Como Treinar O Seu Dragão

Como Treinar O Seu Dragão

Soluço é um jovem e magrelo viking, filho do chefe da sua tribo, que fica numa ilha que é constantemente atacada por várias espécies de dragões. Para agradar o pai e ser bem visto na tribo, Soluço tem que aprender a matar dragões. Mas, quando consegue capturar um (escondido de todos), se afeiçoa a ele e acaba descobrindo como domá-lo. O problema agora é como confrontar a tribo, que continua com a tradição de caça…

Como Treinar O Seu Dragão é o novo desenho da Dreamworks, um dos maiores estúdios de animação hoje em dia. Os mesmos que fizeram Kung Fu Panda, os dois Madagascar e todos os Shrek. Ou seja, sinônimo de qualidade.

A qualidade do desenho salta aos olhos – principalmente se visto em 3D, claro. A imagem nem parece desenhada, os personagens parecem ser bonecos com volume. E os dragões? São várias as espécies, cada uma com suas características específicas. Mais: alguns dos vôos (ainda tem acento aqui?) dos dragões são alucinantes!

Chris Sanders e Dean Deblois, os diretores e roteiristas, são os mesmos que fizeram Lilo & Stitch. E seu dragão principal, o Banguela, não sei se intencionalmente ou não, é a cara do extra-terrestre Stitch…

Fiquei com pena de ter visto dublado. No original, o franzino Soluço é dublado por Jay Baruchel, um dos protagonistas de Fanboys. E seu pai é Gerard Butler, o Leônidas de 300. E quase dá praver a cara de Jonah Hill e Christopher Mintz-Plasse como dois dos amigos de Soluço. Só achei estranho a America Ferrera, a Ugly Betty, fazer a mocinha loira de olhos azuis. Mas nada que atrapalhe o resultado final.

A trama é clichê, bobinha e previsível. Mas funciona bem – temos que nos lembrar que se trata de um desenho direcionado ao público infantil. Ou seja, é só relaxar e curtir.

Piadas nas horas certas, emoção nas horas certas. Uma boa opção para a garotada, em cartaz nos cinemas!

Seriados – atualização

Seriados – atualização

Feriadão… Em vez de filmes, fiz uma maratona de seriados. Coloquei em dia várias séries!

Não sei o que aconteceu esta semana, tivemos vários episódios bons de vários seriados diferentes. Algo aconteceu em Hollywood, rolou um surto coletivo de boas ideias, os roteiristas estavam bem inspirados.

(Não fico triste quando leio sobre o cancelamento de uma série que gosto. Na verdade, rola um alívio, “finalmente terei tempo para outras séries e filmes!”. E, quanto mais curta a série, menor a chance de enrolação.)

Enfim, vamos aos comentários sobre as séries que estão rolando. Lembrando que acompanho a programação lá de fora, não espero passar na tv a cabo brasileira.

Supernatural – S05E16

Supernatural é uma série pouco badalada, de um canal pouco badalado, não tem o hype de um Lost, por exemplo. Mesmo assim, foi uma das melhores coisas da tv no ano passado.
Depois de um recesso de quatro semanas, Supernatural voltou semana passada com um bom episódio brincando com o conceito de zumbis.
E agora, voltamos à história principal, com os irmãos Winchester no paraíso, reencontrando o seu passado.
Um dos melhores episódios de toda a série!

Fringe – S02E15

Fringe é uma boa série, mas às vezes é confusa demais com tantos mistérios. Depois de umas “férias” de sete semanas, Fringe voltou com um episódio sensacional, mostrando um universo paralelo em 1985 e explicando algumas questões há muito tempo abertas.
Quer mais? Mudaram a música de abertura e o tipo das letras usadas em todos os episódios, tudo isso para ficar com cara de anos 80.
Quer mais ainda? Em 1985, no cinema do universo paralelo está passando De Volta Para o Futuro, estrelado por Eric Stoltz, numa genial piada interna (Stoltz estava cotado para o papel que foi para Michael J Fox).

Flashforward – S01E14

Foi mais uma série que “entrou de férias”. Depois de um ótimo início, Flashforward se perdeu. Os episódios começaram a se arrastar e a trama nunca se resolvia. Parou ainda em dezembro, no décimo episódio.
Já tivemos 4 episódios desde a volta. A série deu uma melhorada. Mas, sei lá, acho que eles “viajaram” demais quando bolaram as visões do futuro. Algumas são tão improváveis que está difícil de chegarmos a uma solução lógica… Tipo: já estamos em abril. O japa era pra ter morrido em 15 de março. Não morreu, e tudo ficou por isso mesmo. Pode isso???
Mas, como falei, a série melhorou. Torçamos pela curva ascendente!

