Casamento Sangrento: A Viúva

Crítica – Casamento Sangrento: A Viúva

Sinopse (imdb): A noiva retorna em uma nova e sinistra rodada do tradicional jogo de esconde-esconde, agora com elementos sobrenaturais e demoníacos.

Lançado em 2019, Casamento Sangrento foi uma boa surpresa. Mas, pra comentar este segundo, precisarei falar spoilers do primeiro filme. Ou seja, se você pretende ver o primeiro, sugiro que pare de ler agora!

Em Casamento Sangrento, Grace se casa com um cara de uma família muito rica e poderosa, e existe uma tradição onde cada pessoa que entra na família precisa jogar um jogo. Ela sorteia uma carta, e precisa jogar pique esconde. Mas com o detalhe: se alguém encontrá-la, ela morre. Ou seja, a clássica trama do personagem tendo que fugir pela própria vida, a gente já viu essa história várias vezes. Mas quem me acompanha sabe que não acho ruim reciclar ideias, só acho ruim quando é mal feito e o resultado fica ruim.

Mas Casamento Sangrento tinha um diferencial na última cena – e é aqui que terei que dar o spoiler. Durante todo o filme a gente acha que é uma família de malucos assassinos, até que, na cena final, a gente descobre que tem algo sobrenatural por trás disso tudo, e que a família tem um pacto com o demônio. Como Grace sobrevive, cada um dos membros da família explode! Se até aquele momento o filme estava bom, ficou ainda melhor com o final inesperado.

Este final dificultava uma continuação. Como vamos seguir com uma história onde a família toda morreu por causa de um pacto demoníaco? Essa era a minha maior dúvida com relação a este novo filme. Mas posso dizer que conseguiram bolar uma nova trama, coerente com a proposta do primeiro filme.

Casamento Sangrento 2 (Ready or Not 2: Here I Come, no original) começa exatamente do ponto onde o primeiro termina. Grace ainda está com o vestido de noiva, suja com o sangue das pessoas que morreram, com a casa pegando fogo atrás. Ela é levada a um hospital, e vai precisar responder à polícia. Mas… Descobrimos que outras famílias também fazem parte do pacto demoníaco, e Grace, agora acompanhada de sua irmã Faith, será mais uma vez caçada.

A direção é dos mesmos Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, que têm uma produtora chamada Radio Silence, e que ganharam reconhecimento com o filme de 2019, e depois fizeram Abigail, Pânico 5 e Pânico 6. Manter o diretor costuma ser uma boa notícia para a qualidade de uma continuação.

Existe uma “regra não escrita” de continuações que diz que uma sequência precisa ter tudo que tinha no primeiro, mas em maior quantidade. Não sei se os diretores pensaram nisso, mas aqui é tudo maior. Se o primeiro filme era todo dentro de uma casa, este é num enorme resort. Se naquele filme era uma família, aqui são várias, com vários personagens exagerados e caricatos (alguns deles são ótimos!). Além disso, Casamento Sangrento 2 é MUITO violento. Mas não é aquela violência tensa e desagradável, o filme é muito engraçado, quem curte humor negro vai se divertir. Heu ri alto várias vezes ao longo do filme!

O elenco é bom. Samara Weaving é a única que volta (afinal, todo o resto do elenco morreu…), e faz uma boa dupla com Kathryn Newton (que tinha trabalhado com os diretores em Abigail). Uma coisa legal foi ver David Cronenberg num papel pequeno (sim, o diretor de A Mosca, Scanners, Videodrome, Gêmeos, etc). Sarah Michelle Gellar tem um papel importante, assim como Elijah Wood – a ironia é que ele também precisa lidar com um anel de poder. Também no elenco, Shawn Hatosy, Olivia Cheng, Nestor Carbonell e Kevin Durand.

Gostei de Casamento Sangrento 2, foi melhor do que heu esperava, mas preciso reconhecer que o roteiro tem umas facilitações no terço final. E aquela cena final foi bem forçada, acredito que não seria tão fácil. Felizmente, nada grave.

Casamento Sangrento não precisava de uma continuação, o final é redondinho. Mas pelo menos a continuação foi bem feita. Quem curtiu o primeiro vai gostar do segundo.

Devoradores de Estrelas

Crítica – Devoradores de Estrelas

Sinopse (imdb): Um astronauta tenta salvar a Terra enquanto está sozinho no espaço sideral.

Fico feliz quando um filme que estava na minha lista de expectativas se revela uma boa surpresa!

Devoradores de Estrelas (Project Hail Mary, no original) é o novo filme da dupla Phil Lord e Christopher Miller, de Uma Aventura Lego. Digo mais: o roteiro é de Drew Goddard, baseado num livro de Andy Weir, mesmos de Perdido em Marte. Com esse pedigree, a expectativa era alta. E preciso dizer que não saí do cinema decepcionado – Devoradores de Estrelas é emocionante e divertido, e vai fazer o espectador rir e chorar. Provavelmente estará na minha lista de melhores de 2026!

