Top 10: Melhores Filmes Trash

Top 10: Melhores Filmes Trash

E vamos a mais uma sugestão do leitor DanielFGS: os melhores filmes trash!

Sou muito fã dos famosos trash movies. Lembro de uma edição do Festival do Rio com uma mostra inteiramente dedicada a esses filmes ruins. Vi pérolas sensacionais como Papai Noel Conquista os Marcianos e 2000 Maníacos. Vi Roger Corman passar ao meu lado, mas não fui na “sessão de gala” onde ele estaria, porque tinha ingresso comprado pra ver Cynthia – A Boneca do Diabo.

O trash é um conceito difícil de trabalhar. Afinal, é complicado definir o que é um filme trash. Muita gente confunde, e chama de trash qualquer filme de terror de baixo orçamento. Mas não é por aí, alguns nem são terror. E nem todo filme ruim é trash, às vezes é ruim mesmo.

Além disso, o conceito é muito subjetivo. Estamos falando do “melhor filme ruim”. Na minha humilde opinião, existem basicamente dois tipos de filmes trash. Existem produções propositalmente com cara vagabunda – o exemplo mais famoso é a Troma, uma produtora exclusivamente de filmes trash. O outro exemplo são os trashs involuntários, filmes ruins, mas tão ruins, que ficam divertidos. Costumo dizer que estes filmes transcendem: de tão ruins, viram bons.

A lista que segue tem ambos exemplos. Claro que tive que deixar coisa boa de fora, não pude citar os primeiros do Zé do Caixão, não entrou nada do Roger Corman, nenhum japonês ultra-gore, nada da onda recente de exploitation, só peguei um filme da Troma e um do Peter Jackson… Mas acho que é uma boa seleção.

Ou não. Tudo depende se você tem bom gosto. 😉

Vamos aos filmes…

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10. Hard Rock Zombies

Parece um filme ruim como muitos por aí. Mas tem um “plot twist” sensacional: em determinado momento, o vilão revela que é o próprio Hitler! E não para aí, o filme ainda tem anões, lobisomens, nazistas pervertidos sexuais e, claro, roqueiros zumbis.

9. As Sete Vampiras

O diretor brasileiro Ivan Cardoso (O Segredo da MúmiaUm Lobisomem na Amazônia) inventou uma expressão para classificar os seus filmes: “terrir”. As Sete Vampiras traz uma trama absurda e divertidíssima que envolve vampiros, mulheres seminuas e uma planta carnívora.

8. O Vingador Tóxico

O nerd local da cidadezinha cai num barril de lixo tóxico e vira um monstro super-heroi. Talvez o mais famoso filme da Troma, produtora especializada em filmes trash, de onde saíram pérolas como Tromeu e Julieta, Terror Firmer e Poultrygeist.

7. Manos The Hands Of Fate

História ridícula, atuação patética, edição toda errada, e por aí vai. Manos, The Hands Of Fate transcende duas vezes. Ele é tão ruim que fica bom, mas é TÃO RUIM que volta a ser ruim… Só recomendado àqueles de estômago forte.

6. Evil Dead

Hesitei muito em citar o genial Sam Raimi em uma lista dessas. Mas, ok, dou o braço a torcer: a trilogia Evil Dead é trash. É a prova que filme trash também pode ser bom, afinal, o primeiro Evil Dead, A Morte do Demônio, é um dos melhores filmes de terror da história!

5. Dark Star

Quase toda a filmografia de John Carpenter tem um pé no trash. Arriscaria dizer que é o ar trash que torna geniais filmes como Eles Vivem, Os Aventureiros do Bairro Proibido e Fuga de Nova York. Mas trash legítimo é o seu primeiro filme, este quase desconhecido Dark Star, uma ficção científica com efeitos risíveis.

4. Ataque dos Tomates Assassinos

Talvez o trash mais famoso por aqui, Ataque dos Tomates Assassinos parte de uma premissa sensacional: tomates se revoltam e atacam humanos. A falta de efeitos especiais é sensacional. Hoje estrela do primeiro escalão, George Clooney atuou na segunda parte do filme.

3.  Cinderela Baiana

Este é um dos casos de trash involuntário, afinal, acredito que a intenção era fazer um filme popular com uma dançarina famosa. Mas o filme é tão ruim, mas tão ruim, que ver Cinderela Baiana se torna uma experiência quase dolorosa. Absolutamente tudo no filme é um desastre.


