O Curioso Caso de Benjamin Button

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O Curioso Caso de Benjamin Button

O filme conta a história de Benjamin Button, que teve uma vida diferente: nasceu velho, e ao longo dos anos foi rejuvenescendo, até a velhice como uma criança.

Bizarro, não? Mas muito interessante. E muito bem filmado, tecnicamente falando.

Estou frisando o lado técnico, porque não imagino como um filme desses funcionaria anos atrás. O mesmo ator tem que interpretar várias épocas da vida. E isso precisa ser convincente, senão o filme perde a credibilidade! E para se fazer isso, é necessário horas de maquiagem, aliado a efeitos especiais daqueles que “não aparecem” – efeitos que só existem pra parecer que não existem efeitos…

E parece que funcionou. Este filme é o recordista de indicações ao Oscar 2009, que acontecerá mês que vem.  São 13 indicações, incluindo melhor filme e melhor diretor.

O diretor é David Fincher, o mesmo dos geniais Seven e Clube da Luta, ambos com Brad Pitt no papel principal. Seu último filme foi o irregular Zodíaco. Acho que a parceria com Pitt lhe faz bem… E agora, recebe o reconhecimento da Academia!

Algumas curiosidades: o projeto já esteve em outras mãos. Nos anos 90 foi pensado em Tom Cruise no papel principal e Steven Spielberg na direção; em 98, John Travolta e Ron Howard.

Tokyo Gore Police

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Tokyo Gore Police

Em agosto do ano passado, falei de um filme trash japonês onde o gore era visto de uma maneira exageradamente exagerada, o Machine Girl. A mesma produtora, a Tokyo Schock, agora nos traz mais um filme no estilo: Tokyo Gore Police!

Se, naquele, tínhamos uma história de vingança com o uso de apetrechos bizarros (como uma guilhotina voadora ou um sutiã-furadeira), aqui os apetrechos bizarros são parte dos personagens! Numa Tokyo do futuro, onde a polícia foi privatizada, aparece um novo tipo de criminoso: os “engenheiros”, pessoas que alteram seus corpos para, quando feridos, seus ferimentos virarem armas perigosas e mortais.

É assim mesmo, cortam a mão do cara e “nasce” uma motosserra no lugar…

Quem curte o estilo vai dar boas gargalhadas. O sangue é exagerado, jorra como hum chuveiro aberto no máximo. Lógica? Não existe. Mas quem vê um filme desses não espera lógica…

Talvez o filme pudesse ser um pouco mais curto, temos uma hora e cinquenta minutos. Mesmo assim, não chega a cansar. E temos gancho pra continuação! Será que a Tokyo Schock quer virar a nova Troma?

Última recomendação: não veja durante as refeições!

As Criaturas Atrás das Paredes

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As Criaturas Atrás das Paredes

Um garoto pobre e ameaçado de despejo invade a casa do proprietário, atrás de uma coleção de moedas de ouro. Dentro da casa, descobre que esta é fortificada, e quem entra não sai…

Este é um interessante filme bizarro de Wes Craven, numa fase pós Hora do Pesadelo e pré Pânico. É que, quando Craven criou o genial Freddy Krueger, ele vendeu os direitos do personagem, e perdeu o controle sobre o filme – tanto que o segundo filme da série Hora do Pesadelo é terrivelmente ruim! Desde então, ele tentou emplacar alguns filmes, mas só acertou a mão (comercialmente falando) com a trilogia Pânico

(Heu, particularmente, gosto de A Maldição dos Mortos Vivos, feito neste intervalo!)

Ver As Criaturas Atrás das Paredes hoje é esquisito, pois o filme “envelheceu” e parece bem datado. Mas não deixa de ser interessante ver o casal incestuoso e sádico que controla a casa e sequestra todas as pessoas que ousam chegar perto. A cena em que o “Daddy” veste a roupa de couro e sai pelos corredores atirando é sensacional!

Aliás, hoje acho que esse filme mudaria de prateleira na locadora. Sai do terror e vaia para cult movies…

E, para os fãs de Tarantino, participação de Ving “I’m gonna be medieval with his ass” Rhames!

O Dia em que a Terra Parou

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O Dia que a Terra Parou

Apesar da crítica, de um modo geral, ter detonado o filme,  sabe que gostei? Não vi o original – se vi, não me lembro. Então não posso comparar. Mas, pensando como um filme novo, funciona.

Um alienígena acompanhado de um imenso robô chegam à Terra. Sua missão? Avisar que ele está aqui para salvar o planeta. Mesmo que, para isso, seja necessário o extermínio da raça humana.

Jennifer Connelly é a cientista que ajuda o alienígena. Keanu Reeves interpretando Klaatu, um alienígena sem emoções, foi uma boa sacada. A ponta do John Cleese foi bem legal. Achei a Kathy Bates sub-aproveitada, acho que seria melhor um homem naquele papel, mas não chega a incomodar. A bola fora no elenco é Jaden Smith, o filho de Will Smith, como o enteado da Jennifer Connelly. O garoto é muito chato. E não gostei do excesso de merchandising – o que foi aquele close no copo de café do MacDonald’s???

