na minha lista de “diretores que precisamos prestar atenção”… 😉

Tudo funciona redondinho aqui. O roteiro, apesar de ter passado por várias mãos, é bem escrito. Existe um perfeito equilíbrio entre ação, tensão e drama, conseguimos viver os problemas dos personagens, e ao mesmo tempo temos cenas de ação de tirar o fôlego.

O bom elenco também ajuda. Michael Fassbender já tinha mostrado bons serviços em Bastardos Inglórios e Centurião; o mesmo podemos dizer sobre James McAvoy em O Procurado e O Último Rei da Escócia. E ambos estão bem juntos, no desafio que é interpretar personagens que foram de Ian McKellen e Patrick Stewart. Uma coisa muito legal aqui é a ausência de maniqueísmo: sabemos que ambos têm filosofias diferentes (tanto que se tornarão inimigos), mas eles estão lado a lado, e conseguimos “comprar” a ideia de cada um deles.

Fassbender e McAvoy não estão sozinhos. O elenco também conta com Jennifer Lawrence (Inverno da Alma), Rose Byrne (Presságio), Oliver Platt (Amor e Outras Drogas), January Jones (Desconhecido) e um inspirado Kevin Bacon, que faz um excelente  vilão cartunesco, o Sebastian Shaw. Ah, sim, para os fãs da franquia, rolam rápidas participações especiais não creditadas de dois atores dos primeiros filmes.

Falando nos primeiros filmes, talvez aqui esteja a única fraqueza de X-Men: Primeira Classe. Vemos explicações sobre algumas coisas que aparecem nos outros filmes – ou seja, quem não viu, vai ficar se perguntando “por que estão mostrando isso?”. Mesmo assim, gostei de ver coisas como a razão do Professor Xavier ser paraplégico.

A parte técnica também é muito bem feita. O filme se passa nos anos 60, a ambientação de época é perfeita. Os efeitos especiais estão na dose certa, e, pra completar a trilha sonora é muito boa, tanto na parte orquestral quanto na onda psicodélica sessentista.

Mais uma coisa: este filme é da Marvel, mas parece seguir uma linha paralela à que a Marvel traçando com Hulk, Homem de Ferro, Thor e Capitão América. Não rola nem a tradicional ponta de Stan Lee, nem a também tradicional cena depois dos créditos!

Tudo indica que este é o primeiro filme de uma nova série. Aguardemos para ver. Pelo menos o reboot da franquia começou bem.

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O Sobrevivente

O Sobrevivente

Aproveitei o fim de semana para rever o recente clássico oitentista O Sobrevivente, um dos melhores filmes de ação de Arnold Schwarzenegger.

Num futuro totalitário, Ben Richards (Schwarzenegger) é preso injustamente e acaba parando em um programa de tv ao vivo, onde prisioneiros, acompanhados por câmeras, têm que correr por suas vidas, enquanto são perseguidos por “Stalkers”, uma mistura de lutador de telecatch com assassino profissional, contratados pela emissora.

A ideia do filme dirigido por Paul Michael Glaser (que nunca fez outro filme à altura) é muito boa, ainda mais vista hoje em dia. Em 1987 ainda não existiam reality shows, comuns hoje em dia. Ok, ainda não temos mortes ao vivo, mas não duvido que a tv apresente isso em um futuro próximo. Outra coisa que parece bem atual é a manipulação da mídia para aumentar a audiência de programas de tv.

O roteiro de O Sobrevivente, baseado em um livro de Stephen King, é bem bolado e traz algumas frases bem legais e cheias de sarcasmo, como quando Richards corta um Stalker com uma moto-serra e diz “He had to split” (“Ele teve que partir”), ou enforca outro Stalker com arame farpado e diz “What a pain in the neck” (a expressão correspondente em português seria “Que pé no saco”, mas a tradução literal seria “Que dor no pescoço”); ou ainda quando o apresentador Damon Killian diz ao telefone “Give me the Justice Department, Entertainment Division” (“Me chame o Departamento de Justiça, Divisão de Entretenimento”).

Sobre o elenco, O Sobrevivente é daqueles filmes onde tudo é feito para o protagonista. Arnoldão está perfeito, grande, forte e canastrão na dose certa. O resto está lá apenas como coadjuvante: Yaphet Kotto (Alien), Maria Conchita Alonso (Predador 2) e Richard Dawson (veterano de programas de tv).