Caprica – S01E09

Caprica é um spin-off de BSG. Se por um lado é interessante vermos o comandante Adama ainda criança e o início dos cylons, por outro lado, o ritmo aqui é bem mais lento – e fraco – do que na série original.
Acredito que por este motivo, deixei Caprica de lado, só tinha visto até o episódio cinco. Mas como o site legendas.tv sinalizou este nono episódio como o fim da temporada, resolvi fazer uma pequena maratona e vi os quatro que falavam.
O ritmo continua lento, nem se compara com BSG. Mas as soluções encontradas para o fim da temporada foram interessantes. Que venha a segunda temporada, de preferência num ritmo melhor!

Spartacus: Blood And Sand – S01E11

Não é de hoje que elogio Spartacus. A série é curta – apenas treze episódios – e até agora não teve enrolação. E como só faltam apenas dois episódios para acabar, acredito que não vão fazer besteira.
Spartacus é um pouco diferente do que vemos normalmente na tv. Temos muita violência, muito sangue. E rola muita nudez, inclusive nu frontal feminino e masculino.
O episódio da semana passada terminou muito bem, com a morte dramática de um dos personagens principais, vítima de um joguinho político de vingança. E agora, depois de algumas descobertas no episódio desta semana, tudo indica que os últimos episódios serão muito violentos, acho que não vão deixar pedra sobre pedra – ainda mais pelo nome do último episódio, “Kill Them All”.

V- S01E05

Esta é outra série que “deu um tempo”. Depois de um bom começo, a refilmagem do seriado dos anos 80 onde répteis alienígenas chegavam disfarçados de bons moços se perdeu em apenas quatro episódios.
Agora V está de volta, depois de quase quatro meses. A trama está interessante, mas em algumas cenas o cgi é tão tosco que parecia vídeo game.
Será que vão acertar de vez o rumo?

Tem outras duas séries que vejo durante a semana:

Lost – S06E10

Indubitavelmente, Lost é uma excelente série. Mas tenho que admitir que tenho pé atrás com essa série desde a primeira temporada. Por que? Pela mania que os roteiristas têm de deixarem pontas soltas. Um mistério aparece, e ficamos vários episódios (às vezes mais de uma temporada) sem saber o que realmente aconteceu.
Pra piorar, os produtores de Lost já declararam que alguns destes mistérios permanecerão sem explicação…
Agora, nesta última temporada, alguns mistérios estão sendo solucionados. Mas acho que, chegando perto do fim, o ritmo poderia acelerar um pouco, não acham?
Bem, só faltam oito episódios para acabar. Vamos ver como será o fim. Se o fim for bom, Lost será um marco na história da tv. Se for ruim, virará piada…
(O torrent de Lost é liberado na internet na madrugada de terça pra quarta. Nas quartas, passo a minha hora de almoço no trabalho vendo o novo episódio…)

24 – S08E14

Uma das minhas séries preferidas de todos os tempos. Sou muito fã do Jack Bauer!
Mas admito que o formato “cansou”. A sétima temporada de 24 já não foi tão boa, e esta oitava alterna altos e baixos.
Tivemos uma grande revelação no fim de um dos últimos episódios, tomara que a série rume para um fim digno, já que rolam boatos na internet sobre o cancelamento da série.
(O torrent de 24 é liberado na internet na madrugada de segunda pra terça. Terça à noite é dia de ver o novo episódio ao lado da Garotinha Ruiva!)

Também estou acompanhando três sitcoms, The Big Bang Theory, How I Met Your Mother e 30 Rock. Mas esta semana nenhuma das três merece destaque…

Possuída

Possuída

As irmãs Ginger (Katharine Isabelle) e Brigitte Fitzgerald (Emily Perkins), obcecadas pela morte, são as “esquisitas” da escola. Até que Ginger é atacada por um misterioso animal, e começa a sofrer uma série de transformações.