Mesmo assim, a tensão inicial é interessante e os efeitos são eficientes. Quem não for muito exigente pode curtir o filme na boa. Pelo menos atá a parte final…

SPOILERS ABAIXO!
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SPOILERS ABAIXO!
SPOILERS ABAIXO!

O fim é totalmente incoerente. A Jennifer Connelly passa o filme inteiro tentando convencer o Keanu Reeves a dar uma segunda chance pros humanos. E quando ele concorda em fazer alguma coisa, eles são bombardeados pelo exército!

Se o filme tivesse um pouquinho de coerência, isso seria o argumento final pra acabar com a raça humana.

Mas… não! Ele vai embora e deixa todos vivos! Ora bolas, qual seria a interpretação militar pra isso? “O bombardeio deu certo!”

O fim correto seria morrer todo mundo. Nem todo bom fim precisa ser feliz…

A Cidade dos Amaldiçoados

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A Cidade dos Amaldiçoados

De repente, todas as pessoas de uma cidadezinha dos EUA desmaiam. Ficam desmaiadas por seis horas. Dias depois, descobrem que várias mulheres na cidade engravidaram nesse dia.

Na verdade, este pequeno clássico de John Carpenter, lançado em 1995,  é uma refilmagem de um filme homônimo dos anos 60. Não vi o original, então não posso comparar. Mas esse é muito legal!

A idéia básica é aquela “paranóia de medo do comunismo”, que assolava os filmes de ficção científica dos pós guerra. Pessoas “diferentes”, que vieram pra “tomar conta da sociedade e acabar com o american way of life”. Perfeito prum bom filme B, o que aliás é a cara do John Carpenter. O tema é bom,  já rendeu ótimos filmes, inclusive outro do John Carpenter, “Eles Vivem”.

O elenco é recheado de atores que andam sumidos: Kirstie Alley, Linda Kozlowski, Mark Hamill… E o ator principal é o eterno Superman Christopher Reeve , em seu último filme antes do acidente que o deixou paralítico (na verdade, esse morreu, não sumiu).

Tem uma boa curiosidade no elenco: David, o garotinho que “não tem par”, cresceu, e hoje é o John Connor da série Terminator – Sarah Connor Chronicles!

Jovens, Loucos e Rebeldes

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Jovens, Loucos e Rebeldes

Fiquei curioso quando vi esse filme na promoção das Lojas Americanas. O nome original é Dazed and Confused, sim, a música do Led Zeppelin. O diretor é o Richard Linklater, o mesmo de Escola do Rock. E, de quebra, ainda conseguimos reconhecer uma Mila Jovovich novinha na capa…

Fui ver qualé. O filme é simpático. Mostra o último dia de aulas de uma escola, numa cidade americana, em 1976, e a noite que se segue. Alunos mais velhos preparando trotes pros mais novos, alguns ligados ao futebol americano, alguns usando drogas, carros, cerveja e rock’n’roll.

O problema é que essa realidade não tem nada a ver com a gente. De repente alguém que viveu isso – lá e naquela época – pode achar “um interessante retrato de uma época”. Mas, pra quem é brasileiro, alguns rituais parecem estranhos…

Tirando esse fato, o filme é bem interessante e envolvente. Não temos um personagem principal, a história gira em torno de vários: o atleta que quer largar o time, o “calouro” que se enturma com os mais velhos, o fornecedor de maconha, o nerd politizado…

Mas… Sabe o que parece? Parece um piloto de série. Queremos ver mais desses personagens interessantes, ora!

Como bola fora da edição nacional está a completa falta de informações sobre o elenco do filme. Afinal, um elenco que conta com Ben Affleck, Mathew McConaughey, Mila Jovovich, Joey Lauren Adams, Adam Goldberg, Parker Posey e Jason London, entre outros, não merece ser ignorado…

E, claro, a trilha também é fantástica. Vários clássicos do rock. Só não tem – ironicamente – Led Zeppelin! Robert Plant não deixou…

Zombies Gone Wild

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Zombies Gone Wild

Poucas vezes na minha vida desisti de ver um filme no meio dele. Mesmo quando é muito ruim, vejo até o fim. Nem que seja pra falar mal.

Mas não consegui terminar este filme Zombies Gone Wild. Isso se é que podemos chamar essa coisa de filme…

A princípio, a idéia parecia boa: uma mistura de American Pie com filme de zumbi! Legal! Isso deve ser tão trash que o filme dificilmente vai ser ruim…

Mas… Engano meu: é REALMENTE ruim.

Por que digo isso? Aparentemente um grupo de amigos comprou ou ganhou uma filmadora e resolveu filmar qualquer coisa. Até acredito que eles devem ter se divertido filmando isso e depois assistindo ao que saiu. Mas… Por que fingir que é um filme de verdade e lançar no mercado?

A imagem é tosca, video mesmo, câmera na mão. As atuações são caricatas no mau sentido – os personagens são clichês exagerados e mal interpretados pelos pretensos “atores”. O humor (?) é sem graça, não dá nem pra tirar um leve sorriso.