Os figurinos usados no programa são espalhafatosos, mas funcionam, justamente por se tratar de um programa de tv, combinam até com aquelas dançarinas que ficam fazendo coreografias bregas ao fundo do programa – como acontece nos Faustões da vida (detalhe: as coreografias são da Paula Abdul, muito antes de virar jurada de reality show!). Já não podemos dizer o mesmo sobre a parte tecnológica do filme, que envelheceu muito. Os gráficos exibidos nos computadores são tosquérrimos! E não é só isso, hoje, 24 anos depois da estreia do filme, estamos muito distantes de uma senha de segurança máxima de apenas cinco caracteres, ou de um código de barras que serve como passaporte pra pessoas diferentes.

Felizmente, isso não estraga o filme, que fica datado, mas nunca ruim. O Sobrevivente tem mais méritos do que falhas. Além dos bons diálogos e das boas cenas de ação, com violência na dose certa, outro destaque é a trilha sonora de Harold Faltermeyer, autor dos famosos temas de Um Tira da Pesada e Top Gun.

Hoje em dia O Sobrevivente tem cara de sessão da tarde. Mas ainda é um dos grandes filmes de ação dos anos 80!

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A Garota da Capa Vermelha

Crítica – A Garota da Capa Vermelha

A ideia era interessante: uma revisão adulta da história da Chapeuzinho Vermelho, sob a ótica dos filmes de terror, substituindo o Lobo Mau por um lobisomem. Mas aí resolveram colocar o projeto nas mãos de Catherine Hardwicke, a diretora de Crepúsculo. Aí, fica difícil, né?

Uma pequena vila medieval é atacada por um lobo. É chamado um especialista, o Padre Solomon, que traz uma revelação: não se trata de um lobo, e sim de um lobisomem, e que é um dos moradores da vila. Com este pano de fundo, acompanhamos uma jovem dividida entre dois rapazes: o amor de sua vida e o noivo que a família escolheu.

Olha, heu estava torcendo pra ser algo como Na Companhia dos Lobos, filme do Neil Jordan dos anos 80. Mas, infelizmente, A Garota da Capa Vermelha segue a linha água-com-açúcar de Crepúsculo, tem até um triângulo amoroso semelhante.

Quase nada funciona. O visual é até bem cuidado, lembra A Vila do Shyamalan (o que nãosei se é uma boa referência…), mas, hoje em dia, uma vila medieval precisaria ser mais “suja” – tudo é limpinho, as roupas são bonitas e os cabelos são bem cortados e bem penteados demais. Tem mais: na festinha da vila medieval rola festa com música eletrônica!

O roteiro é confuso, às vezes parece esquecer que era pra remeter à Chapeuzinho Vermelho, e vira uma história de terror no estilo “quem é o assassino”. Aí, de repente, do nada, o roteirista deve ter se lembrado, e incluiu uma cena forçada com o famoso diálogo “vovó, que olhos grandes…”. Nem lá, nem cá, é um completo desastre.

No elenco, acho que o único que se salva é Gary Oldman como o padre. Boas atrizes como Virginia Madsen e Julie Christie estão completamente desperdiçadas. E Amanda Seyfried precisa um dia fazer um grande filme, até agora ela parou no “quase”, em filmes como Mamma Mia, Boogie Oogie, O Preço da Traição ou Garota Infernal.

Enfim, o filme talvez agrade as menininhas fãs de Crepúsculo. Para o resto, é dispensável.

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Se Beber Não Case Parte II

Crítica – Se Beber Não Case Parte II

Vocês conhecem a expressão: “não se mexe em time que está ganhando”? Pois é o que acontece aqui. O diretor Todd Phillips fez quase uma refilmagem do seu Se Beber Não Case.

Vou repetir a sinopse que escrevi em setembro de 2009: “Quatro amigos vão para Las Vegas Tailândia para a despedida de solteiro o casamento de um deles. Só que, na manhã seguinte, quando acordam no meio de uma ressaca enorme, com um caos no quarto do hotel, descobrem que não se lembram de nada que aconteceu na noite anterior.”