Apesar o título brasileiro sugerir algo diferente, Possuída (Ginger Snaps, no original) é um filme de lobisomem. E até que é bom! Diferente de vampiros ou zumbis, não temos muitas opções por aí de bons filmes de lobisomem. (Fiquei com vontade de montar um top 10 quando vi O Lobisomem, mas são tão poucos os filmes…)

Dirigido em 2000 por John Fawcett, Possuída teve duas continuações lançadas em 2004. Quer dizer, na verdade era uma continuação e uma “prequel” – o filme que conta a história do que aconteceu antes.

No elenco, que ainda conta com Kris Lemche, apenas um nome famoso: Mimi Rogers, que faz a mamãe Fitzgerald. Mas o filme é das irmãs. Tanto Katharine Isabelle quanto Emily Perkins estão bem em seus papeis, e estão presentes nos outros filmes da série. E ainda rola uma curiosidade: ambas fizeram parte da série Supernatural – mas em episódios diferentes.

Os efeitos especiais são poucos e eficientes. Não espere uma transformação do nível de Um Lobisomem Americano em Londres, mas pelo menos não é um cgi mal feito como acontece na saga Crepúsculo.

Possuída é uma pequena produção canadense. Modesto e honesto, não é um filme perfeito, mas é melhor que muitos filmes de lobisomem por aí, como foi “Amaldiçoados” de Wes Craven…

A Proposta

A Proposta

Mais uma comédia romântica!

Uma poderosa e cruel executiva de uma editora de livros se vê ameaçada de deportação, pois é canadense e não tem o green card. Por isso, ela resolve forçar o seu assitente a se casar com ela.

Hummm… Já vimos esta história antes, né? Um casamento forjado para conseguir um green card, mas no fim eles acabam gostando um do outro – essa não era a trama de Green Card – Passaporte Para o Amor, com Gerard Depardieu e Andie McDowell?

Mas comédia romântica é isso aí. A ideia pode ser repetida, desde que funcione. E A Proposta é eficiente em sua proposta (trocadilho horrível, hein?). Uma comédia romântica das boas, daquelas onde, perto do fim, tudo vai dando errado para o casal, mas quando acaba, tudo está bem!

O casal protagonista está bem, mas tem uma coisa que não gostei. Sandra Bullock, com seus quarenta e poucos anos, está coerente no papel de alta executiva. Já Ryan Reynolds, com trinta e poucos, achei um pouco velho para ser o assistente capacho – principalmente se a gente pensar no seu passado e na sua família…

Mas isso não vai atrapalhar a diversão dos fãs de comédias românticas.  Dirigido por Anne Fletcher, A Proposta ainda conta com Mary Steenbrgen, Craig T. Nelson e Malin Akerman no elenco. Mas o único nome que chama a atenção é Oscar Nuñez, do seriado The Office, que interpreta o polivalente e engraçado Ramone.

Filminho leve, pra ver ao lado da patroa, se distrair e depois esquecer…

Férias Frustradas de Verão

Férias Frustradas de Verão

Recém formado no colégio, James Brennan (Jesse Eisenberg) pretendia viajar para a Europa. Mas, sem dinheiro, ele é obrigado a desistir da viagem e pegar um emprego de verão no parque de diversões Adventureland.

Férias Frustradas de Verão (Adventureland no original) é um bom filme. Mas, infelizmente, está sendo vendido da maneira errada por aqui – a divulgação dá a entender que trata-se de uma comédia – primeiro pelo diretor, Greg Mottola, o mesmo de SuperbadÉ Hoje; depois, pelo título em português, copiando aquela famosa franquia com cara de Sessão da Tarde. E não tem nada de comédia aqui!

Trata-se de um drama, um filme sério, sobre amadurecimento e entrada no “mundo adulto”. James tem seu primeiro contato com problemas no trabalho e, mais importante, com problemas com garotas.

O elenco está muito bem. Eisenberg convence como protagonista (apesar de seu personagem ter a cara de Michael Cera, de Juno). Ryan Reynolds, normalmente exagerado, aqui está contido como o papel pede. O elenco ainda conta com Martin Starr, Bill Hader (talvez um pouco caricato demais), Kristen Wiig e Margarita Levieva. A bola fora é Kristen Stewart, que aqui repete todos os maneirismos da sua Bella, da saga Crepúsculo. (Stewart estará em breve nos cinemas interpretando Joan Jett, no filme Runaways. Tomara que ela não estrague o filme!)