Grace acorda de um coma, num foguete interestelar, sem saber onde está e sem se lembrar de como foi parar ali. Através de flashbacks, descobrimos que ele é um professor de escola fundamental e está numa missão para salvar o sol. Ao chegar perto de outra estrela, acaba tendo contato com um ser alienígena, que aparentemente está naquele local em uma missão semelhante.

Toda a relação de amizade entre Grace e o alienígena, que ganha o apelido de Rocky, é muito bem construída. Desde os primeiros contatos, toda a construção da comunicação e depois a relação de interdependência – um ajuda o outro quando trabalham juntos. Além disso, todo o conceito do Rocky é muito bem bolado. O Rocky é completamente diferente de alienígenas presentes no audiovisual das últimas décadas, que normalmente usam formatos mais humanoides.

Sabendo que a direção era de Phil Lord e Christopher Miller, heu já desconfiava que seria um filme com muito humor. E sim, Devoradores de Estrelas tem várias sequências engraçadíssimas. A surpresa foi ver que os caras também sabem mexer com a emoção do espectador. Acredito que boa parte da audiência vai sair do cinema com olhos marejados, acompanhando a relação entre Grace e Rocky. Além disso, preciso dizer que algumas cenas são bem tensas, a dupla Lord & Miller acerta o ponto em todos os climas necessários.

Devoradores de Estrelas é baseado no livro homônimo. Não li, mas um amigo meu que leu fez uns comentários depois da sessão. Algumas alterações entre livro e filme não atrapalharam, como por exemplo a personalidade da personagem da Sandra Hüller, que no livro é mais séria. Mas teve uma coisa que senti falta. A gente aprende que eles precisam ir até uma estrela que fica a 11 anos luz de distância. Com a tecnologia atual, demoraria um absurdo de tempo – perguntei ao google, a resposta foi que precisaria de mais de 100 mil anos (não sou físico, peço desculpas). Mas o livro explica que os recém descobertos astrofágicos fazem possível uma viagem quase na velocidade da luz. Achei que faltou essa explicação no filme, seria um diálogo de poucos segundos.

Tecnicamente, o filme é perfeito. Não tenho uma vírgula a falar sobre os efeitos especiais, tanto do que acontece na nave espacial, quanto na parte alienígena. Aliás, teve um detalhe que achei genial: quando a nave está em gravidade zero, Grace fica flutuando, então ele amarrou cordas pelos corredores da nave, para ficar se locomovendo puxando pelas cordas.

No elenco, este é “o filme” do Ryan Gosling. Boa parte da projeção ele está sozinho, e seu personagem tem carisma o suficiente pra gente ficar ao lado dele e torcer por ele. E ele ainda protagoniza várias cenas bem engraçadas. Este filme não tem perfil de premiações, mas se ano que vem ele ganhar uma indicação ao Oscar por este papel, não será injusto.

Tem gente por aí comparando Devoradores de Estrelas com Interestelar. Mas preciso dizer que não concordo – Devoradores de Estrelas é muito melhor que o superestimado Interestelar. Nunca entendi por que tanta gente idolatra Interestelar, pra mim é um dos piores filmes do Christopher Nolan. Uma vez, conversando com um fã do Nolan, descobri que minha maior implicância com o diretor é por causa de Interestelar, o resto da sua filmografia é bem melhor (Inception, trilogia do Batman, Amnésia, Oppenheimer, vários grandes filmes). Enfim, aparentemente sou minoria, mas, pra mim, Interestelar não chega aos pés de Devoradores de Estrelas.

Por fim, queria comentar uma coisa que não tem nenhuma importância, mas heu curti: as camisas usadas pelo dr. Grace são camisas do estilo que heu gosto. Se heu ainda tivesse uma loja de camisas, provavelmente ia catar algumas daquelas estampas!

Devoradores de Estrelas é longo, são duas horas e trinta e seis minutos. Mas a trama é tão bem conduzida que não cansa. É o primeiro “filme obrigatório” de 2026!

Para Sempre Medo

Crítica – Para Sempre Medo

Sinopse (filmeb): O casal Malcolm e Liz viaja para uma cabana isolada para uma celebração romântica. Quando Malcolm parte inesperadamente para a cidade, Liz é confrontada por uma presença sinistra.

Em 2024, o diretor Osgood Perkins – ou Oz Perkins – lançou Longlegs, terror misturado com filme de investigação. Logo no ano seguinte, ele fez o divertido O Macaco, slasher misturado com comédia de humor negro. Lembro que na época que O Macaco foi lançado alguém me falou que tinha outro filme do mesmo diretor previsto para o mesmo ano, que era este Para Sempre Medo (Keeper, no original). A previsão era pra 2025, mas adiaram pro início de 2026.