2. Plano 9 do Espaço Sideral

Ed Wood foi tão cara de pau que pegou imagens aleatórias do recém falecido Béla Lugosi e misturou com cenas de outro ator cobrindo o rosto para o filme. É considerado o pior filme de todos os tempos por várias listas por aí, mas ainda acho que ele fez coisa pior, como Glen or Glenda – pelo menos Plan 9 é divertido.

1. Bad Taste – Náusea Total

Peter Jackson hoje é um cineasta respeitado, diretor de sucessos de bilheteria e dono de um Oscar de melhor diretor. Mas seu início de carreira na Nova Zelândia foi com filmes trash vagabundos e geniais. Fome Animal é melhor, mas Bad Taste –  Náusea Total é mais trash.

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filmes de zumbi
filmes com nomes esquisitos

filmes sem sentido
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melhores cenas depois dos créditos
melhores finais surpreendentes
melhores cenas de massacre
filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil
estilos de filmes ruins
casais que não convencem
musicais para quem não curte musicais
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piores sequencias
melhores filmes de rock
melhores filmes de sonhos
melhores filmes com baratas
filmes com elencos legais
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melhores filmes baseados em HP Lovecraft
filmes que vi em festivais e mais ninguém ouviu falar
Atores Parecidos
Atrizes Parecidas
filmes de lobisomem
melhores trilogias
filmes de natal
melhores filmes de 2010
coisas que detesto nos dvds
melhores filmes da década de 00
filmes de vampiro

melhores diabos
cenas de sexo esquisitas

ficção cientifica ou não ficção científica

filmes de vingança

marcos nos efeitos especiais
filmes estrangeiros que fazem referência ao Brasil

personagens que morreram e voltaram

filmes de macho
filmes de máfia
visual deslumbrante
favoritos do heu
filmes de humor negro
mulheres duronas
filmes com viagem no tempo
melhores lutas longas
melhores adaptações de quadrinhos de herois
piores adaptações de quadrinhos de herois

A Casa / La Casa Muda

Crítica – A Casa / La Casa Muda

Laura está com seu pai em uma velha casa, quando ouvem ruídos misteriosos no segundo andar. Ao investigar, a casa aos poucos revela segredos obscuros. Baseado em uma história real acontecida nos anos 40.

O grande chamariz deste filme uruguaio de terror é que ele teria sido filmado com uma câmera fotográfica, em um único e longo plano sequência de 72 minutos – impossível não lembrar de Festim Diabólico, clássico de Hitchcock feito com pouquíssimos planos. O legal aqui é que A Casa é filme de terror, daqueles que criam tensão e dão medo. Nunca rola cara de teatro filmado, inclusive, a câmera entra e sai da casa mais de uma vez.

É muito boa a ideia usada pelo diretor estreante Gustavo Hernández (que também co-escreveu o roteiro e foi responsável pela edição). A primeira parte do filme, a construção do suspense, funciona redondinho. Mas a parte final, a explicação e conclusão, é muito fraca e confusa. Findo o filme, tive que procurar o imdb pra esclarecer algumas dúvidas.

(Aliás, tem gente no imdb duvidando que o tal take único seja verdade – li que a câmera usada só filmaria 12 minutos. Mas isso pouco importa, o resultado é impressionante, mesmo que rolem alguns cortes imperceptíveis.)

O roteiro é eficiente na construção do clima tenso e na coreografia da câmera, que passeia ininterrupta pelo cenário e pelos atores. Mas tem falhas, Laura é talvez um pouco histérica demais, e, na minha humilde opinião, acho que dificilmente ela continuaria vasculhando a casa.

Também gostei da opção de Hernández de não usar a câmera subjetiva, como muitos filmes por aí têm feito (tipo Bruxa de Blair, [REC], Diário dos Mortos e Atividade Paranormal). Hoje isso é tão comum que a ideia perdeu um pouco de força. Aqui a câmera não está na mão de um personagem, apenas observa.

Pena que o fim estraga o que seria um dos mais inovadores filmes de terror da história. Mesmo assim, acho que vale. Início bom, fim ruim, média 5. Dá pra passar.

Ah, sim, claro… O filme ainda não estreou aqui (tem previsão para julho), mas já tem refilmagem hollywoodiana com estreia agendada para este ano..

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Super

Crítica – Super

Kick-Ass foi uma agradável surpresa, um dos melhores filmes de 2011. E o que Hollywood faz com boas ideias? Repete!

