Ford vs Ferrari

Crítica – Ford vs Ferrari

Sinopse (imdb): O projetista de carros Carroll Shelby e o piloto Ken Miles lutam contra a interferência corporativa e as leis da física para construir um carro de corrida revolucionário para a Ford, a fim de derrotar a Ferrari nas 24 horas de Le Mans em 1966.

Tudo aqui lembrava Rush: baseado numa história real, carros de corrida, dois grandes atores liderando o elenco… Será que ficou tão bom quanto aquele?

Dirigido por James Mangold (Logan), Ford vs Ferrari (Ford v Ferrari no original) é um filme que segue uma fórmula batida. Por um lado isso é ruim, porque torna o filme previsível. A gente já viu outras histórias que usam este formato. A gente já sabe o que vai acontecer. Cenas de desafios e superações, momentos de redenção, etc.

Mas, por outro lado, a fórmula é bem administrada. Tudo aqui é muito bem feito, tanto que o filme tem duas horas e meia e passa rapidinho. E as cenas de corrida são realmente empolgantes.

A produção é muito boa. Não sei o quanto de cgi foi usado, mas nada parece artificial – todas as pistas, todos os carros, tudo parece “estar lá”. Se tem um ponto negativo que nada tem a ver com a fórmula, são os clichês mal utilizados, tipo tratar os italianos como vilões caricatos. Não precisava.

O elenco é muito bom. Matt Damon faz o Matt Damon de sempre, mas o cara tem star power suficiente pra segurar o filme. Já Christian Bale dá show, como sempre. Ainda no elenco, John Bernthal, Caitriona Balfe e Josh Lucas.

No fim, Ford vs Ferrari vai agradar a maior parte do público. Nem todo filme precisa ser revolucionário pra ser bom.

(p.s.: Ford vs Ferrari concorreu a quatro Oscars, incluindo Melhor Filme; e ganhou dois: Melhor Edição, e Melhor Edição de Som.)

Doutor Sono

Crítica – Doutor Sono

Sinopse (imdb): Anos após os eventos de “O Iluminado”, Dan Torrance, agora adulto, deve proteger uma jovem com poderes semelhantes de um culto conhecido como O Verdadeiro Nó, que ataca crianças com poderes para permanecer imortais.

Ninguém esperava uma continuação do clássico O Iluminado, mas, olha lá a programação dos cinemas…

Heu não sabia, mas existe um livro escrito pelo mesmo Stephen King onde ele conta a vida do Danny Torrance adulto. Coube ao diretor Mike Flanagan (que fez um excelente trabalho com a série A Maldição da Residência Hill) adaptar este livro.

O terreno era perigoso, afinal a comparação com a obra de Kubrik era inevitável. Felizmente o filme acerta mais do que erra.

Um ponto positivo é não querer fazer uma refilmagem. Temos personagens novos que guiam a trama por um caminho completamente diferente do filme anterior. Também gostei da caracterização dos atores escolhidos para interpretarem os personagens do filme anterior (Henry Thomas, o garotinho do ET, que estava em Residência Hill, funciona bem como o “Jack Nicholson”). E, claro que fãs de O Iluminado vão ver um monte de referências ao filme de 1980. Tem bastante fan service!

Algumas coisas do roteiro ficaram um pouco forçadas. Não vou comentar aqui pra evitar spoilers, mas falei tudo no Podcrastinadores, quem quiser, ouve lá!

O elenco é muito bom. Ewan McGregor funciona muito bem como o Danny adulto, e Rebecca Ferguson está excelente como a vilã. Também no elenco, Kyliegh Curran, Cliff Curtis, Zahn McClarnon e Emily Alyn Lind, além de uma ponta de Jacob Tremblay (O Quarto de Jack).

No fim, saldo positivo. O Iluminado não precisava de continuação, mas até que funcionou.

A Familia Addams

Crítica – A Familia Addams

Sinopse (imdb): A excêntrica família macabra se muda para um subúrbio insosso, onde a amizade de Vandinha Addams com a filha de uma hostil apresentadora de um reality show local exacerba o conflito entre as famílias.

Dirigido por Greg Tiernan e Conrad Vernon (sim, os mesmos de Festa da Salsicha), esta nova versão da Família Addams sofre de dois problemas.

O primeiro problema é o de sempre: hoje em dia estamos acostumados com o padrão alto imposto pela Pixar. Uma animação “apenas boa” vai perder na comparação técnica. Problema comum a vários longas de animação dos últimos tempos.