A trilha sonora do filme, que se passa em 1987, foi bastante elogiada. Só temos músicas dos anos 80. Mas nem toda a trilha fez sucesso por aqui. Talvez os fãs das festas Ploc achem algumas músicas estranhas…

Ah, sim, já falei mas vou repetir: é preciso criticar o título nacional do filme. Por mais que exista um sentido em chamar de Férias Frustradas de Verão – afinal, James teve suas férias de verão frustradas pela falta de grana – este nome remete à clássica franquia Férias Frustradas (National Lampoons Vacation), estrelada por Chevy Chase. Ou seja, cuidado ao procurar este Adventureland na locadora, porque estão rotulando-o como algo que ele não é!

p.s.: em 2009, Jesse Eisenberg fez este Adventureland e o já falado aqui Zombieland. Qual será o seu próximo “land”?

Dupla Implacável / From Paris With Love

Dupla Implacável / From Paris With Love

James Reece (Jonathan Rhys Meyers) é o assistente do embaixador americano em Paris, mas gostaria de ter uma vida com mais ação. Até que é escalado para trabalhar ao lado do agente Charlie Wax (John Travolta), que precisa desvendar uma rede de terroristas, e utiliza métodos não usuais para conseguir seus objetivos.

Já falei aqui no blog que sou fã do John Travolta, né? Então, imagine um filme desses de ação, com muitos tiros e explosões – aqueles com a cara do Jason Statham – mas com Travolta no papel principal. John Travolta careca e de cavanhaque, num papel de “agente-bad-mother-f%$#cker”. Boa ideia, não?

A escolha de Travolta para o papel de Charlie Wax é o que transforma Dupla Implacável em um filme diferente dos outros. O filme em si não tem nada demais. Mas Wax não é um simples brutamontes boçal. Inteligente, irônico e sarcástico, Wax faz o filme valer a pena.

Travolta teve um bom início de carreira nos anos 70 e viveu altos e baixos nos anos 80. Até que, em 1994, Tarantino e seu Pulp Fiction alavancaram Travolta novamente ao topo do estrelato, de onde ele não merecia ter saído. De lá pra cá, foram vários os bons filmes no currículo, como O Nome do Jogo, A Outra Face, A Senha – Swordfish, A Filha do General, Hairspray e O Sequestro do Metrô 123. (Ah, sim, para os fãs de Tarantino, Dupla Implacável traz uma sutil e divertida citação a Pulp Fiction!)

O resto do elenco, que além de Meyers conta com Kasia Smutniak, Richard Durden e Amber Rose Revah, não ajuda nem atrapalha – é só o resto. O filme é de Travolta!

(Kelly Preston, a sra Travolta, aparece num cameo. É a loira de óculos escuros na torre Eiffell, que está atrás de Reece quando este liga para a namorada. O imdb falou de um cameo semelhante de Luc Besson, mas heu não achei…)

O filme foi dirigido por Pierre Morel, que dois anos atrás nos deu o bom Busca Implacável, com Liam Nesson no papel do “agente-bad-mother-f%$#cker”. Este foi seu terceiro filme, já baixei mas ainda não vi o primeiro, B13 – 13º Distrito.

Dupla Implacável foi escrito e produzido por Luc Besson. Acho curioso que Besson não dirige mais filmes de ação (seus dois últimos foram o drama fantástico Angel-A e o infantil Arthur e os Minimoys), mas continua em plena atividade no estilo como escritor e produtor, como nos três Carga Explosiva, na série Taxi e nos três filmes de Pierre Morel.

Preciso falar do nome do filme. Acredito que para os distribuidores brasileiros querem nos lembrar de Busca Implacável o filme anterior do mesmo diretor. Mas não gostei, a dupla não merece estes epíteto, afinal, Reece é um cara caretão, que é colocado ao lado de Wax, um cara fora dos padrões. A dupla funciona bem, mas é por causa de suas diferenças.

E tem o nome gringo – acho que quiseram traçar um paralelo com From Russia With Love, o nome original de Moscou Contra 007. Mas confesso que me lembrou mais o recente Paris Eu Te Amo

Os mais caretas vão reclamar que Dupla Implacável tem uma história exagerada demais, e muitos furos no roteiro. Bem, para estes, pergunto:onde mais podemos ver John Travolta descendo num poste de bombeiros, de cabeça para baixo, atirando com uma metralhadora? 😀

Dupla Implacável é um dos filmes de ação mais divertidos dos últimos tempos. Desde que não levemos tudo a sério, claro!