Frank é um cara comum. Mas, quando sua esposa o deixa para ficar com um traficante de drogas, ele resolve virar o “Crimson Bolt”, um super-heroi, mesmo sem ter nenhum super poder.

Super nem é ruim. O problema é a ideia é MUITO parecida com Kick-Ass. Um garoto meio nerd, fã de quadrinhos e com poucos amigos, que resolve virar um super-heroi, mesmo sem ter super poderes… A diferença está no “sidekick”: em vez de Hit Girl, aqui rola a Boltie, boa personagem de Ellen Page. E Super tem outro problema: um cara com o perfil de Frank não ia ser bom em briga de rua, o cara ia apanhar mais do que bater.

Apesar disso tudo, Super é um bom filme – é só a gente esquecer de Kick-Ass. Um dos acertos é o elenco. Rainn Wilson, com sua cara de ultra nerd, é a escolha perfeita para o esquisitão que resolve combater o crime. Ellen Page também está ótima, bonitinha e maluquinha na dose exata. E ainda tem Kevin Bacon, Liv Tyler, Michael Rooker e Nathan Fillion.

O diretor é James Gunn, cria da Troma, e que anos atrás fez o divertido Seres Rastejantes. Aqui ele deixou o ar trash de lado e fez um filme com cara de quadrinhos – em alguns momentos, o visual lembra Scott Pilgrim Contra O Mundo, aparecem até onomatopéias na tela. E a abertura do filme é uma simpática animação no estilo dos quadrinhos que aparecem na trama.

O roteiro, também escrito por Gunn, é eficiente ao alternar estilos – às vezes parece comédia, às vezes ação, às vezes, até drama. E os personagens são interessantes, principalmente os dois principais.

Como falei antes, Super não é ruim. Mas a comparação com Kick-Ass é inevitável. E, na comparação, Super perde.

Ah, e para quem gosta do estilo, li no imdb que tem mais um, Defendor, que faz uma “trilogia” ao lado de Super e Kick-Ass. Vou baixar pra ver qualé.

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Homem Aranha (1977)

Crítica – Homem Aranha (1977)

Outro dia me mandaram por e-mail um link para baixar este Homem Aranha, piloto de uma série de tv que rolou no fim dos anos 70. Baixei pra rever e ver o quanto era tosco.

Peter Parker (Nicholas Hammond) é picado por uma aranha radioativa e descobre que agora pode subir pelas paredes. Aí ele resolve costurar uma roupa e combater o crime. Neste piloto, ele enfrenta um vilão que está chantageando a cidade, ameaçando “destruir” algumas pessoas.

The Amazing Spider-Man (no original) passou nos cinemas brasileiros, mas é um filme para a tv – o mesmo aconteceu com Galactica, Astronave de Combate. Se a tecnologia da época já não permitia vôos muito altos, a situação era ainda pior com telefilmes. O filme se esforça em colocar um cara fantasiado pendurado nos prédios – em tempos de cgi, isso é legal de se ver, apesar de parecer que ele mal toca as paredes. Mas rolam também cenas em chroma-key, e não tiveram o cuidado de encaixar o ator engatinhando em cima de paredes – várias vezes ele passa por parapeitos e janelas como se fosse tudo uma superfície lisa. Isso ficou muito capenga.

O roteiro é muito mal escrito e é cheio de coisas forçadas. Um vilão que hipnotiza pessoas para cometerem suicídio? Detalhe: só pessoas que o procuram! Não faz o menor sentido. Será que não havia vilões melhores nos quadrinhos do Homem Aranha? E isso é só uma coisa, procurando, a gente acha um monte de outras inconsistências, como o romance de Peter Parker ou as lutas, onde o Aranha parece que foge mais do que luta.

Ninguém no elenco ficou conhecido depois. E o elenco não funciona bem, não sei se é porque os atores são fracos, ou porque os personagens são mal escritos. Talvez seja uma combinação dos dois. Mais: o ator principal me pareceu velho demais – Nicholas Hammond tinha 27 anos na época. Mas Tobey Maguire também tinha 27 quando começou a interpretar Peter Parker nos filmes do Sam Raimi, então, xapralá…

Nem tudo no filme é de se jogar fora. A trilha sonora, um instrumental funkeado, é sensacional. Ok, às vezes parece um filme pornô dos anos 70. Mas mesmo assim ficou legal no filme.

