Burlesque

Crítica – Burlesque

A jovem Ali vai para Los Angeles, em busca do sonho de viver como cantora e dançarina. Logo que conhece o clube Burlesque, se apaixona pelo local e faz de tudo para trabalhar lá.

Em sua estreia cinematográfica, a cantora Christina Aguilera parece que não quis ficar atrás de colegas como Mariah Carey e Britney Spears. Sim, seu filme decepcionou. Burlesque pode até não ser tão ruim quanto Glitter e Crossoroads (primeiros filmes de Mariah e Britney, respectivamente). Mas é tudo tão clichê que fica difícil gostar do filme.

Por si só, o enredo do filme escrito e dirigido pelo desconhecido Steven Antin já é batido ao extremo: jovem do interior que sonha com o estrelato vai para a cidade grande, começa a trabalhar no bar de um clube noturno e acaba virando a estrela. Some a isso vários personagens unidimensionais: o barman galã com um relacionamento complicado, o milionário que quer comprar tudo em volta, a dançarina rival, a ex-estrela que hoje é dona do clube, seu ex-marido sempre preocupado com a parte financeira… Tudo aqui é extremamente previsível.

Pelo menos os números musicais são quase todos bons, e Aguilera canta muito bem. Na parte musical, Burlesque é bastante eficiente, tanto nas performances vocais quanto nas coreografias.

(Falando nos números musicais, um dos pontos fracos do filme, na minha humilde opinião, foi justamente o da cantora Cher. Claro que ela iria cantar, mas a sua música não teve nada a ver com o momento do filme – o clube está se reerguendo, e a dona do clube sobe a um palco vazio para cantar uma música deprê?)

O elenco é bom, além de Christina Aguilera e Cher, temos Kristen Bell, Cam Gigandet, Peter Galagher, Eric Dane, Diana Agron, Julianne Hough, Alan Cumming e Stanley Tucci. Pena que quase nenhum dos atores consegue desenvolver algo convincente, devido aos clichês do roteiro.

Como show, Burlesque seria interessante. Mas como filme, ficou devendo. E, sobre a carreira cinematográfica de Christina Aguilera, aguardemos para saber se será fraca como as duas citadas acima ou como Justin Timberlake, que veio da indústria musical e já contabiliza alguns sucessos em sua carreira de ator…

Identidade

Crítica – Identidade

Desde que fiz o Top 10 de finais surpreendentes, tenho vontade de rever Identidade. Tempo livre no fim de semana, revi!

Dez pessoas ficam presas em um motel de beira de estrada por causa de uma forte chuva. Mas, um a um eles começam a ser assassinados. Ao mesmo tempo que procuram o assassino, tentam descobrir o que têm em comum.

Identidade é daquele tipo de filme que o quanto menos você souber, melhor. Acredito que já foi visto por boa parte dos leitores daqui do Blog, mas, em respeito aos que não viram, vou tomar cuidado para não soltar spoilers.

A estrutura do filme parece o clássico “whodoneit”, tipo os filmes da série Pânico: em um grupo de pessoas, um a um é assassinado, e o filme vai dando pistas para descobrirmos quem é o assassino. O Caso dos Dez Negrinhos, livro de Agatha Christie, é citado por uma personagem.

Mas só parece. A trama vai ficando mais complexa, incluindo até elementos que parecem sobrenaturais, até a sensacional reviravolta final. E é aí que a gente pára, porque é complicado falar mais sem comprometer a diversão de quem ainda não viu Identidade. Por mais que seja um filme de quase 10 anos atrás (foi lançado em 2003), tem gente que ainda não viu…

A direção estava nas mãos de James Mangold, que pouco antes fizera Garota Interrompida e Kate e Leopold, e recentemente dirigiu Encontro Explosivo. O elenco, liderado por John Cusack (competente como sempre), também conta com Amanda Peet, Ray Liotta, Rebecca DeMornay, Clea Duvall, Jake Busey, Alfred Molina, John C McGinley, John Hawkes e William Lee Scott. E, claro, Pruit Taylor Vince e seus olhos “nervosos” dão um toque extra especial ao filme.

Pra quem ainda não viu, fica aqui a recomendação. E pra quem viu, sugiro olhar o Top 10 de finais surpreendentes.

