God Bless America

Crítica – God Bless America

Frank é um homem de meia idade, frustrado com a vida e com problemas de relacionamento com a filha, que mora com sua ex. Ao mesmo tempo que é demitido injustamente, descobre que tem uma doença terminal. Resolve então aproveitar o resto de sua vida, matando pessoas inúteis – desde participantes de reality shows e homofóbicos até pessoas que falam ao celular dentro do cinema.

O que me chamou a atenção para este filme foi o nome do diretor/ roteirista Bobcat Goldthwait. O leitor pode não ter boa memória, mas heu me lembro bem dele, era o Zed, um dos melhores personagens da série Loucademia de Polícia. Não ouço falar dele há tempos, mas a sinopse do seu filme pareceu interessante.

Logo no início de God Bless America, uma cena quase estraga o filme. Frank tinha um objetivo interessante ao longo do filme: atacar pessoas falsas e vazias. A invasão ao apartamento vizinho – justamente a cena inicial – muda o alvo, para algo que não tem nada a ver. Vou falar que quase perdi a vontade de continuar a ver o filme. Felizmente, a cena inicial é exceção. O foco do filme é outro, muito mais interessante.

A ideia da crítica social é interessante. A nossa sociedade é cheia de pessoas que idolatram valores errados, e muitas vezes temos vontade de atacar essas pessoas. Goldthwait consegue levantar a questão, mas, infelizmente, se perde no desenvolvimento. Alguns diálogos parecem forçados, parece que Goldthwait queria defender algumas ideias, mas se perdeu no meio do caminho.

O elenco é composto basicamente de dois atores (tem mais, mas todos em papeis pequenos), os pouco conhecidos Joel Murray, como Frank, e Tara Lynne Barr, como a adolescente que o acompanha. A química entre os dois é interessante, ambos fazem um bom trabalho. God Bless America ainda traz uma boa quantidade de violência gráfica, e uma boa dose de humor negro.

O resultado final fica abaixo de obras como Assassinos Por Natureza, do Oliver Stone. Mas serve para levantar a discussão sobre a futilidade da sociedade onde vivemos.

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Bad Ass
Kick-Ass

Prometheus

Crítica – Prometheus

Finalmente, chegou um dos mais aguardados filmes de 2012!

Um grupo de arqueólogos descobre uma pista sobre a origem da humanidade na Terra. Uma grande corporação então organiza uma expedição a um planeta distante, onde vão procurar respostas para questões existenciais.

Antes de começar a falar de Prometheus, preciso avisar que NÃO é um filme da franquia Alien. “Ué, mas esse filme não era um prequel do primeiro Alien? Bem, mais ou menos. Explico.

Prometheus é um prequel sim. Mostra o universo dos filmes Alien, antes do que aconteceu lá longe, no primeiro, Alien, o Oitavo Passageiro, dirigido pelo mesmo Ridley Scott em 1979. Mas não é um filme sobre a criatura “alien” – os xenomorfos e “face hughers”. Isso pode causar uma grande decepção em boa parte dos espectadores, que vão ao cinema para ver os bicharocos com sangue ácido e uma boca dentro da outra. Então, caro leitor, deixe-me avisá-lo logo: Prometheus NÃO é um filme sobre os aliens!

Dito isso, vamos ao filme. Prometheus não é Alien, mas é muito bom. Ridley Scott está de volta!

Prometheus entrega o “prometido” (desculpem, mas o trocadilho era inevitável…): misto de ficção científica com suspense e pitadas de terror, trama mostrando elementos do universo Alien, efeitos especiais excelentes e uma cenografia com um visual embasbacante – os cenários e alienígenas seguem o traço do pintor H. R. Giger, o criador do xenomorfo original.

O visual de Prometheus é realmente impressionante. Todos aqueles cenários devem ser digitais, mas a qualidade da imagem faz tudo parecer muito real. A fotografia do filme é belíssima!