O segundo é um problema mais específico: nos anos 90 tivemos dois filmes muito bons da Família Addams, que encontraram o tom perfeito do humor negro para o público infanto juvenil .

Relevando esses dois pontos, até que A Família Addams (The Addams Family, no original) é divertido. Aliás, algumas das piadas são muito boas.

Ainda queria falar sobre o elenco original (Charlize Theron, Oscar Isaac, Chloë Grace Moretz, Finn Wolfhard, Bette Midler, Allison Janney, Martin Short, Catherine O’Hara e Snoop Dogg, entre outros), mas aqui só passou a versão dublada. Felizmente, a dublagem é muito boa.

Resumindo: nada de mais, mas vai divertir quem estiver sem expectativas.

A Cidade dos Piratas

Crítica – A Cidade dos Piratas

Sinopse (filmeB): Inspirado nos famosos quadrinhos da cartunista Laerte. A história mescla a jornada de transição da artista e do diretor, que encara a morte após ser diagnosticado com câncer. Cria-se, então, um abismo caótico entre ficção e realidade na animação mais louca de todos os tempos.

Sou muito fã da obra do Laerte. Tenho várias revistas e livros, incluindo aí todas as 14 revistas dos Piratas do Tietê, compradas nas bancas na época que foram lançadas; e uma coletânea de três volumes em capa dura lançada nos anos 2000. Gosto muito do humor politicamente incorreto que permeia as HQs

O meu pé atrás com A Cidade dos Piratas era porque a gente sabe que hoje o Laerte é um ícone da cultura trans. E essa postura social não parece combinar muito com o estilo de humor presente nos quadrinhos.

Mas, tiro o meu chapéu: misturando filme e animação, misturando ficção com documentário, A Cidade dos Piratas consegue falar de cultura trans e ao mesmo tempo ter humor politicamente incorreto!

A cena inicial é maravilhosa, parece um trecho saído das revistas dos anos 80/90. Mas logo o próprio Laerte aparece dizendo que hoje ele não quer mais fazer aquilo. E, mesmo assim, ele consegue dar o seu recado atual sem renegar o seu passado (inclusive temos trechos de histórias clássicas, como aquela onde Fernando Pessoa está no rio Tietê).

A direção é de Otto Guerra (Rocky e Hudson: os caubóis gays, Wood & Stock: sexo, orégano e rock’n’roll), que também é um personagem, e também traz características da vida pessoal para o roteiro (Laerte aparece filmado; Otto Guerra, desenhado). A técnica da animação é simples, mas quem vai ver um filme destes não está procurando “o novo Pixar”.

Se tem uma coisa que acho que não vai funcionar, é que A Cidade dos Piratas não vai agradar muita gente. Hoje, em 2019, não sei quem ainda se lembra dos quadrinhos. E quem curte animações tradicionais não deve gostar. O público alvo é muito específico.

A Cidade dos Piratas usa muito a metáfora do labirinto – acho que nem Laerte nem Otto Guerra sabiam ao certo qual caminho tomar com o filme. Mas, arrisco a dizer que eles acertaram.

Pelo menos posso dizer que saí do cinema ainda mais fã do Laerte.

O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio

Crítica – O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio

Sinopse (imdb): Uma humana aprimorada e Sarah Connor devem impedir um Exterminador líquido avançado de caçar uma jovem garota, cujo destino é crítico para a raça humana.

O quinto Exterminador do Futuro foi bem fraco. Mas é uma franquia lucrativa, claro que vão continuar insistindo…

O grande atrativo aqui era a volta da Sarah Connor. A carreira da Linda Hamilton anda meio cambaleante, ela ainda continua presa à Sarah Connor, seu único papel marcante na carreira. Pelo menos temos que admitir que ela está muito bem como a “vovó badass”. Digo mais: num mundo onde o empoderamento feminino é moda, Sarah Connor volta pra avisar que ela já era empoderada quando tudo isso aqui ainda era mato!

(Arnold Schwarzenegger tem uma participação importante, mas acho que seria mais legal se a gente não soubesse que ele está no filme. Mesmo caso da Mulher Maravilha em BvS ou do Homem Aranha em Guerra Civil. Personagens que são colocados no trailer pra ajudar a vender o filme, mas que seria mais legal se fossem surpresas).