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Desconhecido
Ilha do Medo

Top 10: Atores que Envelheceram Bem

Atores que envelheceram bem

Semana passada postei aqui o Top 10 dos atores e atrizes que envelheceram mal, e prometi o Top 10 oposto: a galera que envelheceu bem.

Em vez de escrever um parágrafo para cada um, resolvi pegar fotos recentes, e mostrar a idade que cada um tinha na respoctiva foto. Tirando a atriz brasileira, as outras datas foram verificadas pelo imdb, acredito que tudo esteja correto.

Sem mais delongas, vamos ao Top 10!

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10. Sylvester Stallone

(foto tirada este ano, Stallone estava com 65 anos)

9. Susan Sarandon

(foto tirada este ano, Susan estava com 65 anos)

8. Sean Connery

(foto tirada ano passado, Sean estava com 80 anos)

7. Daryl Hannah

(foto tirada ano passado, Daryl estava com 51 anos)

6. Denzel Washington

(foto tirada este ano, Denzel estava com 57 anos)

5. Maitê Proença

(foto tirada este ano, Maitê estava com 52 anos – acho)

4. Viggo Mortensen

(foto tirada este ano, Viggo estava com 54 anos)

3. Michelle Pfeiffer

(foto tirada este ano, Michelle estava com 54 anos)

2. Tom Cruise

(foto tirada este ano, Tom estava com 49 anos)

1. Demi Moore

(foto tirada este ano, Demi estava com 49 anos)

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filmes de zumbi
filmes com nomes esquisitos

filmes sem sentido
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estilos dos anos 80
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filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil
estilos de filmes ruins
casais que não convencem
musicais para quem não curte musicais
melhores frases de filmes
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maiores mistérios de Lost
piores sequencias
melhores filmes de rock
melhores filmes de sonhos
melhores filmes com baratas
filmes com elencos legais
melhores ruivas
melhores filmes baseados em HP Lovecraft
filmes que vi em festivais e mais ninguém ouviu falar
Atores Parecidos
Atrizes Parecidas
filmes de lobisomem
melhores trilogias
filmes de natal
melhores filmes de 2010
coisas que detesto nos dvds
melhores filmes da década de 00
filmes de vampiro

melhores diabos
cenas de sexo esquisitas

ficção cientifica ou não ficção científica

filmes de vingança

marcos nos efeitos especiais
filmes estrangeiros que fazem referência ao Brasil

personagens que morreram e voltaram

filmes de macho
filmes de máfia
visual deslumbrante
favoritos do heu
filmes de humor negro
mulheres duronas
filmes com viagem no tempo
melhores lutas longas
melhores adaptações de quadrinhos de herois
piores adaptações de quadrinhos de herois
melhores filmes trash
filmes com teclados
stop motion
carros legais
naves legais
robôs legais
armas legais
alienígenas legais
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filmes doentios
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filmes slasher
melhores acidentes de carro
melhores mortes
cenas de nudez gratuita
realidade fake
melhores filmes de 2011
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melhores anjos
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melhores bares e restaurantes do cinema
atrizes mirins que cresceram
atores mirins que cresceram
melhores duplas policiais
filmes onde Nova York é destruída
atores que envelheceram mal

Branca de Neve e o Caçador

Crítica – Branca de Neve e o Caçador

Versão dark da história dos Irmãos Grimm!

Branca de Neve é a única pessoa no reino mais bonita que a Rainha Má. Por inveja, a Rainha manda um caçador encontrá-la na Floresta Negra e matá-la.

A ideia de mostrar o conto clássico sob uma ótica sombria era muito boa – originalmente, as histórias eram mais pesadas, mas estamos acostumados com a amenizada “visão Disney” dos contos de fada. Mas Branca de Neve e o Caçador, dirigido pelo estreante Rupert Sanders, caiu num sério problema de escolha de elenco. Kristen Stewart como Branca de Neve foi um erro grande. Não tenho nada contra Kristen, até falei bem dela na crítica de Runaways. Ela é até bonitinha – o problema é que nunca, repito, NUNCA ela será mais bonita que a Charlize Theron.

E isso porque estamos falando só de beleza física. Porque, se talento para atuar contar, aí é covardia. Charlize engole Kristen. E isso fica claro ao longo da projeção: Kristen passa o tempo todo inexpressiva, enquanto Charlize rouba cada cena onde aparece. Me vi torcendo por uma improvável vitória da vilã na cena final – a superioridade da rainha má me lembrou O Império Contra Ataca, quando um inexperiente Luke Skywalker ataca sem sucesso um Darth Vader que se defende apenas com uma mão.