Humains

Humains

Recentemente, a França tem nos dado alguns bons filmes de terror, como por exemplo Haute Tension, A l’Interieur e Martyrs. Claro que heu tinha vontade de ver este Humains, né?

Atravessando os Alpes Suíços, um grupo de pessoas sofre um acidente, e seu carro acaba caindo por uma grande ribanceira. Sem ter como voltar à estrada, se perdem numa floresta, até que descobrem que não estão sozinhos…

O filme, que passou aqui no Brasil no festival SP Terror do ano passado, mas não tem previsão de lançamento, foi dirigido pela dupla Jacques-Olivier Molon e Pierre-Olivier Thevenin, que trabalharam na maquiagem de A l’Interieur. Ou seja, mais um motivo para vermos Humains. Pena que nem tudo funciona…

É difícil falar mais sem spoilers. Então, lá vai o aviso!

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

Você conhece o termo “suspensão da descrença”? É quando, numa obra de ficção, a gente acredita que algo impossível pode acontecer. Por exemplo, é quando aceitamos que o Super-Homem pode voar por ter nascido em Krypton, ou então que humanos podem se juntar a elfos, anões e hobbits para proteger um anel mágico.

Aqui em Humains, temos que aceitar que ainda existem Neandertais. Hoje, em pleno sec. XXI, no meio dos Alpes, uma região com intenso tráfego de pessoas nos últimos milênios. E mesmo assim, esses Neandertais nunca foram descobertos.

Ok, Neandertais ainda existem, “comprei” a ideia. Mas aí a gente descobre que eles são ajudados há décadas por pessoas locais. Aí não, né? Como assim, Neandertais estão lá, há milênios, tendo contato com a civilização, e não evoluíram nada???

Não entendo de Neandertais, mas achei isso forçado demais…

FIM DOS SPOILERS!

Se você conseguir não se incomodar com isso, o filme nem é ruim. Temos alguma tensão e interessantes reviravoltas no roteiro. Não rola muito gore, mas os efeitos e a maquiagem são bons. O filme demora um pouco pra engrenar, mas a parte final tem um ritmo muito bom.

Enfim, não é “um novo clássico do terror francês”, mas vai distrair os menos exigentes.

http://depositfiles.com/pt/files/q0onaazg

Preciosa – Uma História de Esperança

Preciosa – Uma História de Esperança

Tudo na vida de Clareece Precious Jones está errado. Pobre, analfabeta e gorda, muito gorda, ela está grávida do segundo filho, ambos frutos de estupros cometidos pelo próprio pai. Detalhe: Precious tem apenas 16 anos! E isso não é tudo, ainda tem coisa pior a ser revelada…

É complicado falar sobre um filme como Preciosa – Uma História de Esperança. Afinal, o filme dirigido por Lee Daniels é muito bom no que se propõe: causar desconforto ao espectador. Acho inclusive que usar a câmera na mão, como se fosse algo documental, ajudou nesse sentido. Trata-se de um filme muito pesado. Em vários momentos, a gente torce para acontecer algo de muito ruim com aquela mãe!

A atriz Mo’Nique, que interpreta a mãe, é um show à parte. Muito merecidamente, ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante este ano, para guardar ao lado do Globo de Ouro, do Bafta (o Oscar inglês), do prêmio do sindicato de atores e do Critics Choice. Tudo isso por interpretar um dos personagens mais repugnantes da história do cinema.

A estreante Gabourey Sidibe também está muito bem como a protagonista Precious. Pena que ela já tinha 24 anos na época das filmagens. Isso é um dos pontos fracos do filme, afinal, ela parece velha demais para uma adolescente.

O bom elenco, que ainda conta com uma ótima atuação de Paula Patton como a professora, traz também dois grandes nomes da música. Lenny Kravitz faz o enfermeiro, enquanto uma Mariah Carey, despida do visual habitual, faz a assistente social.

O filme ainda traz uma coisa interessante: achei muito boa a solução criada para as fugas internas de Precious – nos momentos mais difíceis, ela se imagina glamourosa como uma pop star.