A direção é de Tim Miller (do primeiro Deadpool), mas rolam boatos que James Cameron (creditado como roteirista e produtor) estava por perto. Temos algumas sequências que são a cara de Cameron, não duvido que ele estivesse presente.

O roteiro é cheio de forçadas de barra, mas isso é esperado num filme desses. Os efeitos especiais são bons, mas isso sempre foi um destaques da franquia.

De positivo, gostei de Grace, a personagem da Mackenzie Davis. Se o “novo Exterminador” é igual ao T1000 do segundo filme, Grace dela traz alguma novidade à franquia. No elenco, além dos já citados, temos Natalia Reyes, Gabriel Luna e Diego Boneta.

No geral, O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio funciona, mas tudo parece meio requentado. A gente já viu essas situações em outros filmes. Por outro lado, pelo menos é bem feito.

Se vem mais um Exterminador por aí? Provavelmente. Se vai ser bom? Não sabemos. Se vamos assistir? Com certeza!

Os 3 Infernais

Crítica – Os 3 Infernais

Sinopse (filmeB): Os irmãos Baby e Otis Firefly conseguem fugir da prisão com a ajuda de Winslow Coltrane. Porém, durante a fuga, eles executam Rondo, um líder do crime mexicano. Agora, “Os 3 Infernais” estão a solta cometendo uma série de assassinatos aleatórios em direção ao México prontos para mais um banho de sangue.

14 anos depois de Rejeitados Pelo Diabo, nos reencontramos com Baby, Otis e o Capitão Spaulding!

Rob Zombie começou a carreira de diretor fazendo videoclipes (o cara é músico, né?). Seu primeiro longa fora do universo musical foi A Casa dos Mil Corpos, de 2003, um filme sujo e violento, com personagens “white trash” sujos e violentos. Dois anos depois, Rejeitados Pelo Diabo trazia a mesma galera suja e violenta, num filme um pouco mais bem elaborado. Rejeitados não tinha muito espaço pra um terceiro filme, e Zombie parecia que não voltaria a esses personagens (apesar de manter o tema “sujo e violento” no resto da carreira).

Mas seu último filme (31) foi tão decepcionante que concordo que foi uma boa voltar ao universo dos “rejeitados”. Mesmo com um filme que não é lá grandes coisas.

Escrito e dirigido por Zombie, Os 3 Infernais (3 from Hell, no original) é exatamente o que se espera quando lembramos dos dois filmes anteriores: um filme “white trash” sujo e violento.

O roteiro consegue resolver de forma convincente o grande intervalo de tempo entre os filmes. Sid Haig, um dos três atores centrais, faleceu recentemente, mas o roteiro consegue inserir um novo personagem para o seu lugar – sem nunca esquecer do personagem de Haig.

Os personagens, sujos e violentos, são propositalmente desagradáveis – não deve rolar nenhuma identificação com a audiência. Mesmo assim, gostei da Baby de Sherry Moon Zombie, no limite da caricatura. Mostrou como a Arlequina deveria ter sido interpretada no fraco Esquadrão Suicida. O elenco ainda traz uma surpresa: Dee Wallace (a mãe do Elliott em ET!). Também no elenco, Bill Moseley, Richard Brake e Jeff Daniel Phillips.

Os 3 Infernais não é um filme pra qualquer um – a estética suja e violenta vai afastar boa parte do público. Mas quem gosta dos outros dois pode curtir.

Os Piratas do Rock

Crítica – Os Piratas do Rock

Sinopse (imdb): Um grupo de DJs rebeldes que cativaram a Grã-Bretanha, tocando a música que definia uma geração e enfrentando um governo que queria música clássica e nada mais, nas ondas de rádio.

Sei lá por que, nunca tinha ouvido falar deste filme, até que o Fernando Caruso, meu companheiro de Podcrastinadores, me recomendou. E que bela recomendação!

Escrito e dirigido por Richard Curtis (falei dele aqui outro dia, quando falei de Yesterday), Os Piratas do Rock (The Boat that Rocked, no original) tem bem a cara de um filme que heu vou gostar. Um elenco cheio de nomes legais, contando uma história rock’n’roll, ambientada nos anos 60. Pronto, já é o suficiente pra virar um dos meus filmes favoritos.

A história é baseada em eventos reais – a programação de rádio na Inglaterra era dominada pela BBC, que não tocava rock, então surgiam rádios piratas para suprir a demanda dos ouvintes. E sim, havia rádios que ficavam em navios!