O elenco é muito bom. Michael Fassbender está excelente como o androide “da vez” (não, não é spoiler). Noomi Rapace, da versão sueca de Os Homens que Não Amavam as Mulheres, manda bem com a sua “nova Ripley” (personagem de Sigourney Weaver nos quatro filmes da série Alien). Charlize Theron também está ótima com a fria chefe. Só não gostei de Guy Pearce mal maquiado como o idoso Weyland. Por que não contratar um ator veterano? Ou pelo menos fazer uma maquiagem bem feita? Ainda no elenco, Idris Elba, Logan Marshall-Green, Sean Harris, Rafe Spall e uma ponta de Patrick Wilson.

Prometheus é bom, mas não é perfeito. O roteiro tem algumas falhas (como é que logo o geólogo responsável pelo mapeamento do local é o cara que se perde?), e são muitos personagens mal desenvolvidos… E ainda tem outro problema: a responsabilidade de ser “a nova ficção científica dirigida por Ridley Scott”. Scott foi o diretor de dois dos maiores filmes da história da ficção científica: Alien, o Oitavo Passageiro (1979) e Blade Runner, o Caçador de Androides (1982). Prometheus é bom, mas perde na inevitável comparação.

Mas, na minha humilde opinião, o pior defeito de Prometheus é não ser uma história fechada. O fim do filme deixa claro que teremos uma continuação em breve. E sabendo que um dos roteiristas é Damon Lindelof, que tem Lost no currículo, a gente fica com o pé atrás com relação a pontas soltas…

Mesmo assim, Prometheus é um grande filme, e merece ser visto no cinema – parte do visual deslumbrante vai se perder no lançamento em dvd / blu-ray. Vi a versão em 3D, mas não senti nada essencial, acredito que possa ser visto em 2D sem nenhum prejuízo.

Agora aguardamos a continuação. Que seja tão boa quanto a continuação do primeiro Alien!

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Se você gostou de Prometheus, o Blog do Heu recomenda:
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Força Sinistra
Distrito 9

Tomboy

Crítica – Tomboy

Laure é uma menina de dez anos que acabou de se mudar com a família para um novo condomínio. Ao sair para conhecer as crianças da vizinhança, ela se apresenta como Michael, e todos acreditam que ela é um menino.

O filme francês Tomboy passou há pouco nos cinemas, e foi muito elogiado pela crítica. Mas, sinceramente, não concordo com todos os elogios.

Escrito e dirigido por Céline Sciamma, Tomboy tem uma grande virtude: aborda um tema delicado sem ser panfletário. O assunto é polêmico, mas o filme não levanta nenhuma bandeira.

O trabalho da atriz mirim Zoé Héran é realmente muito bom, de longe a melhor coisa do filme. Ela passa uma naturalidade impressionante, e merece todos os elogios que a crítica fez – mesmo para um adulto, não deve ser fácil interpretar um papel de tamanha ambivalência sexual, e estamos falando de uma criança! O resto do elenco também está bem, mas nada que chame tanto a atenção quanto Zoé.

Mas tudo é tão leeento. Quase nada acontece – e olha que o filme é curtinho, menos de uma hora e vinte. Acho que Tomboy poderia ser um curta metragem, sem prejuízo para a narrativa…

(Me pareceu que Tomboy não tem trilha sonora, apenas uma música que a menina Lisa coloca no som. Isso ajudou a sensação de que muito pouco acontece durante a projeção.)

O resultado final decepciona. Um tema difícil, mostrado de uma maneira leve e sem levantar polêmicas, mas tão mal desenvolvido que acaba rápido demais, e deixa o espectador esperando por algo a mais.

Burlesque

Crítica – Burlesque

A jovem Ali vai para Los Angeles, em busca do sonho de viver como cantora e dançarina. Logo que conhece o clube Burlesque, se apaixona pelo local e faz de tudo para trabalhar lá.

Em sua estreia cinematográfica, a cantora Christina Aguilera parece que não quis ficar atrás de colegas como Mariah Carey e Britney Spears. Sim, seu filme decepcionou. Burlesque pode até não ser tão ruim quanto Glitter e Crossoroads (primeiros filmes de Mariah e Britney, respectivamente). Mas é tudo tão clichê que fica difícil gostar do filme.