O primeiro Se Beber Não Case foi um grande sucesso de crítica e de bilheteria. Personagens legais, atores com boa química, humor com um pé no politicamente incorreto e situações exageradas e divertidas foram a fórmula exata para uma das melhores comédias dos últimos anos. O problema é que a continuação segue exatamente a mesma fórmula! Tudo ficou meio previsível…

É tudo muito igual. No primeiro filme, são três amigos procurando o noivo. Agora, na continuação, o noivo é outro, mas são os mesmos três que passam o filme procurando. Alguns elementos foram trocados – sai o tigre, entra o macaco; sai o bebê, entra o velhinho. Mas é basicamente a mesma coisa.

A boa notícia é que quem curtiu o primeiro, provavelmente vai gostar desse. Se uma piada é boa, heu gosto de ouvir uma nova versão dela dois anos depois.

Heu admito que gosto de humor politicamente incorreto. Mas Se Beber Não Case Parte II pisa em um terreno perigoso: muitas piadas aqui são de mau gosto. O filme anda nessa linha tênue – como, por exemplo, Quem Vai Ficar Com Mary, dos irmãos Farrely. E, na minha humilde opinião, algumas das piadas passaram da linha da grosseria. Longe de mim defender o politicamente correto, mas algumas piadas foram over.

Sobre o elenco, só podemos elogiar. Bradley Cooper e Ed Helms estão bem, e Zach Galifianakis mostra mais uma vez que é o “esquisitão” perfeito do cinema atual. Ken Jeong ganha um destaque maior nesse filme, e ainda tem espaço pro sempre eficiente Paul Giamatti. Ah, sim, Mike Tyson faz uma participação especial lamentável.

(O macaquinho também merece ser citado, mas não sei se entra como “elenco”. Só sei que ele é responsável por alguns dos melhores momentos do filme.)

Se Beber Não Case Parte II mostra belas paisagens na Tailândia, e outras não tão belas assim no submundo de Bangkok. Foi uma boa opção, para sair das piadas óbvias de Las Vegas e seu lema “what happens in Vegas, stay in Vegas”.

Ainda não existe nada anunciado, mas não vou duvidar que em 2013 apareça uma teveirá parte. Onde será que eles vão, provavelmente na despedida de solteiro de Phil, personagem de Bradley Cooper?

p.s.: Bangkok não é bem retratada no filme. Será que o povo de lá se revoltou como alguns cariocas se revoltaram com Velozes e Furiosos 5?

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Um Jantar Para Idiotas

Um Jantar Para Idiotas

Crítica – Um Jantar Para Idiotas

Tim ambiciona um cargo mais alto em sua empresa. Para agradar o chefe, ele concorda em participar de um estranho jantar onde cada um tem que trazer um convidado esquisito. Logo depois, ele conhece Barry, que tem como hobby montar dioramas com ratos empalhados, e resolve convidá-lo.

Dirigido por Jay Roach, responsável pela trilogia do Austin Powers e pela série Entrando Numa FriaUm Jantar Para Idiotas é o novo filme de Steve Carell. Por um lado, Carell é talentoso e faz muito bem o que se espera dele; por outro lado, sabemos que ele é careteiro…

A trama é lugar comum, daquelas com a desnecessária lição de moral no fim. Isso cansa um pouco. Mas arrisco dizer que Um Jantar Para Idiotas vale a pena, nem que seja só pelo adorável e ao mesmo tempo odiavel trapalhão Barry de Steve Carell. Carell estava inspirado, e conseguiu construir um personagem cativante mas também insuportável. E os seus dioramas com os ratinhos empalhados também são muito legais.

No resto do elenco, Paul Rudd segura bem o posto de coadjuvante. Mas é Zach Galifianakis quem rouba a cena, nas poucas cenas que aparece – coincidência ou não, sempre junto de Carell. A cena do duelo mental é muito boa! Ainda no elenco, gostei de Jemaine Clement, que faz o bizarro artista plástico Kieran. E Chris O’Dowd, de FAQ About Time Travel, tem um papel pequeno como o espadachim cego.

O que mata é que a produção é “certinha” demais. Como falei antes, o roteiro é previsível e cheio de clichês. Mas quem não se importar em ver um filme assim, pode se divertir com o “mala”.

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