Até aí, ainda aguento. Mas as cenas são looongas, arrastadas, nada acontece no filme… Aí não deu mais. Avancei. Será que melhora quando aparecerem os zumbis?

Nada… Vi zumbis melhores no calçadão de Copacabana na Zombie Walk. Os daqui do Rio são melhores em dois sentidos: em fantasia e interpretação. Como assim, um zumbi pode ser mal interpretado? Acredite, pode.

Gosto de filmes ruins. Mas gosto de filmes, não disso aí.

p.s.: até esse cartaz é fake. Nada disso acontece…

Queime depois de ler

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Queime depois de ler

Deve ser legal ser um “irmão Coen”. No início deste ano eles ganharam 3 Oscars cada um – melhor filme, melhor direção e melhor roteiro – pelo excelente e denso filme Onde os Fracos não têm vez, pra fazer companhia ao Oscar de roteiro por Fargo, que eles levaram em 96.

E o que os caras fazem logo depois? Este divertidíssimo Queime depois de ler!

A trama é rocambolesca. Um agente da CIA é demitido, e começa a escrever suas memórias. Ao mesmo tempo, sua mulher pede o divórcio e o expulsa de casa. Um casal de funcionários de uma academia encontram um cd com informações do ex-agente e acham que é coisa séria. A funcionária da academia começa a ter um caso com o amante da ex-mulher do ex-agente. E por aí vai…

Mas, apesar de aparentar complicada, a trama “desce” fácil, num curto filme de pouco mais de hora e meia de projeção. Ponto para o roteiro, enxuto, muito bem escrito.

Todos os que acompanham a carreira dos Coen sabe que na verdade este filme tem muito mais a ver com os filmes deles do que o laureado Onde os Fracos não têm Vez. Trama rocambolesca e cheia de humor é algo que não falta!

(Até alguns ano atrás, os irmãos Joel e Ethan Coen se dividiam nos créditos, um ficava como “diretor” enquanto o outro como “roteirista”. Mas diziam que eram sempre os dois juntos… Bem, aqui os dois estão creditados como diretores e roteiristas!)

Outro dos pontos altos é o elenco. George Clooney, Brad Pitt, John Malkovich, Frances McDormand, Tilda Swinton, Richard Jenkins, todos estão ótimos em seus papéis. É até difícil saber se alguém se destaca. Talvez Pitt mereça uma “menção honrosa” pelo seu inocente e ingênuo funcionário de academia…

Esse vale o ingresso! Nem que seja pra queimar depois…

Black Sheep

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Black Sheep

Um filme trash neo zelandês sobre ovelhas assassinas. E precisa dizer algo mais? Esse é um daqueles casos onde “o filme já ‘nasceu’ bom”!

O argumento deste filme deixaria feliz o mestre Roger Corman: uma fazenda tem um laboratório para criar um novo tipo de 0velha, geneticamente modificada. Mas algo acontece de errado, e as ovelhas viram carnívoras e assassinas…

O diretor Jonathan King  nos traz tudo o que é necessário em um filme desse tipo: personagens caricatos, idéias absurdas e muito, muito gore!

Não sei se tem algum dedo do Peter Jackson aí (afinal, o cara é neo-zelandês e gosta de filmes trash), mas sei que os efeitos estão a cargo da WETA, companhia do próprio…

Infelizmente, acho que não tem por aqui. Mas vale o download!

Os Estranhos

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Os Estranhos

Um jovem casal é cercado numa casa por estranhos e violentos vizinhos mascarados. É, a idéia pode parecer interessante. Além do mais porque a atriz principal é a Liv Tyler, ou seja, o filme não deve ser totalmente vagabundo.

Queria heu que todos os atores fossem desconhecidos… Aí a gente desconfiaria mais do filme…

O desenvolvimento da trama não é ruim. O diretor sabe criar um interessante clima de tensão ao longo da pequena duração do filme (pouco menos de uma hora e meia). Depois de um episódio frustrante, um casal de namorados vai passar a noite numa casa isolada. E, no meio da madrugada, os tais estranhos mascarados começam a cercar a casa e aterrorizar o casal.

SPOILERS ABAIXO!!!

SPOILERS ABAIXO!!!

O grande problema do filme é que ficamos o tempo todo construindo uma expectativa de que algo interessante acontecerá. Quem são esses mascarados? Por que eles estão com as máscaras? Qual o motivo que os leva a fazer isso? Qual é o grande “por que” do filme?

Acaba o filme e  isso não é explicado. Perdemos uma hora e meia acreditando que a história terá um fim decente, uma explicação pra tudo isso… e nada.

E aí a gente começa a pensar na quantidade de furos do roteiro. Os mascarados que se movem na velocidade da luz. Pessoas que abrem a porta às 4 da madrugada num lugar deserto. Amigos que chegam em casa e, ao encontrar tudo revirado, não gritam os nomes das pessoas. E por aí vai.

Dispensável…