Por si só, o enredo do filme escrito e dirigido pelo desconhecido Steven Antin já é batido ao extremo: jovem do interior que sonha com o estrelato vai para a cidade grande, começa a trabalhar no bar de um clube noturno e acaba virando a estrela. Some a isso vários personagens unidimensionais: o barman galã com um relacionamento complicado, o milionário que quer comprar tudo em volta, a dançarina rival, a ex-estrela que hoje é dona do clube, seu ex-marido sempre preocupado com a parte financeira… Tudo aqui é extremamente previsível.

Pelo menos os números musicais são quase todos bons, e Aguilera canta muito bem. Na parte musical, Burlesque é bastante eficiente, tanto nas performances vocais quanto nas coreografias.

(Falando nos números musicais, um dos pontos fracos do filme, na minha humilde opinião, foi justamente o da cantora Cher. Claro que ela iria cantar, mas a sua música não teve nada a ver com o momento do filme – o clube está se reerguendo, e a dona do clube sobe a um palco vazio para cantar uma música deprê?)

O elenco é bom, além de Christina Aguilera e Cher, temos Kristen Bell, Cam Gigandet, Peter Galagher, Eric Dane, Diana Agron, Julianne Hough, Alan Cumming e Stanley Tucci. Pena que quase nenhum dos atores consegue desenvolver algo convincente, devido aos clichês do roteiro.

Como show, Burlesque seria interessante. Mas como filme, ficou devendo. E, sobre a carreira cinematográfica de Christina Aguilera, aguardemos para saber se será fraca como as duas citadas acima ou como Justin Timberlake, que veio da indústria musical e já contabiliza alguns sucessos em sua carreira de ator…

Identidade

Crítica – Identidade

Desde que fiz o Top 10 de finais surpreendentes, tenho vontade de rever Identidade. Tempo livre no fim de semana, revi!

Dez pessoas ficam presas em um motel de beira de estrada por causa de uma forte chuva. Mas, um a um eles começam a ser assassinados. Ao mesmo tempo que procuram o assassino, tentam descobrir o que têm em comum.

Identidade é daquele tipo de filme que o quanto menos você souber, melhor. Acredito que já foi visto por boa parte dos leitores daqui do Blog, mas, em respeito aos que não viram, vou tomar cuidado para não soltar spoilers.

A estrutura do filme parece o clássico “whodoneit”, tipo os filmes da série Pânico: em um grupo de pessoas, um a um é assassinado, e o filme vai dando pistas para descobrirmos quem é o assassino. O Caso dos Dez Negrinhos, livro de Agatha Christie, é citado por uma personagem.

Mas só parece. A trama vai ficando mais complexa, incluindo até elementos que parecem sobrenaturais, até a sensacional reviravolta final. E é aí que a gente pára, porque é complicado falar mais sem comprometer a diversão de quem ainda não viu Identidade. Por mais que seja um filme de quase 10 anos atrás (foi lançado em 2003), tem gente que ainda não viu…

A direção estava nas mãos de James Mangold, que pouco antes fizera Garota Interrompida e Kate e Leopold, e recentemente dirigiu Encontro Explosivo. O elenco, liderado por John Cusack (competente como sempre), também conta com Amanda Peet, Ray Liotta, Rebecca DeMornay, Clea Duvall, Jake Busey, Alfred Molina, John C McGinley, John Hawkes e William Lee Scott. E, claro, Pruit Taylor Vince e seus olhos “nervosos” dão um toque extra especial ao filme.

Pra quem ainda não viu, fica aqui a recomendação. E pra quem viu, sugiro olhar o Top 10 de finais surpreendentes.

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Se você gostou de Identidade, o Blog do Heu recomenda:
A Órfã
Desconhecido
Ilha do Medo

Top 10: Atores que Envelheceram Bem

Atores que envelheceram bem

Semana passada postei aqui o Top 10 dos atores e atrizes que envelheceram mal, e prometi o Top 10 oposto: a galera que envelheceu bem.