Teve uma coisa que não gostei: o nome original. “Preciosa, baseado no livro Push, de Saphire“. Precisava disso tudo no nome do filme? Imagine se a moda pega. Aquele filme do qual falei outro dia seria “Renascido das Trevas, baseado no romance O Caso de Charles Dexter Ward, de H.P. Lovecraft“…

Preciosa – Uma História de Esperança não é para qualquer hora. Mas é uma boa opção para aqueles dias que você acha que sua vida é ruim.

O Pássaro das Plumas de Cristal

O Pássaro das Plumas de Cristal

Há tempos que heu queria ver este filme, um dos maiores clássicos do terror italiano, justamente o filme de estreia do hoje consagrado Dario Argento.

De passagem pela Itália, o escritor americano Sam Dalmas (Tony Musante) presencia uma tentativa de assassinato. Logo se vê envolvido com um cruel assassino serial. Antes de voltar para os EUA, resolve ajudar a polícia a achar o assassino.

Já falei aqui no blog sobre giallo, lembram? Giallo é aquele estilo italiano de filme policial onde temos um misterioso assassino, crueis mortes e muito sangue cenográfico. Bem, lançado em 1970, O Pássaro das Plumas de Cristal (L’ Uccello dalle piume di cristallo no original) não foi o primeiro giallo, mas provavelmente é o mais famoso.

Aliás, o título é curioso. O tal pássaro com plumas de cristal realmente existe e é importante para a trama, mas sua participação no filme é tão pequena… Preciso ver agora os dois filmes seguintes de Argento, que também usam animais no título, O Gato de Nove Caudas e Quatro Moscas no Veludo Cinza!

O elenco não traz nenhum nome muito famoso. Além de Musante, temos Suzy Kendall, Enrico Maria Salerno, Eva Renzi e Umberto Raho. Claro que rola um certo “exagero” nas atuações – inclusive achei algumas cenas meio desnecessárias. Mas sei que Argento sempre usou atores desta maneira, então não há nada de estranho aqui.

Na equipe técnica, temos pelo menos dois nomes incomuns quando se fala de cinema de terror. Quem assina a trilha sonora é Ennio Morricone, indicado cinco vezes ao Oscar e ganhador de um prêmio especial da Academia, famoso por trilhas como A Missão, Era Uma Vez na América e Os Intocáveis. Dois anos antes, Morricone fizera a trilha de Era Uma Vez no Oeste, escrito por Argento. E a fotografia está a cargo de Vittorio Storaro, que depois ganhou três Oscars, por Apocalypse Now, Reds e O Último Imperador.

Enfim, hoje, 40 anos depois de seu lançamento, O Pássaro das Plumas de Cristal ainda vale a locação / dowload!

Renascido das Trevas

Renascido das Trevas

Morto no fim do ano passado, Dan O’Bannon, roteirista de Alien e Força Sinistra, só dirigiu dois longas: o genial A Volta dos Mortos Vivos, e este quase desconhecido Renascido das Trevas.

Uma mulher procura um detetive particular para tentar descobrir o paradeiro de seu marido. A princípio, o detetive desconfia que se trata de um simples caso de “pulada de cerca”, mas logo descobre que está entrando num universo muito mais sinistro.

O filme foi baseado em The Case of Charles Dexter Ward, o único romance escrito por H.P. Lovecraft, um dos maiores nomes da literatura de horror. Os textos de Lovecraft são sérios. Aqui, não cabia um tom engraçado, como O’Bannon tão bem soube fazer em A Volta dos Mortos Vivos. E ele mostra que também sabe fazer filme de terror sério. Mesmo na parte final, quando entramos no mundo subterrâneo onde vivem as estranhas criaturas, tão comuns em histórias “lovecraftianas”, o filme não cai na galhofa.

Ok, os efeitos especiais já “perderam a validade”, e não dão mais medo em ninguém. Mas não são toscos, o filme não tem cara de trash!

O elenco traz um nome famoso entre os fãs de filmes de terror dos anos 80: Chris Sarandon, de A Hora do Espanto, um dos mais divertidos filmes de vampiro da década. Além de Sarandon, John Terry, Jane Sibbet e Robert Romanus.

Vou contar um “causo” curioso que envolve este filme. Ele nunca foi lançado em dvd – nem aqui, nem lá fora. Mas existe na internet para baixar. Ok, baixei e assisti. Depois disso, revirando os meus vhs velhos e mofados – aqueles que separei “pra ver um dia” – não é que achei este filme? Tá lá, no armário…