Se a gente conseguir desligar este “pequeno” detalhe, Branca de Neve e o Caçador é até legal. O visual do filme é muito bom. Fotografia bem cuidada, belos cenários e figurinos, além de efeitos especiais muito bem feitos – gostei da cena da Floresta Negra “atacando” a Branca de Neve, lembrou o desenho animado.

No elenco, o grande nome é Charlize Theron, que, sozinha, já vale o ingresso. Kristen Stewart está inexpressiva como sempre, e Chris Hemsworth faz um replay do seu Thor. Ainda tem um outro personagem, interpretado pelo desconhecido Sam Claflin, não sei se estava no conto original ou se foi colocado pra criar um triângulo amoroso (tentativa de aproximação com Crepúsculo?). Mas, enfim, não rola química entre Kristen e nenhum dois dois candidatos a mocinho.

Uma coisa interessante foi a concepção dos anões – só não entendi por que oito em vez de sete. Atores de tamanho “normal”, alterados digitalmente, interpretam os oito anões: Ian McShane (Piratas do Caribe 4), Bob Hoskins (Uma Cilada Para Roger Rabbit), Nick Frost (Todo Mundo Quase Morto), Toby Jones (O Espião que Sabia Demais), Ray Winstone (A Invenção de Hugo Cabret), Eddie Marsan (Sherlock Holmes), Johnny Harris e Brian Gleeson. Fiquei imaginando como seria O Senhor dos Aneis com a tecnologia atual. Acho que prefiro o modo como Peter Jackson fez…

Branca de Neve e o Caçador é um pouco mais longo do que deveria. Não chega a cansar, mas poderia ter meia hora a menos sem prejudicar a história.

Agora vou procurar Espelho, Espelho Meu, outro filme da Branca de Neve lançado este ano…

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Alice no País das Maravilhas
As Aventuras do Barão Munchausen
Os Três Mosqueteiros

Matrix

Cítica – Matrix

Hora de rever Matrix!

Thomas Anderson vive uma vida dupla: de dia é programador em uma grande empresa; de noite é o hacker Neo. Quando ele é contactado pelo lendário hacker Morpheus, considerado um terrorista pelas autoridades, passa a ser perseguido. E quando encontra Morpheus, este mostra a o mundo real onde nós vivemos.

Todo mundo já viu Matrix, né? Todo mundo já sabe que é um filmaço, com efeitos especiais que marcaram uma geração e com uma história bem legal, né? O que falar então, hoje, 13 anos depois, deste novo clássico da ficção científica?

Em primeiro lugar, o filme dos irmãos Wachowski continua atual, não perdeu o “prazo de validade”. Os efeitos especiais, mesmo feitos no século passado (o filme é de 1999), ainda dão vontade de pausar e voltar a cena. O visual estilizado, muita câmera lenta, todo mundo de óculos escuros e couro preto, também continua cool. E a história ainda é interessante hoje em dia, com a filosofia de que somos marionetes vivendo num mundo irreal.

Aliás, falando em efeitos especiais, um parágrafo pra falar da briga Matrix vs Star Wars – Ep 1. Rolava uma expectativa muito grande sobre o novo filme da saga Guerra nas Estrelas, já se passavam 16 anos desde o último filme da trilogia clássica. E, enquanto o novo Guerra nas Estrelas decepcionou boa parte dos fãs, na mesma época apareceu este Matrix, filme do qual ninguém tinha ouvido falar, mas que trazia tudo o que os apreciadores de ficção científica gostavam. Matrix levou o Oscar de melhores efeitos especiais, deixando a Lucasfilm frustrada…

Os efeitos especiais são um capítulo à parte em Matrix. O efeito bullet-time, usado naquelas cenas onde a imagem congela e a câmera se move, foi copiado e reutilizado por metade da indústria cinematográfica depois deste filme. E Matrix não traz só bullet time, são vários os momentos extremamente bem feitos, incluindo tiroteios e explosões de tirar o fôlego – a explosão depois do choque do helicóptero no prédio é fantástica!