Em vez de escrever um parágrafo para cada um, resolvi pegar fotos recentes, e mostrar a idade que cada um tinha na respoctiva foto. Tirando a atriz brasileira, as outras datas foram verificadas pelo imdb, acredito que tudo esteja correto.

Sem mais delongas, vamos ao Top 10!

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10. Sylvester Stallone

(foto tirada este ano, Stallone estava com 65 anos)

9. Susan Sarandon

(foto tirada este ano, Susan estava com 65 anos)

8. Sean Connery

(foto tirada ano passado, Sean estava com 80 anos)

7. Daryl Hannah

(foto tirada ano passado, Daryl estava com 51 anos)

6. Denzel Washington

(foto tirada este ano, Denzel estava com 57 anos)

5. Maitê Proença

(foto tirada este ano, Maitê estava com 52 anos – acho)

4. Viggo Mortensen

(foto tirada este ano, Viggo estava com 54 anos)

3. Michelle Pfeiffer

(foto tirada este ano, Michelle estava com 54 anos)

2. Tom Cruise

(foto tirada este ano, Tom estava com 49 anos)

1. Demi Moore

(foto tirada este ano, Demi estava com 49 anos)

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Se você gostou do Top 10: Atores que Envelheceram Bem, o Blog do Heu recomenda os outros Top 10 já publicados aqui:
filmes de zumbi
filmes com nomes esquisitos

filmes sem sentido
personagens nerds
estilos dos anos 80
melhores vômitos
melhores cenas depois dos créditos
melhores finais surpreendentes
melhores cenas de massacre
filmes dos ano 80 e 90 nunca lançados em dvd no Brasil
estilos de filmes ruins
casais que não convencem
musicais para quem não curte musicais
melhores frases de filmes
melhores momentos de Lost
maiores mistérios de Lost
piores sequencias
melhores filmes de rock
melhores filmes de sonhos
melhores filmes com baratas
filmes com elencos legais
melhores ruivas
melhores filmes baseados em HP Lovecraft
filmes que vi em festivais e mais ninguém ouviu falar
Atores Parecidos
Atrizes Parecidas
filmes de lobisomem
melhores trilogias
filmes de natal
melhores filmes de 2010
coisas que detesto nos dvds
melhores filmes da década de 00
filmes de vampiro

melhores diabos
cenas de sexo esquisitas

ficção cientifica ou não ficção científica

filmes de vingança

marcos nos efeitos especiais
filmes estrangeiros que fazem referência ao Brasil

personagens que morreram e voltaram

filmes de macho
filmes de máfia
visual deslumbrante
favoritos do heu
filmes de humor negro
mulheres duronas
filmes com viagem no tempo
melhores lutas longas
melhores adaptações de quadrinhos de herois
piores adaptações de quadrinhos de herois
melhores filmes trash
filmes com teclados
stop motion
carros legais
naves legais
robôs legais
armas legais
alienígenas legais
monstros legais
gadgets legais
filmes doentios
melhores vilões
filmes de comida
filmes slasher
melhores acidentes de carro
melhores mortes
cenas de nudez gratuita
realidade fake
melhores filmes de 2011
melhores deuses
melhores anjos
melhores Jesus
melhores bares e restaurantes do cinema
atrizes mirins que cresceram
atores mirins que cresceram
melhores duplas policiais
filmes onde Nova York é destruída
atores que envelheceram mal

Branca de Neve e o Caçador

Crítica – Branca de Neve e o Caçador

Versão dark da história dos Irmãos Grimm!

Branca de Neve é a única pessoa no reino mais bonita que a Rainha Má. Por inveja, a Rainha manda um caçador encontrá-la na Floresta Negra e matá-la.

A ideia de mostrar o conto clássico sob uma ótica sombria era muito boa – originalmente, as histórias eram mais pesadas, mas estamos acostumados com a amenizada “visão Disney” dos contos de fada. Mas Branca de Neve e o Caçador, dirigido pelo estreante Rupert Sanders, caiu num sério problema de escolha de elenco. Kristen Stewart como Branca de Neve foi um erro grande. Não tenho nada contra Kristen, até falei bem dela na crítica de Runaways. Ela é até bonitinha – o problema é que nunca, repito, NUNCA ela será mais bonita que a Charlize Theron.