Depois do filme, rolou uma curta temporada com apenas 13 episódios, exibidos entre setembro de 77 e julho de 79. E a série quase caiu no esquecimento. Curiosamente, O Incrível Hulk, outro seriado da mesma época, também baseado num heroi da Marvel, vive até hoje na memória dos fãs de seriados.

Enfim, este Homem Aranha não é bom, visto hoje, parece até um trash. Mas vai agradar os saudosistas.

Psych 9

Crítica – Psych 9

Uma mulher um pouco desequilibrada consegue um emprego pra trabalhar sozinha, no turno da noite, em um hospital abandonado. Ela desconfia que o hospital tem algo a ver com um assassino serial que age nas redondezas.

Dirigido pelo estreante Andrew Shortell, Psych 9 tem um grave problema: não se decide entre “filme sobrenatural” e “filme de serial killer”. Às vezes, ruma para um lado, às vezes pro outro. E acaba se perdendo, sem identidade.

Pena, porque nem tudo no filme é ruim. Gostei muito dos cenários no hospital abandonado. O filme foi rodado em Praga, na República Tcheca. Aparentemente, pegaram um grande prédio abandonado no Velho Mundo para set de filmagens. Boa ideia, o clima ficou sinistro.

O elenco é “lado B”, mas ninguém compromete. Me pergunto por que Sarah Foster nunca teve uma boa chance na carreira – me lembro dela em The Big Bounce, e nada mais, acho que ela merecia um bom papel em um grande filme. Além dela, o filme conta com Cary Elwes (Jogos Mortais, Robin Hood do Mel Brooks), Michael Biehn (Exterminador do Futuro) e Gabriel Mann.

Psych 9 não é ruim. Mas também não é bom. Dispensável…

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Mistério da Rua 7

Supernatural – Sexta Temporada – Season Finale

Crítica – Supernatural – Sexta Temporada – Season Finale

Admito que sou fã desta série. Tanto que já falei dela três vezes aqui no blog. Sou tão fã que preciso dedicar mais um post a ela. Pena que hoje não é pra falar bem.

Pra quem não conhece a série: os irmãos Dean (Jensen Ackles) e Sam Winchester (Jared Padalecki) são “caçadores”. Vivem de cidade em cidade, caçando monstros, demônios e outras criaturas bizarras e assustadoras. A série começou no estilo “mosntro da semana”, mas, aos poucos, o clima foi ficando mais sério. Um dos irmãos se envolveu com demônios, o outro, com anjos, que apareceram na trama.

Tudo rumava para um fim de série épico – isso, no fim da quinta temporada. O problema é que a série não acabou, rolou a sexta, e agora, pelo jeito, teremos a sétima temporada.

A sexta temporada nem foi ruim. Foi irregular, alternou bons episódios com outros dispensáveis. O problema é que a temporada anterior lidava com o Apocalipse. Na boa, depois de enfrentar o Apocalipse, todo o resto parece sem importância. A sexta temporada pareceu uma grande (e longa) encheção de linguiça.

(Mas admito que, mesmo sem estar nos seus melhores dias, a temporada teve vários momentos excelentes. O episódio onde eles vão parar num mundo alternativo – a vida real, por trás das câmeras! – foi sensacional. E achei genial a ideia de salvar o Titanic porque ninguém mais aguenta a música da Celine Dion.)

O último episódio (duplo) foi bom, cheio de referências a H.P. Lovecraft. Mas terminou com um cliffhanger perigoso. Cliffhanger é aquele gancho que rola no fim de um episódio, que deixa os espectadores boquiabertos. A temporada termina com um gancho que, na minha humilde opinião, não terá fôlego pra segurar uma temporada inteira. Ou seja, a sétima temporada provavelmente vai ter mais enrolação…

Sou fã de Supernatural. Sou tão fã que preferia que ela não continuasse, mas tivesse um final digno…

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Outros posts sobre Supernatural aqui no Blog do Heu:
Supernatural – S05E01
Supernatural S05E08
Supernatural.S06E01

Los Cronocrimenes

Crítica – Los Cronocrimenes

Semana passada fiz aqui um Top 10 de filmes com viagens no tempo. Li coisas boas sobre este Los Cronocrimenes – admito que não o conhecia. Baixei, vi, e me surpreendi: é realmente muito bom!

Um homem acidentalmente vai parar em uma máquina do tempo, e volta no tempo, aproximadamente uma hora e meia no mesmo dia. Mas seus atos na linha temporal paralela criam consequências inesperadas.

