
Deadgirl
Como prometido no tópico sobre Pervert!, eis o meu texto sobre Deadgirl. E aproveito para dizer que o melhor ficou para o fim – dos filmes listados na programação do SP Terror, este foi o que mais gostei!
Dois amigos adolescentes são típicos estudantes “excluídos”, desprezados pelos populares na escola. Em uma tarde matando aula, descobrem no porão de um hospital abandonado, amarrada a uma mesa, uma jovem nua. Detalhe: não sabemos se ela está viva ou morta! A relação com a “menina morta” mudará para sempre a vida deles.
Sim, trata-se de um filme de terror. E o interessante é que não se parece com nada que tem rolado por aqui em matéria de terror, às vezes parece até que estamos diante de um drama. Não rola nada dos clichês básicos dos filmes de terror, até o gore é pouco!
Aliás, arrisco a dizer que, de tão diferente, achei que se tratava de uma refilmagem. Depois de um monte de filmes de terror orientais refilmados em Hollywood (O Chamado, O Grito, Pulse, O Olho do Mal, etc.), parece que a onda agora é refilmar europeus. O espanhol REC virou Quarentena; o sueco Deixe ela entrar chega ano que vem aos cinemas americanos como Let Me In. Deadgirl é uma produção simples e inteligente, sem nomes conhecidos no elenco nem na parte técnica, mais focada na história do que nos (poucos) efeitos especiais. É, nem parece Hollywood!
A ação é centrada nos relacionamentos entre os jovens. Amigos de infância, os dois amigos são interpretados por Shiloh Fernandez e Noah Segan, que, apesar de desconhecidos, mandam bem. Atritos na amizade começam a surgir com a chegada da menina morta (Jenny Spain, outro nome a ser citado), que chega a ser usada como escrava sexual!
O ritmo do filme dirigido pela dupla Marcel Sarmiento e Gadi Harel é bem lento, acredito que propositalmente, para mostrar o dia-a-dia entediante dos jovens. Mesmo assim, o filme é interessantíssimo. E o fim guarda uma reviravolta sensacional!
Este é daqueles filmes com cara de que nunca serão lançados por aqui. Ou seja, bom download!