Os Piratas do Rock não tem muita história, a trama se baseia na rica galeria de personagens e nas relações entre eles. Taí, daria uma boa série.

Ah, o elenco! O personagem principal é o desconhecido Tom Surridge, mas Os Piratas do Rock conta com Philip Seymour Hoffman, Bill Nighy, Nick Frost, Chris O’Dowd, Kenneth Branagh, Gemma Arterton, Rhys Ifans, January Jones, Emma Thompson e Jack Davenport, entre outros. Nada mal!

O filme é um pouco longo demais (duas horas e quinze minutos), achei umas partes cansativas no meio (tipo o “duelo” nos mastros do barco – pra que aquela cena?). Mas a sequência final é tão empolgante que a gente esquece disso e fica com vontade de rever logo.

Quero mais recomendações de filmes rock’n’roll assim!

Projeto Gemini

Crítica – Projeto Gemini

Sinopse (imdb): Um assassino de elite enfrenta um clone mais jovem de si mesmo.

Will Smith cinquentão dividindo a tela com Will Smith de vinte anos de idade? Taí, vamos ver qualé.

Dirigido por Ang Lee (As Aventuras de Pi, Hulk, O Tigre e o Dragão), Projeto Gemini (Gemini Man, no original) é um filme de ação genérico. Meu amigo Tom Leão definiu bem: “é um filme do John Woo com o Tom Cruise, mas sem o John Woo e sem o Tom Cruise”. Projeto Gemini tem algumas sequências de ação muito boas, mas, no geral, fica devendo. A gente já viu tudo isso antes, essa trama do “assassino de elite que precisa ser eliminado mas ele é melhor que os que aparecem depois dele” não é exatamente novidade.

Mas, se a história não chama a atenção, pelo menos na parte técnica duas coisas chamam a atenção. Uma delas é o óbvio, que está até no poster: Will Smith rejuvenescido digitalmente. É uma tecnologia que vem evoluindo nos últimos anos – a Marvel já fez isso algumas vezes no MCU. E, claro, como qualquer tecnologia em evolução, os resultados são cada vez melhores. Heu ouvi algumas críticas ao Will Smith rejuvenescido, mas confesso que, pra mim, o resultado ficou convincente. Achei tão bom quanto o Samuel L. Jackson em Capitã Marvel. “Ah, mas na cena X a gente repara que o olhar está um pouco artificial” – sério mesmo? Tem ator de verdade com o olhar mais artificial que aquilo.

O outro detalhe técnico merece uma atenção maior: em algumas salas, Projeto Gemini está sendo exibido em 60 fps. Explico: o cinema tradicional é exibido em 24 quadros por segundo, ou “frames per second” (fps). Alguns anos atrás, Peter Jackson resolveu trazer O Hobbit em 48 fps, mas pelo visto a proposta não foi pra frente. Agora Ang Lee resolveu apresentar seu Projeto Gemini em 60 fps. Por um lado, a textura da imagem às vezes parece novela. Por outro temos uma imagem muito mais nítida que o convencional. O 3D também ficou melhor. Vale catar um cinema que esteja exibindo em 60 fps, nem que seja pela experiência de ver uma inovação nas telas.

No elenco, o filme3 se baseia no sempre eficiente carisma de Will Smith. Ainda funciona. Também no elenco, Mary Elizabeth Winstead, Clive Owen e Benedict Wong.

Vejam nos cinemas. Porque sem a inovação dos 60 fps, Projeto Gemini é um filme bobo.

Coringa

Crítica – Coringa

Sinopse (imdb): Um corajoso estudo de caráter de Arthur Fleck, um homem desconsiderado pela sociedade.

Estreou o filme que vai gerar as maiores discussões nerds do semestre!

O Coringa é um personagem icônico na cultura pop, mas sempre foi ligado ao Batman. Fazer um filme “solo” do Coringa era um risco (lembrando que o filme do Venom sem o Homem Aranha foi muito ruim). Mas não é que deu certo?

Uma coisa chama a atenção do cinéfilo atento. O diretor é Todd Phillips, que ganhou fama pelos três Se Beber Não Case. Assim como aconteceu ano passado com Peter Farrelly e o seu Green Book, um diretor ligado a comédias de humor grosseiro resolveu fazer um drama – e mandou bem no novo estilo.