Falei aqui ontem da comédia FAQ About Time Travel. Los Cronocrimenes é bem semelhante em sua estrutura: ambos são produções simples e baratas, baseados em um roteiro que usa idas e vindas no tempo de maneira inteligente. A teoria usada aqui é a mesma de O Exterminador do Futuro: a linha do tempo é imutável, tudo o que acontece é consequência dos atos durante a viagem no tempo. E não adianta tentar consertar…

Trata-se de uma produção espanhola de 2007, escrita e dirigida por Nacho Vigalondo. Não é de hoje que a Espanha nos presenteia com bons filmes fantásticos – lembrem-se de filmes como Abra Los Ojos, REC, O OrfanatoLos Cronocrimenes segue a tradição. Não é comédia, nem ação, é um suspense que usa viagens no tempo em sua estrutura.

A narrativa segue o personagem Hector, e deixa buracos que são explicados quando ele volta na linha do tempo – afinal, vemos tudo de novo, através de outro ponto de vista. O roteiro é legal, mas não é perfeito. A gente fica se perguntando por que Hector toma algumas decisões, no mínimo, estranhas. Parece que ele só faz o que faz pra justificar a linha temporal…

O ator Karra Elejalde não ajuda. Não é um ator ruim, mas seu personagem é extremamente antipático. Ainda no elenco, Candela Fernandez, Bárbara Goenaga e o próprio diretor Nacho Vigalondo, como o cientista .

Mas o resultado final é muito bom. Los Cronocrimenes é daquele tipo de filme que, quando acaba, a gente fica tentando resolver o quebra-cabeças mental, ver se todas as pontas foram fechadas. Voltei alguns trechos, não achei nenhum furo…

Os direitos do filme foram comprados por produtores hollywoodianos. Parece que em 2012 estreia a versão americana. Não posso falar mal antes de ver, mas, se a refilmagem seguir a linha de Vanilla Sky ou Quarentena (refilmagens de Abra Los Ojos e REC, respectivamente), prefira o original espanhol!

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FAQ About Time Travel
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12 Macacos

Frequently Asked Questions About Time Travel

Crítica – Frequently Asked Questions About Time Travel

Pesquisando sobre filmes com viagem no tempo pra o Top 10, li sobre este filme, de 2009, do qual nunca tinha ouvido falar. Fiquei curioso e corri pra baixar.

Três amigos, dois deles nerds assumidos (apesar de não gostarem do termo “nerd”), encontram uma “falha temporal” no banheiro do pub onde estão. A trama acompanha o trio em diversas idas ao futuro e voltas ao passado, onde eles vivenciam várias situações presentes em filmes de viagens no tempo – daí o nome do filme: “Perguntas Frequentes Sobre Viagem no Tempo“, numa tradução literal.

Trata-se de uma comédia misturada com ficção científica. É uma produção simples, na verdade é um filme pra tv, co-produção da BBC e da HBO. Mas não pense que é uma super-produção, que nem Game of Thrones. FAQ About Time Travel é uma ficção científica com efeitos especiais discretíssimos.

O forte aqui é o roteiro, muito bem escrito nas idas e vindas no tempo. O filme se passa quase inteiramente dentro do pub e nos seus poucos cenários. E a maior parte das cenas conta apenas com os três atores principais – Anna Faris, apesar de estar no cartaz e ser o nome mais famoso, tem um papel secundário.

O roteiro, do estreante Jamie Mathieson, é muito bem escrito, e cria várias cenas interessantes e divertidas usando os exemplos conhecidos de teorias sobre viagens no tempo (como, popr exemplo, não alterar nada no passado, ou não deixar o seu “eu” do passado ver você). Além disso, ainda traz um monte de referências a vários filmes, como Guerra nas Estrelas, Flash Gordon, Crônicas de Nárnia e Firefly, entre outros.

É importante falar que o filme é inglês, assim como o seu estilo de humor. Heu gosto de humor inglês, mas sei que tem muita gente por aí que prefere um humor mais, digamos, “convencional”. Pra quem curte o estilo, é um prato cheio.

O filme foi dirigido por Gareth Carrivick, que tinha uma boa experiência na tv. Infelizmente, Carrivick faleceu um ano depois do filme… No elenco, além de Faris, como uma garota do futuro que aparece em algumas cenas-chave, temos Chris O’Dowd, Marc Wootton e Dean Lennox Kelly como os três amigos. Acho que só O’Dowd é (pouco) conhecido aqui, ele esteve em As Viagens de Gulliver e é um dos principais atores do seriado cult The IT Crowd.