Ti West dirigiu X, Pearl e Maxxxine, três filmes independentes, se passam em épocas diferentes, com personagens diferentes – mas três filmes que “conversam” entre si e podem ser vistos como uma trilogia. Já esses últimos três filmes do Oz Perkins estão bem longe de ser uma trilogia. Para Sempre Medo é um suspense onde uma mulher acha que está presa a um relacionamento abusivo, com uma pegada de terror sobrenatural na parte final – não digo mais por causa de spoilers.

(Heu acho que o melhor seria assistir Para Sempre Medo sem saber da parte sobrenatural, mas, mais uma vez, o trailer entrega mais do que deveria. Seria tão bom se trailers fossem pensados para guardar surpresas…)

Para Sempre Medo traz Liz, uma mulher que viaja com o namorado para uma cabana isolada no meio do mato. Ele precisa se ausentar, e ela começa a desconfiar dele. Só que as coisas escalam de uma maneira bem rápida. E existe um grande segredo escondido.

Para Sempre Medo é um filme curto, com uma história meio simples, mas Oz Perkins sabe criar um clima tenso. Além disso, algumas cenas são muito bem filmadas, Oz Perkins sabe posicionar sua câmera – gostei de um momento onde Liz está numa banheira, e o fundo aos poucos se transforma num rio. E curti a parte que entra no sobrenatural, fiquei curioso pra saber se é uma mitologia que já existe ou se foi algo inventado pelo roteirista.

O elenco é reduzido, mas funciona bem para o que o filme pede. Tatiana Maslany e Rossif Sutherland fazem o casal principal; Birkett Turton e Eden Weiss aparecem menos, como o irmão e sua namorada. Aliás, uma curiosidade sobre “nepobabies”: o diretor Oz Perkins é filho de Anthony Perkins; Rossif Sutherland é filho do Donald Sutherland, meio irmão do Kiefer Sutherland.

Para Sempre Medo não chega a ser ruim, até gostei do que vi. Mas é um filme inferior aos dois anteriores. Vamos torcer pro Oz Perkins dar uma respirada antes do próximo projeto, afinal, sempre preferimos qualidade do que quantidade.

A Noiva!

Crítica – A Noiva!

Sinopse (imdb): Na Chicago dos anos 30, Frankenstein pede ajuda ao Dr. Euphronius para criar uma companheira. Eles dão vida a uma mulher assassinada como a Noiva, provocando um romance, o interesse da polícia e uma mudança social radical.

Ano passado, a gente viu Frankenstein; este ano tem A Noiva de Frankenstein. Podia até ser uma continuação, mas uma produção não tem nada a ver com a outra.

A Noiva! (The Bride!, no original) é o novo filme escrito e dirigido pela atriz Maggie Gyllenhaal. Se seu primeiro filme como diretora, A Filha Perfeita, de 2021, era um projeto mais “simples”, baseado mais nas atuações das atrizes principais, aqui em A Noiva! ela resolve ousar e entrega uma produção de época, com cenários e maquiagens elaborados, e várias citações a outros filmes. Ela arriscou, e deu certo – o resultado ficou bem melhor que o seu primeiro e insosso filme.

(Gostei deste A Noiva!, mas, pelo meu gosto, na inevitável comparação, o Frankenstein do Guillermo Del Toro teve um resultado melhor…)

A criatura, aqui chamada de Frankenstein, procura uma médica que estudou as práticas do dr. Frankenstein, e pede uma companheira. Eles conseguem trazer de volta à vida um cadáver de uma mulher que acabou de morrer, que passa a viver uma louca aventura ao lado dele.

(A criatura aqui é chamada de “Frankenstein”, que na verdade seria o sobrenome do médico. É um erro, mas, deixemos assim.)

Se a criatura do Frankenstein é composta por diferentes pedaços de corpos costurados, parece que Maggie Gyllenhaal quis fazer algo parecido no seu filme. Tem desde Coringa 2 (quando começa uma rebelião de mulheres inspirada pela atitude da protagonista) até Bonnie & Clyde (o casal em fuga de carro pelo campo). Mas, na minha humilde opinião, a melhor citação foi ao Jovem Frankenstein, na melhor cena do filme, ao som de Puting on the Ritz.

Se por um lado essa mistura fica legal de se assistir, por outro lado o roteiro parece meio mal construído de vez em quando. Por exemplo, a personagem da médica some em determinado momento do filme. E a dupla de policiais não tem muita função na trama – aquele comentário de sempre: tire os policiais e o filme não perde nada.

Tecnicamente falando, o filme é muito bom. A maquiagem da criatura Frankenstein lembra a maquiagem clássica (diferente da recente versão do Del Toro, que tinha o rosto costurado). A Noiva! também traz algumas cenas bem violentas – aquela da cabeça sendo esmagada pela bota vai impressionar parte dos espectadores.