Matrix foi escrito e dirigido pelos irmãos Andy e Larry Wachowski – e fizeram um excelente trabalho, diga-se de passagem. Sobre eles, tenho dois comentários. O primeiro, profissional: curiosamente, eles nunca mais fizeram nada do mesmo nível. Antes de Matrix, fizeram apenas um filme, Ligadas Pelo Desejo, thrillerzinho meia boca com cara de Supercine. Depois, além das duas continuações, só fizeram Speed Racer por enquanto. Ou seja, um filme digno de listas de melhores filmes da história da ficção científica; o resto da carreira é dispensável.

O outro comentário é pessoal: de um tempo para cá, pediram para não serem mais chamados de “Wachowski Brothers”, e sim de “The Wachowskis”. Larry teria mudado de sexo, e virado Lana Wachowski. E Larry/Lana é tão reservado(a), que na sua página do imdb nada consta sobre o caso… Bem, nada contra, se ele/ela for mais feliz assim…

O elenco traz Keanu Reeves talvez no melhor papel de sua vida. Reeves nunca foi reconhecido como um ator versátil. Mas o seu estilo se encaixa perfeitamente no do protagonista Neo. Carrie Ann Moss idem, na época parecia que teríamos uma nova e bela estrela, mas ela nunca mais conseguiu um papel tão relevante como a Trinity. Os grandes Laurence Fishburn e Hugo Weaving estão ótimos com os seus Morpheus e Agente Smith. Ainda no elenco, Joe Pantoliano e alguns nomes que não vingaram depois, como Marcus Chong, Anthony Ray Parker, Julian Arahanga e Belinda McClory.

Matrix teve duas continuações, filmadas simultaneamente, num projeto totalmente equivocado do estúdio. Matrix Reloaded, o segundo filme, lançado em 2003, nem é ruim, traz uma boa evolução nos efeitos especiais, mas deixa pontas soltas que seriam resolvidas no filme seguinte. Matrix Revolutions, lançado no mesmo ano de 2003, não só deixa as pontas soltas como é bem mais fraco que os outros dois. Seria melhor que tivessem feito apenas uma continuação!

Agora tomarei coragem para ver os outros dois…

12 Horas

Crítica – 12 Horas

Estreia de diretor brasileiro em Hollywood!

Quando sua irmã desaparece, Jill se convence que foi obra do mesmo serial killer que a sequestrou dois anos antes. O problema é que a polícia não acredita nela, acha que ela nunca foi sequestrada, que tudo foi fruto da sua imaginação.

Tem muita gente por aí criticando o diretor Heitor Dhalia (Nina, O Cheiro do Ralo, À Deriva) por causa de sua estreia hollywoodiana. Segundo estes críticos, Dhalia teria, “se vendido” ao esquema, já que não fez um projeto autoral, e sim um filme comercial. 12 Horas (Gone, no original) não é um filmaço, mas está longe de ser um filme ruim. Na minha humilde opinião, não foi um retrocesso na carreira de Dhalia.

Mas fica claro que 12 Horas é um “filme de produtor”. Dhalia deu entrevistas dizendo que tinha muito pouco controle sobre o filme, até para ensaiar com os atores, ele precisava da presença do produtor. Mas existem “filmes de produtor” ruins, e este não é um desses.

A trama é bem conduzida por Dhalia. O que é mais interessante aqui é que a gente não sabe se a história de Jill realmente aconteceu, ou se foi tudo dentro da sua cabeça – dúvida que persiste até o final do filme. Aliás, o final não agradou a todos, mas heu gostei.

Se tem algo que merece críticas é o roteiro de Allison Burnett, que força a barra de vez em quando. Tipo, todo mundo que fala com Jill se lembra de detalhes minuciosos sobre tudo. Mais: se o serial killer for real, por que a polícia não tem registros de outros casos?

Amanda Seyfried lidera um elenco sem nenhum destaque positivo, mas com alguns atores abaixo do esperado. Wes Bentley tem a mesma expressão durante todo o filme; Jennifer Carpenter pouco aparece; e Katherine Moennig parece que só está lá para mostrar o cabelo mal penteado. Ainda no elenco, Daniel Sunjata, Emily Wickersham, Sebastian Stan e Michael Paré, aquele mesmo, o canastrão de Ruas de Fogo, no papel de chefe de polícia.

Por último, só não entendi o título do filme em português, “12 Horas”. Esse intervalo de tempo nunca é mencionado ao longo do filme, e Jill usa mais horas na busca pela irmã. E é curioso que o diretor seja brasileiro, por que será que ele não palpitou no nome que o filme seria distribuído no próprio pais?