E isso porque estamos falando só de beleza física. Porque, se talento para atuar contar, aí é covardia. Charlize engole Kristen. E isso fica claro ao longo da projeção: Kristen passa o tempo todo inexpressiva, enquanto Charlize rouba cada cena onde aparece. Me vi torcendo por uma improvável vitória da vilã na cena final – a superioridade da rainha má me lembrou O Império Contra Ataca, quando um inexperiente Luke Skywalker ataca sem sucesso um Darth Vader que se defende apenas com uma mão.

Se a gente conseguir desligar este “pequeno” detalhe, Branca de Neve e o Caçador é até legal. O visual do filme é muito bom. Fotografia bem cuidada, belos cenários e figurinos, além de efeitos especiais muito bem feitos – gostei da cena da Floresta Negra “atacando” a Branca de Neve, lembrou o desenho animado.

No elenco, o grande nome é Charlize Theron, que, sozinha, já vale o ingresso. Kristen Stewart está inexpressiva como sempre, e Chris Hemsworth faz um replay do seu Thor. Ainda tem um outro personagem, interpretado pelo desconhecido Sam Claflin, não sei se estava no conto original ou se foi colocado pra criar um triângulo amoroso (tentativa de aproximação com Crepúsculo?). Mas, enfim, não rola química entre Kristen e nenhum dois dois candidatos a mocinho.

Uma coisa interessante foi a concepção dos anões – só não entendi por que oito em vez de sete. Atores de tamanho “normal”, alterados digitalmente, interpretam os oito anões: Ian McShane (Piratas do Caribe 4), Bob Hoskins (Uma Cilada Para Roger Rabbit), Nick Frost (Todo Mundo Quase Morto), Toby Jones (O Espião que Sabia Demais), Ray Winstone (A Invenção de Hugo Cabret), Eddie Marsan (Sherlock Holmes), Johnny Harris e Brian Gleeson. Fiquei imaginando como seria O Senhor dos Aneis com a tecnologia atual. Acho que prefiro o modo como Peter Jackson fez…

Branca de Neve e o Caçador é um pouco mais longo do que deveria. Não chega a cansar, mas poderia ter meia hora a menos sem prejudicar a história.

Agora vou procurar Espelho, Espelho Meu, outro filme da Branca de Neve lançado este ano…

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Se você gostou de Branca de Neve e o Caçador, o Blog do Heu recomenda:
Alice no País das Maravilhas
As Aventuras do Barão Munchausen
Os Três Mosqueteiros

Matrix

Cítica – Matrix

Hora de rever Matrix!

Thomas Anderson vive uma vida dupla: de dia é programador em uma grande empresa; de noite é o hacker Neo. Quando ele é contactado pelo lendário hacker Morpheus, considerado um terrorista pelas autoridades, passa a ser perseguido. E quando encontra Morpheus, este mostra a o mundo real onde nós vivemos.

Todo mundo já viu Matrix, né? Todo mundo já sabe que é um filmaço, com efeitos especiais que marcaram uma geração e com uma história bem legal, né? O que falar então, hoje, 13 anos depois, deste novo clássico da ficção científica?

Em primeiro lugar, o filme dos irmãos Wachowski continua atual, não perdeu o “prazo de validade”. Os efeitos especiais, mesmo feitos no século passado (o filme é de 1999), ainda dão vontade de pausar e voltar a cena. O visual estilizado, muita câmera lenta, todo mundo de óculos escuros e couro preto, também continua cool. E a história ainda é interessante hoje em dia, com a filosofia de que somos marionetes vivendo num mundo irreal.