O elenco é bom, a diretora tem um grande currículo como atriz, então deve ser bem relacionada. Jessie Buckley e Christian Bale estão ótimos como o casal principal (ambos já tinham trabalhado com Maggie – Jessie estava no elenco de A Filha Perdida; Bale foi companheiro de cena em Batman O Cavaleiro das Trevas). Annette Bening também está bem como a médica, e Jake Gyllenhaal (irmão da diretora) faz uma espécie de Fred Astaire (um ator que canta, dança e sapateia). Se tem espaço pro irmão, também tem pro marido, Peter Sarsgaard, que faz uma dupla de policiais com Penélope Cruz.

Por fim, queria deixar um elogio à narrativa apresentada pela roteirista e diretora Maggie Gyllenhaal. Seu filme é assumidamente feminista, em vários aspectos. Mas em nenhum momento vemos uma tentativa de lacração. Nada soa forçado. Parabéns, é assim que se faz!

Kill Bill: The Whole Bloody Affair

Crítica – Kill Bill: The Whole Bloody Affair

Sinopse (imdb): A noiva deve matar seu ex-patrão e amante Bill, que a traiu no ensaio de casamento, atirou na cabeça e levou sua filha por nascer. Mas primeiro, ela deve fazer sofrer os outros quatro membros do Esquadrão da Morte.

Vai estrear no cinema uma “nova versão” de Kill Bill. Mas, é nova de verdade?

Tive sentimentos opostos depois que acabou a sessão. Por um lado, é sempre bom ver Tarantino no cinema, e como seu último filme foi só em 2019, estava rolando uma certa “abstinência”… Mas por outro lado, tem muito pouca novidade. Basicamente, vemos o primeiro filme, aí tem um intervalo de 15 minutos, depois o segundo filme, aí são créditos estendidos, pra só lá no fim de tudo, uma sequência inédita em animação.

Um breve comentário sobre Kill Bill. É uma saga de uma mulher que quer se vingar de cinco ex companheiros que a deixaram para morrer. E é um filme para fãs de Tarantino. O filme é cheio de exageros estilísticos – além de várias lutas com muito sangue jorrando, rolam cenas em preto e branco, coreografia em contra luz, planos-sequência com a câmera passeando pelo cenário sem cortes à la Brian de Palma – tem espaço até uma sequência em desenho animado! Tarantino aqui confirma a sua vocação de liquidificador de cultura pop e faz inúmeras citações. Faroeste italiano, filme de artes marciais, anime, trash, blaxploitation, seriados antigos, tudo isso fica consonante com as suas características habituais: diálogos afiados, edição fora da ordem cronológica e trilha sonora “cool”.

Agora, vou entrar num assunto polêmico. A divulgação deste novo lançamento diz que esta é a versão que o próprio Tarantino queria fazer na época, mas o estúdio o forçou a dividir em dois filmes. Mas, pra mim, isso é marketing. Porque sempre interpretei Kill Bill como dois filmes diferentes. Calma que vou explicar meu ponto de vista. Tarantino, ao longo de sua carreira, de vez em quando aponta seus filmes para uma direção para logo depois mudar, surpreendendo o espectador. Ele cria uma expectativa, para depois frustrá-la. Esse é um dos motivos que me fazem gostar dos filmes dele: são filmes fora do óbvio. Um exemplo: em Pulp Fiction, a gente acha que o protagonista é o John Travolta, mas seu personagem morre de repente no meio do filme. Outro exemplo ainda mais explícito: em Oito Odiados, de repente o espectador descobre que tem um personagem escondido no subsolo da casa. É um ator famoso, não é um figurante sem importância. A gente vê aquilo e pensa que o filme tomará outro rumo com a entrada do novo personagem – mas este morre logo, e o filme não muda de rumo. Isso sem contar com Bastardos Inglórios, que altera fatos históricos, matando Hitler num incêndio. Analisando sob este ponto de vista, Tarantino encerrou Kill Bill vol 1 com uma longa e sangrenta batalha entre a Noiva e os Crazy 88. Um final bastante catártico. Aí quando vemos o vol 2, e sabemos que a Noiva vai finalmente enfrentar o Bill, vemos uma luta muito mais contida, usando um elemento citado despretensiosamente no meio do filme. Cadê a luta catártica? Não tem. Mais uma vez, Tarantino frustrou a expectativa criada por ele mesmo. Ou seja, pra mim, sempre foram dois filmes separados.

Agora, falemos sobre esta “nova versão”. A animação inédita traz Aki, uma nova personagem que quer matar a Noiva. Se entendi direito a irmã da Gogo Yubari. Tiro porrada e bomba num desenho curtinho de 8 minutos. Divertido, mas não justifica uma ida ao cinema só por isso.