Vida longa a carreiras de brasileiros em Hollywood!

Iron Sky

Crítica – Iron Sky

O que? Nazistas no lado escuro da Lua??? Pára tudo, quero ver!

Secretamente, nazistas construíram uma base no lado escuro da Lua no fim da Segunda Guerra Mundial, onde, isolados do mundo (literalmente!), estão construindo uma gigantesca máquina de guerra para conquistar o planeta. Descobertos 70 anos depois, eles seguem com o plano de invadir a Terra.

Produção finlandesa, alemã e australiana, Iron Sky não é tão bom quanto parecia ser. A premissa é muito boa, e o filme acerta em alguns aspectos, como as cenas no espaço e os cenários e naves nazistas. Mas um roteiro fraco e personagens idem tornam o resultado mediano.

Na verdade, tudo em Iron Sky remete aos clássicos filmes B: sinopse absurda, produção barata e atores pouco conhecidos (Julia Dietze, Peta Sergeant, Stephanie Paul, Christopher Kirby e Udo Kier). A diferença para os filmes B de antigamente é que aqui os efeitos especiais são bem feitos, mas isso se deve pela evolução da tecnologia – hoje é muito mais fácil se fazer bons efeitos especiais (o filme Monstros é uma produção independente quase caseira que custou 15 mil dólares, e que traz monstros alienígenas bem convincentes). Mas, na essência, estamos diante de um legítimo filme B.

A ideia era muito boa, nazistas isolados da tecnologia atual, invadindo o planeta com discos voadores e zeppelins – e com toda a pompa que sempre acompanha o nazismo no cinema. Não é uma invasão perfeita? Em vez de alienígenas, são nazistas herdeiros da Segunda Guerra. Vilões perfeitos!

Mas o roteiro é fraco demais. O filme dirigido pelo finlandês Timo Vuorensola (que é vocalista de uma banda de black metal industrial!) é previsível e bobo, a piada inicial não se sustenta por muito tempo. E tem uma coisa que achei estranha: quando mostra a reunião das Nações Unidas, não reparei se tinha um representante da Alemanha. A Alemanha de hoje não tem nada a ver com os nazistas da Lua, mas acho que questionariam isso numa reunião da ONU. E cadê os alemães contemporâneos?

Mesmo assim, gostei do resultado final. Pelo menos é diferente do óbvio que infesta o mercado. E como o filme é curtinho, passa rapidinho enquanto a gente aprecia o visual dos aparatos nazistas com cara de steampunk… Ah, e gostei do fim do filme! (E claro que não vou contar aqui quem ganha a guerra…)

Não tenho ideia se o filme será lançado. Consegui uma versão com o som original – quando os diálogos são em inglês, fica sem legendas; quando são em alemão, temos legendas em inglês…

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Paul

Top 10: Atores que Envelheceram Mal

Top 10: Atores que Envelheceram Mal

Quando fiz o Top 10 de atores mirins que cresceram, pensei em outros tipos de atores que mudaram com o tempo. Que tal aqueles que envelheceram bem e os que envelheceram mal? Comecemos pelos que envelheceram mal!

Keith Richards merece uma menção honrosa aqui. Por mais que ele estivesse em Piratas do Caribe, ele não é ator. E hoje, em 2012, me questiono se ele ainda pode ser classificado como alguém que “envelheceu mal” – sua aparência física era piada nos anos 90, ele foi citado como um “dead man walking” no Oscar de 1996. Dezesseis anos depois, o cara ainda tá aí… Richards hoje transcendeu a piada! Mesmo assim, ele merece a citação, e por isso ele é a imagem principal do post!

Com relação aos que estão nesta lista com pouco glamour, a gente tem que entender que a idade chega para todos. Muitos engordam, muitos perdem o cabelo, muitos precisam apelar a plásticas. Mas a gente também tem que entender que essas pessoas da lista não são pessoas “normais”, são celebridades que vivem sob os holofotes da mídia, e precisam se cuidar mais do que nós, reles mortais. E, convenhamos, eles não só não se cuidaram, como exageraram, né?

Vamos à lista?