Aliás, falando em efeitos especiais, um parágrafo pra falar da briga Matrix vs Star Wars – Ep 1. Rolava uma expectativa muito grande sobre o novo filme da saga Guerra nas Estrelas, já se passavam 16 anos desde o último filme da trilogia clássica. E, enquanto o novo Guerra nas Estrelas decepcionou boa parte dos fãs, na mesma época apareceu este Matrix, filme do qual ninguém tinha ouvido falar, mas que trazia tudo o que os apreciadores de ficção científica gostavam. Matrix levou o Oscar de melhores efeitos especiais, deixando a Lucasfilm frustrada…

Os efeitos especiais são um capítulo à parte em Matrix. O efeito bullet-time, usado naquelas cenas onde a imagem congela e a câmera se move, foi copiado e reutilizado por metade da indústria cinematográfica depois deste filme. E Matrix não traz só bullet time, são vários os momentos extremamente bem feitos, incluindo tiroteios e explosões de tirar o fôlego – a explosão depois do choque do helicóptero no prédio é fantástica!

Matrix foi escrito e dirigido pelos irmãos Andy e Larry Wachowski – e fizeram um excelente trabalho, diga-se de passagem. Sobre eles, tenho dois comentários. O primeiro, profissional: curiosamente, eles nunca mais fizeram nada do mesmo nível. Antes de Matrix, fizeram apenas um filme, Ligadas Pelo Desejo, thrillerzinho meia boca com cara de Supercine. Depois, além das duas continuações, só fizeram Speed Racer por enquanto. Ou seja, um filme digno de listas de melhores filmes da história da ficção científica; o resto da carreira é dispensável.

O outro comentário é pessoal: de um tempo para cá, pediram para não serem mais chamados de “Wachowski Brothers”, e sim de “The Wachowskis”. Larry teria mudado de sexo, e virado Lana Wachowski. E Larry/Lana é tão reservado(a), que na sua página do imdb nada consta sobre o caso… Bem, nada contra, se ele/ela for mais feliz assim…

O elenco traz Keanu Reeves talvez no melhor papel de sua vida. Reeves nunca foi reconhecido como um ator versátil. Mas o seu estilo se encaixa perfeitamente no do protagonista Neo. Carrie Ann Moss idem, na época parecia que teríamos uma nova e bela estrela, mas ela nunca mais conseguiu um papel tão relevante como a Trinity. Os grandes Laurence Fishburn e Hugo Weaving estão ótimos com os seus Morpheus e Agente Smith. Ainda no elenco, Joe Pantoliano e alguns nomes que não vingaram depois, como Marcus Chong, Anthony Ray Parker, Julian Arahanga e Belinda McClory.

Matrix teve duas continuações, filmadas simultaneamente, num projeto totalmente equivocado do estúdio. Matrix Reloaded, o segundo filme, lançado em 2003, nem é ruim, traz uma boa evolução nos efeitos especiais, mas deixa pontas soltas que seriam resolvidas no filme seguinte. Matrix Revolutions, lançado no mesmo ano de 2003, não só deixa as pontas soltas como é bem mais fraco que os outros dois. Seria melhor que tivessem feito apenas uma continuação!

Agora tomarei coragem para ver os outros dois…

12 Horas

Crítica – 12 Horas

Estreia de diretor brasileiro em Hollywood!

Quando sua irmã desaparece, Jill se convence que foi obra do mesmo serial killer que a sequestrou dois anos antes. O problema é que a polícia não acredita nela, acha que ela nunca foi sequestrada, que tudo foi fruto da sua imaginação.

Tem muita gente por aí criticando o diretor Heitor Dhalia (Nina, O Cheiro do Ralo, À Deriva) por causa de sua estreia hollywoodiana. Segundo estes críticos, Dhalia teria, “se vendido” ao esquema, já que não fez um projeto autoral, e sim um filme comercial. 12 Horas (Gone, no original) não é um filmaço, mas está longe de ser um filme ruim. Na minha humilde opinião, não foi um retrocesso na carreira de Dhalia.

Mas fica claro que 12 Horas é um “filme de produtor”. Dhalia deu entrevistas dizendo que tinha muito pouco controle sobre o filme, até para ensaiar com os atores, ele precisava da presença do produtor. Mas existem “filmes de produtor” ruins, e este não é um desses.