De resto, tem bem pouca coisa de novidade. O anime mostrando a infância da O-Ren Ishii é um pouco maior, tem uma sequência a mais. Durante a luta contra os Crazy 88, antes tinha uma sequência em P&B, agora é tudo colorido (decisão que achei ruim, era legal de repente tudo ficar P&B, era mais uma surpresa no filme). E acho que trocaram algumas músicas na trilha sonora. Se teve mais alterações além dessas, não reparei – e olha que revi os dois Kill Bill não faz muito tempo. Ou seja, pelas alterações, não vale ver essa nova versão.

(Lembro de quando a trilogia clássica de Star Wars foi relançada nos cinemas em 1997. Eram filmes que heu já tinha visto diversas vezes. E realmente teve novidades – algumas ruins, como o Greedo atirando antes; outras boas, como janelas com paisagens na cidade das nuvens em Bespin. Aliás, a maioria das alterações foi boa. Naquela ocasião, nenhum fã saiu frustrado do cinema por ter visto um filme igual ao anterior!)

Gostei de ter visto Kill Bill: The Whole Bloody Affair. Mas gostei porque Tarantino no cinema é sempre legal. Mas queria ter visto mais material diferente, a divulgação engana o espectador.

Fique até o fim dos créditos!

Pânico 7

Crítica – Pânico 7

Sinopse (imdb): Quando um novo Ghostface surge na pacata cidade onde Sidney Prescott reconstruiu sua vida, seus medos mais sombrios se tornam reais enquanto sua filha se torna o próximo alvo do assassino.

Precisava de mais um Pânico? Claro que não. Mas dá bilheteria, né?

Houve turbulências durante a produção do filme, mas não sei de detalhes. O que sei é que Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, diretores de Pânico 5 (2022) e 6 (2023), optaram por não fazer o sétimo filme, então o roteirista Kevin Williamson sugeriu seu amigo Christopher Landon como um substituto adequado – mas Landon também saiu fora. Williamson tinha convencido Neve Campbell a voltar para a franquia, então Neve convenceu Williamson a assumir a direção.

Kevin Williamson tem um bom currículo como roteirista (Pânico, Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado, Prova Final), mas, como diretor, só tinha dirigido um único filme, Tentação Fatal, que não é lá grandes coisas. Agora, em seu segundo filme como diretor, parece que Williamson seguiu um caminho “seguro”. A estrutura do sétimo filme é bem parecida com a dos filmes anteriores – como, por exemplo, começar com um prólogo com personagens que não estarão no resto do filme.

Aliás, aqui também tem uma sequência que fala de metalinguagem, coisa que acontece desde o reboot de 2022. Naquele filme tem uma cena que fala sobre o conceito de requel, mistura de reboot com sequel. No filme de 2023 falam sobre clichês de franquias. Agora a cena fala de nostalgia, de usar elementos dos filmes clássicos nos novos filmes. Boa sacada.

Por outro lado, tudo é muito previsível e cheio de conveniências de roteiro – por exemplo, se a Sidney precisa ir até a filha, que está longe, e não consegue abrir o carro, ia voltar e pedir carona em vez de andar. Ou a entrada triunfal da Gale, no timing exato. Mas pelo menos algumas sequências são boas, como aquela da garagem com os plásticos pendurados. E teve um jump scare que me pegou!

No elenco, o grande lance aqui é a volta de Neve Campbell, que não estava no filme anterior. Aqui ela é a protagonista, Courtney Cox aparece como coadjuvante. Existe todo um elenco novo, de pessoas desconhecidas, mas queria citar um nome, bem secundário para este filme: McKenna Grace. Assim como em Five Nights at Freddy’s 2, ano passado, ela tem um papel bem pequeno aqui. McKenna parece estar querendo se firmar como um nome importante no cinema fantástico, afinal, ela também estava em Ghostbusters, Maligno, Anabelle 3, Amityville O Despertar e, claro, A Maldição da Residência Hill. Belo currículo, e ela ainda tem 19 anos!

Pânico 7 fala sobre deep fake. Não vou entrar em detalhes por causa de spoilers, mas foi uma boa ideia usar um tema bem atual. Só achei que forçaram um pouco na sequência final, porque mostra vários personagens de outros filmes, e não sei se quem criou os deep fakes não teria como saber aqueles rostos todos. Mas foi uma bela homenagem a outros atores que passaram pela franquia.

Por fim, queria reclamar dos títulos dos filmes pós Wes Craven (diretor dos primeiros, já falecido). Pânico 5 foi lançado como “Pânico”, sem número, mesmo nome do filme de 1996 – o que não faz o menor sentido, são dois filmes com títulos iguais. O sexto filme usou algarismos romanos, “Pânico VI”. E agora voltou ao algarismo arábico, “Pânico 7”. Caramba, por que não padronizar???

Pânico 7 tem uma breve cena no meio dos créditos, e estreia hoje no circuito.