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10.Melanie Griffith

Melanie Griffith apareceu para o mundo novinha, ainda nos anos 70. Fez sucesso nos anos 80, época de Dublê de Corpo, Totalmente Selvagem e Uma Secretária de Futuro. Hoje, casada com Antonio Banderas, tem um visual que dá medo.

9. Andre de Biasi

Me surpreendi ao ver o eterno Lula de Armação Ilimitada em Meu Nome Não É Johnny, careca e acabado… Kadu Moliterno, seu parceiro de programa de tv, também está velho, mas não parece tão mal.

8. Cristiana Oliveira

Diz a lenda que Cristiana Oliveira engordou e enfeiou por causa de um personagem de novela. Não consegui achar fotos mais recentes dela, se ela emagreceu de volta, tiro ela deste Top 10. Enquanto isso, a foto de baixo dá saudades da Juma, de Pantanal.

7. Steven Seagal

Um das mais marcantes características de Steven Seagal é que ele era um grande lutador. Hoje ele ainda luta bem, mas está grande em outro aspecto. Não se cuidou e engordou muito.

6. Kirstie Alley

Kirstie Alley encantou meio mundo com sua beleza nos anos 80, primeiro na TV com o seriado Cheers, depois no cinema com os filmes Olhe Quem Está Falando. Mas depois engordou tanto que ganhou um reality show próprio para perder peso, o Kirstie Alley Contra a Balança.

5. Marlon Brando

Marlon Brando foi um grande símbolo sexual nos anos 50. Mas depois de um tempo, chutou o balde. Em Apocalypse Now (1979), foi contratado para viver um coronel louco que estava isolado no meio do nada no Vietnam. Por que tão gordo?

4. Kathleen Turner

Kathleen Turner era sinônimo de sensualidade nos anos 80, quando fez Corpos Ardentes e Crimes de Paixão. Não à toa, é dela a voz da Jessica Rabbit em Uma Cilada Para Roger Rabbit, de 1988. 13 anos depois, ela fez um travesti na série Friends

3. Val Kilmer

Val Kilmer interpretou um Jim Morrison perfeito no filme The Doors, de 1991. Talvez para continuar imitando o músico, Kilmer também engordou mais do que era pra ter engordado depois de um tempo…


2. Kelly LeBrock

Num passado não muito distante, Kelly LeBrock foi a “dama de vermelho” e a “mulher nota mil”. Hoje ela é apenas um exemplo de como plásticas podem dar errado – e olha que não estou falando do ganho de peso!

1. Mickey Rourke

É difícil de acreditar, mas Mickey Rourke já foi galã, na época de 9 1/2 Semanas de Amor e O Selvagem da Motocicleta. Depois de algumas decisões erradas na vida (como boxe e plásticas mal feitas), ele retomou a carreira de ator, mas agora só pega papeis grotescos.

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Em breve, Top 10 dos atores que envelheceram bem!

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Minha Vida Sem Mim

Crítica – Minha Vida Sem Mim

Com apenas 23 anos, mas já mãe de duas meninas, Ann descobre que está com câncer terminal e só tem mais dois meses de vida. Diferente do esperado, ela não conta para ninguém sua nova situação. Mas resolve criar uma lista de coisas para fazer antes de morrer.

A premissa parecia aquele filme Antes de Partir, onde Jack Nicholson e Morgan Freeman fazem uma lista de coisas para fazer antes de “chutar o balde” (o título original é The Bucket List). Mas não, a lista de Ann é muito mais modesta, e com coisas mais reais, como “dizer mais às minhas filhas que eu as amo”. E por isso mesmo, muito mais próxima do público comum.

Pelo elenco principal – Sarah Polley, Mark Ruffalo, Scott Speedman – a gente poderia achar que se trata de um filme americano. Nada disso, é uma co-produção entre Canadá e Espanha. E, realmente, Minha Vida Sem Mim (My Life Without Me, no original, lançado em 2003) tem cara de filme europeu. Afinal, foi escrito e dirigido pela pouco conhecida espanhola Isabel Coixet. E ainda tem a El Deseo, produtora dos irmãos Agustín e Pedro Almodóvar, na produção executiva.