Coringa (Joker, no original) é um filme “redondinho”. Boa história, um personagem central muito bem construído, um ator protagonista inspiradíssimo, e uma parte técnica impecável – boa fotografia, boa direção de arte, boa trilha sonora, etc. Não será surpresa se tiver algumas indicações ao Oscar.

Joaquin Phoenix aqui tem talvez a melhor interpretação de sua carreira. Seu Coringa é diferente dos anteriores, aqui temos um cara desequilibrado, que para de tomar seus remédios e entra numa violenta espiral de loucura. Coringa se passa dentro do universo do Batman, ou seja, teoricamente podemos chamar de um filme de super heróis. Mas nada aqui tem ligação com super poderes – Arthur Fleck é um cara “normal”, pode ser o seu vizinho. Talvez isso seja o mais assustador de toda a história.

(Muita gente deve estar se perguntando quem seria o melhor Coringa, afinal, Heath Ledger também fez um trabalho excepcional em Batman Cavaleiro das Trevas. Mas pra mim não tem como comparar, ambos mandaram muito bem, mas em propostas diferentes. A única certeza é que Jared Leto foi infinitamente pior com seu Coringa em Esquadrão Suicida).

Joaquin Phoenix não é o único nome grande no elenco. Robert De Niro tem sua melhor atuação em muito tempo (nem me lembro quando foi seu último destaque). Sua presença confirma a intenção “scorsesiana” do filme (muita gente traça paralelos com Táxi DriverO Rei da Comédia, duas parcerias Scorsese / De Niro). Também no elenco, Zazie Beetz, Frances Conroy, Brett Cullen e Shea Whigham.

Preciso fazer um comentário, mas antes, os avisos de spoiler.

SPOILERS!

SPOILERS!

SPOILERS!

Aparece o Bruce Wayne, ainda criança. Mas o Arthur Fleck já é quarentão. Se tivermos uma continuação deste universo, o Coringa será muito mais velho que o Batman!

FIM DOS SPOILERS!

Ah, sim, claro que um bom filme dentro do universo DC vai gerar briga entre Marvetes e DCzetes. “Chupa Marvel, Coringa está mais perto do Oscar do que qualquer filme do MCU!”. Bobagem. Mais uma vez, assim como Ledger vs Phoenix, são propostas diferentes. O MCU é um universo coeso com mais de vinte de filmes de super heróis, com os principais objetivos de divertir o público e fazer bilheterias milionárias. Coringa tem outra proposta. E vale dizer: as duas propostas são válidas. Quem ganha é o espectador!

Ad Astra

Crítica – Ad Astra

Sinopse (imdb): O astronauta Roy McBride assume uma missão através de um sistema solar implacável para descobrir a verdade sobre seu pai desaparecido e sua expedição condenada que agora, 30 anos depois, ameaça o universo.

Dirigido por James Gray, Ad Astra (idem, no original) está sendo vendido como um grande épico de ficção científica, o que pode trazer alguns problemas para o público. Sim, o visual é grandioso, os efeitos especiais são excelentes – mas o clima é mais de reflexão do que se aventura. Ad Astra está mais próximo de Gravidade e A Chegada do que de uma aventura espacial.

Roy McBride é o melhor astronauta do país, mas vive à sombra do pai, um grande ícone da exploração espacial. Mas, na verdade, a ficção científica é o pano de fundo para uma história intimista de um homem atrás do reconhecimento de seu pai ausente. Tire a FC e o filme sobrevive em qualquer outro cenário.

Ad Astra tem um problema. Rolam umas curtas inserções de tramas paralelas, pra agitar o filme (os piratas na lua e a nave norueguesa). O problema é que essas inserções parecem ser mais interessantes que o filme em si. Quero ver um spin off dos piratas lunares!

(Não li em lugar nenhum, mas chuto que a nave abandonada é norueguesa em homenagem a Enigma de Outro Mundo.)

Basicamente o filme todo se baseia no Brad Pitt, não será surpresa se ele for indicado a algum prêmio pelo papel. O resto do elenco pouco aparece – Tommy Lee Jones e Liv Tyler fazem pontas de luxo. Também no elenco, Ruth Negga, Donald Sutherland, LisaGay Hamilton, John Ortiz e Natasha Lyonne.

Vale pelo visual e pelo Brad Pitt. Mas vou ficar esperando o filme dos piratas na lua…