O Morro dos Ventos Uivantes

Crítica – O Morro dos Ventos Uivantes

Sinopse (imdb): Uma história de amor apaixonada e tumultuada que tem como pano de fundo os pântanos de Yorkshire, explorando o relacionamento intenso e destrutivo entre Heathcliff e Catherine Earnshaw.

Antes de tudo, preciso falar que nunca li o livro. Foram algumas diferentes versões cinematográficas, vi a de 1992, com Juliette Binoche e Ralph Fiennes, mas vi na época e nunca revi, então não lembrava de nada da história. Como de costume aqui no heuvi, os comentários serão sobre o filme, e não sobre o livro que deu origem.

Só queria fazer um breve comentário, porque ouvi gente reclamando que a escolha do Jacob Elordi seria errada, porque no livro o Heathcliff não é branco. Ora, na versão de 92, Heathcliff era o Ralph Fiennes. Essa reclamação está atrasada, não?

O Morro dos Ventos Uivantes (Wuthering Heights, no original) é o terceiro filme de Emerald Fennell, que tirou onda ganhando Oscar de melhor roteiro original (além de indicações para filme e diretora) por seu filme de estreia, Bela Vingança, de 2020. Em 2023 ela fez Saltburn, bom filme, mas não tão bom quanto Bela Vingança. E agora chega seu terceiro filme, bem mais fraco que os dois anteriores…

(Detalhe: o título do filme, no poster, está entre aspas. É um meio discreto que Emerald Fennell usou para avisar “galera, este filme não é exatamente a mesma história, é a minha versão, ok?”)

O Morro dos Ventos Uivantes não é bom. Não é um lixo, mas tem muito mais problemas que virtudes. Duas coisas me incomodaram muito, uma sobre a história, a outra do filme em si. Vamos por partes.

Sobre a história, não sei vocês, mas heu tô de saco cheio com gente que alimenta problemas desnecessários. Ele gosta dela, ela gosta dele, mas ninguém fala nada e eles não ficam juntos. Isso não é um problema exclusivo desse livro/filme, isso tem de monte por aí, inclusive na vida real. Galera, qual é a dificuldade de você verbalizar o que você sente por alguém? Pra que problematizar algo que não é um problema? Aí, no filme, vemos Heathcliff decepcionado com algo que ele ouviu – mas não confirmou – e vai embora. E volta anos depois, dizendo que sempre amou Cathy. Cara, se você a ama, por que foi embora? Você se ausentou, “a fila andou”. Agora não reclame! E ela também fica fazendo jogo duro – pra que??? Sei lá, esse tipo de problema me enche o saco.

Agora, sobre o filme, o problema é que é chato e arrastado. São duas horas e quinze, e aquela história poderia facilmente ser contada em uma hora e meia. É impossível passar pela reta final do filme, repetindo a mesma coisa várias vezes, sem ficar olhando pro relógio.

Além disso, O Morro dos Ventos Uivantes tem algumas coisas meio estranhas. O figurino usa umas roupas que parecem de plástico, talvez celofane. Qual é o sentido de usar um tecido que não parece compatível com a época que o filme se passa? Faço o mesmo comentário sobre alguns momentos musicais usando Charlie XCX, umas músicas que não têm nada a ver com o clima do filme, parecia um videoclipe.

Um amigo comentou que O Morro dos Ventos Uivantes era pra ser um romance gótico, mas virou um thriller erótico. Mas, olhando pelo lado erótico, achei bem fraco. O filme tem zero nudez, e pouquíssimas cenas de sexo. Ok, algumas cenas sugerem erotismo em situações do dia a dia, como por exemplo alguém sovando massa de pão na mesa. Mas na minha humilde opinião é tudo muito discreto pra ser chamado de thriller erótico.

Nem tudo é ruim. A fotografia é muito boa – talvez o único elogio que faço sem nenhuma ressalva. Várias cenas são belíssimas, daquelas que dá vontade de pausar e colocar num quadro. Também gostei das cenas que envolvem Heathcliff e Isabella, uma relação bem tóxica, mas que foi bem escrita e bem filmada.

No elenco, Margot Robbie e Jacob Elordi servem para o que o filme propõe: um casal bonito e carismático. Não precisa de grandes atuações, a ideia é que eles façam o básico. A melhor do elenco é Alison Oliver, que faz Isabella, é um personagem bem mais interessante que o casal principal. E achei legal ver Owen Cooper, o garoto de Adolescência, em seu primeiro papel para o cinema. Também no elenco, Hong Chau, Shazad Latif e Martin Clunes.

O Morro dos Ventos Uivantes está em cartaz, e aparentemente não está agradando. Espero que Emerald Fennell tenha melhor sorte no seu quarto filme.

O Som da Morte

Crítica – O Som da Morte

Sinopse (imdb): Um grupo de estudantes desajustados do ensino médio se depara com um artefato amaldiçoado, um antigo apito mortal asteca. Eles descobrem que, ao soarem o apito e ouvirem o som aterrorizante que ele emite, suas futuras mortes os assombrarão.