Aliás, o elenco é o que Minha Vida Sem Mim tem de melhor. Sarah Polley (que curiosamente fez Madrugada dos Mortos no ano seguinte) lidera o elenco de maneira espetacular como a jovem mãe que se vê num beco sem saída. Mark Ruffalo, hoje badalado como o “Hulk que deu certo” (antes dele, Eric Bana e Edward Norton não convenceram no mesmo papel) também está perfeito como o amante amargurado. E ainda tem alguns europeus, como Maria de Medeiros (a cabelereira), Leonor Watling (a vizinha) e Alfred Molina (o pai), contracenando com as americanos Deborah Harry (sim, a Debbie Harry do grupo Blondie, aqui fazendo a mãe) e Amanda Plummer (a colega de trabalho). Todos estão muito bem. Só não gostei muito do marido, interpretado por Scott Speedman – mas não sei se isso foi por causa do ator ou do personagem escrito para ele.

O filme é triste, claro – um filme onde a protagonista tem uma doença terminal não poderia ser de outro jeito. Mas não é depressivo, a gente até consegue dar algumas risadas ao longo da projeção.

Minha Vida Sem Mim não é para qualquer hora. Mas é um belo filme.

p.s.: Curiosidade para os fãs de Supernatural: o médico é interpretado por Julian Richings, que fez “A Morte” no seriado. Olhando pra cara dele, heu diria que ele tem mais cara de morte do que de médico…

Homens de Preto 3

Crítica – Homens de Preto 3

Dez anos depois do segundo filme, chega aos cinemas o terceiro MIB!

Um alienígena criminoso viaja no tempo e mata o agente K (Tommy Lee Jones), aterando a linha do tempo. J (Will Smith) precisa voltar no tempo para 1969 e encontrar o jovem agente K (Josh Brolin), para salvá-lo, e também salvar o planeta e a raça humana.

Já faz um bom tempo que não vejo os dois primeiros filmes, então não posso comparar. Mas posso dizer que, assim como os outros dois, este novo Homens de Preto é bem divertido!

Barry Sonnenfeld, que andava meio sumido, volta à cadeira de diretor – ele também dirigiu os outros dois, Homens de Preto (1997) e Homens de Preto 2 (2002). Mais uma vez ele consegue encontrar um bom equilíbrio entre a ação, a comédia e a ficção científica. E ainda acrescenta à trama uma bem bolada viagem no tempo.

Will Smith e Tommy Lee Jones repetem a boa parceria (que já foi citada aqui no Top 10 de melhores duplas policiais). Pena que dura pouco tempo, a maior parte do filme é com Josh Brolin no papel de K. Nada contra Brolin – o cara merece o meu respeito, esteve em Goonies, Planeta Terror e dois filmes seguidos dos irmãos Coen, Onde os Fracos Não Têm Vez e Bravura Indômita! – mas confesso que prefiro Jones no papel. Além do trio principal, o elenco conta com Emma Thompson, Alice Eve e Bill Hader. Jemaine Clement e Michael Stuhlbarg também mandam bem como dois carismáticos alienígenas.

O elenco está bem, mas tem uma coisa que me incomodou – aliás, um erro recorrente em Hollywood: a idade dos atores. Josh Brolin é 22 anos mais novo que Tommy Lee Jones, diferença de idade incompatível para fazer o mesmo personagem em um intervalo de 43 anos. Mas, até aí, ainda vai, porque o K de Brolin era para ser mais novo e ter cara de mais velho (ele fala que tem 29 no filme, enquanto o ator está com 44 anos). O pior problema está com a Emma Thompson, que tem 53 – e tem cara de quem está com seus cinquenta anos. Ela não poderia ser adulta em 1969, muito menos ser interpretada por Alice Eve, que tem 30 anos e aparenta a idade que tem. O intervalo de tempo deveria ser menor, ou então deveriam escolher atores com idades mais próximas aos personagens.

Deixando este “detalhe” de lado, Homens de Preto 3 é bem divertido. Gostei muito da reconstituição de 1969, com aliens semelhantes aos dos filmes da época; assim como gostei das referências ao universo pop (Lady Gaga, Andy Warhol). Também achei boa a solução apresentada pelo fim do filme.

Ainda preciso falar da bem cuidada maquiagem, ao cargo do veterano Rick Baker (Guerra nas Estrelas, Um Lobisomem Americano em Londres, o videoclipe Thriller do Michael Jackson) – são vários os alienígenas criativos, todos muito bem feitos. Outros destaques são os excelentes efeitos especiais e a boa trilha sonora de Danny Elfman.

Deu vontade de rever os outros filmes…

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