O filme é curtinho, menos de uma hora e vinte, pena… Esse é daqueles que fica com “gostinho de quero mais”!

FAQ About Time Travel é daqueles que tem cara de que nunca será lançado por aqui. Pretendo comprar o dvd importado. Enquanto isso, sorte a nossa que existe o download…

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Os Agentes do Destino

Crítica – Os Agentes do Destino

Uêba! Filme novo baseado em Philip K. Dick!

Um jovem e promissor político (Matt Damon) se apaixona por uma bailarina (Emily Blunt), mas misteriosos forças, encarregadas do destino do mundo, fazem de tudo para separá-los.

O roteirista George Nolfi escolheu o conto “The Adjustment Team”, de Philip K. Dick, para a sua estreia como diretor. A história é interessante por levantar a pergunta: podemos desafiar o nosso destino? Quem nunca se questionou isso?

Pena que essa trama já é batida. A gente já viu outros filmes bem parecidos, como, por exemplo, Cidade das Sombras, onde alguns seres misteriosos controlam o destino dos humanos, até que um deles “acorda” e desafia a ordem vigente. Isso sem contar com o “fator Brilho Eterno“, onde um casal consegue driblar regras para ficar junto, mesmo que inconscientemente. (E nem estou falando dos Observadores da série Fringe!)

Mas, se a gente desligar este “detalhe”, Os Agentes do Destino é bem legal. A trama pode não ser novidade, mas o filme tem uma produção bem cuidada e tudo funciona redondinho. E a parte final tem um trabalho muito bem feito de edição, na a sequência das portas.

O elenco ajuda. Matt Damon e Emily Blunt são carismáticos, têm boa química e formam um belo casal. E Terence Stamp, o eterno General Zod de Superman 2, está bem como o Agente “bad ass”. Ainda no elenco, os pouco conhecidos Michael Kelly, Anthony Mackie e John Slattery.

Como falei lá em cima, Os Agentes do Destino é baseado em Philip K. Dick, autor de histórias que geraram vários filmes legais, como Blade Runner, O Vingador do Futuro, Minority Report, O Vidente, O Pagamento e O Homem Duplo (ok, alguns filmes legais, outros maomeno…). Como quase sempre a temática de K. Dick é ligada à ficção científica, acredito que muita gente pode se frustrar com Os Agentes do Destino, que tem um foco maior no romantismo do que na ficção científica. Ainda mais porque o trailer e o poster “vendem” o filme como se fosse ação à la Trilogia Bourne!

Mesmo não sendo novidade, Os Agentes do Destino é um bom programa. Principalmente para ver com a patroa – a Garotinha Ruiva gostou!

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Nude Nuns With Big Guns

Crítica – Nude Nuns With Big Guns

Quando vi Run! Bitch Run!, soube que o próximo filme do diretor Joseph Guzman se chamaria Nude Nuns With Big Guns – “Freiras Nuas com Armas Grandes”. Um filme com um nome desses é tentador, apesar da lembrança que Run! Bitch Run! foi um péssimo filme.

Uma freira é estuprada, drogada e prostituída por um grupo de padres corruptos e traficantes de drogas e pela gangue de motociclistas “Los Muertos”. Mas ela escapa da morte e jura vingança contra todos.

Falei que Run! Bitch Run! foi péssimo, né? Nude Nuns With Big Guns é pior. Sabe quando nada funciona? Nem pra rir o filme serve!

As atuações são pífias e os personagens, ridículos, como era de se esperar. Mas se isso fosse o único defeito, o filme ainda seria “assistível”. O roteiro é horroroso, e a edição torna o ato de assistir o filme uma experiência dolorosa. E a trilha sonora paupérrima só acentua o ritmo preguiçoso do filme.

Pra não dizer que nada se salva, ri uma única vez, quando a “mocinha” finalmente pega o “vilão” e arranca o seu órgão genital com um tiro. Se o filme fosse todo nesse clima, seria legal. Mas não é.

Quentin Tarantino e Robert Rodriguez fizeram um bem ao cinema ao resgatar o espírito “exploitation”. Mas os dois têm talento para fazerem bons filmes com cara de vagabundos. Joseph Guzman não tem esse talento.

O fim do filme deixa um gancho para uma continuação. Recomendo fortemente: não!

Fujam para as montanhas!

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