Bora pra mais um terror genérico?

Em O Som da Morte (Whistle, no original), um grupo de jovens estudantes acha um antigo apito maia (ou asteca – já vou comentar sobre isso), e todos os que ouvem o som desse apito são perseguidos pela morte.

Sim, a premissa parece Premonição. A diferença é que em Premonição as pessoas que estão fugindo da morte acabam sofrendo acidentes bizarros e imprevisíveis (e isso acabou sendo o melhor da saga), enquanto aqui a pessoa é perseguida pelo seu “eu futuro”. Tipo assim: se você vai morrer daqui a dez anos em um acidente, você passa a ser perseguido por um fantasma que é você acidentado, dez anos mais velho.

(Existe um problema de conveniência de roteiro. A velocidade que o fantasma te alcança depende de quanto o roteiro está precisando. Pode ser imediatamente, pode ser depois de dias. Mas, não vou reclamar, porque isso é algo recorrente em filmes assim – inclusive no citado Premonição.)

O Som da Morte até tem seus méritos, mas o roteiro é bem fraco. Por exemplo, a protagonista se muda pra casa do primo, e o filme nem mostra se existe uma família ou não (são adolescentes, deveria ter um pai e/ou uma mãe). Todo o núcleo de personagens é muito mal elaborado, eles não se gostam, mas do nada inventam uma festa e todos são convidados – e só eles estão presentes, não tem mais ninguém. Isso sem contar as facilitações tipo um professor que consegue ler o que está escrito em asteca (ou maia), ou uma personagem que só entra em cena para dizer fatos exatos sobre o artefato. Além disso, o roteiro é cheio de clichês que parecem tirados de outros filmes. Tem Premonição, tem Fale Comigo, tem Sorria 2, tem Linha Mortal, tem até Clube dos Cinco!

(Sobre o maia ou asteca: determinada cena eles estão pesquisando cultura asteca, outra cena é cultura maia. Afinal, o artefato vem de onde?)

Mesmo assim, não achei de todo ruim. A direção é de Corin Hardy, de A Freira e da série Gangs of London. Tem algumas boas sacadas na direção, gostei do plano sequência na feira. E algumas mortes são bem legais – a do acidente de carro ficou muito boa.

No elenco, o papel principal é de Dafne Keen, a X23 de Logan. Sophie Nélisse, de Yellowjackets, é talvez a melhor num elenco fraco. O filme também tem participações especiais de Nick Frost e Michelle Fairley.

Tem uma cena no meio dos créditos com um gancho para uma possível continuação. Mas na minha humilde opinião podia parar por aí mesmo.

Dupla Perigosa

Crítica – Dupla Perigosa

Sinopse (imdb): Uma dupla improvável de meio-irmãos, um detetive impulsivo e outro disciplinado, é atraída pelo assassinato de seu pai no Havaí, levando-os a uma jornada perigosa para desmascarar uma conspiração de longo alcance.

Outro dia vi um videozinho no Instagram com a Morena Baccarin e o Jason Momoa, ele fala com ela em espanhol, e ela responde “I don’t speak spanish, cause I’m from Brasil. I speak portuguese. Seu idiota!” Fui catar de onde era e achei este Dupla Perigosa / The Wrecking Crew, estreia da Prime, com os dois, mais Dave Bautista e Temuera Morrison no elenco. Aproveitei pra ver.

A direção é de Angel Manuel Soto, de Besouro Azul (onde, coincidência ou não, ele dirigiu outra brasileira, Bruna Marquezine). Ele apresenta um resultado cheio de cenas de ação e bom humor. É previsível? Sim, totalmente. Mas sabe aquele feijão com arroz bem feito? É o caso aqui. Soto usa bem os clichês a favor de seu filme.

Tecnicamente, Dupla Perigosa é muito bom. Abre com um plano sequência que começa num take aéreo de uma cidade, entra numa rua onde acontece uma festa popular e segue uma perseguição a pé no meio de uma multidão. E temos várias cenas de lutas bem filmadas – a primeira, com Jason Momoa seminu contra três membros da Yakuza, é divertidíssima. No quesito “tiro porrada e bomba”, Dupla Perigosa não decepciona.

Agora, a gente sabe que é um filme de ação descompromissado, mas tem algumas coisas que forçaram a barra demais. Determinado momento do filme, os personagens estão num carro, sendo perseguidos por vilões armados, numa moto e num helicóptero. Ok, cena cheia de adrenalina, mas… Em primeiro lugar: como os vilões sabiam onde os mocinhos estavam? E se sabiam, não seria mais fácil num lugar menos “aberto”? Mais: era um elevado com duas pistas, cheio de carros batidos e capotados. Como um carro consegue escapar? Não tem espaço! Ok, sei que metade dos filmes com cenas de perseguição têm o mesmo problema, mas é algo que precisa ser dito: quando um carro capota e atravessa a estrada, não dá pra passar!