A trama é bem conduzida por Dhalia. O que é mais interessante aqui é que a gente não sabe se a história de Jill realmente aconteceu, ou se foi tudo dentro da sua cabeça – dúvida que persiste até o final do filme. Aliás, o final não agradou a todos, mas heu gostei.

Se tem algo que merece críticas é o roteiro de Allison Burnett, que força a barra de vez em quando. Tipo, todo mundo que fala com Jill se lembra de detalhes minuciosos sobre tudo. Mais: se o serial killer for real, por que a polícia não tem registros de outros casos?

Amanda Seyfried lidera um elenco sem nenhum destaque positivo, mas com alguns atores abaixo do esperado. Wes Bentley tem a mesma expressão durante todo o filme; Jennifer Carpenter pouco aparece; e Katherine Moennig parece que só está lá para mostrar o cabelo mal penteado. Ainda no elenco, Daniel Sunjata, Emily Wickersham, Sebastian Stan e Michael Paré, aquele mesmo, o canastrão de Ruas de Fogo, no papel de chefe de polícia.

Por último, só não entendi o título do filme em português, “12 Horas”. Esse intervalo de tempo nunca é mencionado ao longo do filme, e Jill usa mais horas na busca pela irmã. E é curioso que o diretor seja brasileiro, por que será que ele não palpitou no nome que o filme seria distribuído no próprio pais?

Vida longa a carreiras de brasileiros em Hollywood!

Iron Sky

Crítica – Iron Sky

O que? Nazistas no lado escuro da Lua??? Pára tudo, quero ver!

Secretamente, nazistas construíram uma base no lado escuro da Lua no fim da Segunda Guerra Mundial, onde, isolados do mundo (literalmente!), estão construindo uma gigantesca máquina de guerra para conquistar o planeta. Descobertos 70 anos depois, eles seguem com o plano de invadir a Terra.

Produção finlandesa, alemã e australiana, Iron Sky não é tão bom quanto parecia ser. A premissa é muito boa, e o filme acerta em alguns aspectos, como as cenas no espaço e os cenários e naves nazistas. Mas um roteiro fraco e personagens idem tornam o resultado mediano.

Na verdade, tudo em Iron Sky remete aos clássicos filmes B: sinopse absurda, produção barata e atores pouco conhecidos (Julia Dietze, Peta Sergeant, Stephanie Paul, Christopher Kirby e Udo Kier). A diferença para os filmes B de antigamente é que aqui os efeitos especiais são bem feitos, mas isso se deve pela evolução da tecnologia – hoje é muito mais fácil se fazer bons efeitos especiais (o filme Monstros é uma produção independente quase caseira que custou 15 mil dólares, e que traz monstros alienígenas bem convincentes). Mas, na essência, estamos diante de um legítimo filme B.

A ideia era muito boa, nazistas isolados da tecnologia atual, invadindo o planeta com discos voadores e zeppelins – e com toda a pompa que sempre acompanha o nazismo no cinema. Não é uma invasão perfeita? Em vez de alienígenas, são nazistas herdeiros da Segunda Guerra. Vilões perfeitos!

Mas o roteiro é fraco demais. O filme dirigido pelo finlandês Timo Vuorensola (que é vocalista de uma banda de black metal industrial!) é previsível e bobo, a piada inicial não se sustenta por muito tempo. E tem uma coisa que achei estranha: quando mostra a reunião das Nações Unidas, não reparei se tinha um representante da Alemanha. A Alemanha de hoje não tem nada a ver com os nazistas da Lua, mas acho que questionariam isso numa reunião da ONU. E cadê os alemães contemporâneos?

Mesmo assim, gostei do resultado final. Pelo menos é diferente do óbvio que infesta o mercado. E como o filme é curtinho, passa rapidinho enquanto a gente aprecia o visual dos aparatos nazistas com cara de steampunk… Ah, e gostei do fim do filme! (E claro que não vou contar aqui quem ganha a guerra…)

Não tenho ideia se o filme será lançado. Consegui uma versão com o som original – quando os diálogos são em inglês, fica sem legendas; quando são em alemão, temos legendas em inglês…

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Dead Snow
Rare Exports – A Christmas Tale
Paul