Heu até aceitava essa cena do helicóptero. Cena absurda, mas está dentro do limite aceitável em filmes do gênero. Mas teve outra que não deu pra passar. Um milionário, badalado na sociedade, quer construir um grande empreendimento – ilegal, mas ele quer mexer os pauzinhos para conseguir seu objetivo. Aí em determinado momento ele grava um vídeo, mostrando o rosto, dizendo que sequestrou pessoas. Galera, esse cara NUNCA iria mostrar o rosto num vídeo que mostra uma ação criminosa! Seria o seu fim!

O elenco é bom. Jason Momoa e Dave Bautista são carismáticos e funcionam bem juntos. E ambos têm porte físico compatível com a proposta de filme de ação com porradaria. Jacob Batalon, o amigo gordinho do Homem Aranha, faz um bom alívio cômico. Morena Baccarin, Roimata Fox e Frankie Adams estão bem, mas têm pouco espaço, Dupla Perigosa é assumidamente um “filme de meninos”. Claes Bang está apenas ok como antagonista, confesso que gostei mais do vilão secundário vivido por Miyavi, o japonês com o corte no rosto, ele aparece pouco, mas pareceu um personagem bem melhor. Por fim, Maia Kealoha, a filha do Dave Bautista, é a Lilo do recente Lilo & Stitch.

Pra quem gosta de filme de ação onde não precisa usar muito o cérebro, Dupla Perigosa é uma boa opção. E, já disse outras vezes mas não canso de repetir: pra mim, “cinema é a maior diversão”, então Dupla Perigosa se encaixa nos meus critérios. Me diverti vendo, apesar dos clichês e da previsibilidade.

Por fim, queria implicar com o título nacional. “The Wrecking Crew” seria algo como “equipe de demolição” – o nome original não é bom. Mas, “Dupla perigosa”??? Detalhe: não é uma dupla qualquer, são irmãos! O título nacional parece uma comédia besta de sessão da tarde! O filme merecia mais do que isso!

Destruição Final 2

Crítica – Destruição Final 2

Sinopse (imdb): A família sobrevivente Garrity deve deixar a segurança do bunker da Groenlândia e embarcar em uma jornada perigosa pelo deserto gelado dizimado da Europa para encontrar um novo lar.

Antes de falar do filme, um comentário irônico sobre o título nacional. Afinal, se teve uma “destruição final”, o segundo filme seria uma hora e meia de tela preta! Mas entendo a mudança, afinal, o nome original, “Groenlândia”, não é um nome muito bom pra vender ingressos. Pior foi com “28 Dias”, que resolveram chamar de “Extermínio”. Aí quando veio a continuação, “28 semanas”, virou “Extermino 2″…

Enfim, vamos ao filme. Em 2020, tivemos Destruição Final O Último Refúgio, um filme catástrofe com uma pegada um pouco diferente. O foco do filme não era na catástrofe em si, e sim nas pessoas tentando sobreviver. Boa ideia, um filme diferente do óbvio, pena que não era exatamente um grande filme. Agora temos uma continuação dirigida pelo mesmo Ric Roman Waugh e estrelada pelos mesmos Gerard Butler e Morena Baccarin (trocou o ator que faz o filho, agora é Roman Griffin Davis, de Jojo Rabbit e A Longa Marcha).

No primeiro filme, um cometa se chocou com a Terra, matando boa parte da população e alterando várias coisas da natureza que conhecemos. Os personagens se salvaram porque se isolaram num bunker. Cinco anos depois, em Destruição Final 2 (Greenland 2: Migration, no original), a vida no bunker não está muito fácil, e rola uma teoria de um local onde a sobrevivência seria mais viável: a cratera causada pelo choque do cometa, que fica na França. A família tenta então ir até lá – daí o “migration” do título original.

Destruição Final 2 não é um grande filme. Mas, alguém esperaria ver um grande filme numa continuação daquele que já não foi tão grandes coisas assim? Pensando sob este aspecto, Destruição Final 2 não é ruim. É um filme competente, traz algumas boas sequências, outras nem tanto, mas, distrai o espectador por pouco mais de uma hora e meia.

O roteiro tem aquele formato em etapas: a família tem que enfrentar um obstáculo de cada vez – como se fossem fases de um videogame. Algumas dessas fases são boas, admito que gostei da passagem pelo Canal da Mancha sem água, a sequência é absurda, mas é tensa e bem filmada. Outras fases são exageradas além do ponto – tem um momento onde eles atravessam uma guerra, no meio de trincheiras e soldados em fogo cruzado. Essa parte da guerra foi desnecessária…

Como disse antes, Destruição Final 2 não é um grande filme. Mas se você estiver com expectativa baixa, vai curtir.